sábado, 24 de outubro de 2015

Kasper, o papa "oculto": Em 1986 o Cardeal Kasper já, estranhamente, era influente em um Sínodo!



Em 1986 Dom Castro Mayer já relatava em um artigo seu, no monitor campista, a presença do herege Kasper como secretario do Sínodo de então:
 
" Para destacar a importância do Concílio Vaticano II, não bastou o sínodo especial convocado por João Paulo II. Julgou-se necessário colocar na assembleia um elemento central que desse unidade a toda a atividade sinodal. Criou-se um secretariado especial. Efeito lógico: esse secretariado seria o espelho de todo o sínodo...Pois o secretário especial do sínodo foi o professor de Tubingen, na Alemanha, Walter Kasper, "um teólogo"...tudo menos ortodoxo, um dos mais insolentes modernistas. Colhamos alguns exemplo nos vários livros que editou: " Do homem e o mundo não se pode subir a Deus( Introdução a fé)- O Vaticano I define precisamente o contrário, de maneira que é dogma de fé: " Deus princípio e fim de todas as coisas pode ser conhecido pela razão natural, a partir das coisas criadas". Kasper ignora e mesmo nega este dogma...de modo geral Kasper declara: "certos dogmas podem ser totalmente unilaterais, teimosos no desejo de ter sempre razão, estúpidos e precipitadamente prematuros(!) Os milagres de Jesus Cristo vão à conta de fantasias que pretendem exaltar Jesus Cristo.
 
...o fato de os promotores do Sínodo sobre o Vaticano II terem escolhido Kasper como o "teólogo" do sínodo indica a finalidade colimada por essa assembleia especial: a subversão da cristologia e da eclesiologia tradicional..." In: Monitor Campista - 13/04/1986; O pensamento de Dom Castro Mayer, textos selecionados, 1972-1989, Editora Permanência, Rio de Janeiro, 2010.

Novamente em um sínodo - agora em 2014/2015 - sobre a família Ksper aparece não mais como secretário mas como eminência parda

Para quem duvida sobre quem esta de fato mandando na Igreja basta ligar os pontos:

http://fratresinunum.com/2015/10/09/o-fator-kasper/

http://fratresinunum.com/2015/04/07/a-revolucao-eclesiastica-e-cultural-do-cardeal-walter-kasper/

Quem manda na Igreja hoje é Kasper, o "papa" oculto!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Rock In Rio: satanismo, sexo e ofensa a Deus em imagens!

 
"Mistura de ritmos e de gêneros musicais, de sons e tradições, a música corre mais depressa que os homens; ela conseguiu realizar a verdadeira revolução deste século" (...). Ela é, ao mesmo tempo, o espelho e o instrumento de uma transformação política e cultural sem igual na história." (Le Nouvel Observateur no. 1441, 18-24, junho de 1992, artigo de Elizabeth Schemla - La Révolution Musique, pag. 4).
  
O Rock in Rio 2015 foi mais um capítulo dessa revolução: começou por escandalizar o público com um vocalista gay afetado, Adam Lambert do "Queen": que não reste dúvida do que o Queen representa; Mercury se vestia com um visual andrógino e cultivava o rock glam fortemente gay, com musicalidade mais adocicada e exótica sem perder a fora da guitarra. Adam é só a continuidade piorada.
Políticos do erotismo, arautos da desordem e do caos, propugnadores da ação sem qualquer sentido. Rebeldes contra a sabedoria e a lei. Apóstolos da irracionalidade e do desespero: é isso que são os líderes do movimento rock. Neste final do século XX, século que assistiu o nascer, o triunfo e o desmoronamento surpreendentemente rápido e imprevisto de tantas ideologias revolucionárias, uma revolução se mantém e aparece como triunfante. Ela impôs uma nova "arte", uma nova moda. Ela quer a libertação de todas as leis, regulamentos e normas sociais. Ela se impõe à sociedade liberal, querendo que ela se torne libertária. Ela exige o permissivismo. Contra tudo o que é refinado e aristocrático, ela ostenta a preferência pelo que é sujo, prosaico, baixo, vulgar ou grosseiro. Ela faz apanágio da obcenidade e da depravação. Radicalmente imoral, exige a liberação das drogas, além de sexo livre .Defende taras e perversões. Quer o absurdo e preconiza a abolição da racionalidade. Naquilo que a arte moderna fracassou, o Rock obteve êxito; torna o feio, o nojento e o monstro admiráveis.
 
A exaltação do homossexualismo de Lambert foi o mote de celebrações de "casamentos" entre duplas gays dentro do evento: http://g1.globo.com/musica/rock-in-rio/2015/noticia/2015/09/casal-de-goias-celebra-matrimonio-com-lua-de-mel-no-rock-rio-video.html

 
Kate Perry estimula o lesbianismo no palco diante do público estupefato e em delírio obsceno.



 
Perry levando o público a excitação histérica e sexual. Embora não seja considerada uma cantora rock mas pop uma música é repleta de batidas rápidas típicas do rock que servem a transformar as massas em coletividades hipnotizadas.

Walter Matt sobre isso escreve: "O martelamento da música Rock visa intencionalmente excitar sexualmente os ouvintes, sobretudo os jovens certamente. Disto pode-se dar uma breve explicação. A música Rock quase não tem melodia, e o texto quase não tem senso - bom senso - ( às vezes tem sentido horrível e espantoso). Resta o elemento essencial: o ritmo, e nosso corpo é sensível a ele. Aos membros da "American Psychiatric Association", o Dr. Howard Hanson declarou:

"Primeiramente, ainda que considerando tudo o mais, quanto mais o movimento ultrapassa em velocidade o ritmo do pulso e sobe além do ordinário, mais também se acresce a tensão emotiva".
Ele cita ainda as observações de Alice English Monsarrat, segundo a qual, com o ritmo do Rock (...) pode-se produzir sobre não importa qual organismo humano uma desintegração histérica, como se notaria numa pessoa que quisesse precipitar-se, com raiva, em duas direções opostas, ao mesmo tempo (...). Tem-se experiência disso em psiquiatria: é precisamente o conflito de emoções criado pela ação de dois estimulantes com percussões divergentes que conduz a nossa clínicas, em grande número, irrecuperáveis destroços de humanidade". (W. Matt, op. cit., pag. 6)

Monsenhor Richard Williamson chega às mesmas conclusões, quando explica os efeitos do ritmo do Rock:

"Dirigindo com cuidado a seqüência dos ritmos, diz John Phillips, do grupo "Mamas and Papas", pode-se induzir a histeria no seio do auditório. Nós sabemos fazê-lo. Qualquer um sabe fazê-lo. E para provar o que diziam, eles causaram um motim num concerto em Phoenix, Arizona!"(Mons. R . Williamson - in Semper no. 2 Revista da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, Portugal, pag. 28)
Rihanna foi outra que ajudou a transformar o evento numa grande plataforma de sexo e obscenidade.
Fãs da degenerada Rihanna, que não passa de uma prostituta famosa. A doença moral dos sujeitos, todos gays afetados é evidente. É clara a influência nefasta da música de Rihanna.


Rihanna é admirada pelo seu público por ser piranha. A arte musical atual serve apenas para degradar o público ao nível animalesco


Motley Clue portando o simbolismo do pentagrama, usado por satanistas.

Os nomes dos grupos evidenciam também a tendência para o horror: Sepultura, Ratos de Porão, Garotos Podres, Três Ratos Cegos (nome do grupo de Rock de Bill Clinton quando era jovem), Black Sabbath, Possessed, Venom, etc. É evidente que tais expressões revelam uma enorme frustação com a vida e uma posição de incompreensão do mundo. A cosmovisão refletida nas letras de Rock é pessimista e negativista. O mundo seria mau em si mesmo e o seu Criador, por isso mesmo, seria mau. Fica aberta assim a porta para a gnose e para o satanismo.

Slipknot acostumando o público com o grotesco visual e musical; resta dúvida que o grande objetivo do rock é destruir o conceito de bom, belo e verdadeiro que tem sua origem em Deus?

É de espantar então que se diga que um concerto de Rock pode ser comparado a um ritual? "Um concerto de Rock, de fato, não é nada diferente de um ritual... No concerto Led Zeppelin, o objetivo é obter energia para os músicos e para o público. Para conseguir isso, precisamos captar fontes de forças mágicas, por mais perigoso que isso seja". [Jimmy Page, guitarrista líder do Led Zeppelin - Basílea Schlink, Rock Music - Woher, Wohin? ( Música Rock de onde vem - aonde vai?) 1a. edição alemã 1989 - Curitiba 1990, pag. 15]

É preciso ser bastante burro para não entender qual é o grande objetivo do Rock in Rio!

 
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Por que ouvir a CNBB é impossível?


Dom Mayer explica o que é a CNBB! 

CNBB Atéia?

Monitor Campista, 19/07/1987

A revista internacional 30 Giorni (6 de junho de 1987) noticia o empreendimento da CNBB de levar os fiéis a se interessarem por que os constituintes propunham uma Carta Magna do país inteiramente leiga, ou seja, tal e por princípio fora e acima de toda crença religiosa (Os bispos pedem: “A nova Constituição deve ainda defender o direito à livre escolha religiosa, política e filosófica” — p. 73).

Implicitamente propõe a afirmação de que a Nação e, pois, o Estado são uma realidade independente de Deus, alheia totalmente à idéia e realidade que é Deus Nosso Senhor. O Estado é, Deus exista ou não exista. Ou melhor: o Estado não cogita de Deus.

Seria impossível atitude de oposição mais radicalmente atéia; e, pois, mais radicalmente anticristã. Com efeito, o cristianismo é a afirmação de Deus como o Ser que domina os seres. Ele é. Sem Ele não há ser. Os seres fora Dele são, ou seja, existem por Ele.

De onde a campanha promovida pela CNBB é a mais anticatólica possível. É totalmente atéia; a CNBB acha que o Estado deve ser arreligioso no sentido de parificar todas as religiões e até mesmo o ateísmo.

Terá sido esta a razão pela qual se constituiu este organismo oficial da Igreja Católica no Brasil que se chama CNBB?

* * *

Fonte: O Pensamento de Dom Antonio de Castro Mayer, Ed. Permanência.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

ISIS, desculpa dos EUA para a guerra total!



Hoje a mídia internacional divulgou a fala de um diretor da CIA sobre o perigo mundial do ISIS. A preocupação do governo americano passa a idéia de que o ISIS seria um poder internacional a recrutar jovens de várias nacionalidades e por isso seria um poder etéreo capaz de se fazer presente em qualquer lugar; a CIA então vem espargindo o discurso de que o ISIS é o grande mal a ser combatido agora. 

A medida que os EUA se torna uma sociedade cada vez mais multi-cultural, pode-se achar mais difícil moldar um consenso sobre questões de política externa, exceto nas circunstâncias de uma ameaça externa direta, verdadeiramente maciça e amplamente percebida. Ou seja: unificar o império só é possível se os seus súditos acreditam num inimigo externo, tão poderoso que possa destruir a "liberdade americana"( cujo último fruto foi a liberalização em todo o território dos EUA, incluídos estados que proíbiam expressamente tal coisa, do "casamento"  gay). 

Nos últimos dias veio-nos a notícia de que a Turquia está a aumentar o suporte aos EUA em suas ações na Síria com a justificativa de combater o ISIS(http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/turquia-bombardeia-posicoes-do-ei-na-siria-apos-morte-de-soldado.html). Como se sabe a Turquia é aliada dos EUA desde a guerra fria(quando os EUA instalaram na Turquia uma base de mísseis voltada ao território soviético). Nós últimos anos cresce na Turquia o neo-otomanismo(que é uma é um ideologia política turca que, em seu sentido mais amplo, promove um maior engajamento político da moderna República da Turquia dentro de regiões anteriormente sob o domínio do Império Otomano, o seu estado predecessor. O Império Otomano foi uma potência mundial influente que, em seu pico, controlou os Balcãs, a maior parte do moderno Oriente Médio, a maioria dos norte da África e do Cáucaso. A política externa Neo-Otomana promove um maior engajamento nessas regiões como parte da crescente influência regional da Turquia. Essa é a política externa do atual governo de Erdogan). Qual a relação disso com o poder americano na região? Ora como durante o império otomano o poder anglo-saxão(do império inglês) era aliado aos turcos, em vista de exercer sobre o Oriente Médio sua influência, o que está a se passar agora é idêntico: os EUA herdeiro do poder inglês, busca na Turquia uma base de apoio para sua expansão na região. 

As consequências disso são as seguintes: 

1- Um reforço da coalização anti-Assad que é um dos líderes da resistência a Nova Ordem Mundial americanista no Oriente Médio e aliado russo;

O volume de ataques aéreos feitos por estados membros da tal "coalizão anti-ISIS", alguns dos quais são países "ricos e avançados", não passa de dez raids por dia sobre territórios da Síria e do Iraque. A Força Aérea da Síria, que é muito pequena se comparada à tal "coalizão", faz, num único dia, de cinco a dez vezes mais ataques aéreos contra o ISIS, que a "coalizão" que reúne forças armadas de 60 países. Isso mostra que o objetivo real não é acabar com o ISIS mas usá-lo como razão para justificar invasões de territórios e intervenção em certos países ainda não suficientemente americanizados. Há uma conexão entre a crise síria e o que se passa na Ucrânia. Primeiro, porque os dois países são importantes para a Rússia. Segundo, porque nos dois casos há um objetivo de impor ali governos fantoches do ocidente ateu-liberal.

2- Como a guerra americana é apresentada como guerra contra um inimigo sem estado - no caso o ISIS - então a guerra vira um empreendimento mundializado, aterritorial, ilimitado e global. Caso a CIA considere que o ISIS está a operar na Terra do Fogo irá intervir ali sob as bençãos da OTAN. 

O interessante é vermos a atuação conjunta das mídias ocidentais - buscando convercer o público ocidental do perigo do ISIS para dar aos EUA a "legitimidade necessária" para seus ataques na medida em que consegue a simpatia da opinião pública para a causa - às ações militares no Oriente Médio. 

Alguém ainda acredita na liberdade de imprensa? 

Para entender o perigo que está por trás da expansão do poder dos EUA no mundo: 

http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/12/por-que-os-eua-substituiram-biblia-pela.html

http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/04/eua-patrocinam-leis-pro-lgbt-no-mundo-o.html

http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2013/11/o-radical-conflito-entre-eua-e-igreja.html


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Como Olavo infiltrou gente sua na igreja "ortodoxa" e a guenonização do catolicismo!


Nada define tão bem os alunos do Olavo: são idiotas úteis a serviço do perenialismo. 

Senhores mais uma vez temos que nos deter na figura do "Cagliostro de Campinas", vulgo Olavo de Carvalho. Desta vez trazemos à baila uma situação ignorada por seus asseclas, acontecida anos atrás que nos ajuda a entender seu real objetivo: guenonizar o catolicismo. 

O fato aconteceu nos idos da década de 80. Relatamos o mesmo aqui em razão dele ter sido revelado por pessoa de alta confiabilidade nossa que, porém, precisa ficar no anonimato, por medida de segurança. Asseguramos, entretanto, que a narrativa goza de verossimilhança tal que seria impossível não publicá-la mesmo faltando-nos as "provas documentais", sempre faltantes quando se trata de perscrutar a ação de sociedades secretas, resguardadas, nas suas atividades, pelo pacto do segredo. Assim sendo é preciso que recorramos a relatos orais para reconstituir a trama de tais sociedades e seus agentes. 

O fato referido se situa no seguinte contexto: 

1- Na década de 80 existia no Recife um grupo de estudos de astrologia.

2- Olavo tendo travado contato com o grupo passou a atuar como uma espécie de guru dos seus membros.

3- Em razão de sua ligação com a Tariqa(centro islâmico de iniciação esotérica), Olavo orientou o grupo a procurar uma religião tradicional seguindo os ensinamentos de Fritjot Schuon, líder tariqueiro que postula, junto com Rene Guenon, a tese de uma "Tradição Perene" que estaria por trás das doutrinas das grandes religiões, "Tradição" só acessível a uma casta de iniciados. Schuon ensina que todo iniciado na "religião esotérica e secreta" preservada pela Tariqa deve ter uma religião exotérica, externa, pública que esteja ligada as grandes tradições espirituais( catolicismo, judaísmo, hinduísmo, budismo, islamismo). No fundo o objetivo é que os iniciados infiltrem os grandes religiões, para criar a religião " universal". 

4- O grupo, inicialmente, pensou em adentrar o Islão. Mas foi orientado por Olavo a procurar uma Igreja já que no Brasil temos uma tradição cristã.

5- Eles então travaram contato com um bispo ortodoxo que vivia em Portugal: o Metropolita Gabriel I, que na década de 80 ligou-se a Igreja Ortodoxa polonesa(http://www.igrejaortodoxahispanica.com/Biografias/Joao_Gabriel_I_de_Portugal.html).

6- O Metropolita Gabriel I era um guenoniano. 

7- Gabriel I licenciou-se em Teologia pelo Instituto Ortodoxo São Sérgio, em Paris, França. Em tempo: o referido instituto foi fundado na década de 20 por Nikolai Berdiaev, intelectual russo, que associado a Bulgakov e outros intelectuais russos exilados, defendia uma nova visão de cristianismo: ele interpretava a ortodoxia em clave mistico-panteísta( In: Olivier Clement. Berdaijev: un pilosope russe en France. Publiser Olivier Clement, Paris, 1991.). Lembramos que Berdiaev é referência intelectual fundamental de vários alunos do sr. Olavo e indicação de leitura no seu COF.  

8- Berdiaev fundou seu instituto na mesma época em que Guenon começou a escrever e publicar suas obras em Paris. Coincidência??

9- Em 1928 o padre Beauduin, criou um grupo de reflexão e de estudos ecumenistas onde figuras como Berdiaev e Maritain, intelectual neotomista católico, lideravam debates entre católicos, ortodoxos e protestantes sobre convergências entre as religiões (A mesma idéia presente no guenonismo). Desse grupo foi que saíram as obras do Pe. Congar, figura ilustre do Concílio Vaticano II, que deram base ao ecumenismo "católico" no século 20. 

10 - O grupo foi aceito dentro da ortodoxia.

A eparquia ortodoxa do Brasil, em seu site(http://www.igrejaortodoxa.com/eparquia.php), se refere ao acontecimento nestes termos: 

"A Eparquia Ortodoxa do Brasil, sob jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia, tem a característica de ter sido constituída a partir de brasileiros que não são descendentes de povos tradicionalmente ortodoxos. O seu ‘povo’ inicial tem sua origem em pessoas residentes em Recife e no Rio de Janeiro que, nos idos de 1985, se dedicavam ao estudo de saberes metafísicos e esotéricos (Ou seja a estudos guenonianos-schuonianos). Essas pessoas buscavam encontrar uma Tradição Sagrada(A tradição perene de que fala Guenon), que ainda se mantivesse autêntica e não contaminada pelo materialismo e racionalismo ocidentais(Tema presente na obra de Guenon, " A crise do mundo moderno"; em razão disso o grupo pensou primariamente em entrar no Islão, já que este não estaria contaminado pela razão ocidental; Guenon afirmava que o cristianismo não podia continuar a garantir os princípios da tradição perene no mundo, tendo entrado em processo irreversível de decadência). O grupo de Recife tinha, no seu organizador, um ponto de contato e intercambio com o grupo residente no Rio de Janeiro. Uma série de coincidências levou a que esses dois grupos viessem a promover a vinda de um jornalista e intelectual português, com o objetivo de ministrar, no Rio de Janeiro e em Recife, um curso sobre simbolismo e arte sagrada(Intelectuais notáveis do esoterismo schuoniano-guenoniano como Martin Lings tem obras extensas sobre temas como simbolismo e arte sagrada; o estudo desses assuntos é especialidade desses grupos). Acontece que esse jornalista também era um padre ortodoxo. Esse encontro do padre ortodoxo com esse grupo de brasileiros causou uma profunda impressão em ambas as partes. Semanas após a partida do padre, os brasileiros receberam, da parte do Metropolita Gabriel de Lisboa, superior hierárquico daquele padre, um convite para visitar o mosteiro ortodoxo que ficava em Mafra-Portugal."

Olavo da mesma forma que, anos atrás penetrou gente sua na ortodoxia, está a fazer o mesmo no catolicismo via COF e o apoio do Pe. Paulo Ricardo que á aval a que vários fiéis católicos se alistem no curso do guru esotérico.

Basta ligarmos os pontos: a guenonização do catolicismo via ecumenismo tem mais um capítulo. Iniciado em 1928, continua agora sob a batuta de Olavo e Pe. Paulo Ricardo, seu agente facilitador. 

Algum bispo, por favor, excomungue esse sujeito!!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Video aula: conflitos entre reis e igreja na idade média!


Dando seguimento ao curso sobre a obra "Revolução e Contra Revolução", temos aí nossa segunda vídeo aula versando sobre o conflito entre reis e igreja na idade média!







sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cirilo de Jerusalém: É preciso aborrecer até os suspeitos de heresia!

Cirilo de Jerusalém


Aos que nos indagam e se jactam de arguir-nos sobre nossa atitude " acusatória" no que toca a figura do sr. Pe Paulo Ricardo( embora não se jactem de defender a fé nestes tempos de crise, assumindo postura de tibieza) como se zelozos fossem, acusando-nos de desmedidos e arrogantes ou precipitados e injustos, oferecemos a exortação de Cirilo de Jerusalém, padre da Igreja, sobre os suspeitos de erro em matéria de fé. A mera suspeita, segundo Cirilo,  já autoriza que os aborreçamos. Ao abrirmos tal polêmica nada fazemos senão cumprir um dever. 

" Te reúnas com as ovelhas; foge dos lobos; não te afastes da Igreja. Aborrece, inclusive aos que em algum momento hão sido suspeitos destas coisas - da  heresia; e se, com o tempo não te convences de sua conversão, não confie neles de forma temerária. Entrega-te a verdade da monarquia divina; descobre o sentido destes ensinos: seja um provado banqueiro, retendo o que é bom e apartado de toda classe do mal. E se alguma vez foste desses, reconheçe e aborrece o erro; pois o caminho da salvação está em que os vomite e os aborreça de coração; em que te apartes deles não só com os lábios mas com a alma; em que adores o Pai de Cristo, o Deus da Lei e dos Profetas e que conheças o bom e o justo, ele que é único e mesmo Deus. Que ele os conserve a todos vós, mantendo a vós firmes e sem tropeços, fortes na fé, em Cristo Jesus, Nosso Senhor, a quem seja dada a glória pelos séculos e séculos. Amém."

In: Cirilo de Jerusalém. Catequesis (Catequesis 6. La unidad de Dios). Editorial Ciudad Nueva. Madrid, 2006, p.160. 

sábado, 4 de abril de 2015

A religião da palhaçada!!

Para a "igreja conciliar" pouco importa formar discípulos; o modelo de igrejas das massas é o que predomina. A idéia mesma de diálogo com o mundo, que no fundo visa a atrair a sociedade moderna laicizada, nada mais é que a redução das exigências da fé em nome da igreja do número e das multidões. Nesse sentido a falsa igreja dentro da igreja, para sustentar tal modelo, precisa atender as demandas das massas e suas aspirações a uma religião fácil.  

A falsa religião conciliar, instalada dentro da Igreja pelo diabo, pelos seus anjos e pelos seus ministros na terra, entre os quais vários clerigos e leigos dedicados, dia e noite, a modernizar a Igreja - ou seja a colocá-la na medida do homem mas não do homem redimido pelo sangue de Cristo e sim do homem natural que, segundo Romanos, não entende as coisas de Deus - não satisfeita em profanar a missa, agora profana também a sexta feira da paixão com bailes infames intitulados de "encenação da paixão de Cristo". 

O episódio aconteceu no santuário do pai eterno em Goiás, santuário sob os cuidados do sacerdote redentorista, Padre  Robson de Oliveira. 

Para quem já perdeu tempo assistindo suas "missas" pela tv, não admira que o mesmo haja chegado a tal ponto, levando em conta os infindos abusos litúrgicos que comete e o clima geral de show musical que suas celebrações assumem com frequência. Pe. Robson é o "Pe, Marcelo Rossi" de Goiás: une a pobreza teológica dos atuais redentoristas, que dão uma péssima formação a seus padres oferecidos em seminários cujos professores ensinam tudo menos a vera doutrina da Igreja em sua pureza, a um catismatismo sentimentalóide como faz o padre paulista. A receita "dá certo": o santuário vive repleto de gente. As pregações melosas, milagreiras e pouco doutrinais, atraem "católicos" românticos, ou seja, aqueles que querem uma religião aos moldes de seus gostos e interesses, em geral reduzidos a alguma graça  de ordem material( arrumar emprego, marido, vencer a depressão, etc.) pouco se importanto em viver a sério a fé e dar testemunho profético da mesma num mundo secularizado. 

A foto abaixo revela o estado deplorável em que o referido sacerdote caiu no afã de atrair público para o santuário: moças seminuas a dançar na encenação da morte de Cristo. 

Encenação da Paixão de Cristo, segundo o Pe. Robson!


A pergunta que não quer calar é: existiam bailarinas a dançar no Gólgota? E se existiam dançavam com as coxas desnudas e nádegas a vista? 

A "igreja" conciliar decai cada vez mais baixo. Saí dela se quiserdes ser salvo!


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Por que Jesus é o homem das dores, segundo santo Tomás?



"Como se disse acima, ao tratarmos das deficiências assumidas por Cristo (q. 15, a. 5, 6), deve-se dizer que ele suportou uma autêntica dor; tanto sensível, causada por algo que fere o corpo, como interior, causada pela percepção do que é nocivo e que é chamada de tristeza. Ambas foram em Cristo as maiores dores na presente vida. E assim foi por quatro motivos.

Primeiro, pelas causas da dor. Pois a causa da dor sensível foi a lesão corporal, que se tornou pungente não só pela extensão do sofrimento, da qual se falou, mas também pelo gênero de sofrimento. É que a morte dos crucificados é muitíssimo cruel, pois são transfixados em locais de nervos muito sensíveis, ou seja, nas mãos e nos pés; o próprio peso do corpo suspenso aumenta continuamente a dor; e é uma dor que perdura, uma vez que o crucificado não morre logo, como os que são mortos pela espada. Já a causa da dor interior foi, em primeiro lugar, todos os pecados do gênero humano, pelos quais, sofrendo, Cristo dava satisfação, a ponto de, por assim dizer, assumi-los para si, como declara o Salmo 21: “As palavras das minhas faltas”. Em segundo lugar, especialmente a culpa dos judeus e dos demais que tramaram sua morte, mas de modo particular dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Em terceiro lugar, a perda da vida corporal, que por natureza é horrível à condição humana.
Segundo, a extensão do sofrimento pode ser considerada pela sensibilidade do paciente. Ora, ele tinha uma ótima compleição física, pois seu corpo fora formado de modo miraculoso pela ação do Espírito Santo; aliás, tudo o que foi realizado por um milagre era melhor que o resto, como diz Crisóstomo a respeito do vinho em que, na festa de núpcias, Cristo transformara a água. Assim, era agutíssimo nele o sentido do tato, com o qual se percebe a dor. Igualmente, a alma, com suas forças interiores, captava de modo intenso todas as causas de tristeza.
Terceiro, a grandeza da dor de Cristo ao sofrer pode ser estimada pela pureza dessa dor. Nos demais pacientes, com efeito, mitiga-se a tristeza interior e mesmo a dor externa com alguma consideração da razão, por alguma derivação ou redundância das forças superiores para as inferiores, Mas isso não aconteceu com Cristo em sua paixão, pois, como diz Damasceno, “ele permitiu que cada uma de suas potências exercesse a função que lhe era própria”.
Quarto, a extensão da dor de Cristo em sua paixão pode ser estimada pelo fato de seu sofrimento e dor terem sido assumidos voluntariamente, com o objetivo de liberar os homens do pecado. Assim, ele assumiu a intensidade da dor proporcional à grandeza do fruto que dela se seguiria.
De todas essas causas consideradas em seu conjunto, fica evidente que a dor de Cristo foi a maior. 
Suma Teológica III, q. 46, a. 6".


quinta-feira, 2 de abril de 2015

O idiota liberal - conservador tupiniquim!!



O filósofo Enrolavo, descreve om maestria seu público leitor!


Em tempo: não concordamos com todas as tomadas de posição do texto mas cremos que ele dá bem a idéia da visceral contradição da mente liberal conservadora que toma corpo dia a dia aqui no Brasil!


Autoria do amigo Augusto Carvalho, !!

I- Defenderei o sistema financeiro capitalista e o progresso tecnológico, enquanto me declaro defensor dos valores tradicionais que ironicamente esse mesmo sistema econômico e tecnológico ajudam a destruir.
II - Sou um defensor inabalável da liberdade (mas só da liberdade financeira).
III - Defendo uma religião como dogma principal da civilização (mas adoro o secularismo e o hedonismo mundano)
IV - Sou contrário a sistemas de governo totalitários e repressivos. A menos, é claro, que tenham uma economia liberal (por isso declaro ódio a Stalin e Mussolini, mas amo os militares do regime brasileiro e o nosso vizinho Pinochet).
V - Sou contra o aborto pois me preocupo muito com o bem estar das crianças (mas obviamente não quero tirar dinheiro do meu bolso para "sustentar o filho dos outros"). Sou pró-vida (mas só enquanto a criatura não sair do útero).
VI - Interpreto se um povo é conservador apenas medindo o "tamanho" de seu Estado. Se uma nação é ateísta, anti religiosa, submersa em vícios e degeneração, mas o seu Estado é mínimo, então essa nação só pode ser conservadora. Se um povo é religioso, tradicionalista e pouco dado aos vícios, mas seu Estado é significativo, tal regime só pode ser uma estrutura esquerdista comuno-satânica do Foro de São Paulo e da KGB!
VII - Sou contra a propaganda ideológica nas escolas. É completamente errado ensinar Marxismo para as crianças. Mas, claro, adoraria que a teoria de Mises, dos economistas da escola austríaca e do liberalismo fossem estampados nos livros didáticos.
VIII - Ambientalismo é doutrina de Esquerda. O meio ambiente vai muito bem, obrigado, e as críticas da poluição industrial e dos danos do consumismo são puro exagero marxista.
IX - Segurança pública se resolve com porradas. Sou defensor da polícia, que tem por função espancar grevistas, sindicalistas e meus opositores políticos. Claro que eu sou contra a repressão do governo, mas só se ela se exercer contra a minha pessoa e a minha ideologia.
X - Programas sociais apenas estimulam a vagabundagem. Claro que eu não vou falar sobre os banqueiros, estes honestos trabalhadores que promovem a riqueza social, e o quantos bilhões eles recebem do governo...
XI - Vou criticar diariamente o governo atual, mas como proposta vou oferecer apenas a receita mágica do "Golpe Militar".
XII - Sou contra a intrusão estrangeira no Brasil. É um absurdo ter médicos cubanos por aqui! Claro que eu adoro as bases militares norte-americanas no meu país. Afinal, são os guerreiros da liberdade que nos defendem da ameaça comunista.
XIII - Se tem "social" só pode ser socialista.
XIV - Foram os patrões e os grandes industriários os responsáveis pela melhoria das condições dos trabalhadores. Leis trabalhistas só prejudicam o trabalhador, e aqueles manifestantes trabalhistas eram só um bando de vagabundos.
XV - Sei tudo sobre História e doutrinas de Esquerda. Nunca li um livro de História nem os livros da Esquerda.
XVI - Eu sou conservador pois quero conservar os... as... bem, não sei, só sei que odeio o comunismo.
XVII - Que a mão miraculosa do deus mercado me proteja sempre. Amém.

sábado, 7 de março de 2015

Erros de Pe. Paulo Ricardo sobre o capitalismo!




Nosso objetivo, neste simples artigo, é analisar o que o Pe. Paulo Ricardo, padre neoconservador próximo da olavosfera, anda dizendo sobre a natureza do capitalismo. Com isso não queremos desmerecer o que de bom ele fez e faz mas sim dar a cada coisa que diz seu peso:  o que é bom deve ser elogiado e o que é mau combatido. 

Apresentamos as principais proposições dele, expostas no vídeo recente (Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xQFyp6rOHp8)  buscaremos refutar as mesmas, uma a uma, quando se mostrarem errôneas:

(Obs: em negrito as falas do padre; abaixo nossa resposta)

Pe. Paulo aduz, a respeito do capitalismo, que: 

1- Foram os bancos centrais independentes do governo que permitiram a revolução industrial. 

Falso: a revolução industrial foi um fenômeno complexo que não dependeu exclusivamente dos bancos centrais que, a bem dizer, nem existiam no século 18 quando ela começou. Os fatores decisivos para o desencadear da mesma foi o acúmulo de capital pelos ingleses ao longo do século 17 por via do comércio naval, o espírito inventivo dos mesmos, a revolução newtoniana que trouxe uma série de novos saberes sobre a física e a mecânica permitido a criação de máquinas e os cercamentos que liberaram a mão de obra dos camponeses para os serviços urbanos. Os primeiros industriais não precisavam de grana emprestada pois foi justamente o fato de que eles eram capitalizados o que permitiu o salto industrial que exigia investir numa nova forma de produzir, coisa possível apenas a quem tivesse capital de sobra para correr riscos: no século 18 o produtor era ao mesmo tempo comerciante e já trazia um capital inicial conquistado por via mercantil. É claro que, depois, o capital necessário para  dar continuidade ao processo de revolução nas técnicas de produção se aumentará em razão da ampliação do mercado. Mas isso é efeito e não causa da revolução industrial. 

2- Nos Bancos Centrais acionavam a máquina de fazer grana e emprestavam a quem estivesse produzindo uma locomotiva; aquela grana emprestada resultava numa riqueza 10 vezes maior depois de aplicada, pois com a locomotiva se gerava renda.

Sim, verdade mas no tocante ao contexto do século 19 que é quando nascem os Bancos Centrais; esse processo, todavia, concentrou a riqueza no setor de capital via juros. O setor bancário, graças a tal operação, ficava com a maior parte do "bolo" sem ter produzido nada de efetivo.

Pe. Paulo aqui pratica a mais descarada desinformação sobre o papel dos bancos no capitalismo. Sua fala legitima suas atividades. Nada diz o padre sobre a máfia judaica que, nos albores do século 19, se apossou das maiores casas bancárias, através da concentração de capital nesses mesmos bancos centrais e alguns bancos privados que atuavam, na prática, como bancos centrais. A quem ele serve com isso? Creio que não preciso dizer. 

3- Emprestar grana não gera inflação; só quando o empréstimo é feito ao estado pois o estado não produz riqueza mas só despesa. 

O Estado produz moeda que é a principal fonte de riqueza no capitalismo. Os bancos emprestam a moeda emitida pelo Estado.  Ademais se o Estado tiver empresas então vai gerar riqueza. O que gera inflação não é empréstimo ao estado mas dissonância entre quantidade de moeda e mercadorias. A retórico do Padre em tela é a reprodução vulgar dos preconceitos e falsificações da Escola Austríaca de Economia, que o seu guru, Olavo de Carvalho, preconiza, Escola essa que tem em Mises, que acusa a Igreja de ser uma instituição que atrasou o progresso da humanidade, um dos seus principais representantes.

4- O sistema bancário foi uma invenção genial que na revolução industrial começou a produzir uma riqueza fantástica. 

Padre Paulo tem um claro objetivo: legitimar a máfia judia-liberal que mantém os povos sob a dominação do vil metal, Não que o dinheiro em si seja um mal (ele é um instrumento e se torna mau se o uso dado for mau) mas o sistema bancário atual é usurário, prática condenada pela Igreja. Já no Mercantilismo os bancos deixaram de ser depósitos de dinheiro para virarem instituições de financiamento do comércio através do juros, o que permitia o surgimento duma classe de investidores que viviam apenas do seu rendimento sem precisar produzir, uma casta de parasitas que vivem de juros. 

5- Aí a sociedade começou a ficar obcecada por grana e os liberais são a raiz do erro de considerar a economia como a base da sociedade. 

Nisto o Padre acerta mas deixa de nomear a causa: a operação da máfia liberal em transformar a moeda e o trabalho em produto regido pela lei de oferta e procura.  Como seria possível existir capitalismo sem isso? E como seria possível num sistema desses as pessoas não ficarem obcecadas por grana se dela passava a depender tudo? Basta lembrar o contexto pré industrial onde as pessoas ainda podiam trocar produtos por serviços e produtos por outros produtos. Antes do capitalismo a terra não podia ser vendida mas apenas herdada ou arrendada, compartilhada, etc; o trabalho não era medido em um valor monetário chamado salário; era possível, por exemplo, viver sem dinheiro, produzindo numa terra e trocando o excedente da sua produção no mercado local por outros produtos; era possível empregar o trabalho sem remunerar com moeda. Depois, com a superconcentração do capital monetário nos bancos depois do começo da era industrial essa tendência a acumulação sem limites se consolidou. Mas segundo o Padre Paulo o sistema bancário foi uma invenção genial. Certamente, mas para quem? 

6- É costume associar os EUA ao capitalismo mas quando ela nasceu ela não foi fundada na obsessão por grana. Os EUA não foram fundados numa realidade que é a economia mas sim nas virtudes cívicas baseadas na obra de Montesquieu. Os EUA eram uma nação agrária em 1776. As instituições dos EUA permitiam que, com suas leis, eles conseguissem promover a virtude. Os protestantes praticavam a virtude, os EUA eram um país cristão. Se tivéssemos isso aqui no Brasil já estaria bom . Mas os EUA não criaram instituições que permitiram a educação das massas nas virtudes cívicas. 

As treze colônias - que depois se tornaram os EUA - só foram viabilizadas pelo espírito calvinista que enxergava prosperidade como graça divina. Foi com base nesse espírito que cresceu o comércio triangular feito pelos colonos do norte: os mesmos negociavam desde escravos, bebidas (rum sobretudo) e tabaco, do qual os calvinistas não podiam fazer uso em razão de seu estrito puritanismo. Ora, puritanos que vendem bebidas e tabaco, produtos que consideram pecado seu uso, não poderiam estar a fazer isso por razões morais mas tão só por interesse capitalista. Não saber disso é o cúmulo da ignorância histórica ou, quem sabe, desinformação pensada. Depois a independência dos EUA teve como uma das motivações centrais a revolta contra as "leis intoleráveis" assim chamadas pois impostas pela coroa britânica no sentido de cobrar impostos sobre o chá, o açúcar, os jornais, etc. Em resumo: a motivação básica da independência foi dinheiro. Os colonos começaram a pagar altos impostos e se rebelaram contra o rei.  

Que "virtudes cívicas" fundaram os EUA sabemos: as mesmas que fizeram  a revolução francesa e que alijaram a Igreja do espaço público, marginalizando a ordem da graça no que tange a organização política da sociedade ocidental. Tais virtudes cívicas nada mais são que o naturalismo político, avesso a fé e postuladora da laicidade. 

Em 1776 os EUA não eram uma nação mas estavam, ainda, na luta pela independência. E agrário era o sul, o norte era urbano e comercial. 

Não foi Montesquieu o inspirador da revolução americana mas Locke que via o direito natural como algo imanente, ligado ao estado de natureza, onde o homem vivia livre de leis (sejam de que tipo fossem). Para Locke a melhor sociedade seria onde houvesse menos leis e onde o indivíduo pudesse usar sua propriedade da maneira mais desimpedida possível. A noção de direito natural de Locke, não depende da idéia de natureza moral do homem; para Locke a lei natural não deve ser regulada por uma lei eterna, como em Santo Tomás. Para Locke o direito natural está ligado tão só a vontade individual.  Não a toa o mesmo Locke entendia que o direito de propriedade era regulado tão só pela razão individual, sendo portanto, absoluto: eis aí o ethos dos USA. 

7- Padre Paulo descola a virtude protestante do espírito do capitalismo. Nos EUA havia virtudes, na Inglaterra não mas tão só obsessão pelo vil metal. 

Quer dizer, Padre Paulo faz uma concessão: a Inglaterra se tornava, cada vez mais uma sociedade materialista. Os EUA, ao contrário, preservavam a tradição, a virtude, etc.  A tentativa de salvar os EUA é clara: visa dar apoio - ainda que tácito - a civilização americana -profundamente maçônica em suas bases ideológicas,e atrair os católicos incautos para que façam o mesmo.  Não nos admiremos: Padre Paulo é discípulo do guru americanista Olavo de Carvalho. 

8- O cristianismo não tem receita política-econômica; no islão tem isso, existem leis a serem aplicadas; já o cristianismo não: ele tem uma palavra mas que deixa as pessoas livres para construir uma civilização; não existem fórmulas prontas para implantar um civilização cristã. 

O cristianismo tem leis: os mandamentos. Claro que não tem uma constituição civil, mas nem o Islão tem: o que acontece é que o Islão não distingue religião de sociedade ou estado. Assim sendo, ele aplica as mesmas leis da religião à sociedade. O dito "o cristianismo não tem fórmulas prontas" é uma meia verdade pois embora não tenhamos uma lei civil temos princípios que podem iluminar a construção de uma: foi com base nisso que na idade média surgiu a cristandade ou sociedade cristã; nesta é preciso que os mandamentos sejam transplantados em fórmulas sociais; o cristão não é indiferente a organização social de um povo ou estado: se ela afeta tais mandamentos devemos condená-la. É o caso do capitalismo. 

9- A base da sociedade para a Igreja não é a economia nem as virtudes cívicas mas a família. Quando você junta famílias o que nasce desse organismo tem a mesma cara da família. Então a base da sociedade não são as virtudes cívicas mas as virtudes humanas. 

Novamente Padre Paulo, instado pelo naturalismo político, fala só de virtudes humanas, esquecendo que na ordem social cristã deve existir uma combinação entre ordem natural e ordem da graça. Ele enfoca apenas a ordem natural e esquece da ordem da graça, como todo bom naturalista. Por outro lado Santo Agostinho diz que a reunião das famílias é que gera a Cidade, a Urbe, que é uma realidade bem diferente da família pois o direito que a rege é privado, já o direito que rege a Urbe é público. Outrossim, antes do capitalismo o sistema de produção era familiar, de modo que economia e família eram faces da mesma moeda: aliás o termo "economia" que nasceu na Grécia Antiga significa arte de administrar o Oikos, a casa. 

10 - Santo Tomás sobre as leis humanas: está presente no homem naturalmente uma certa aptidão para a virtude mas quem não segue as virtudes precisa de leis. Como humanizar as pessoas na virtude, uma educação, uma disciplina? A pessoa precisa de aprendizado. 

Mais uma vez ele esquece da graça. Fala de educação só em termos naturais. E quem vai educar para ele é o guru Olavo: ou seja, a solução para a questão social e política segundo o padre é só de ordem cultural. 

11- O projeto da Igreja não é construir sociedades baseadas na economia, mas sim nas virtudes, no amor. A política de Montesquieu visa o bem comum. É preciso criar na sociedade meios e instituições que promovam a virtude; isso só uma profunda evangelização (nova evangelização????) 

O sacerdote não especifica de que tipo de amor está falando mas podemos deduzir que seja do amor natural. Segundo o padre Paulo basta educar as pessoas com...Montesquieu (Pasmem)! Isso criará o bem comum e virtude, obviamente, virtude meramente natural. Novamente ele ignora a ordem da graça na constituição política da cidade cristã. Aliás padre Paulo ignora o tema da cidade cristã. Para ele foi tempo em que era pertinente falar disso: seu enfoque é a cidade laical moderna. 

12- Essa realidade das virtudes cívicas já é uma deterioração em relação a Santo Tomás e Aristóteles

Padre Paulo aqui parece revalorizar a ideia de lei natural no sentido clássico, pois virtude cívica é cidadania política apenas. 

13- O socialismo não pode ser corrigido; o capitalismo pode a Igreja recusou nele o individualismo e o primado do capital e da lei do mercado sobre o trabalho humano (ora isso é a essência mesma do capitalismo é o seu traço definidor). Então é preciso regular o mercado com base na justa hierarquia dos valores fundados no bem comum

Padre Paulo mais uma vez ignora a realidade do capitalismo: se a Igreja rejeitou, no capitalismo, o primado do capital, o individualismo e a lei de mercado impondo-se ao trabalho humano, então rejeitou o capitalismo: restaria o que do capitalismo sem esses três pilares? Apenas a divisão do sistema produtivo num pólo do capital e num pólo do trabalho, restaria o capitalismo como sistema produtivo mas sem sua filosofia e sem seu sistema de mercado livre baseado na mão invisível onde o preço dos salários e coisas não pode ser regulado pelo valor justo e sim apenas pela oferta/procura.  Acontece que se a Igreja vê no capitalismo alguns elementos de lei natural ainda de pé, enquanto no comunismo a lei natural é completamente destroçada e abandonada, isso não faz dele em si mesmo algo corrigível - o mau é o mal mesmo quando mal menor e só pode ser corrigido se eliminado. Enquanto primado do capital em que o empregado é visto como peça da engrenagem econômica tendo um valor financeiro expresso pelo salário - a pessoa vale o que o mercado determina que vale - o capitalismo é incorrigível. Se alguém liberta o trabalho humano de lei de oferta e procura o capitalismo como sistema de trocas acaba, já que a prática de usura e lucro irrestrito seria inviável. O salário não podendo ser mais expresso em termos de lei de oferta e procura, ficaria livre dos caprichos do capital: assim todo o sistema econômico teria que ser modificado radicalmente, não restando aí, possibilidade de estabelecer a paga pelo trabalho com base no mercado, logo em estabelecer a paga com base em critérios capitalistas. Nem mesmo a noção de propriedade do capitalismo se salva pois absoluta devendo ser a mesma limitada no seu uso o qual deve ser conforme o bem comum.



14- A Igreja opta pelo capitalismo? Não mas uma certa economia de mercado é necessária.

Padre Paulo age como um sofista ou um dialético aqui: não opta mas opta quando reconhece que certa economia de mercado é necessária. Padre Paulo sabe que não pode dizer que a Igreja opta mas gostaria que tivesse optado: aí faz um jogo de palavras para dizer que, embora não opte, não tem opção: ou é economia de mercado ou comunismo. Mas lembremos que economia de mercado é onde o salário e o preço é definido, apenas, por critérios econômicos, é a separação da economia e da moral, a perda de horizonte do preço justo. 

15 - Por fim ele cita a fala de João Paulo II sobre o capitalismo: 

“Voltando agora à questão inicial, pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil? A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por ‘capitalismo’ se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de ‘economia de empresa’, ou de ‘economia de mercado’( , ou simplesmente de ‘economia livre’( livre de que??? leis que a regulem de algum modo???). Mas se por ‘capitalismo’ se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa.” 

A questão levantada por João Paulo II é interessante: Pe. Paulo, espertamente, cita a encíclica de João Paulo II fora de seu devido contexto. 

Vejamos: 

Primeiro se a liberdade de mercado significa "liberdade de empresa"( ou seja, liberdade de produzir e vender sem intromissão direta do estado) ela é legítima. Mas o que é concretamente a liberdade de mercado, senão a sujeição dos fatores econômicos, somente, à lei da oferta e procura? Ela vai além, portanto da simples liberdade de empresa: é a liberdade de regular o preço final do produto ou serviço por critérios materialistas. 


O Papa considera, então, apenas a liberdade de empresa algo legítimo - e mesmo assim não em si mesma - e ele deixa claro isso ao fazer a seguinte ressalva: só se ela estiver dentro de um quadro ético que leve em conta a liberdade integral do homem (o que implica na ordem da natureza e na ordem da graça pois o homem é um ser que, integralmente, tem Deus como fim).

Ora, porventura o capitalismo é um sistema que coloca no centro da atividade econômica um eixo ético e religioso? Não, é claro. Ainda mais agora onde, no capitalismo do século 21, a regra básica é o superconsumo, ou seja, a ética do "curta a vida" do goze a todo custo. 

Em suma, o raciocínio do Papa é claro: a liberdade da empresa - de produzir sem intromissão direta do estado- é legítima se existe dentro de um quadro ético onde a liberdade plena do homem seja respeitada. O papa não legitima a lei máxima do capital mas deixa claro que a liberdade de vender algo que eu produzo é justa desde que eu seja ético nas relações que embasam essa produção e sua venda: ele defende a noção de direito a propriedade (que é de lei natural e não algo em si mesmo capitalista, embora o modo de usufruir da mesma no capitalismo seja contrário a lei natural)  mas não a lei férrea da oferta e procura, de caráter puramente material, lei que não leva em conta aspectos morais na ação econômica e na consideração do preço. 

Por fim, podemos dizer que o vídeo do referido padre é uma grande decepção: apesar de ele fazer ressalvas ao capitalismo, o tom geral é de considerá-lo mais positivo que negativo, resultando mais, ao que nos parece, como uma tentativa de americanizar a mentalidade dos católicos brasileiros na mesma via daquilo que vem sendo tentado pelo guru Olavo de Carvalho.