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domingo, 14 de setembro de 2014

Olavo "Sofista" de Carvalho: modernismo oculto?




O senhor Olavo de carvalho mesmo alegando que não é teólogo vive teologizando. 

Seus alunos - em geral semiboçalizados - costumam usar a afirmação do "mestre" para dizer que seus erros teológicos não testemunham contra seu magistério filosófico. Já que não é teólogo não pretende acertar na matéria. Mas a questão que fica é: já que não pretende por que tenta acertar, afirmando tantas coisas sobre teologia? 

Olavo é mestre em sofismar. Diz não ter objetivo de acertar em teologia mas caso fique demonstrado que ele errou - como já fizemos aqui outrora - ele dirá que não errou coisa nenhuma. Sempre há, no entanto, idiotas dispostos a acreditar no guru.

No último dia 25 de Agosto ele fez a seguinte afirmação:


Analisemos a doutrina exposta pelo "mestre", ponto a ponto:

1- Primeiro ele diz que teólogos podem discutir determinado ponto durante séculos antes que um decreto papal venha definir a questão e que isso é sinal da dificuldade inerente a teologia. 

 A afirmação é verdadeira: as verdades da fé não são autoevidentes como é evidente que isto aqui é um blog. Um esforço de interpretação e análise dos dados revelados pela ciência teológica faz-se absolutamente necessário.
 O problema começa quando olhamos o que o próprio Olavo define como "teologia": para o mesmo a diferença entre teologia e filosofia não é a diferença existente entre duas ciências ( uma superior e outra inferior e subordinada) mas, sim, a mesma diferença que há entre fatos e teoria. Já tivemos aqui mesmo a oportunidade de demonstrar o erro do sr. Olavo( Aqui: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/07/olavo-de-carvalho-e-relacao-fe-e-razao.html). Ora mas o que é teologia para Olavo? Uma ciência ou um compêndio de fatos? Aqui ele diz que é ciência, acolá diz que não. Para quem se autodenomina filósofo seria de esperar um rigor conceitual maior.Antes de dizer que uma discussão teológica é possível ele deve definar que é teologia. O forte do Olavo, porém, não são as definições. Quanto menos definir as coisas menos meios os alunos terão de apontar as suas contradições lógicas( outra coisa que o Olavo repudia...talvez por ser tão pouco lógico em certos casos).  

2-A afirmação de Olavo - verdadeira - não se enquadra porém na recente polêmica aberta aqui e por um vídeo do amigo Leonardo Brum que demonstra - de modo cabal - a radical contradição entre a teologia de Olavo e a da Igreja sobre o conhecimento de Deus(Para quem interessar o vídeo é este: https://www.youtube.com/watch?v=HB3UTy1YT7M). A questão do conhecimento de Deus já foi definida por decreto papal. Ele não está autorizado a discutir isso, sendo católico como diz ser. Caso o faça incorre em heresia. Olavo trata a questão como se ela já não tivesse sido resolvida. O mesmo faz em relação a questão fé e razão já definida. O que ele deveria fazer seria calar a boca e seguir o magistério. Mas Olavo é inteligência pura e consegue encontrar, até nos textos do magistério, sentidos obscuros inexplorados, ou melhor esotéricos, que nem mesmo o magistério conseguiu perceber.Tão esotéricos que permitem exames sempre mais exaustivos, sem nunca chegarmos a uma conclusão exata sobre o problema colocado(E claro que o guia supremo nesses exames é o Olavo.Caso isso seja verdade já passou da hora de tirar Santo Tomás do trono e sagrar Olavo como o maior filósofo católico do universo).Eu não exagero: essa é a essência mesma de sua técnica filosófica, transplantada, sem mais, para a teologia. Olavo entende a filosofia como tendo a missão de deslindar os símbolos verbais que recobrem a experiência originária e direta da realidade. Como a fé cristã nasce de uma experiência, os decretos papais, na visão olávica seriam apenas símbolos verbais mais ou menos transparentes: eles não resolvem nenhum problema mas abrem outros. 

3- Depois Olavo diz que: "ninguém tem o direito de proibir que a mente individual, no empenho de compreender o sentido do dogma proclamado,siga mais ou menos os mesmos passos da discussão, detendo-se em cada dificuldade pelo tempo necessário, mesmo conhecendo de antemão o resultado a que deva chegar. Afinal, uma conclusão só faz sentido como resposta à dificuldade que a suscitou". 
   
  Sim! Mais uma vez Olavo fala uma verdade. A mente individual pode rastrear os passos da discussão para entender por que um dogma foi proclamado embora isso não seja fundamental para compreender o seu significado(Simples fiéis, desconhecedores da história eclesiástica, podem, apesar disso, compreender o dogma). 

Todavia é só isso que Olavo quer dizer mesmo? Ele pretende apenas garantir o direito de ter a informação histórica? Lendo essa passagem a luz de outras fica claro que não. Na matéria que publicamos aqui sobre Olavo e sua visão sobre a relação fé e razão, reproduzimos nela um print de uma de suas afirmações sobre o magistério: como dissemos acima, para Olavo o magistério não resolve nada quando ensina, cabendo a mente individual purificar os símbolos línguisticos com os quais o magistério recobre o mistério revelado por Deus para subir na direção da verdade ou de algum símbolo que esteja mais próximo dela. Quando ele fala de mente individual investigando o caminho histórico da discussão dogmática recorda o método modernista que é de cunho histórico. O decreto Lamentabili Sine Exitu de PIO X, de 1907, sobre os erros do modernismo, condenou a seguinte proposição: 


  1.  Os dogmas que a Igreja apresenta como revelados não são verdades caídas do Céu; são uma certa interpretação de fatos religiosos que a inteligência humana logrou alcançar à custa de laboriosos esforços.
A tendência modernista de ressaltar a necessidade de estudar o dogma a luz de sua evolução( trocado em miúdos é o que Olavo está dizendo quando fala da necessidade de a mente individual rastrear a evolução do problema até chegar a conclusão do mesmo) visa isso: dizer que dogmas não caem do céu mas são interpretações da mente humana em face de um problema religioso. Olavo, de modo habilíssimo pretende fazer seus discípulos adentrarem no interior do modernismo sem sentirem a dor de endossar uma heresia. E eles, na sua maioria, já adentrarem, e o pior achando que endossam a ortodoxia. O que não espanta pois é esse mesmo o objetivo.

Ou seja: Olavo, como bom conhecedor do esoterismo, sabe colocar sentidos ocultos - nem tão ocultos - no que escreve,com o objetivo de que tais sementes ocultas, venham a produzir impactos intelectuais a longo prazo.

Basta um rápido exame nos textos do sr Olavo sobre a origem do dogma - fáceis de achar na internet - para verificar o que estamos a dizer. 





3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. O Simples fato de Olavo ainda se considerar católico e defender tais posicionamentos modernistas já mostra para o que veio: formar uma seita esoterica dentro da Igreja. O ataque ao esquerdismo foi apenas o canto da sereia olavico para arquitetar umq turba de seguidores pseudo-intelectuais.

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  2. A ignorância de Olavo é semelhante a de muitos, muitos modernista. Buscam a razão como meio fundamental sem a iluminação da Fé ( com seus dogmas).

    (Apo. 16, 17-21) Derramou pelo ar... “Está realizado!” Houve um terremoto como nunca houve. A Grande Cidade (Cristandade) se dividiu em três (ex: os fiéis, os tíbios, e os apóstatas) e as cidades das nações caíram (dando lugar ao Estado totalitário global). As ilhas (instituições civis) fugiram (se ocultaram) e os montes (instituições eclesiásticas, prelados) desapareceram, se lembrou de Babilônia. Caiu do céu um granizo pesado causando um flagelo muito grande. Em tudo penetra e se respira loucura (modernismo), é a agonia da Cristandade, é a cultura da morte. Nunca a humanidade, quantitativamente, esteve tão antropoteísta, assemelhando-se a um grande terremoto, tudo perde o apoio, o chão. Os povos em conflito se aglomeram em torno de três grupos; liberais, comunistas e árabes ou então tíbios, ateus e crentes, a vida desesperançosa e sem leis preconiza o flagelo muito grande; “Está realizado!” .

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