quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Desconstruindo as falácias liberais: A Doutrina Social da Igreja e as leis trabalhistas!

Leão XIII inaugurou o ensino social da Igreja reconhecendo sabiamente a existência duma questão social dentro do capitalismo, o que punha os trabalhadores numa condição de grave risco público. 
"Em todo o caso, estamos persuadidos, e todos concordam nisto, de que é necessário, com medidas prontas e eficazes, vir em auxílio dos homens das classes inferiores, atendendo a que eles estão, pela maior parte, numa situação de infortúnio e de miséria imerecida. O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se o monopólio do trabalho e dos papéis de crédito, que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e de opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários."- Papa Leão XIII, RERUM NOVARUM, número 2. 

É comum entre liberais - aqui, com o termo "liberais" classificamos todos que se ligam as teses econômicas dos liberais clássicos quanto às dos anarcocapitalistas; embora saibamos das diferenças teóricas entre estas duas correntes acreditamos que o termo "liberais" bem as define pois ambas consideram que a atividade econômica deve ser livre da interferência do Estado e dos critérios da moral tradicional, ainda que discordem no que tange ao tamanho ou papel e existência do Estado -  asseverar que sem leis trabalhistas a condição do empregado melhoraria. A falácia é bem montada nos seguintes termos: 

1- Sem encargos sociais sobre o contracheque do empregado sobrariam mais recursos ao capitalista. 
2- Sobrando mais recursos haveria mais capital disponível para investimento.
3- Com mais investimento haveria mais empregos. 
4- Logo o pleno emprego seria o resultado final
5- Com menos encargos mais pessoas empreenderiam e os patrões poderiam, até, pagar salários maiores para estimular o trabalho e o incremento da qualidade do produto final.  
6- O número de empreendimentos aumentaria; com mais concorrentes o preço final do produto seria menor e todos se beneficiariam. 

O raciocínio parece perfeito e irrefutável. Mas não é. 

O primeiro erro é considerar que a economia funciona como uma máquina; desmontar essa premissa liberal é fulcral para desconstruir toda a teorização decorrente da mesma. Os economistas do século 19 e 20 construíram modelos matemáticos e mecânicos de comportamento da economia que levam em conta alguns postulados: a idéia de que é possível equilibrar oferta e demanda, a noção de homem econômico - que age sempre em função de maximizar lucros e reduzir custos - e a de que é pertinente crer num crescimento estável e contínuo da economia. 

A premissa em tela não leva em conta que a economia é feita por fatores humanos, que ela é fruto dum conjunto de decisões humanas fragmentadas, desordenadas, desconectadas e com fins múltiplos. A crença liberal de que a mão invisível do mercado racionalizará, no fim das contas, todas estas ações em prol do equilíbrio do mercado é mais uma falácia que consiste em apostar que, do caos, pode surgir uma ordem como produto espontâneo. As recorrentes crises do capitalismo no século 19 - onde não havia regulação estatal sobre o capitalismo - prova que a tese da mão invisível não funciona quando examinamos a história e que o estado natural da economia capitalista é o desequilíbrio e uma luta contínua pelo equilíbrio teorizado pelos economistas. Logo a ciência econômica atual se aproxima muito de um utopismo que consiste em apostar num paraíso capitalista de produção e consumo. 

A economia não é uma máquina previsível porque ela é feita de homens e homens são imprevisíveis. A noção de homem econômico é uma ficção pois parte da falácia de que produtores e consumidores tem todas as informações e os meios necessários para escolher o que comprar a fim de maximizar a utilidade e o prazer - um trabalhador pobre não tem opção a não ser comprar produtos de baixa qualidade pois é o que seu salário permite(numa visão estritamente liberal, progressivamente este produto seria eliminado do mercado pela concorrência; sabemos, porém, que não é assim). Outrossim, a desconsideração dos fatores relacionais no interior do processo econômico de circulação de mercadorias, de extração de matéria prima, de produção, onde homens trabalham e interagem com outros homens, é outra falha grave do pensamento liberal; onde há relações entre homens há problemas morais - conflitos de interesses, ambições, exploração, mentira comercial, espionagem industrial, injustiças, etc - e onde há problemas deste quilate é necessário intervir estipulando princípios éticos e legais que regulem as ações econômicas em prol do bem comum. O liberalismo simplesmente ignora questões éticas e nunca levanta a interrogação sobre o que é o agir justo do patrão para com o empregado e vice versa, entre comerciantes, entre industriais, dos bancos para com os outros agentes da economia, etc. A ignorância crassa dos liberais sobre tudo isso leva-os a construir esquemas de um mundo econômico que funcionaria perfeitamente apenas com base nas leis venais da oferta e procura. 

Esclarecido isto é um erro cabal crer que empregados serão beneficiados com o fim das leis trabalhistas pelas seguintes razões:

1- É verdade que, sem encargos sociais, haveria mais capital disponível ao empregador para investir; mas nada garante que ele investiria no aumento das vagas de trabalho. 

2- No capitalismo atual vem sendo frequente o investimento pesado em otimização da produtividade o que consiste em ampliar a eficácia da mão de obra. Nesse âmbito o sistema procura fazer que, com o mesmo número de empregados, se produza bem mais que antes. Assim, nada assegura que haveria mais empregos pelo simples fato de não haver encargos que disponibilizassem capital. 

3- Se é verdade que menos encargos tornariam mais fácil a abertura dum empreendimento, não é automaticamente verdade que isso traria empregos com salários maiores. A lógica do sistema, que consiste em maximizar lucros, pode cartelizar o mercado salarial mantendo os pagamentos baixos. Sem encargos não haveria capital para suster os sindicatos. O empregados ficariam a mercê de acordos individuais de trabalho sem mediação de órgãos de representação profissional. Assim poderiam fazer pouco ou nada caso os empresários se articulassem para cartelizar o mercado salarial. 

Liberais poderiam argumentar dizendo que, aumentando o número de empreendimentos haveria mais vagas de trabalho; num quadro de manutenção da oferta de mão de obra isso exigiria o aumento salarial para segurar o trabalhador e manter a produção. Numa situação dessa haveria mais competitividade o que exigiria dos patrões uma política de manutenção da mão de obra com bons salários para poder concorrer com qualidade. Num certo sentido tal argumento faria sentido mas levemos em conta que, num horizonte de liberalismo total, não haveria encargos nem regulação estatal; logo, a competição seria amplíssima e ferocíssima num dado momento; depois deste momento ela seria reduzida pela mesma lógica da concorrência: os mais fortes e mais eficazes venceriam e dariam origem a oligopólios, sobretudo nos nichos mais altos da economia, onde o aporte de capital necessário para investir precisa ser maior. Se, num momento inicial haveria um possível aumento salarial, no momento posterior haveria queda; as empresas que tivessem sido vencidas ou desapareceriam ou iriam se especializar em atender os nichos inferiores da economia, onde a qualidade é menor e os salários pagos são pequenos. As empresas fechadas liberariam mão de obra e barateariam seu preço, reduzindo salários por efeito do aumento de sua oferta. 

Em suma: nada demonstra que o fim dos encargos e das leis trabalhistas irá melhorar a situação do empregado. Outrossim, ainda que a renda média aumentasse, a segurança diminuiria; não haveria mais aposentadoria por invalidez, por exemplo. Não haveria mais licença saúde. Em que condições ficaria um empregado que, tendo exercido seu ofício por dez anos, adquirisse uma doença incapacitante? Se numa sociedade liberal não haveria lugar para direitos trabalhistas haveria para um programa de ajuda pública aos inválidos? Evidente que não. Um programa desse exigiria impostos sobre o mundo da produção, coisa que todo liberal repudia. A única saída para o empregado seria poupar radicalmente durante seus anos de trabalho. A poupança forçada para o tempo de velhice e de uma possível invalidez, reduziria o consumo. Com redução do consumo nas faixas médias e baixas da população, teríamos um impacto profundo na produção. 

O cenário, nesse caso, seria tétrico, mesmo se observarmos a questão apenas dum ponto de vista econômico. Dum ponto de vista social seria mais que tétrico. A seguir esse caminho, veríamos a classe trabalhadora cair no "colo" dos comunistas, pesadelo de qualquer liberal. A tese dos liberais, de que o fim das leis do trabalho trariam prosperidade geral é pouco sustentável e efetivamente arriscadíssima para a sociedade. 

Rafael G. Queiroz. 





terça-feira, 2 de agosto de 2016

Papa Francisco e seu diálogo com o Islam: conexões ocultas!

Francisco, o rabino Skorka e o islamita Abboud no muro das lamentações em Israel. 







INTRODUÇÃO

Não é de hoje que Bergoglio – o papa Francisco – se notabiliza por manter boas relações com o mundo islâmico. Recentemente, durante a JMJ, mais um capítulo desta novela macabra se realizou. O pontífice negou que o terrorismo tenha a ver com a jihad islâmica. Para o mesmo o terror é resultante da pobreza, da injustiça social, etc. O Islão não teria culpa alguma. É uma religião essencialmente pacífica, segundo o parecer de Francisco. Ao mesmo tempo que insiste em considerar o terror islamita como produto de questões sociais e econômicas, fala de "fundamentalismo religioso", dando a entender que luta deve ser mesmo é contra o radicalismo e não contra os pretensos problemas econômicos que gerariam o terror. 

Ainda para Bergoglio – como ele mesmo deixou claro na entrevista dada após o fim da JMJ2016 em Cracóvia: 

Não é justo falar que o Islã é terrorista, eu não gosto de falar de violência islâmica. Senão teremos que falar também em violência católica. Na Itália, um mata a namorada outro a sogra, são católicos batizados, são violentos católicos. Em todas as religiões existem os fundamentalistas”( In: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/08/papa-francisco-fala-sobre-terrorismo-com-jornalistas-no-aviao-papal.html).

Para o papa a violência de um católico que, negando-se a cumprir os mandamentos de sua religião, mata o próximo, é idêntica a de um muçulmano que mata em razão de um mandamento expresso do Corão. É verdade que nem todo o muçulmano adota a tática terrorista, mas também é verdade que não é possível dissociar completamente o terrorismo islâmico de fontes alcorânicas e de uma certa interpretação do texto sagrado islamita. Todavia Bergoglio faz vistas grossas a tudo isso e deliberadamente se nega a reconhecer publicamente os problemas inerentes a fé maometana. Antes o pontífice remete a questão a um vago "fundamentalismo" que seria comum a todas as religiões de raiz abrâamica, fundamentalismo que teria que ser combatido com todas as forças. 

Um das leis básicas da História é que nada se compreende fora dum contexto mais amplo e de longa ou média duração. Assim, a atuação de Francisco no curso das relações com o Islão se explicam a partir deste contexto maior. É o que buscaremos esclarecer abaixo. 

BERGOGLIO E SUA AMIZADE COM O ISLÃO

Bergoglio costuma dizer que para ser um bom católico, antes se deve ser um bom judeu. É capaz de finalizar uma missa em um colégio católico anunciando aos presentes que vai orar com os evangélicos. Sem acanhamento, disse certa vez que gostaria que muitos cristãos tivessem o compromisso e a integridade de um amigo dele que é ateu...e hpa poucos dias pediu que os católicos se reconciliassem com os muçulmanos. Quem é Francisco? Certamente o homem de toda as religiões”( In: Himitian, Evangelina. A vida de Francisco. Objetiva, Rio de Janeiro, 2013, p. 159).

O trecho acima, de uma biografia de Bergoglio, escrita por Evangelina Himitian, pesoa bastante próxima de Francisco, deixa bem claro a natureza moral do Papa. Um homem de todas as religiões. A definição não poderia ser mais verdadeira.

Quanto a isso é importante destacar as relações de Francisco com o Islão, relações que provém da época em que era arcebispo de Buenos Aires. Estas começaram através de seu contato com Omar Abboud, presidente do Instituto de Diálogo Inter-Religioso de Buenos Aires, instituto criado por Bergoglio, Omar e o rabino Daniel Goldman – rabino que estudou Talmudismo no Hebrew Union College nos EUA. Goldman é ligado a comunidade judia Bet El que postula, entre outras coisas, um movimento neoconservador no interior do judaísmo que: 


Goldman, o rabino talmudista amigo de Francisco. 


"postula la devoción a la tradición y ley judía (masoret y halajá), con un acercamiento abierto y positivo al mundo moderno, al pluralismo y al sionismo y al estado de Israel. Es uno de los grandes movimientos religiosos que combina la Tradición con el cambio.”( In: http://betel.org.mx/index.php?pageId=45D1E796-A99C-8D98-65C4-EC476D85A74D). 

Em suma: o Bet El postula a conciliação entre tradição judaica e mundo moderno( O mesmo não poderíamos dizer de Francisco que busca uma relação cada vez mais profunda entre Igreja e Mundo?).

Quanto a Abboud, a amizade de Bergoglio com o líder muçulmano perpassa a idéia de considerar o Islão uma religião pacífica, uma tradição válida e aliada na luta pelos “direitos humanos”: 

"Bergoglio – observou Abboud – sempre denunciou com palavras muito claras e duras todo tipo de terrorismo”. “É um homem de grande cultura, com uma capacidade de análise de situações sociais não comuns. Sempre me tocou desde quando o conheço – explicou – o fato de que não é ligado à política, mas interessado em chamar a atenção da política para temas como a pobreza e a exclusão. As suas, são sempre homilias, nunca comícios. Entende o povo e não perde a ocasião para assinalar ao poder temporal os seus erros”. ( In: http://www.catolicanet.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3104%3Aabboud-o-amigo-muculmano-conta-bergoglio&catid=86%3Alista-meio&Itemid=81).

Notem que Abboud não é o muçulmano típico mas um intelectual islâmico ocidentalizado e crente nas idéias modernas de tolerância iluminista. O papel e o discurso de Abboud é amplamente validado por agências de notícias judias que dão destaque positivo a suas ações no sentido de “derrubar muros” entre judeus, muçulmanos e cristãos, o que em outras palavras significa abrir fronteiras. O próprio Abboud afirma que:

 “ Yo no estoy en condiciones de representar a los musulmanes del mundo, porque de hecho muchos de los musulmanes del mundo piensan distinto de lo que pienso yo ( In: http://www.prensajudia.com/shop/detallenot.asp?notid=37911). 


Omar Abboud



Se Abboud afirma categoricamente que muitos muçulmanos não pensam como ele no que tange a diálogo com o cristianismo por que então o Papa insiste em dizer que o mundo muçulmano não admita, no fundo, uma jihad contra o Ocidente, ainda que as interpretações sobre a mesma sejam divergentes quanto a método?

Simples: tanto o Papa quanto Abboud e Goldman representam duas facetas duma realidade que vem sendo gestada a longo prazo; uma das facetas é referente a estratégia de perpetrar o caos no Ocidente através da penetração islâmica para efetivar um projeto de poder global colocado nas mãos de grandes magnatas, politicos progressistas, maçons, etc,  vinculados a fóruns, clubes e organismos com esfera de influência universal; dentro dessa estratégia e preciso convencer a opinião pública do ocidente de que não há perigo em abrir fronteiras e que aliás isso é um dever moral, humanitário e até cristão; nesse ponto convencer o Ocidente de que o islão é essencialmente pacífico é fulcral;  outra faceta é referente ao fomento da uma religião mundial maçônica, síntese de todas as crenças, religião necessária a subsistência da aldeia global que se está criando a nossos olhos. Nenhum poder político pode dispensar um poder espiritual que lhe dê a legitimação moral. O fato é que, o que ainda impede a implementação desse governo mundial de cariz progressista, são as tradições religiosas. Cumpre superá-las e unir todos os credos em torno de "valores comuns".  

BERGOGLIO E SEU EMPENHO POR CRIAR A RELIGIÃO MUNDIAL

Em 2007, em Buenos Aires, na Catedral Metropolitana, em maio os líderes da URI – Organização das Religiões Unidas, em português -  se uniram com o Bispo Swing e Cardeal Bergoglio– hoje Papa Francisco – para comemorar o 10º aniversário da primeira reunião da URI na América Latina. Esse evento pouco conhecido explica o atual envolvimento de Francisco com o diálogo com o Islão: a URI está para as religiões como a ONU está para as nações.

O papel da URI é a luta contra o fundamentalismo e o proselitismo, aliás temas recorrentes nas falas do Papa, o que prova que seu discurso remete não a Tradição Católica mas a uma agenda da ONU. Importante ressaltar que Robert Muller, ex Subsecretário-Geral das Nações Unidas, declarou que:

“os sistemas de crença inflexível” do fundamentalismo “desempenham um papel incendiário em conflitos globais”. “A paz será impossível”, disse ele, “sem a domesticação do fundamentalismo através das Religiões Unidas que professam fidelidade apenas à espiritualidade global e a saúde do planeta.” (Inplainsite. Cf. The United Religions Initiative. Cf. New Oxford Review. The United Religions Initiative, A Bridge Back to Gnosticism).

Bergoglio, apoiou a URI na Argentina, promovendo e participando, inclusive, como concelebrante em seus cultos pan ecumênicos. (The Remnant. Pope Francis and the United Religions Initiative.).

Como bem expõe o padre Delassus em sua obra “A conjuração Anticristã”, nas páginas 361 a 363: 
"o Humanitarismo já é considerado um substituto do Cristianismo”

Este humanitarismo, filho da revolução francesa e do iluminismo, proposta inclusive pela Aliança Israelita Universal - que em 1860 falava de direitos universais para todos os homens de todas as religiões como meio de ajudar os judeus a se integrarem aos países ocidentais com cidadãos de plenos direitos( cabe dizer também que a Aliança comprometeu-se com a promoção do Sionismo nos anos seguintes!!!) – é o conteúdo mesmo das ações da URI e de Bergoglio.

Delassus se refere a isso asseverando que:

 “ a tarefa que a Aliança Israelita Universal se propôs realizar para preparar a edificação do Templo do Homem, é pois, introduzir no catolicismo, e no que resta de firme nas outras religiões, elementos de dissolução que as levarão a confundir-se todas numa vaga religiosidade humanitária...há muito tempo se trabalha para diminuir as barreiras dogmáticas e para unificar as confissões de maneira a favorecer os caminhos do humanitarismo.”( In: A Conjuração Anticristã- o templo maçônico que se quer erguer sobre as ruínas da Igreja Católica. Castela Editorial, página 363).  

CONCLUSÃO

Sabe-se que Francisco tem pelo cardeal Walter Kasper uma grande admiração. Logo no começo de seu pontificado recomendou um dos livros do mesmo cujo tônica é a misericórdia, conceito que em Kasper tem relação com a abertura. Não seria essa a tônica de Francisco em todo o seu pontificado? A abertura as diferentes tradições religiosas e culturais? A abertura ao mundo e seus anseios?

Talvez não seja uma mera coincidência que Kasper e Francisco estejam associados( Recordemos que Kasper foi aquele que teve o papel de, no Sínodo último sobre a família, levantar temas polêmicos sobre comunhão para divorciados e etc) e que o discurso de Francisco – altamente humanitarista – encontre eco na pretensão de Kasper de reduzir as distinções entre cristianismo e judaísmo como mostramos aqui: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/03/cardeal-kasper-prepara-o-terreno-para-o.html.

Talvez também não seja mera coincidência que a Maçonaria – que sempre trabalhou por ecumenismo e humanitarismo, embasada na idéia duma religião universal, uma religião do culto do Homem- através do Grande Oriente da Itália, tenha saudado a eleição de Francisco como uma nova época para o mundo e para a Igreja como vemos aqui: http://www.grandeoriente-democratico.com/Grande_Oriente_Democratico_saluta_il_nuovo_Papa_Francesco.html

Talvez tudo isso indique que o atual papa não seja nada mais que um agente a serviço de forças ocultas e inimigas da Igreja. O tempo dirá.

Rafael G. Queiroz. 





segunda-feira, 30 de maio de 2016

Por que o feminismo conspira contra o Ocidente e contra o Brasil?



Onde há feminismo há a pauta do aborto e onde há a pauta do aborto há interesses políticos. O que prova que o feminismo não existe em si mesmo como movimento autônomo. Ele é um braço político a serviço de poderes bem discerníveis. Só a feminista militante média é que não sabe disso.
1- Introdução


O caso da menor do RJ que teria sido estuprada por mais de 30 foi o mote para que coletivos feministas causassem uma histeria coletiva sobre uma suposta cultura do estupro existente no Brasil e para militar pela causa dos “direitos da mulher”. Cooptado para dentro da militância feminista, o caso serviu à repetição extrema de clichês sociológicos rasos para, no fundo, implementar uma nova lógica civilizatória: sim pois é disso que se trata quando falamos de feminismo; o que o movimento postula não são os direitos da mulher – retórica usada para desviar a atenção dos objetivos mais profundos do mesmo – mas uma reconstrução da sociedade como um todo. É disso que iremos tratar aqui.


2- Origens do feminismo

O feminismo tem três origens ideológicas; uma no marxismo, outra no capitalismo de mercado e sua ideologia do trabalho e outra na retórica democrática-liberal;

O marxismo no século 19 assimilou a condição da mulher à condição do operário; como o segundo era explorado pelo patrão a primeira o era mas só que pelo marido; Marx e Engels, em escritos que datam de 1848, diziam que a opressão sobre as mulheres não surgiu da cabeça dos homens, mas do desenvolvimento da propriedade privada e, com ele, da emergência de uma sociedade de classes. Para eles, a emancipação das mulheres é inseparável da luta pelo fim da sociedade de classes, isto é, da luta pelo socialismo. Assim seria preciso não apenas destruir o capitalismo mas seu subproduto: o poder econômico do pai de família sobre filhos e mulher.

O esquema mental simplório do marxismo( burguês x operário) foi a base ideológica do movimento feminista que, como um todo, está baseado em simplificações boçais.

O capitalismo de mercado assimilou a retórica feminista por emancipação de forma mais forte quando, já nos fins do século 19, mulheres precisaram ir ao mercado de trabalho para compor renda; organizações trabalhistas femininas surgiram em razão disso; na primeira guerra mundial houve um novo incremento de trabalho feminino quando, em razão disso, muitos homens tiveram que ir ao front de batalha, exigindo que mulheres assumissem postos nas fábricas dentro do esforço bélico necessário. Já a onda democrática-liberal investiu na idéia de voto feminino; esse movimento foi forte sobretudo nos EUA onde grupos de mulheres lutaram em prol da lei seca, associando a luta política da mulher à sua emancipação da tutela do marido e ao direito a votar.
Dentro da visão marxiana a mulher caseira é um instrumento útil ao grande capital; para Marx é importante para o capitalismo que as mulheres fiquem em casa, cuidando dos filhos dos operários para que eles possam ir a fábrica trabalhar sem preocupações; segundo Marx, na medida em que a mulher é integrada ao mercado de trabalho pelo desenvolvimento do capitalismo as bases materiais para a existência da família já não fazem mais sentido. A mulher emancipada poderia organizar-se em coletivos independentes da organização familiar. A Revolução Bolchevique de 1917 produziu um igualitarismo entre homem e mulher como nunca antes se vira. O divórcio, o aborto e a contracepção estavam livremente disponíveis. A educação das crianças tornaram-se responsabilidade da sociedade. Iniciou-se a utilização de restaurantes, lavanderias e creches comunitárias, que livrava a mulher da condição de esposa e mãe. 

Na visão dum feminismo democrático-liberal/ capitalista de mercado a questão é balizada dentro de outro quadro: ao invés da questão ser abordada na esfera da luta de classes e da produção econômica a condição da mulher – de opressão – é associada ao patriarcado, a psicologia masculina, ao machismo, etc. Esse feminismo pressupõe que a opressão está acima da divisão da sociedade em classes. Os movimentos feministas ocidentais das décadas de 60 para cá foram dominados por mulheres da “nova classe média”, jornalistas, escritoras, professoras e executivas, o que mostra seu caráter liberal: as demandas envolvem quase sempre mais possibilidades de ascensão social ou de prazer sexual.

Assim sendo é importante que frisemos o seguinte: o feminismo, seja lá qual for, é sempre um braço político seja do socialismo marxista, seja do liberalismo. O que está por trás das pautas feministas é a defesa de modelos civilizacionais e um projeto de poder, que se insinuam por trás do clichês dos “direitos da mulher”. O que ambos os feminismos tem em comum é pauta de destruição do poder marital e ou paterno. No feminismo marxista o homem é símbolo do poder da classe monetária sobre a mulher; no feminismo liberal o homem encarna o modelo eterno do “patriarca” castrador dos impulsos sexuais da mulher; nos dois casos o homem deve ser reconstruído a fim de que nasça uma nova civilização mais adequada aos anseios de liberdade-radical do capitalismo liberal ou de igualdade total do socialismo.

2- O feminismo hoje.

O feminismo como braço político tem agora múltiplas dimensões que integram aquelas duas básicas que forjaram sua origens; o tom socialista e ou liberal de suas reivindicações hoje são menos discerníveis quanto a diferenciação de pautas; praticamente todos os grupos feministas incorporaram um pouco de cada ideologia misturando isso tudo ao multiculturalismo e a ideologia de gênero.

Todavia é possível discernir alguns pontos fulcrais nas teses feministas indicando, ao mesmo tempo, qual seu alcance político e o que visam.

Um dos traços diz respeito ao caráter colonizador do feminismo; a maioria dos lugares comuns do movimento saem do establishment cultural-universitário dos EUA-Europa; lugares comuns que nascem dentro dos departamentos de sociologia e antropologia multicultural; é o caso do conceito de “rape culture”( ou cultura do racismo) que compreenderia um complexo de crenças e símbolos construídos socialmente que legitimariam o direito do homem de violentar a mulher. É comum que teóricas do feminismo vejam o “macho latino” como exemplo acabado desse tipo de homem; não é a toa que a revista do coletivo feminista “Nosotras” surgida na França nos idos da década de 70 falava da luta específica que o feminismo devia travar na América Latina – bem diferente daquela travada na Europa e EUA onde uma tradição de liberdade já existia consolidada por várias revoluções. A experiência do coletivo “Nosotras” - formada por mulheres que haviam fugido das ditaduras militares sulamericanas – foi amplamente baseada no modelo de “consciousnessraising groups” existente nos EUA que eram pequenos grupos que partiam das experiências pessoais e cotidianas das mulheres com o objetivo de forjar uma identidade comum. Tais grupos evidentemente formatavam a visão dessas mulheres dentro dum contexto mais amplo onde a luta feminista era vista sob duplo caráter: um de cunho mundial, outro de cunho local, onde certas metas gerais deviam ser adaptadas ao contexto de cada país.

Segundo a revista “Nosotras”,

a realidade de cada país, marca profundamente as táticas de uma luta política. E o feminismo é político. Algumas tradições profundas de nossos povos, como a religião católica e o "machismo", dão um caráter específico às reivindicações que só poderão ser formuladas, teórica e concretamente pelas feministas de cada país latino-americano.”In: Danda e Mariza. "Feminismo". Nosotras, Paris, n. 5, maio 1974.

Em suma: a teorização feminista implica que, no caso da América Latina o influxo da religião católica – de caráter hierarquizante – e nossa tradição patriarcalista – basta lembrar da colonização hispânica e portuguesa, marcada pela figura do senhor de terras, o patriarca que tinha amplo poder sobre dependentes e familiares, gênese do caudilho e do coronel – são determinantes para a opressão da mulher. Caberia nesse contexto lutar contra essas duas instituições – Igreja e Patriarcado – e contra as tradições sociais e culturais que elas legitimam.

Logo o feminismo, no que tange a Brasil, não passa do seguinte: colonização cultural. O feminismo aparece aí como braço politico dum projeto novordista; o Brasil é a “terra do estupro” por que é pouco americano e pouco europeu, ainda católico demais e patriarcal em excesso.

Não é sem razão que o caso da menor supostamente abusada esteja sendo repercutido por tantos órgãos de mídia- inclusive internacionais.

Feminismo não é questão de igualdade. Nunca foi.




3- Dados do Ipea: a colonização cultural do Brasil pelo feminismo anglo-europeu.

Recentemente o Ipea – que é órgão de pesquisa econômica associado a presidência da república e que produz, normalmente dados obre inflação e desemprego – insistiu em tratar de tema criminal e fez um estudo sobre o estupro que se divide em duas pesquisas: uma baseada em “dados”, outra em opinião. A pesquisa de dados é uma “nota técnica” de 30 páginas e se intitula “Estupro no Brasil: Uma Radiografia Segundo os Dados da Saúde”, assinada pelos pesquisadores Daniel Cerqueira, doutor em Economia pela PUC-RJ, e Danilo de Santa Cruz Coelho, doutor em Economia pela Universidade Autônoma de Barcelona(Doutores em economia produzindo trabalho sobre um assunto criminal? Não seria mais adequado que juristas, criminologistas, psicólogos, fossem responsáveis por tal trabalho? ) Já a pesquisa de opinião – que teve como tema a “Tolerância Social à Violência contra as Mulheres” – foi lastreada no Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) do Ipea, criado para “captar a percepção das famílias acerca das políticas públicas implementadas pelo Estado, independentemente destas serem usuárias ou não dos seus programas e ações”. Foi essa segunda pesquisa, com um total de 40 páginas, que transformou o Brasil numa "nação de estupradores".

Para quem lê a pesquisa do Ipea fica evidenciado que a causa central de tantos “estupros” no Brasil é atribuída, em primeiro lugar, aos pais de família e depois a nossa cultura; seríamos um país ainda pré-civilizado e nossos pais de família, formados numa cultura pré-civilizada, seriam monstros sexuais em potencial, capazes de devorar até mesmo suas próprias filhas.

Com base num questionário sobre vitimização que levou a campo em 2013, o Ipea estimou que, a cada ano no Brasil, “0,26% da população sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais 10% são reportados à polícia”. Essa informação, segundo os pesquisadores, é consistente com os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que, em seu Anuário de 2013, apontou 50.617 casos de estupro notificados no País em 2012. Todavia, o Ipea se esquece de considerar que esse índice de estupros, tanto os casos estimados quantos os denunciados à polícia, decorre de uma mudança substancial na definição de estupro, que, a partir da Lei 12.015, de 7 de agosto de 2009, passou a englobar o que antes era considerado “atentado violento ao pudor”, tipo penal que deixou de existir.

Essa nova lei – já implantada em vários outros países graças ao Lobby feminista internacional – revolucionou o conceito de estupro, pois vejamos:

Estupro( na antiga lei do CP)

Art. 213 Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça:

Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.

Nova redação:

Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.

Em suma: a nova redação deixa em aberto o conceito de ato libidinoso – um beijo roubado poderia ser tido pela vítima como tal – o que permite a elevação artificiosa dos casos de violência sexual do homem contra a mulher (Dados comprovam que a maioria dos casos de estupros e violência sexual não passam de...farsa!!! In: http://extra.globo.com/noticias/rio/nas-varas-de-familia-da-capital-falsas-denuncias-de-abuso-sexual-podem-chegar-80-dos-registros-5035713.html/ http://www.jcnet.com.br/Geral/2013/02/falsos-estupros-atrapalham-policia.html)

Qual o fim de tudo isso? Primeiro precisamos pensar por que a pesquisa do Ipea repete o clichê presente nos artigos feministas, publicados nos EUA e Europa sobre "machismo latino americano", de que somos “pré-civilizados”, etc. Não restam dúvidas de que o discurso por trás disso é que a cultura brasileira precisa superar certos “escolhos” e se encaminhar para um libertarismo moral e um igualitarismo já consolidado no países do Norte. Como já dissemos: se trata de uma colonização cultural.

Por outro lado é notório que tais países estão, hoje,  integrados ao projeto novordista ( Nova Ordem Mundial) o que implica na necessária destruição da velha cultura pátria para a consecução do projeto de estado global fundado numa cultura global – fundada num mix de liberdade de mercado junto a esquerdismo cultural – e numa sociedade global – livre de padrões hierarquizantes tradicionais – uma sociedade parecida com a idéia de aldeia global, horizontalista(O conceito de aldeia global foi desenvolvido por Marshall McLuhan na década de 60, como forma de explicar os efeitos da comunicação de massa sobre a sociedade contemporânea, no mundo todo. De acordo com sua teoria a abolição das distâncias e do tempo, bem como a velocidade cada vez maior que ocorreria no processo de comunicação em escala global, nos levaria a um processo de retribalização, onde barreiras culturais, étnicas, geográficas, entre outras, seriam relativizadas, nos levando a uma homogeneização sócio-cultural. Neste caso, imaginava ele, ações sociais e políticas, por exemplo, poderiam ter inicio simultaneamente e em escala global e as pessoas seriam guiadas por ideais comuns de uma “sociedade mundial”). Para isso é fundamental destruir o papel do pai como figura de autoridade na família – coisa ainda presente na cultura latinoamericana. Uma sociedade onde o pai de família ainda é autoridade não pode virar aldeia global pois ao invés de ela se pautar em critérios estipulados pela comunicação de massa, ela se fundará em tradições consolidadas que remetem à religião paterna, cultura local, hábitos herdados, atavismos morais, etc. 

4- Conclusão.

O caso da menina em tela mostra o caráter criminal do que está em curso no Brasil agora. Os coletivos feministas e as redes de tv – sumamente a Globo – repetem  à exaustão a tese do “estupro consumado”. As incongruências do evento pouco importam. Importa dizer que houve estupro a todo custo.

A substituição do delegado que investigava o caso é mostra dessa articulação de poderes para destruir a malha moral tradicional que ainda resta de pé no Brasil – o pouco que anda resta, digamos.

A indignação de pais e mães de família que se perguntam sobre as responsabilidades dos genitores da menina em tela não repercutem na mídia. As únicas falas que a mídia reproduz são as da militância feminista: “ não importa com quem , ou o que ela fazia, nenhuma mulher merece ser estuprada”. Ao dizerem o óbvio – pois ninguém em sã consciência defenderá que alguma mulher merece ser estuprada – tentam capturar a boa vontade da população para mais uma farsa bem montada.

A farsa serve, mais uma vez, a criminalização geral da cultura brasileira. Somos machistas e estupradores natos! É isso que a tv nos diz!! Somos uma sociedade de tarados!!!

Para que não duvidemos da conspiração midiática em seu conluio com os coletivos feministas, acabam de mudar o delegado - depois das fortes pressões feitas por reportagens orientadas -que fazia as perguntas certas que poderiam levar a esclarecer o real problema do país – não o machismo, mas a ausência de uma moral familiar mais consistente, em enormes faixas da população brasileira, vitimadas pela cultura da pornografia, oriunda das telas da tv, das rádios, da internet, da nossa “música”, etc; vitimada por um capitalismo selvagem que impõe, a homens e mulheres, que saiam cedo de casa e que cheguem tarde para prover o sustento dos seus filhos que, sem a presença cotidiana dos pais acabam ficando a mercê das programações da Globo, pródigas em exaltar a liberdade do sexo; ausência que explica por que uma menina de apenas 16 anos está envolvida em um caso tão grotesco; não nos espantemos: não é de hoje que vídeos de meninas menores de idade vazam na internet; no Brasil isso virou moda e só virou por que estão destroçando nossas famílias.

Não por acaso Vladimir Putin, presidente russo, vem reprimindo com força o movimento feminista. A Rússia – que quer voltar a ter poder geopolítico – sabe que não existe nação forte sem famílias fortes. E que isso é impossível sem mulheres que valorizem seus papéis de mães e esposas e sem pais que exerçam autoridade capaz de forjar a moralidade dos filhos. Já o projeto novordista – que consiste, como bem disse David Rockefeller, no encontro do clube Bilderberg em 1991, em superar a era dos estados nacionais – não pode existir onde existam nações fortes. As nações devem enfraquecer e o feminismo lhe dá uma ajuda importante enfraquecendo a família natural.

Não é possível colonizar sem afeminar, sem desvirilizar. O psicólogo indiano Ashis Nandy descreveu a maneira que os britânicos insistiam em afeminar os súditos colonizados na Índia(In: Nandy, A. The Intimate Enemy – Loss and Recovery of Self under Colinialism. Oxford University Press, 1983.) E agora é disso que se trata quando falamos de feminismo no Brasil. Estamos a ser vítimas da imposição de valores “afeminantes” que pretendem criminalizar e exorcizar a masculinidade brasileira como desviada, doentia, a fim de que o homem latino vire uma espécie de hipster europeu multiculturalista e sensível, o mesmo tipo humano que hoje assiste a invasão da Europa por muçulmanos, asiáticos e africanos com impassibilidade estóica.

Rafael G. Queiroz

Obs: Enquanto se fala de cultura de estupro a Globo aproveita para falar de aborto( http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/exigencias-fora-da-lei-dificultam-acesso-aborto-apos-estupro-diz-pesquisa-16666374). Segundo a matéria o aborto deve ser garantido bastando a palavra da mulher. Imaginem a enxurrada de abortos que isso poderá facultar caso a norma técnica do Ministério da Saúde – que só exige a palavra da estuprada, sem necessidade de comprovação do estupro – torne-se conhecida da grande massa?

O Conselho Populacional da ONU funcionou como cabeça pensante para gestar a implantação do aborto no mundo, estabelecendo uma política global de controle populacional, em fases distintas. Na quarta fase (de 1978 até hoje), houve uma mudança de estratégia. O que antes era pesado investimento na contracepção, hoje os abortistas passaram a investir na modificação da moral sexual, pois o movimento populacional não conseguia ganhar espaço no governo norte-americano, nem dentro da ONU. Com a mudança de paradigma cultural, buscou-se atacar a moral do aborto, para viabilizar sua aceitação junto à opinião pública. Daí os investimentos na dissidência da Igreja Católica, no movimento homossexual, na educação sexual liberal, etc. A partir de então, a mídia deu evidência cada vez maior ao feminismo radical, especialmente após as Conferências Populacionais promovidas pela ONU, de Bucareste, do México, do Cairo e de Pequim. Hoje, há uma forte pressão dentro da ONU, para reconhecer o aborto como direito humano, intensificando a pressão sobre os governos da América Latina para a sua legalização. Em 2003, mais de 700 Ongs financiadas para promoverem o aborto no mundo, reuniram-se em Londres, estabelecendo a meta de tornar o aborto legal e disponível em todo o mundo, até 2015. O governo brasileiro firmou compromisso com essas metas e está condicionado por elas para fazer de tudo para legalizar o aborto, o quanto antes.

Mais uma vez vemos aí qual o lugar do feminismo no que diz respeito as políticas globalistas e como ele está atrelado à destruição da natalidade do povo brasileiro.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Olavo contra o magistério e os santos, sobre hereges e livros suspeitos: mais uma descida ao inferno da seita olavista!!!


Anos atrás o professor católico, Fedeli, provou o caráter heretizante das doutrinas de Olavo. Porém ainda há católicos que levam o sujeito a sério.

Senhores mais uma vez fazemos nosso o dever de denunciar a perigosa e serpentina seita do astrólogo de Campinas, vulgo Olavo de Carvalho. Toda seita se caracteriza por ter uma doutrina própria e não aquela que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou e continua a ensinar pela boca da Igreja.
É exatamente o que se dá no caso do círculo fanatizado formado por Carvalho. Contando com devotados alunos, quais ovelhas dedicadas ao pastor, sua doutrina perigosa e falsa vai sendo espalhada em meios católicos sob a falsa justificativa de ele é um homem de fé. Não é preciso ir muito longe. O senhor Caio Rossi, por meio de seus oportuníssimos vídeos sobre a relação entre o senhor Olavo e a doutrina perenialista e ainda, sobre a ligação entre perenialismo e satanismo ( Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=jUH4S1tzGCg) já demonstrou cabalmente que estamos perante uma perigosa seita que visa infiltrar ambientes eclesiásticos.
Para demonstrar de modo ainda mais cristalino que o astrólogo paulista - que se faz passar por filósofo sem que jamais tenha terminado o segundo grau - tem uma doutrina oposta a da santa mãe Igreja, faremos uma breve exposição de alguns de seus ditos com o ensino dos santos e papas.
1- Olavo e hereges:
Olavo sustenta que: "O pessoal acha que ser cristão é defender posições doutrinárias, e em nome delas difamar, mentir, achincalhar, desprezar, fazer-se de superior. ESSE É O CAMINHO SEGURO DO INFERNO." (Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014)
Mas outra é a doutrina dos santos, pois vejamos:
"Para que se compreenda melhor que a imitação perfeita de Nosso Senhor não consiste apenas na doçura e na suavidade, mas ainda na energia, citaremos alguns episódios ou algumas frases de certos Santos. O Santo é aquele que a Igreja declarou, com autoridade infalível, ser um imitador perfeito de Nosso Senhor. Como imitaram os Santos a Nosso Senhor? Vejamos.
Santo Inácio de Antioquia, mártir do século segundo, escreveu várias cartas a diversas Igrejas, antes de ser martirizado. Nestas cartas, ocorrem sobre os hereges expressões como estas: “bestas ferozes (Eph. 7); lobos rapaces (Phil. 2,2); cães danados que atacam traiçoeiramente (Eph. 7); bestas com rosto de homens (Smyrn. 4,1); ervas do diabo (Eph. 10,1); plantas parasitas que o Pai não plantou (Tral. 11); plantas destinadas ao fogo eterno (Eph. 16,2)”.
Este modo de tratar os hereges, como se vê, seguia de perto os exemplos de São João Batista que aos escribas e fariseus chamava de “raça de víboras”, e de Nosso Senhor Jesus Cristo que aos mesmos apelidava de “hipócritas” e “sepulcros caiados”.
Assim também procederam os Apóstolos. Refere Santo Irineu, mártir do século segundo e discípulo de São Policarpo, o qual por sua vez fora discípulo de São João Evangelista, que certa vez indo o apóstolo aos banhos, retirou-se sem se lavar pois aí vira Corinto, herege que negava a divindade de Jesus Cristo, com receio, dizia, que o prédio viesse abaixo, pois nele se encontrava Corinto, inimigo da verdade. O mesmo São Policarpo, encontrando-se um dia com Marcião, herege docetista, e perguntando-lhe este se o conhecia, respondeu o santo: “Sem dúvida, és o primogênito de Satanás”.
Aliás, nisto se seguiam o conselho de São Paulo: “Ao herege, depois de uma e duas advertências, evita, pois que já é perverso e condena-se por si mesmo”(Tit. 3,10).
O mesmo São Policarpo se casualmente se encontrasse com herege, tapava os ouvidos e exclamava: “Deus de bondade, porque me conservaste na terra a fim de que eu suportasse tais coisas?” E fugia imediatamente para evitar semelhante companhia.
No século IV narra Santo Atanásio que Santo Antônio eremita chamava aos discursos dos hereges venenos piores do que o das serpentes.
E, em geral, este é o modo como os Santos Padres tratavam os hereges, como se pode ver de um artigo publicado na “Civiltà Cattolica”, periódico fundado por S. S. Pio IX, e confiado aos padres jesuítas de Roma. Nesse artigo citam-se vários exemplos que transcreverei:
“Santo Tomás de Aquino, que apresentado às vezes como invariavelmente pacífico para com seus inimigos, numa das suas primeiras polêmicas com Guilherme de Santo Amor, que ainda não estava condenado pela Igreja, assim o trata e aos seus sequazes: “inimigos de Deus, ministros do diabo, membros do Anticristo, inimigos da salvação do gênero humano, difamadores, semeadores de blasfêmias, réprobos, perversos, ignorantes, iguais ao Faraó, piores que Joviniano e Vigilâncio (hereges que negavam a Virgindade de Nossa Senhora)”. São Boaventura a um seu contemporâneo Geraldo chamava: “protervo, caluniador, louco, envenenador, ignorante, embusteiro, malvado, insensato, pérfido”.
O melífluo São Bernardo, a respeito de Arnaldo de Brescia que levantou cisma contra o clero e os bens eclesiásticos disse: “desordenado, vagabundo, impostor, vaso de ignomínia, escorpião vomitado de Brescia, visto com horror em Roma, com abominação na Alemanha, desdenhado pelo Romano Pontífice, louvado pelo diabo, obrador de iniqüidades, devorador do povo, boca cheia de maldição, semeador de discórdias, fabricador de cismas, lobo feroz”.
Mais antigamente, São Gregório Magno, repreendendo a João, Bispo de Constantinopla, lança-lhe em rosto seu profano e nefando orgulho, sua soberba de Lúcifer, suas palavras néscias, sua vaidade, a escassez de sua inteligência.
Nem de outra maneira falaram os Santos Fulgêncio, Próspero, Jerônimo, Sirício Papa, João Crisóstomo, Ambrósio, Gregório Nazianzeno, Basílio, Hilário, Atanásio, Alexandre, Bispo de Alexandria, os santos mártires Cornélio e Cipriano, Antenagoras, Irineu, Policarpo, Inácio Mártir, Clemente, todos os Padres enfim da Igreja que se distinguiram por sua heróica virtude.
Se se quiser saber quais as normas que dão os Doutores e Teólogos da Igreja para as polêmicas com os hereges leia-se o que traz São Francisco de Sales, o suave São Francisco de Sales, na Filotea, cap. XX da parte II: “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado.”( In: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20410928_N%C3%83OTRATEMOSOSLOBOSCOMOOVELHASPERDIDAS.htm#.Vw0XZNHmrIU)
Olavo ainda diz que: " "Nada mais típico do recém-convertido do que a vaidade de "combater heréticos". Dez anos de caridade e humildade antes disso, em total silêncio, não lhe fariam nada mal". (Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014).

Ora, Cirilo de Jerusalém, bispo dos tempos patrísticos, em sua obra Catequese, um manual para catecúmenos, ou seja, para recém convertidos, dá essa diretiva: "" Te reúnas com as ovelhas; foge dos lobos; não te afastes da Igreja. Aborrece, inclusive aos que em algum momento hão sido suspeitos destas coisas - da  heresia; e se, com o tempo não te convences de sua conversão, não confie neles de forma temerária. Entrega-te a verdade da monarquia divina; descobre o sentido destes ensinos: seja um provado banqueiro, retendo o que é bom e apartado de toda classe do mal. E se alguma vez foste desses, reconheçe e aborrece o erro; pois o caminho da salvação está em que os vomite e os aborreça de coração; em que te apartes deles não só com os lábios mas com a alma; em que adores o Pai de Cristo, o Deus da Lei e dos Profetas e que conheças o bom e o justo, ele que é único e mesmo Deus. Que ele os conserve a todos vós, mantendo a vós firmes e sem tropeços, fortes na fé, em Cristo Jesus, Nosso Senhor, a quem seja dada a glória pelos séculos e séculos. Amém." In: Cirilo de Jerusalém. Catequesis (Catequesis 6. La unidad de Dios). Editorial Ciudad Nueva. Madrid, 2006, p.160.

Vejam que Cirilo manda, não apenas, se afastar dos meros suspeitos de heresia, mas diz que é preciso aborrecê-los - em suma, denunciá-los e difamá-los para que a peste da heresia não se espalhe entre os fiéis.

O senhor Carvalho, entretanto, discorda e diz que: ""Você não tem obrigação NENHUMA de destruir os heréticos. Mas, caso desconfie que são heréticos, tem a OBRIGAÇÃO ESTRITA de procurá-los pessoalmente e adverti-los com paciência e bondade. Se em vez disso você sai logo de cara gritando contra eles, você JÁ ESTÁ NO INFERNO." (Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014).

Ora Cirilo deixa claro que é dever aborrecer até os meros suspeitos de Heresia o que consiste em gritar publicamente para alertar as ovelhas do perigo de um possível lobo. Ademais o senhor Olavo já foi advertido de heresia por meio das polêmicas bem fundamentadas do então vivo professor Fedeli. Se ele não ouviu a admoestação - toda ela fundada na doutrina dos padres, santo e papas - então é ele que está no CAMINHO DO INFERNO.


2- Olavo e livros suspeitos de heresia:

Vejamos a afirmação de Olavo quanto ao tema;




Carvalho deixa evidenciado que sua ocupação não é saber se a doutrina desses filósofos, escritores, pensadores, que ele consulta, é ou não compatível com a fé - o que mostra que ele, ainda que fosse um filósofo, não poderia jamais ser um filósofo católico já que o mesmo está compromissado a tudo julgar a luz da fé.

Olavo aí professa a doutrina do livre acesso a livros, publicações, autores, etc. Ele advogada nada mais que a liberdade de imprensa e a liberdade de exame, contra o que o magistério sempre disse!!!

Escutemos a voz de PIO IX sobre o livre acesso a livros de autores suspeitos:

" 11. Devemos tratar também neste lugar da liberdade de imprensa, nunca condenada suficientemente, se por ela se entende o direito de trazer-se à baila toda espécie de escritos, liberdade que é por muitos desejada e promovida. Horroriza-Nos, Veneráveis Irmãos, o considerar que doutrinas monstruosas, digo melhor, que um sem-número de erros nos assediam, disseminando-se por todas as partes, em inumeráveis livros, folhetos e artigos que, se insignificantes pela sua extensão, não o são certamente pela malícia que encerram, e de todos eles provém a maldição que com profundo pesar vemos espalhar-se por toda a terra. Há, entretanto, oh que dor! quem leve a ousadia a tal requinte, a ponto de afirmar intrepidamente que essa aluvião de erros que se está espalhando por toda parte é compensada por um ou outro livro que, entre tantos erros, se publica para defender a causa da religião. É por toda forma ilícito e condenado por todo direito fazer um mal certo e maior, com pleno conhecimento, só porque há esperança de um pequeno bem que daí resulte. Porventura dirá alguém que se podem e devem espalhar livremente venenos ativos, vendê-los publicamente e dá-los a tomar, porque pode acontecer que, quem os use, não seja arrebatado pela morte?

12. Foi sempre inteiramente distinta a disciplina da Igreja em perseguir a publicação de livros maus, desde o tempo dos Apóstolos, dos quais sabemos terem queimado publicamente muitos deles. Basta ler as leis que a respeito deu o V. Concílio de Latrão e a constituição que ao depois foi dada a público por Leão X, de feliz recordação, para que o que foi inventado para o progresso da fé e a propagação das belas artes não sirva de entrave e obstáculo aos Fiéis em Cristo (Act. Concílio Lateran. V, ses. 10; e Constituição Alexand. VI 'Inter multiplices').O mesmo procuraram os Padres de Trento que, para
trazer remédio a tanto mal, publicaram um salubérrimo decreto para compor um índice de todos aqueles livros que, por sua má doutrina, deviam ser proibidos (Conc. Trid. sess. 18 e 25). Há que se lutar valentemente, disse Nosso predecessor Clemente XIII, de piedosa memória; há que se lutar com todas as nossas forças, segundo o exige a gravidade do assunto, para exterminar a mortífera praga de tais livros, pois o erro sempre procurará onde se fomentar, enquanto não perecerem no fogo esses instrumentos de maldade (Encíclica 'Christianae', 25 nov. 1776, sobre livros proibidos). Da constante
solicitude que esta Sé Apostólica sempre revelou em condenar os livros suspeitos e daninhos, arrancando-os às suas mãos, deduzam, portanto, quão falsa, temerária e injuriosa à Santa Sé e fecunda em males gravíssimos para o povo cristão é aquela doutrina que, não contente com rechaçar tal censura de livros como demasiado grave e onerosa, chega até ao cúmulo de afirmar que se opõe aos princípios da reta justiça e que não está na alçada da Igreja decretá-la." Mirari Vos, número 11 e 12, sua santidade, Papa Gregório XVI.

A práxis histórica da Igreja e até dos reis católicos sempre foi o de proibir publicações que contivessem sabor de heresia ou representassem perigo para a fé como bem mostra o regimento da Real Mesa Censória, de 1768 em Portugal que dizia ser proibido de circular  obras: 1- de autoria de ateus, que combatessem “nossa Santa Religião”; 2- de autores protestantes contrários à fé católica; e 3- que negassem a obediência ao Papa [...] escritos milenaristas e/ ou jesuíticos [...]: 4- ensinar feitiçaria, quiromancia, magia e astrologia; e 5- apoiar a superstição ou o fanatismo por detrás de um
aparente zelo religioso. [...]: 6- conter obscenidades que corrompessem os costumes e a moral do país; e 7- ser infamatórios e trazer sátiras, que atacassem diretamente as pessoas, ultrapassando os limites da decência [...]. 8- defender que o soberano tudo pode contra o bem comum do vassalo ou que, ao contrário, tudo concede ao povo, fomentando o “sistema maquiavélico”, ou, em contraposição, a “seita dos monarcômacos”. [...] 9- utilizar a Bíblia em sentido diverso do empregado pela Igreja. [...] 10- misturar, sem discernimento, os Artigos Dogmáticos da Fé com pontos que fossem de mera Disciplina [...]; e 11- os que impugnassem os Direitos, Leis, Costumes, privilégios, concordatas etc. da Coroa e dos Vassalos. [...] 14- ser de autoria dos “Pervertidos Filósofos destes últimos tempos” [...]. In: VILLALTA, Luís Carlos. Reformismo ilustrado, censura e práticas de leitura: usos do livro na América Portuguesa. Tese (Doutorado em História) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São Paulo. São Paulo, 1999. 640

Quem tem razão? Olavo ou PIO IX? Olavo ou a história bimilenar da Igreja?

Ainda que livros de autores heréticos possam ter algumas verdades naturais, elas também tem o perigo de portar o veneno, tão mais danoso à medida que vem misturado com "água boa".

Carvalho ainda repete a velha heresia de que a doutrina da Igreja é omissa em certas matérias - sobretudo nas questões da aplicação concreta da verdade de fé, repetindo em 2016 o mesmo erro que já houvera ensinado em 2014: " "Ser cristão é buscar ser justo e bom COMO JESUS EM CADA ATO, ESPECIALMENTE AQUELES ATOS PARA OS QUAIS A DOUTRINA NÃO DÁ UMA RECEITA PRONTA."(Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014).

Segundo Olavo o ensino de Cristo não dá receitas claras de como agir em cada caso. Ora isso é ir contra as disciplinas impostas pelo santo magistério - tantas vezes perante a história - é ir contra o parecer dos teólogos moralistas que se fundam na doutrina para extrair ilações casuísticas. Em suma isso é lançar fora os manuais de moral que receberam imprimatur da Igreja, manuais que visam resolver casos concreto, é lançar fora o ensino dos santos, também repletos de conselhos para situações particulares. Isso é negar a Igreja o poder de legislar em casos específicos.  É  doutrina do relativismo moral que considera que as opções morais, em cada caso, são sempre abertas a várias interpretações e possibilidades e que cada um deve decidir conforme sua consciência pessoal e não segundo o que manda a autoridade da Igreja.

Olavo é um modernista. O Modernismo, nega a capacidade do homem de conhecer a verdade revelada por Deus. O Modernismo, como toda a Filosofia moderna, nega o tomismo. O homem seria incapaz de conhecer a realidade e a verdade. Ora, é isso exatamente que Olavo diz; Deus seria objeto não de conhecimento mas apenas de experiência( aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HB3UTy1YT7M). Ora se Olavo nega a possibilidade de conhecer a doutrina sobre Deus, a ilação lógica é que também não podemos conhecer com certeza objetiva a disciplina moral consequência da verdade divina. Não espanta que ele diga, então, que a doutrina é omissa para os casos particulares!!!

Restariam ainda dúvidas quanto ao cheiro de heresia que exala das doutrinas do astrólogo de Campinas?