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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ocultismo e Satanismo em Olavo de Carvalho


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Mais uma vez somos obrigados a descer até a fossa olavética para expor suas doutrinas blasfemas. O nosso objetivo neste blog não é nada simpático dado que envolve desmascarar hereges que pululam entre os fiéis em tempos de confusão onde o clero já não dá o sinal de alerta para salvar as ovelhas dos lobos. Este trabalho tem nos angariado muitos inimigos mas o testemunho de nossa consciência nos tranquiliza pois sabemos que agimos para a maior glória de Deus. Assim permanecemos vigilantes como atalaias atentos, fazendo o que está ao nosso alcance e, graças a isso mais uma vez revelamos o descalabro herético do senhor Carvalho, de quem cada vez menos nos agrada falar dado o acúmulo de falsas doutrinas que este homem vai lançando sobre seu público semi-hipnotizado que insiste em não acordar. Tendo já sofrido um processo judicial por afirmarmos que o círculo olavete se trata de uma seita – graças a Deus e a ajuda de um amigo advogado saímos vitoriosos do certame -só continuamos a expor a canalha do Guru paulista por dever perante a Deus e aos irmãos pois quase não temos apoio a não ser de Nosso Senhor Jesus Cristo e de poucos amigos.

Desta vez o sr. Carvalho desceu, explicitamente, aos abismos infernais. Um católico, com um mínimo de discernimento, não terá mais a desculpa de dizer que há compatibilidade em seguir o ensino desse homem enquanto recebe os sacramentos e vai a missa dominical. O mesmo raciocínio vale para o Padre Paulo Ricardo, verdadeiro "abre alas" para o influxo do guru entre as hostes católicas do Brasil. 

Analisemos: 


A postagem acima referida mostra bem a que ponto o velho astrólogo chegou. 

Em tempo:

A - Olavo afirma taxativamente que a insistência em preservar pessoas de contato com o demoníaco é um erro.

B - A falta de contato com o reino do demoníaco impede o acesso;

1- A vida religiosa profunda ( O que seria vida religiosa? A Igreja fala de vida da graça. Vida “religiosa” assume sentido ecumênico).

2-Às profundezas da filosofia.

3-Às profundezas das artes e ciências.

C - O sr. Carvalho ainda infere que os poderes demoníacos são ligados, de algum modo, aos poderes sutis da natureza.

D - O mestre do COF ainda alega que, como Dante, é preciso descer para subir, ir ao inferno para chegar ao céu.


Vamos explicar o que isso tudo quer dizer.

Quanto ao ponto D fiquemos com o que diz René Guénon na sua obra “O esoterismo de Dante”: segundo o mesmo, na página 66 do seu livro, o céu e o inferno simbolizam, esotericamente, os estados superiores e os inferiores do ser. A iniciação é uma viagem celestial que deve começar por uma descida ao inferno onde o homem recapitula os estados que antecedem a condição hominal. Isto também remete a lei hermética do microcosmo=macrocosmo, cima=baixo.

Quanto ao ponto C dado que o inferno representa os estados inferiores do ser, os poderes demoníacos estão ligados aos poderes telúricos (referentes a terra). Guénon deixa claro que o inferno é representado pelo fundo da Terra por isso: pois significa os poderes inferiores do ser, o plano da manifestação, a parte mais baixa da realidade, que o homem precisa desenvolver em toda sua amplitude para só depois experimentar a exaltação celestial. O objetivo da iniciação é a realização total do ser e isso implica que o homem passe por todos os ciclos efetivando todas as potencialidades existentes neles.

Deste modo a interpretação que Olavo faz da aparição de Fátima é guenoniano/hermético pois, neste esquema, tais visões são entendidas desde um viés perenialista: Fátima e Garabandal seriam a reprodução do processo iniciático onde os ciclos cosmogônicos, o microcosmo e o macrocosmo, são recapitulados para levar o homem a estados supra-humanos, no dizer de Guénon. Cabe dizer que muitos autores esotéricos e não esotéricos encontraram em Dante e sua obra um sentido oculto. Não é a toa uma insistência de Olavo numa simbólica baseada na Divina Comédia. Ao descortinar o sentido esotérico da obra de Dante fica claro que para ele existem três grupos:

1- Os "Cavaleiros do Amor",

2- Os Adeptos da "Religião da Razão", precursores das revoluções modernas.

3- E do outro, os que dependiam do contrário do Amor (Roma/Amor) ou seja, uma referência ao Catolicismo. 

Dante Alighieri confessa-se um "Fedeli D'Amore", ou Fiel do Amor, em seu texto Vita Nuova: "Como eu, Fiel do Amor". Aí se apreende que o verdadeiro adepto (Iniciado) ama a mulher, e por esse sentido superior do Amor, faz despertar da letargia em que o mundo cristão ocidental caiu graças ao papel do pseudo-cristianismo que predominou no mundo por séculos (Um cristianismo que perdeu o sentido esotérico: quer dizer, a Igreja Católica). Esta mulher é a “Sophia Perennis”, a sabedoria oculta, a Beatriz da Divina Comédia (Isto nos leva diretamente a afirmação feita por Olavo no seu livro Jardim das Aflições: "o cristianismo não tinha, originariamente, o espírito de uma lei religiosa...mas o de um ESOTERISMO, de um caminho puramente interior" p. 197).


Quanto ao ponto B – acesso aos demônios - de acordo com René Guénon, "quase tudo que se diz teologicamente dos anjos deve ser dito metafisicamente dos estados do ser”. Isto nos leva direto a angelologia ismailita onde os anjos são emanações do Deus abscôndito – nela, para nos aproximarmos do Absoluto, temos que nos angelizar; divinizar-se seria tornar-se “angélico”. Assim neste esquema os “anjos” estariam bem acima de nós na ordem do ser, cujos estados precisamos efetivar para ascendermos de volta ao Absoluto. Daí a necessidade de nos aproximarmos dos demônios – pois eles são anjos- por via do ocultismo. Isso significa basicamente que se deve prestar culto a demônios para chegarmos ao estado trans-humano ou divino.

Esta angelologia é muito comum nos meios esotéricos. C. W. Leadbeater na obra “Pequena história da maçonaria” na página 39/40 expõe que:

No antigo Egito...Indicavam-se grandes anjos de diferentes ordens e raios para representarem estas várias qualidades da divindade e que foram adorados como deuses nas crenças mais antigas. Mais tão estreita é a união nestes casos que a devoção tributada a um deles o era ao meso tempo ao próprio Deus...a verdade encoberta por estas estranhas deidades assume profundo interesse se examinadas pela visão interna pois são os mesmos Dejavaras da ÍNDIA: os reis dos elementos terra, ar, fogo e água...que são os DEUSES E CHEFES DAS HIERARQUIAS DE ANJOS DA TERRA”

Ora, dentro da revelação cristã tais "deuses" não são anjos bons mas anjos caídos; os Dejavaras são demônios e os anjos da terra são, na verdade, a hoste do diabo. Assim Olavo ao dizer que tais anjos estão ligados às forças sutis da natureza – ponto C –  repete a mesma doutrina de Leadbeter e de Guénon. Ele expressa sua adesão à doutrina da maçonaria. Quanto ao ponto B1 – vida religiosa profunda garantida pelo contato com demônios – temos a referência à vida espiritual como metafísica: os perenialistas não concebem a vida de união amorosa com Deus – a graça – como a base da santificação humana: esta se dá pela via intelectual/metafísica: conhecendo os estados múltiplos do ser – só possível pelo contato com satanás e seus anjos – o homem pode realizá-los e se tornar um com Deus.

Leadbeater, no livro acima referido, na página 20, ainda deixa claro sobre o ocultismo – do qual Olavo diz ser necessário – que:

“Para o ocultista é de grande importância a exata observância de uma forma, e pela utilização da magia cerimonial ele cria um veículo através do qual possa A LUZ DIVINA BAIXAR...INVOCANDO PARA ISSO O AUXÍLIO DOS ANJOS”

Ocultismo, angelismo e domínio dos poderes sutis da natureza: tudo interligado a satanismo puro e simples. 

Os fatos estão a disposição. Basta saber tirar as conclusões. Olavo é um satanista como já viemos revelando aqui faz tempo. Quem tiver olhos que veja. Rezemos a Cristo para que aqueles que caíram em suas garras, por ingenuidade, sejam capazes de se libertar.

Aqueles que ainda insistem, depois de termos exposto tais realidades, a vê-lo como alguém que deve ser ouvido ou levado a sério como um mestre, devem ser tratados como hereges públicos dado seu apoio a um ocultista confesso.







quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Netanyahu e o Estado de Israel acabam de firmar apoio oficial a causa LGBT

   

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Alguns direitistas fanáticos enxergam Israel como bastião do conservadorismo ocidental no Oriente Médio. Apesar disso nós, ao longo dos últimos anos, noticiamos como os judeus tem se tornado propulsores do movimento gay no ocidente. Perante tais fatos quem ainda insiste nessa falácia de Israel como bastião moral ou está no rol do ignorantes ou dos maliciosos, a ponto de ser necessário furar olhos e ouvidos para não enxergar a realidade. 

Sobre isso vejam e leiam o recente pronunciamento de Netanyahu:


"Benjamin Netanyahu - sobre a comunidade LGBT em Israel: "alguns setores da nossa sociedade não estão preparados para aceitar a comunidade LGBT, mas a dignidade, o respeito, e a aceitação são os valores que triunfarão. Não há espaço para a intolerância em Israel". Jabotinsky estaria orgulhoso: um Estado judaico, democrático e com valores liberais". 

O vídeo do pronunciamento de Netanyahu pode ser visto aqui: https://www.facebook.com/DireitaForte/videos/1180903925345603/





 Perante tudo isso não se esqueçam daquele candidato a presidência do Brasil em 2018 que pretende vencer o Kit Gay em nosso país ao mesmo tempo que vai buscar apoio em Israel para a sua candidatura. Vocês acreditam mesmo que tal figura, na medida em que se liga a um poder judaico que promove a causa LGBT, pode nos ajudar a vencer o lobby sodomita? 

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A desinformatzia do sr. Olavo: China é a "nação líder do globalismo"

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A Olavosfera não passa de Americanosfera 


  Não bastassem as tentativas de encobrir qualquer papel israelo-sionista no que tange a ações globais, em face a um projeto de poder judaico transnacional, agora o sr. Carvalho se lança a cruzada de mostrar que a "China" seria o pólo propulsor do "Globalismo". 

 Pois vejamos: segundo Olavo existem três poderes globais competindo pelo controle mundial atualmente, quais sejam:

1- O globalismo ocidental: segundo o mesmo ele estaria ligado às megampresas capitalistas ocidentais e a uma elite política-econômica ocidentalista fabianista que teria no fundo, o objetivo de dirigir o mundo para um metacapitalismo, ou seja, um capitalismo monopolista sustentado por uma "política socialista" de controle quase total do mercado global em favor dessas mega empresas (no fundo esse processo, segundo Olavo, daria num socialismo). 

2- O bloco sino-russo. O governo de Moscou e de Pequim estariam associados para impor um modelo de socialismo ligado a suas elites militares-burocráticas. 

3- O Islamismo que com a sua guerra santa desejaria provocar o reaparecimento do califado impondo-o mundialmente. 

  Mas agora é a China quem é a "líder do globalismo"!  Vejam



  A mudança repentina pode ter ligação seu apoio intransigente a Trump - que prometeu uma guerra comercial com a China (In: https://br.sputniknews.com/mundo/201708189145493-trump-provoca-guerra-comercial-china/). A narrativa da olavosfera sempre é modelada pela necessidade do momento no que diz respeito ao discurso exigido quando o Partido Republicano dos EUA chega ao poder. Como Trump e seu partido assumiram tal postura é normal que Olavo tente "justificá-la" perante seu dócil rebanho. O que é importante enfocar é que, tempos atrás, Olavo dava a liderança do globalismo ao então chamado "segundo grupo" ( Em que o primeiro é  "A elite governante da Rússia e da China, especialmente os serviços secretos desses dois países."...o segundo "A elite financeira ocidental, tal como representada especialmente no Clube Bilderberg, no Council on Foreign Relations e na Comissão Trilateral"...e o terceiro "A Fraternidade Islâmica, as lideranças religiosas de vários países islâmicos e também alguns governos de países muçulmanos"...In: http://conspiratio.blogs.sapo.pt/77171.html). 

  Para o sr. Carvalho o segundo grupo "está mais avançado na consecução de seus planos de governo mundial, coloca-se explicitamente acima de quaisquer interesses nacionais, inclusive os dos países onde se originou e que lhe servem de base de operações". Quer dizer: o bloco ocidental estaria mais próximo de estabelecer seu controle global o que poria China e Rússia, junto aos muçulmanos, atrasados em seus projetos respectivos. Outrossim Olavo destaca que o grupo ocidental não se articula em torno de um país mas em torno de elites transnacionais. A ligação destas elites com interesses dos EUA ou mesmo da Europa é, maliciosamente, descartada para tirar a responsabilidade de cima da tradição americana a fim de legitimar a pretensão de Carvalho - exposta no debate com A. Dugin - de que são setores da vida dos  EUA os "bastiões da resistência antiglobal". Todavia nós já demonstramos aqui - http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2015/12/serie-olavo-mentiu-para-mim-episodio-1.html - que isso não é verdade dado que os agentes do globalismo estão presos à tradição política, econômica e moral americana de forma total

  Importa destacar um trecho do artigo acima referido que mostra a associação direta entre EUA/Empresas americanas/Política-sociedade americana/elite globalista: 

  "Hoje a pauta das grandes corporações é a pauta do Estado americano. Não há mais diferença alguma. Kevin Phillips em sua obra “ Wealth and Democracy: A Political History of the American Rich” diz que o dinheiro está no sangue da política americana. Desde meados do século 19 o interesse dos endinheirados desempenham o papel de árbitro da agenda política do Estado. O sistema de doações as eleições nos EUA tem um efeito corruptor pois torna o candidato prisioneiro dos financiadores. Em 2008 os principais candidatos a presidência precisaram arrecadar mais de 100 milhões de dólares para tocar suas campanhas. Os sujeitos que tem controle de megaempresas doam omas gigantescas e depois cobram a conta. As barreiras financeiras para o cargo mais alto do mundo – o de presidente dos EUA – são tão altas que é impossível que alguém as supere sem aliados ricos e poderosos do setor estatal e privado. Os dez maiores doadores para a campanha de Bush em 2004 foram: Morgan Stanley, Merril Lynch, Pricewaterhouse, UBS, Goldman Sachs, MBNA Corporation, Credit Suisse, Lehman Brothers, Citigroup e Bear Sterns.

  O que os doadores ganharam? Acesso a altos funcionários, cargos na Casa Branca, participação direta em missões especiais, intervenções de funcionários americanos nos fóruns globais de economia para ajustar regras de mercado aos interesses destas empresas, esforços para evitar sanções comerciais as empresas, ajuda com a OMC para aumentar ou derrubar tarifas, etc.

  Assim fica claro que o Consórcio Globalista – embora inclua interesses de megaempresários asiáticos e europeus também – é majoritariamente americano e majoritariamente apoiado e promovido pelo Estado americano".

  Quanto a China cabe esclarecer que: 

1- É brutalmente evidente o fato de que Olavo tende a passar uma imagem dos EUA como "vítima" em face ao mundo (uma operação ideológica bem semelhante àquela feita pela esquerda). O "Tio Sam" é sempre apresentado sob a ótica de um estado-nação altamente moral, decente, justo a sofrer ameaças de "forças malignas": assim a depravação interna da sociedade americana (enxameada de sexismo, pornografia, cultura LGBT, seitas, amor desordenado ao dinheiro, etc) é responsabilidade de "ações da KGB para corromper a moral do povo", os desajustes no Oriente Médio nunca são fruto de ações geopolíticas desastrosas do estado americano e seu apoio subterrâneo a grupos jihadistas, mas tão só culpa do Islão que acaba impondo aos EUA o papel de "polícia do Oriente" e o crescimento da China nada tem a ver com o apoio econômico estadunidense ao mercado chinês, mas sim apenas a uma trama comunista anti-americana onde a sociedade americana é representada como uma "jovem virgem" atacada por um estuprador voraz. 

2-Outrossim Olavo dá a entender que os EUA "lutam com espadas" enquanto que a China luta com bombas nucleares. Nada é dito quanto as dezenas de bases militares americanas espalhadas em todos os continentes e em ilhas de todos os oceanos. Nada é dito quanto ao fato de os EUA terem porta aviões estacionados nas áreas oceânicas mais estratégicas, nada é dito quanto ao uso intensivo de drones por parte dos EUA para ações "antiterror" e de espionagem. Os ataques com drones provocam um cenário incomum, em que os EUA realizam operações militares no território de países contra os quais não está oficialmente em guerra, como já ocorreu no Paquistão e na Somália. Isso evidencia a quebra do conceito de soberania nacional sem a justificativa oficial de um conflito. Ora, quebrar a soberania nacional não é algo típico de impérios com pretensões globais? É a China quem lidera tal processo de intervenção global via drones? Como ela pode ser tida como nação líder do globalismo enquanto os EUA  são desculpados por uma série de negativas? 

3- A China é muito dependente do dólar americano. Ela vive a emitir títulos da dívida pública americana a fim de angariar a confiança de investidores internacionais para conseguir fundos a juros mais baixos. Os grupos empresariais estatais dependem fortemente deste tipo de operação para obter financiamentos. Em geral a emissão de títulos aumenta quando agências de classificação - todas elas situadas no Ocidente! - rebaixam a China. Então que poder global tem a China se ela depende destas agências, do dólar americano e dos bancos ocidentais para se financiar? Ela é mesmo a líder global? Ainda que seu poder comercial tenha aumentado muito nas últimas décadas, a China está longe de comandar o pólo financeiro global que é quem dirige, desde os EUA, sobretudo, o caminho da economia mundializada. 

  A tentativa de apresentar a China como líder do globalismo falhou!





domingo, 7 de janeiro de 2018

Entenda por que Paulo Leitão é mesmo um agente petista!


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Leitão e mais uma 'porcaria' sua: católito pode ser comunista desde que por amor aos pobres!




O "apologeta católico" Paulo Leitão mais uma vez deixa transparecer seu cripto-comunismo. Outrora ele ainda fazia questão de disfarçá-lo sob palavras sutis e explicações "meia-boca" ao mesmo tempo que ostentava um pseudo amor pela tradição, mostrando-se acérrimo defensor do papado e apreciador da missa tradicional. Todavia, toda esta capa de ortodoxia fica cada vez mais frágil na medida em que ele vai fazendo declarações comprometedoras. Já não bastassem sua oposição ao processo judicial contra líderes petistas (aqui, evidentemente, não faremos loas aos erros que a lava jato vem cometendo, nem seremos ingênuos ao ponto de acreditar que Moro e cia são pólos absolutamente impolutos e positivos perante a malignidade petista; ainda que não caiamos neste erro, nem por isso podemos absolver o petismo, do mesmo modo como faz Leitão, como se o PT fosse mera vítima de forças conspiratórias neoliberais) e seu apoio aberto a Fidel Castro( Aqui: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2017/08/paulo-leitao-assume-que-e-comunista.html), agora Leitão absolve os católicos que aderem ao comunismo ou a algum partido de linha comunista, caso isso se faça por "amor aos pobres"! 

Vejam com os próprios olhos!



Segundo o pretenso "apologeta": 

1- Há exceções para o dogma "Fora da Igreja não há salvação". 

O erro de Leitão é crasso: na verdade não há exceção a tal regra. Todos que forem salvos terão que estar, de algum modo, associados a Igreja Católica. Existe a possibilidade de alguém que não tenha tido a chance de conhecer Cristo e sua Igreja, se salvar? Existe, exatamente pela razão que Leitão alega: ignorância invencível. 

Mas isso significa que esta pessoa não estará ligada a Igreja? Não. 

Caso esta pessoa tenha vivido conforme a lei natural e buscado a verdade com toda a sinceridade e empenho, Deus, por vias só por ele conhecidas, dará a tal pessoa a graça batismal, por caminhos extraordinários. 

Entretanto, isto é um caso excepcionalíssimo. Não podemos nos fiar nisso para não missionar os povos, até por que sabemos que, por mais empenho que alguém tenha, nossa razão está ferida pelo pecado e, sem um auxílio sobrenatural, ela não pode chegar a conhecer as verdades relativas a Deus, necessárias para que tenhamos uma vida condizente com os mandamentos o que é essencial para a salvação. 

Ainda é preciso que se diga que ninguém, mesmo sem chance de conhecer Cristo ou a Igreja, pode se escusar por adorar, em razão de ignorância invencível, deuses falsos, pois São Paulo ensina em Romanos 1, que os pagãos são indesculpáveis por não reconhecerem o Deus único e criador dado que a natureza testemunha sua existência. Assim, um pagão que ignore Cristo pode ser salvo se adorar o Deus Criador e repelir os deuses falsos. Ignorância invencível não se aplica a  capacidade de conceber a existência de um Deus único pois isso pode ser atingido pela razão natural sem auxílio da fé. 

O que é irônico é que Leitão critica Pe. Paulo Ricardo e advoga uma tese muito próxima a dele como mostramos aqui(In: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2017/02/o-semipelagianismo-do-pe-paulo-ricardo.html)

2- Você pode ser comunista desde que faça isso por "amor aos pobres". 

Pergunta que não quer calar? Onde e em que documento magisterial isto está elencado? Leitão gosta de apresentar-se como defensor do "magistério" contra tradicionalistas que questionam o Vaticano II. Porém fica a questão: onde o magistério diz que podemos ser comunistas por amor aos pobres? 

Segundo: a excomunhão para quem se filie ao comunismo depende de um juízo da Igreja e nunca pode ser automática (latae sententiae). É uma excomunhão "speciali modo" reservada a sé apostólica. 

Leitão além de fazer malabarismos para justificar o injustificável ainda demonstra ignorância em assuntos de ordem canônica. 

Em tempo: nos parece claro qual o seu objetivo; como Lula está prestes a ser julgado em segundo instância, Leitão, como bom petista, já está a aplainar o terreno para legitimar o voto nele, caso o expresidente seja absolvido e venha a disputar o pleito de 2018. O que Leitão quer é dizer aos católicos que votem no PT sem dor de consciência, que endossem o comunismo sem problemas desde que por "amor aos pobres". Na verdade amor aos pobres, desde que bem entendido, levará ao rechaço do comunismo dado que ele não melhorou muito a vida dos mais pobres. A experiência comunista no século 20 é farta destes exemplos. Que esta miragem ainda pudesse iludir alguém por volta dos anos 60 era compreensível; hoje, depois de tudo que veio a baila com a queda da URSS, não é mais possível. Apoiar o comunismo depois disso não passa de malícia extrema, ainda mais se levarmos em conta o que eles fizeram contra a Igreja nos países da cortina de ferro.   

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Trump e Israel por trás da instabilidade no Irã

  

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Trump, presidente americano a serviço dos judeus. 




 Trump era uma esperança para reacionários e antiglobalistas mas acabou virando uma grande decepção. O presidente americano prometera, durante as eleições, fazer um politica isolacionista em face aos problemas mundiais, reduzindo, assim, o intervencionismo americano no globo, e investindo mais energia nos problemas internos dos EUA. Como o poder americano vem sendo a ponta de lança da implantação das pautas do progressismo democrático secular pelo mundo, se tal promessa fosse cumprida, a Nova Ordem Mundial sofreria um duro golpe, dado que perderia o aparato de estado americano, fundamental para que seus planos de governo global se efetivem. Todavia Trump foi capturado pela ala neocon do partido republicano: isso é que explica sua virada para um intervencionismo crescente nas questões que envolvem Coréia do Norte e Irã, sobretudo. Vejamos que as ações de Trump vem sendo até mais fortes que as do Obamismo que sempre preconizou de forma aberta, uma liderança dos EUA a nível mundo quanto a implementação dos "valores ocidentais" - leia-se iluminismo. Trump bombardeou a Síria e agora conspira com Israel para derrubar o regime iraniano o que prova, mais uma vez, a quem Donald está atrelado: à velha banca judaica.  

   Sobre os últimos fatos ocorridos no Irã, onde "pipocam" manifestações contra o regime - a soldo de dinheiro americano e judaico - é preciso que fiquemos cientes do seguinte: 

1- A produção de "Fake News" pelas agências de inteligência israelense com o intuito de criminalizar o regime dos aiatolás e caracterizá-lo como "financiador de terrorismo". 

   Recentemente a Agência de Segurança de Israel (ASI), mais conhecida como Shin Bet, identificou uma "rede terrorista" na Cisjordânia que supostamente trabalhava para a inteligência iraniana, afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. "O serviço de segurança, junto com o exército, desvendou uma rede terrorista na Cisjordânia que clandestinamente cooperava com a inteligência iraniana", afirmou Netanyahu em uma declaração pública em vídeo, divulgada pela sua administração. De acordo com o relatório da Shin Bet, no total foram detidos 3 palestinos. O líder seria um estudante de engenharia de computadores, Muhammad Makharmeh, de 29 anos, residente da região de Hebron. De acordo como o serviço secreto israelense, ele foi recrutado pela inteligência iraniana em 2015 através de um parente que mora na África do Sul. "Quero chamar a vossa atenção ao fato de o Irã estar conduzindo atividades terroristas contra Israel, não só ajudando aos movimentos terroristas, tais como o Hamas, Hezbollah e Jihad Islâmica, mas também tentando organizar atividades terroristas no território israelense", resumiu Netanyahu.

   Bastam três sujeitos para caracterizar uma rede terrorista? Uma rede que se reúne desde 2015 mas que não conseguiu efetivar nada até agora? Que rede incompetente! Ademais: como o Irã poderia colaborar com o grupo Jihad Islâmica se tal grupo é sunita e se os sunistas jihadistas lutam, agora, contra Assad na Síria que tem o apoio do Irã (In: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2017/10/19/chefe-do-estado-maior-do-ira-oferece-apoio-a-assad-para-reconstruir-siria.htm)? 

   Outrossim as alegações de Netanyahu não passam de alegações. Não se apresentam provas cabais de nada, o que  demonstra que o que está em jogo é criar um imagem péssima do Irã no contexto da opinião pública mundial a fim de preparar um futuro ataque americano-israelita ao país. 

   Na mesma linhas dos "Fake News" ontem o estado maior do exército de Israel divulgou que "Milícias palestinas" lançaram, da Faixa de Gaza, três projéteis contra Israel, sem causar danos, informou o exército israelense. “Outro projétil foi lançado da Faixa de Gaza para Israel”, indicou um porta-voz militar em comunicado, que esclareceu que ainda não foi identificado o ponto onde impactou. O exército não sabe dizer onde caiu o projétil mas sabe que ele foi lançado? Como? A idéia aí é clara: jogar a culpa no Hamas e responsabilizar o Irã pelo aumento dos ataques em razão de apoiar o Hamas. 

2- Acaba de acontecer um acordo semisecreto entre EUA e Israel sobre o destino do Irã. 

   Israel e os EUA elaboraram um programa conjunto estratégico para conter o Irã durante um encontro secreto. Isto foi noticiado pelo chamado canal 10 de Israel. Em 12 de novembro uma delegação de representantes do setor de defesa israelense, liderada pelo conselheiro de segurança nacional Meir Ben-Shabbat, chegou aos EUA. Durante a visita, os israelenses se encontraram com seus colegas do Departamento de Defesa e inteligência norte-americanos, encabeçados pelo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Herbert McMaster. De acordo com uma fonte no governo estadunidense, após dois dias de negociações os dois países firmaram um "memorando de entendimento sobre o Irã". O documento prevê criar quatro grupos de trabalho que vão tratar dos assuntos ligados aos programas nuclear e de mísseis iranianos.

O primeiro grupo de trabalho se ocupará do "trabalho diplomático secreto virado a suspender o programa nuclear do Irã", segundo as informações do canal.

O objetivo do segundo grupo será "limitar a presença do Irã na região, mais concretamente, na Síria e no Líbano".

O terceiro grupo se dedicará à "contenção do programa de mísseis iraniano" e "a prever as tentativas de fornecer mísseis ao Hezbollah (movimento libanês xiita).

Por fim, o quarto grupo de trabalho se concentrará "na escalada na região, que pode ser causada pelo Irã".

Altos funcionários de Israel confirmaram ao Canal 10 que Washington e Tel Aviv chegaram a um acordo estratégico quanto ao Irã.


   Não restam mais dúvidas a respeito de quem comanda o governo de Trump: são os judeus. A luta contra o Irã perpassa o objetivo de criação do grande Israel que se fará às expensas dos povos árabes sob a justificativa da luta contra o "terrorismo"; ainda é preciso que se diga que apontar o Irã como super ameaça a segurança do Oriente Médio por desenvolver um programa nuclear, é o cúmulo da desfaçatez quando Israel tem, pelo menos, 200 ogivas nucleares, podendo pulverizar todos os países árabes da região. 




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O "Jesus" da direita e o da esquerda: nem um, nem outro!







O Instituto Liberal dando provas de que a direita é tão "honesta" e "objetiva" quanto a esquerda quando se trata de interpretar a figura de Jesus. 

    


    Todos os anos, aproximando-nos das festas natalinas, é de praxe que interpretações exóticas sobre Jesus sejam apresentadas e requentadas. Isso vai desde canais de tv por assinatura, que tentam reler a figura histórica de Jesus como essênio, como iniciado, etc, até pseudo religiões que insistem em vê-lo sob ótica particular e canhestra onde reina a mais absoluta falta de fundamento - Jesus foi um mero médium, um homem evoluído, um profeta que fugiu para o Egito, um extraterrestre, daí para pior. 

    No campo ideológico/político isto também vem se tornando costumeiro. O objetivo é claro: se valer da figura divina do Verbo para alavancar suas teses e propostas partidárias, chancelando-as como condizentes com a visão de Jesus. Em 2017 o panfletário da esquerda psolista/maconheira/ LGBT do RJ, Gregório Duvivier, escreveu um texto blasfemo apresentando Jesus como uma espécie de anarco socialista dedicado a destruir a sociedade da época, a endossar os pecados de prostitutas e ladrões e a condenar a riqueza em si. Todavia, não se enganem: tais panfletagens não são apanágio da esquerda. Em 2016 o jornalista Alexandre Borges - um dos membros do séquito do guru Olavo de Carvalho que representa a neo direita brasileira - tentou apresentar Jesus como um "republicano", ou seja, alguém que endossaria as idéias do Partido Republicano dos EUA e como um defensor do status quo ocidental moderno. O conteúdo das alegações espúrias de Borges - um funcionário da visão sionista/americanista em terras brasileiras - se encontra aqui: https://medium.com/@alexborges/jesus-um-republicano-ba434b2203. 

    O artigo de Borges é um atentado ao bom senso por várias razões. Partindo apenas da figura humana de Jesus seria absurdo, mesmo ficando apenas neste plano, representar um personagem do século 1 como "republicano". Um anacronismo tão crasso deixa evidenciado que Borges, no máximo, poderia escrever histórias em quadrinhos. Para ser um jornalista competente falta-lhe muito. Por outro lado, se nos fixamos na figura divina de Jesus e na sua doutrina, as bobagens do texto de Borges se tornam um verdadeiro circo pseudo teológico. Ao menos Borges admite que a pessoa de Jesus não poderia mesmo ficar livre de leituras ideológicas. O que lhe falta é reconhecer que está falando de si próprio. 

    Segundo o ideólogo travestido de jornalista o decálogo - os dez mandamentos - são compatíveis, apenas com " Uma sociedade com indivíduos que valorizam as tradições, a família, que não matam, roubam, respeitam as leis, não mentem em juízo e nem pensam em ter a mulher ou o patrimônio do próximo é tudo menos uma sociedade onde não se confia em ninguém com mais de 30 anos, como queriam os revolucionários de 68, ou que o direito de propriedade depende exclusivamente da boa vontade do governo. Também não é uma sociedade em que a família natural é trocada sem cerimônia por “toda forma de amor”, ou seja, uma sociedade que segue os mandamentos ditados por Deus é tudo menos uma sociedade socialista. E é por isso que a esquerda mais ideológica odeia de forma tão visceral os cristãos".

    Percebam as sutis falácias de Borges: sociedade de 'indivíduos' - como se Jesus preconizasse a idéia moderna de indivíduo ( Sobre isso cabe dizer que Santo Tomás especifica que o homem, em sua natureza, se qualifica mais como pessoa que como indivíduo, dado que pessoa indica qualidade espiritual; doutro lado o que diferencia os indivíduos é apenas o elemento acidental/material) - respeito às leis - ora, Jesus várias vezes quebrou as leis do sábado, as leis de pureza comendo sem lavar as mãos, recebendo leprosos, prostitutas, etc. 

    Depois Borges continua a dizer que: " Em outra passagem, Jesus diz “não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.” Se ele não veio abolir a lei mas levá-la a perfeição, ele quer melhorar o que já existe e não reescrever do zero, o que é exatamente o pilar do pensamento conservador: evolução em vez de revolução." 

    Jesus não aboliu o essencial da lei mas aboliu muita coisa caduca, o que prova que ele nem era um revolucionário, buscando colocar tudo por terra, nem um puro e simples conservador como se nada precisasse ser eliminado. Aliás o cristianismo em Roma foi fortemente revolucionário dado que destruiu as bases religiosas em que o poder e a sociedade imperial estavam assentadas. Quem duvidar disso que leia os últimos capítulos do livro de Fustel de Coulanges - A Cidade Antiga - onde o historiador francês prova que o cristianismo transformou, radicalmente, o sistema da urbe mudando seu direito junto com a ordem social e política.

     Borges se vale de uma exegese grotesca para legitimar a obediência absoluta a autoridade política, usando a seguinte passagem do Evangelho: "Quando Pilatos, na conversa pouco antes da condenação, quis saber se Jesus se considerava um rei, Ele responde duas vezes: “meu reino não é desse mundo”. No Pai Nosso, Jesus diz a Deus “vem a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu”, o que sugere que para transformar a Terra no reino de Deus basta fazer sua vontade. Jesus não pleiteava um reino formal na Terra ou sugeria derrubar governos, tanto que diz a Pilatos: “não terias poder algum sobre mim se de cima não te fora dado”, o que pode ser entendido como uma legitimação divina da autoridade de Pilatos". 

    A alusão do dublê de teólogo se prende a um fito evidente: legitimar a obediência ao status quo ocidental/americanista. É como se ele quisesse dizer: "nada de rebelião contra os EUA". Afinal o que seria os Estados Unidos senão uma versão contemporânea do Império Romano e de seu poder universal? O que é mais irônico é que estes mesmos articulistas de direita não tiveram nenhuma vergonha de dizer isso e, ao mesmo tempo, endossar a rebelião contra os políticos petistas e contra os ex presidentes Lula e Dilma. Nesta hora o respeito a autoridade vira traição a Deus, nesta hora o poder não é de origem divina, etc. Esta mesma direita que exalta a autoridade, elogia a revolução gloriosa de 1688 - que derrubou um rei católico na Inglaterra - e a revolução americana de 1776 - que cortou os laços das treze colônias com a autoridade real inglesa. Esta mesma direita que diz que Jesus mandou respeitar o Estado, quer menos Estado, mais liberdades, menos poder governamental. Esta mesma direita sabe, quando interessa, apelar para o direito de rebelião a fim de dirigir as pessoas contra um governo ou mandatário; quando o que interessa é sustentar quem está no poder, eles lembram das passagens de São Paulo sobre governantes serem ministros de Deus. 

    Para não restarem dúvidas quanto as intenções maliciosas de Borges ele ainda aduz que: "Uma sociedade baseada nos preceitos cristãos não é uma sociedade socialista ou anárquica, muito pelo contrário, ela é ordeira e respeita as leis naturais, a moral, as tradições, a propriedade privada e a família. Uma sociedade como a Ocidental nasce exatamente dessa matriz ideológica, com essa espinha dorsal que convive com o livre arbítrio e a liberdade dentro de um sistema de ordenamento jurídico, social e moral definido, estável e perene. Qualquer outra interpretação é heresia ou simplesmente ignorância".

    Borges se cala quanto a propriedade privada não constituir um direito absoluto (Santo Tomás esclarece que se a propriedade privada é um direito ele não é absoluto; quando alguém faz mau uso dele pode ter este direito tolhido e/ou perdido; neste aspecto o pensamento da Igreja se afasta tanto de socialistas quanto de liberais ou mesmo dos liberais-conservadores que ou negam que ele seja um direito, ou afirmam que ele se trata de direito absoluto) ; tenta passar a imagem de que a "sociedade ocidental" atual é plenamente conforme o direito natural - Os EUA, bastião dessa nova direita, tem a maior indústria pornográfica do mundo, um dos maiores índices de aborto do globo terrestre, a maior cena LGBT do "ocidente", um número escandaloso de divórcios, etc - e que as liberdades americanas - de consciência, de religião, de expressão - são condizentes com a lei divina ( Bem sabemos que todas estas liberdades foram condenadas pelo Papa Leão XIII na encíclica Libertas). 

    A interpretação canalha de um Borges não é o único exemplar das sandices da nova direita americanóide/sionista sobre Jesus: recentemente um judeu sionista - desses que defendem como Olavo e sua trupe, o direito "sacrossanto" de Israel contra qualquer outro povo - deixou claro o que pensa de Jesus: 



    Para o sionista Ibn Yaqub Jesus preconizaria, estivesse por aqui hoje em dia, o genocídio do povo palestino. O que Yaqub faz questão de esconder é que: 

1- O que se retrata, no desenho da família de Jesus sendo parada pela IDF, não é sua condição de palestino mas que Belém está sob ocupação injusta. Até 1948 Belém tinha uma boa percentagem de população cristã. Dos anos cinquenta para cá, a quantidade de cristãos em Belém caiu de trinta por cento para menos de  dez por cento.

2-Jesus era judeu mas não poupou sua nação de críticas. Ele condenou as autoridades do Templo, fulminou fariseus e jamais endossou o messianismo carnal e político que os judeus queriam que ele exercesse. Chamou os judeus de filhos do Diabo e lhes censurou dizendo que não eram mais filhos de Abraão. 

3- Se Jesus mandaria os apóstolos tocarem fogo nas plantações palestinas hoje, por que na época não incentivou uma luta armada contra Roma? 

4-Jesus jamais poderia ser um sionista pois o sionismo considera o estado de Israel o Messias do povo. Ora, Jesus considerava que ele era o Messias. Mesmo os judeus ortodoxos rejeitam a idéia sionista de um estado humano atuando como Messias. 

    É verdade que Borges não chega ao mesmo ponto que Yaqub mas não se iludam: a forma de pensar é a mesma ( Basta conferir o que Borges diz no começo de seu artigo quando fala de "tradição judaico-cristã").  

    No fundo, nem esquerda nem direita, estão ocupadas em entender a figura de Cristo mas sim em usá-la para seus fins políticos. A indignação que apresentam - sobretudo a direita - quanto a exegeses ideológicas de Jesus, não passa de mero oportunismo a fim de capturar idiotas úteis para sua causa - tão ideológica quanto a do adversário. 


Professor Rafael G. Queiroz





    




    
 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O mistério do Natal: Por que foi o Filho que se fez homem e não o Pai ou o Espírito Santo?

Por que foi o Filho que se fez homem e não o Pai ou o Espírito Santo?








Chegados ao Natal celebramos, por mais um ano, o nascimento do Verbo de Deus entre nós. “Um salvador nasceu para vós em Belém que é Cristo Senhor”, é o anúncio da legião angélica. O significado disto é imenso mas tem passado ao longe das preocupações de uma sociedade cada mais materialista e pouco preocupada com o sentido profundo do nascimento de Nosso Senhor

Aquele que nasceu em Belém não foi um mero sábio, profeta ou médium – como querem algumas falsas doutrinas – mas Deus mesmo. Esta é a boa nova: Ele veio nos visitar tomando a forma de uma criança. Esta é a doutrina basilar do Natal: Deus se fez homem em Cristo. Compenetremo-nos desta verdade e veremos como ela é altíssima e sobrenaturalíssima na medida em que indica que O ETERNO não está longe de nós mas se fez igual a nós – exceto no pecado.

Sobre tal verdade meditemos primeiro que, aqueles que receberam Jesus no estábulo, não foram os cidadãos de destaque, a elite social ou intelectual, os ricos da nação de Israel da época, tampouco as autoridades políticas judaicas ou romanas, o que significa que Jesus não veio conforme os padrões do reino deste século. Em segundo lugar meditemos que o menino e sua mãe não encontraram lugar nas pousadas da cidade mas encontraram acolhida junto aos animais - a criação rende louvar a seu Deus - e aos simples pastores, símbolo dos pobres do Pai, dos humildes, daqueles que tem o espírito aberto ao Verbo Eterno e que, longe da corrupção do mundo buscam o Pai no silêncio, na oração e na humildade. Em terceiro lugar meditemos que ele nasce longe da cidade - que estava corroída por impiedade e ambição desmedida - e é acolhido e adorado pelos reis magos, príncipes sábios do Oriente que vendo a estrela reconheceram ali o verdadeiro Deus; sendo reis adoraram o verdadeiro regente do cosmos: os reis da terra adoram o rei dó céu. Trouxeram-no mirra, ouro e incenso por que Cristo é o homem das dores, é rei e é Deus. Mirra para preparar seu corpo para a sepultura depois da sua paixão e morte; ouro para sua coroa régia como soberano do Universo; incenso como sinal de adoração ao Filho do Pai, igual ao Pai, consubstancial a Deus.

Perante tal realidade mística a razão, iluminada desde o alto pela fé, pergunta-se: Por que foi o Filho que encarnou e não o Pai ou o Espírito Santo? Por que convinha mais ao Filho a encarnação que às outras pessoas da Trindade? O Doutor Angélico é quem nos responde na Suma Teológica em seu tomo 15, questão 3, artigo oitavo.

Como de Costume Santo Tomás elenca as objeções à conveniência da encarnação do Filho, que ele reduz às seguintes:

1- Cristo veio ao mundo para dar aos homens o verdadeiro conhecimento de Deus o que, segundo alguns, conviria mais ao Pai dado que há aqueles que não distinguem, no Filho, a mesma natureza do Pai, fixando-se só em sua natureza humana. Ainda segundo estes, seria mais conveniente que o Pai tivesse encarnado pois isso teria evitado a heresia de Ário que, baseando-se num entendimento errado da frase de Cristo: “ o Pai é maior que eu”( quanto a sua natureza humana), negou sua divindade. Para evitar tal escolho parece que teria sido melhor o Pai se encarnar e não o Filho.

2- O efeito da encarnação é a “recriação”, pela graça, da natureza do homem. Ora, o ofício de criar é mais do Pai que do Filho; logo, seria mais condizente a encarnação do Pai que do Filho.

3-A encarnação se ordena à remissão dos pecados: “Seu nome será Jesus, o salvador; pois ele salvará o povo de seus pecados” (Mateus 1, 21). A escritura atesta que a remissão dos pecados é atribuída ao Espírito Santo ( João 20,22). Sendo assim convinha mais a encarnação do Espírito Santo que a do Filho.


Em resposta a tais argumentos Tomás diz que:

Contra isto diz São João Damasceno que “a encarnação manifestou a sabedoria e virtude de Deus; a sabedoria pois nos foi revelado o segredo de como pagar uma dívida difícil; a virtude pois, o que foi vencido, se fez novamente vencedor”.

Em resposta a objeção 1, o Doutor Angélico nos diz que era mais conveniente o Filho encarnar pois mais semelhante a nós já que ele é o conceito – Verbo – de toda a criação. O Pai criou olhando o Filho e modelou as coisas conforme a imagem d'Ele; cada criatura foi feita com base em uma perfeição que o Pai viu no Filho. Como toda a criatura existe como reflexo do Cristo convinha que nossa natureza fosse remodelada – depois do pecado – pelo seu modelo eterno, perfeito e imutável: Jesus Cristo. Assim, o Verbo é a sabedoria eterna, base e fundamento de todo verdadeiro saber humano. O homem se aperfeiçoa na sabedoria pois é alma racional, desde que participe da vida do Filho. 

Em resposta a objeção 2, Tomás explica que convinha mais ao Filho que ao Pai a encarnação pois nos tornamos predestinados a vida eterna como herdeiros do Pai e, para sermos herdeiros, temos que ser filhos e, para sermos filhos, temos que ser irmãos de Jesus, o filho natural de Deus. Por ele somos adotados pelo Pai. Em Romanos 8, 29 São Paulo deixa claro que fomos recriados conforme a Imagem Perfeita de Jesus por sermos filhos adotivos.

Em resposta a objeção 3 ele nos explica que convinha mais a Jesus – que é a Sabedoria do Pai – encarnar-se que ao Espírito Santo, pois ele veio para remediar o pecado que fora resultado do desejo desordenado pela ciência. O desejo incontido do homem de conhecer o bem e o mal, além dos limites impostos por Deus, precisava ser curado pela Verdadeira Sabedoria: Cristo que é a ciência do Pai veio ensinar aos homens o verdadeiro conhecimento, no lugar do falso ensinada pelo Diabo a Adão e Eva e seus descendentes.

Que neste natal Cristo, o Verbo, nos faça conhecer o Pai.




Professor Rafael G. de Queiroz.