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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dom Muller , de que lado vossa eminência está ?

Dom Muller eu entendi errado o que o Sr. disse ou foi isso mesmo ????
Caros amigos de fé , hoje estourou mais uma notícia polêmica vida da Santa Sé.O título da recente notícia tal como veiculada pelo FRATRES IN UNUM diz : 

"Dom Müller: Santa Sé considera Ordinariato para protestantes moderados que vêem no Vaticano II realização dos ideais de Lutero." 

http://fratresinunum.com/2013/01/15/dom-muller-ordinariato-para-luteranos-moderados-que-veem-no-vaticano-ii-realizacao-dos-ideais-de-lutero/

É possível haver heresia moderada?

Confesso que nunca ouvi um absurdo deste, da boca de uma autoridade tão elevada da Igreja.Afinal Dom Muller é prefeito da CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ  , que tem o papel de zelar pela sã doutrina , seu ensino e transmissão.

O mais grave de todas as declarações de DOM MULLER sobre o assunto , senhores é isso :”O arcebispo sugere que, da mesma forma que com os anglicanos, a Igreja Católica deveria permitir a esses luteranos, no processo de união com a Igreja, preservar as tradições legítimas que se desenvolveram.”…Que tradições legitimas são essas ? Os luteranos agora estão fundados na Tradição Apostólica ? Claro que não ; eles romperam com ela.Dizer que Lutero não tencionava criar outra Igreja é um atentado a História; basta analisar suas 95 teses,  a maior parte delas oposta ao dogma católico.O que se pretende ? Adotar tais teses como tradições lídimas da fé ? Por que é isso que exatamente constituem as "tradições luteranas" : heresias como a consubstanciação em oposição ao dogma da Transubstanciação , uma eclesiologia antiinstitucional que vê a Igreja como soma dos cristãos espalhados pelo mundo e não como uma instituição divina , salvação só pela fé sem obras , sacramentos apenas como símbolos da graça e não como meios de salvação, missa como ceia e não como sacrificio.

Ainda "Segundo Dom Müller, na opinião de alguns luteranos, Martinho Lutero pretendia somente reformar a Igreja e não causar divisão entre os cristãos. Esses luteranos crêem que as reformas necessárias foram realizadas pelo Concílio Vaticano II". 

Uma coisa fica clara aqui : se tais luteranos apresentam a obra de Lutero como uma reforma da Igreja , eles dão portanto razão os razões defendidas por Lutero no século 16.Logo consideram que a Contra Reforma do Concílio de Trento não reformou a Igreja mas que foi a reforma de Lutero o modelo correto, infelizmente não adotado pela hierarquia católica nem pelo Papa a época.Há aqui uma questão : o termo "REFORMA" é discutível : há historiadores da dita reforma que a classificam como revolução - pois teria destruido a essencia da Igreja e não dado a ela a forma que teria perdido ao longo dos séculos.A idéia de reforma assenta nisso : Lutero e seus seguidores acreditavam que a forma originária da Igreja tinha sido corrompida pela hierarquia romana m sendo necessario voltar a antiga e original forma.Por isso o termo RE-FORMA , OU SEJA, DAR NOVAMENTE FORMA  A UMA COISA QUE A TINHA PERDIDO!

O uso do termo reforma não é ingênuo : traz uma intencionalidade , qual seja : incriminar a hierarquia romana pela corrupção do cristianismo.Ora devemos pensar : se os tais luteranos que desejam se unir a Igreja entendem que o Concílio Vaticano II fez a reforma desejada por Lutero então eles adotam todos os pontos de vista de Lutero como verdades de fé recaindo nos anátemas do Concílio de Trento sobre as heresias protestantes. (Se o CV II fez isso mesmo e os tradicionalistas mais duros tem razão ao repudiá-lo é uma outra questão que não pretende tocar agora !).Como então poderão ser aceitos na Igreja uma vez que não repudiaram seus erros ?????????

Outra questão : Os anglicanos que irão ganhar um ordinariato abjuraram as heresias que professavam ? Alguem sabe como tal ordinariato funciona ou funcionará ? E caso não tenham exigido deles a abjuração dos erros por que impuseram sobre a FSSPX um preâmbulo doutrinal como condição para a sua regularização?

A situação hoje nos meios eclesiais é sui generis : os teólogos da libertação tem plena liberdade para ensinar em seminários não se exigindo deles a adesão a nenhum preâmbulo doutrinal nem tampouco impondo punições disciplinares- estes tem plena liberdade para fazer a síntese de cristianismo com o comunismo , podem ter a opinião que quiserem sobre o CV II; deles nada se exige nem se cobra , quando muito um bispo aqui e acolá ou o Papa nessa ou naquela encíclica faz uma referencia aos problemas da TL mas sem jamais condená-la em bloco e de modo infalível.Mas de setores tradicionais tudo é exigido: qualquer opinião que saia um centímetro do que pensam os prelados da Santa Sé sobre o CV II , qualquer tentativa de fazer uma sã crítica do ecumenismo , entre outras coisas , por não serem dogmas infalíveis , é vista com suspeita e severamente rechaçado.

Graças a Deus que há muitos católicos acordando para a situação.Graças a Deus nem todos estão imbecilizados e cegos.Graças a Deus que há os que se levantam para defender a FÉ quando cardeais a põe em risco.

Tudo isso me parece muito com a ideia de Von Balthasar e outros teólogos da "nova teologia" quando defendem a criação de um PANCRISTIANISMO, fruto da união de todas as Igrejas numa síntese de todos os elementos delas, ideia que nasceu em ambientes modernistas nas décadas de 30 - 40 em seio católico e ...luterano !!!

Afinal Dom Muller de que lado vossa eminência está ?????






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