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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ocultismo e Satanismo em Olavo de Carvalho


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Mais uma vez somos obrigados a descer até a doutrina olavética para expor suas doutrinas blasfemas. O nosso objetivo neste blog não é nada simpático dado que envolve desmascarar hereges que pululam entre os fiéis em tempos de confusão onde o clero já não dá o sinal de alerta para salvar as ovelhas dos lobos. Este trabalho tem nos angariado muitos inimigos mas o testemunho de nossa consciência nos tranquiliza pois sabemos que agimos para a maior glória de Deus. Assim permanecemos vigilantes como atalaias atentos, fazendo o que está ao nosso alcance e, graças a isso mais uma vez revelamos o descalabro das falas heréticas do senhor Carvalho, de quem cada vez menos nos agrada falar dado o acúmulo de falsas doutrinas que este homem vai lançando sobre seu público semi-hipnotizado que insiste em não acordar. Tendo já sofrido um processo judicial por afirmarmos que o círculo olavete se trata de uma seita – graças a Deus e a ajuda de um amigo advogado saímos vitoriosos do certame -só continuamos a expor a canalha do Guru paulista por dever perante a Deus e aos irmãos pois quase não temos apoio a não ser de Nosso Senhor Jesus Cristo e de poucos amigos.

Desta vez o sr. Carvalho desceu, explicitamente, aos abismos infernais. Um católico, com um mínimo de discernimento, não terá mais a desculpa de dizer que há compatibilidade em seguir o ensino desse homem enquanto recebe os sacramentos e vai a missa dominical. O mesmo raciocínio vale para o Padre Paulo Ricardo, verdadeiro "abre alas" para o influxo do "mestre" entre as hostes católicas do Brasil. 

Analisemos: 


A postagem acima referida mostra bem a que ponto o jornalista paulista chegou. 

Em tempo:

A - Olavo afirma taxativamente que a insistência em preservar pessoas de contato com o demoníaco é um erro.

B - A falta de contato com o reino do demoníaco impede o acesso;

1- A vida religiosa profunda ( O que seria vida religiosa? A Igreja fala de vida da graça. Vida “religiosa” assume sentido ecumênico).

2-Às profundezas da filosofia.

3-Às profundezas das artes e ciências.

C - O sr. Carvalho ainda infere que os poderes demoníacos são ligados, de algum modo, aos poderes sutis da natureza.

D - O mestre do COF ainda alega que, como Dante, é preciso descer para subir, ir ao inferno para chegar ao céu.


Vamos explicar o que isso tudo quer dizer.

Quanto ao ponto D fiquemos com o que diz René Guénon na sua obra “O esoterismo de Dante”: segundo o mesmo, na página 66 do seu livro, o céu e o inferno simbolizam, esotericamente, os estados superiores e os inferiores do ser. A iniciação é uma viagem celestial que deve começar por uma descida ao inferno onde o homem recapitula os estados que antecedem a condição hominal. Isto também remete a lei hermética do microcosmo=macrocosmo, cima=baixo.

Quanto ao ponto C dado que o inferno representa os estados inferiores do ser, os poderes demoníacos estão ligados aos poderes telúricos (referentes a terra). Guénon deixa claro que o inferno é representado pelo fundo da Terra por isso: pois significa os poderes inferiores do ser, o plano da manifestação, a parte mais baixa da realidade, que o homem precisa desenvolver em toda sua amplitude para só depois experimentar a exaltação celestial. O objetivo da iniciação é a realização total do ser e isso implica que o homem passe por todos os ciclos efetivando todas as potencialidades existentes neles.

Deste modo a interpretação que Olavo faz da aparição de Fátima é guenoniana/hermética pois, neste esquema, tais visões são entendidas desde um viés perenialista: Fátima e Garabandal seriam a reprodução do processo iniciático onde os ciclos cosmogônicos, o microcosmo e o macrocosmo, são recapitulados para levar o homem a estados supra-humanos, no dizer de Guénon. Cabe dizer que muitos autores esotéricos e não esotéricos encontraram em Dante e sua obra um sentido oculto. Não é a toa uma insistência de Olavo numa simbólica baseada na Divina Comédia. Ao descortinar o sentido esotérico da obra de Dante fica claro que para ele existem três grupos:

1- Os "Cavaleiros do Amor",

2- Os Adeptos da "Religião da Razão", precursores das revoluções modernas.

3- E do outro, os que dependiam do contrário do Amor (Roma/Amor) ou seja, uma referência ao Catolicismo. 

Dante Alighieri confessa-se um "Fedeli D'Amore", ou Fiel do Amor, em seu texto Vita Nuova: "Como eu, Fiel do Amor". Aí se apreende que o verdadeiro adepto (Iniciado) ama a mulher, e por esse sentido superior do Amor, faz despertar da letargia em que o mundo cristão ocidental caiu graças ao papel do pseudo-cristianismo que predominou no mundo por séculos (Um cristianismo que perdeu o sentido esotérico: quer dizer, a Igreja Católica). Esta mulher é a “Sophia Perennis”, a sabedoria oculta, a Beatriz da Divina Comédia (Isto nos leva diretamente a afirmação feita por Olavo no seu livro Jardim das Aflições: "o cristianismo não tinha, originariamente, o espírito de uma lei religiosa...mas o de um ESOTERISMO, de um caminho puramente interior" p. 197).


Quanto ao ponto B – acesso aos demônios - de acordo com René Guénon, "quase tudo que se diz teologicamente dos anjos deve ser dito metafisicamente dos estados do ser”. Isto nos leva direto a angelologia ismailita onde os anjos são emanações do Deus abscôndito – nela, para nos aproximarmos do Absoluto, temos que nos angelizar; divinizar-se seria tornar-se “angélico”. Assim neste esquema os “anjos” estariam bem acima de nós na ordem do ser, cujos estados precisamos efetivar para ascendermos de volta ao Absoluto. Daí a necessidade de nos aproximarmos dos demônios – pois eles são anjos- por via do ocultismo. Isso significa basicamente que se deve prestar culto a demônios para chegarmos ao estado trans-humano ou divino.

Esta angelologia é muito comum nos meios esotéricos. C. W. Leadbeater na obra “Pequena história da maçonaria” na página 39/40 expõe que:

No antigo Egito...Indicavam-se grandes anjos de diferentes ordens e raios para representarem estas várias qualidades da divindade e que foram adorados como deuses nas crenças mais antigas. Mais tão estreita é a união nestes casos que a devoção tributada a um deles o era ao meso tempo ao próprio Deus...a verdade encoberta por estas estranhas deidades assume profundo interesse se examinadas pela visão interna pois são os mesmos Dejavaras da ÍNDIA: os reis dos elementos terra, ar, fogo e água...que são os DEUSES E CHEFES DAS HIERARQUIAS DE ANJOS DA TERRA”

Ora, dentro da revelação cristã tais "deuses" não são anjos bons mas anjos caídos; os Dejavaras são demônios e os anjos da terra são, na verdade, a hoste do diabo. Assim Olavo ao dizer que tais anjos estão ligados às forças sutis da natureza – ponto C –  repete a mesma doutrina de Leadbeter e de Guénon. Ele expressa sua adesão à doutrina da maçonaria. Quanto ao ponto B1 – vida religiosa profunda garantida pelo contato com demônios – temos a referência à vida espiritual como metafísica: os perenialistas não concebem a vida de união amorosa com Deus – a graça – como a base da santificação humana: esta se dá pela via intelectual/metafísica: conhecendo os estados múltiplos do ser – só possível pelo contato com satanás e seus anjos – o homem pode realizá-los e se tornar um com Deus.

Leadbeater, no livro acima referido, na página 20, ainda deixa claro sobre o ocultismo – do qual Olavo diz ser necessário – que:

“Para o ocultista é de grande importância a exata observância de uma forma, e pela utilização da magia cerimonial ele cria um veículo através do qual possa A LUZ DIVINA BAIXAR...INVOCANDO PARA ISSO O AUXÍLIO DOS ANJOS”

Ocultismo, angelismo e domínio dos poderes sutis da natureza: tudo interligado a satanismo puro e simples. 

Os fatos estão a disposição. Basta saber tirar as conclusões. Olavo ensina uma doutrina satanista como já viemos revelando aqui faz tempo. Quem tiver olhos que veja. Rezemos a Cristo para que aqueles que caíram em suas garras, por ingenuidade, sejam capazes de se libertar.

Aqueles que ainda insistem, depois de termos exposto tais realidades, a vê-lo como alguém que deve ser ouvido ou levado a sério como um mestre, devem ser tratados como hereges públicos dado seu apoio a alguém que postula o contato com o ocultismo.







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