quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DOSSIÊ DOM HELDER : O ARCEBISPO QUE COMUNISTIZOU A IGREJA NO BRASIL !



Dom Helder , dito o "profeta da paz"!

Quem foi Dom Hélder? Uns o consideram um hereges, outros defendem sua canonização. Entre estes vigora a tese de que sua preferência pelo social nunca esteve ligada ao socialismo e que associá-lo ao marxismo foi produto de uma acusação criada por direitistas para desmoralizá-lo.

Aqui nosso objetivo é avaliar, historicamente, se a acusação é pertinente afinal está em curso uma tentativa de elevá-lo aos altares, como se santo tivesse sido.

Em 1947, o Padre Hélder organizou o secretariado nacional da ACB ( Ação católica brasileira ) que tinha a finalidade de integrar leigos e a Igreja. Movimento espalhado pelo mundo inteiro e implantado no Brasil pelo Cardeal Leme em 1935, agora ele contaria com a vasta experiência do Padre Hélder que já havia militado no integralismo nos anos 30. Anos depois Dom Hélder diria de sua passagem pelo integralismo que "foi um erro de juventude". O aspecto social não era um forte dos meus mestres no seminário. Nossa visão era de que tudo se dividia em capitalismo e comunismo. E nos sopravam discretamente que dos males o menor. Pouco a pouco foi fácil ver que esse embate não era verdadeiro".

Sabe-se que nos anos 50 a ACB sofreu forte influencia de pensadores católicos humanistas - como Emmanuel Mounier (Mounier, segundo o padre Lima Vaz, "foi o mestre mais seguido pela juventude católica brasileira" dos anos 60: rejeitando categoricamente o sistema capitalista, ele considera que os cristãos podem aprender enormemente com o marxismo. Definindo sua própria filosofia social, ele escreve em 1947: "O personalismo considera que as estruturas do capitalismo são um obstáculo que se levanta no caminho da libertação do homem e que elas devem ser destruídas em proveito de uma organização socialista da produção e do consumo". E. Mounier, "Qu'est-ce que le personnalisme?" (1947), Oeuvres, III, Paris, 1963, p.244.), Teilhard de Chardin (Chardin teve suas obras condenadas pela Igreja por conta de seu monismo e de seu evolucionismo. O Santo Ofício solicitou ao Arcebispo de Paris que detivesse a publicação das obras. Em 1957, um decreto deste mesmo órgão decidiu que estes livros fossem retirados das bibliotecas dos seminários e institutos religiosos, não fossem vendidos nas livrarias católicas e não fossem traduzidos. Este decreto não teve muita adesão. Cinco anos mais tarde, uma advertência foi publicada, solicitando aos padres, superiores de Institutos Religiosos, seminários, reitores das Universidades que "protejam os espíritos, principalmente o dos jovens, contra os perigos da obra de Teilhard de Chardin e seus discípulos". Segundo esta advertência, "sem fazer nenhum juízo sobre o que se refere às ciências positivas, é bem manifesto que, no plano filosófico e teológico, estas obras regurgitam de ambiguidades tais e até de erros graves que ofendem a doutrina católica") e Jacques Maritain (Pai da noção de uma “cristandade laica”- uma civilização cristã sem um eixo religioso cristão , onde apenas a lei natural seria a norma e onde se faria a síntese do dogma católico com os princípios iluministas da liberdade religiosa e de consciência e igualdade; em suma Maritain defendia uma “cristandade” nova sem referência direta a Cristo!) além do Padre Louis Joseph Lebret (1897-1966), dominicano francês ligado ao movimento Economia e Humanismo, que durante a década de 50 influenciou o “pensamento social católico” diretamente ligado aos agentes da ACB.

Em suma: a ACB se transformou, nas mãos de Dom Hélder, em uma plataforma para uma síntese entre fé católica e marxismo que se realizaria através do influxo teológico e filosófico das idéias de Mounier , Maritain , Chardin , etc.

Na mesma época Dom Helder articulou com a Santa Sé a criação da CNBB (Conferência nacional dos Bispos do Brasil) com o claro objetivo de unificar a ação pastoral da Igreja no Brasil em torno das novas orientações que impunha a ACB , orientações de cunho socialistizante.

Dom Hélder na época dizia que à CNBB visava “coordenar e subsidiar as atividades de orientação religiosa , de beneficência , de filantropia e assistência social (In: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro p. 1525) em todo o Brasil". A atividade da CNBB nos anos que se seguiram ficaram mais marcadas por ações no campo social que por assistência caritativa ou orientação religiosa.

A criação da CNBB por meio da ação direta de Dom Helder teve uma razão específica: enfraquecer a posição do então líder da Igreja no Brasil, o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, arcebispo do RJ e herdeiro do Cardeal Leme. O projeto eclesial do Cardeal Leme, continuado pelo Cardeal Barros Câmara, era a romanização dos ambientes católicos do Brasil ainda muito marcados por um catolicismo popular , pietista e sentimental.

Para Dom Hélder a figura de Dom Jaime como líder da Igreja no Brasil e porta voz dela era um escolho pois impedia que a Igreja Brasileira respirasse ares novos. A idéia de criar a CNBB amadureceu durante o Congresso mundial de Leigos em Roma em 1950 onde através de contatos com o Monsenhor Montini – futuro Papa Paulo VI- Dom Hélder consegue do Papa PIO XII a criação da CNBB.

Deste modo a CNBB brota de certo modo da ACB pois Dom Hélder, na qualidade de seu assistente, dela se valeu para convocar os dois primeiros encontros da hierarquia eclesiástica. Com a ligação estreita da ACB com a CNBB a primeira ganhou muito pois, ficando livre das diretrizes de cada bispo diocesano – alguns bispos eram avessos a linha progressista da ACB e costumavam limitar seriamente seu ativismo- passou a tratar diretamente com um órgão de representação nacional o que lhe trouxe mais autonomia para se manifestar sobre questões de ordem temporal sem precisar prestar contas aos bispos. Contando com a ajuda da CNBB a ACB pode se desviar, pouco a pouco, da Doutrina Social da Igreja e experimentar a síntese do pensamento social católico com as idéias marxistas.

No fim da década de 50, a ACB se aproximou decididamente de setores da esquerda política formando o que viria a ser a teologia da libertação.

A CNBB, sob influxo de Dom Helder que, segundo Della Cava, se tornou desde então o “líder de fato da Igreja Brasileira” (In : Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro p. 1526), tornou- se rapidamente num órgão para a socialistização do catolicismo no Brasil: de um catolicismo popular pietista predominante e de uma tentativa de romanização sem sucesso nos anos do Cardeal Leme, para um catolicismo social engajado em lutas temporais. Em 1956 a CNBB liderou uma grande reunião em Campina Grande com ministros do Governo Kubitschek para “discutir os problemas socioeconômicos da região”.

Ainda nessa época Dom Hélder dava inicio à “Cruzada de São Sebastião” com caráter imanentista que buscava:

1-Promover, coordenar e executar medidas e providências destinadas a dar solução racional, humana e cristã ao problema das favelas do Rio de Janeiro;

2- Proporcionar, por todos os meios ao seu alcance,assistência material e espiritual às famílias que residem nas favelas cariocas; mobilizar os recursos financeiros necessários para assegurar, em condições satisfatórias de higiene, conforto e segurança,moradia estável para as famílias faveladas;

3- Colaborar na integração dos ex-favelados na vida normal do bairro da Cidade.

Embora a Arquidiocese do RJ já tivesse a Fundação Leão XIII que cuidava da assistência social aos mais pobre , Dom Helder resolveu criar a cruzada pelos seguintes motivos :

a) Aproximação da Fundação Leão XIII com setores políticos conservadores e antimarxistas como a UDN.

b) A Cruzada São Sebastião se concretizou graças ao apoio dum pacto entre os elementos mais a esquerda do Partido Social Democrata (PSD) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) que contava com elementos ligados ao PCB que não podendo existir oficialmente passou a parasitar o PTB. Os objetivos da Cruzada eram primariamente materiais: em primeiro lugar dar assistência material e só depois espiritual. Mas não nos enganemos: a Cruzada não tinha nenhum escopo evangelístico ou catequético de fato. Não havia um plano de assistência religiosa as famílias pobres no sentido de formá-las dentro da fé católica .Os objetivos da Cruzada eram basicamente materiais: dar conforto, higiene, segurança. Há que lembrar que muitos dos moradores das favelas eram imigrantes do interior do Brasil vindos para o sudeste em busca de trabalho, diante do surto industrial que o país vivia. Muitos desses imigrantes perderam ,na vida da cidade grande, a cálida experiência de religiosidade e piedade tradicional católica proporcionada pela vida no campo. Ainda que esta experiência de piedade católica fosse marcada por supertições populares, elas criavam um caldo de cultura -ainda que apenas superficialmente católica- que mantinha gerações e gerações ligadas umbilicalmente a Igreja. Nos ambientes urbanos essa cultura não existia. A assistência da Igreja se fez sentir no campo social, mas no campo religioso essa assistência era de menor grau ou nula. A despreocupação do clero com a questão da catequese abriu espaço para a proliferação das seitas neopentecostais de cunho protestante que invadiram os grandes centros urbanos e se espalharam , sobretudo sobre as periferias. A "cruzada" de cruzada só tinha o nome: não visava a conquista espiritual dos pobres mas apenas a atenuação de sua pobreza material

A cruzada contou, para o plano de urbanização, com a ajuda de arquitetos que buscavam, através do planejamento dos imóveis a serem construídos para abrigar os favelados, estimular o empoderamento do pobre em face das classes superiores dando-lhe acesso a vida em apartamentos que lhes proporcionassem uma nova consciência capaz de afrontar a questão da desigualdade de classes : “nos anos 40, o apartamento já era um símbolo de status para parte do universo das camadas médias brasileiras: “(…) o apartamento não surgiu, entre nós, como um recurso para atender às necessidades das classes modestas; até uma certa época, cuja limitação ainda não se pode definir perfeitamente pelo efeito da proximidade dos dias que correm, o apartamento foi, pode-se dizer, um luxo; hoje, se ainda não deixou de ser um luxo, tornou-se para a pequena burguesia dos funcionários públicos e empregados uma necessidade de aparência, de aproximação com a classe superior.” (In : CONSTRUÇÃO CIVIL.O observador Econômico e Financeiro, Rio de Janeiro, ano 7, n. 76, p. 13-21, mai. 1942. p. 14-15.) A cruzada seguiu uma tendência inovadora na arquitetura da habitação social brasileira, a qual fora influenciada pela vanguarda moderna e socialista européia dos anos 20 (formada por expoentes de movimentos e tendências artísticos como o Construtivismo russo, De Stijl e Bauhaus).O objetivo era claro: comunistizar a mentalidade dos pobres através de uma experiência estética e arquitetônica que dessa vasão a ideais coletivistas

Muitos bispos , clérigos e leigos marginalizados com a nova orientação que a Igreja no Brasil tomava se engajaram sob a liderança de Plínio Correa de Oliveira na criação da “Sociedade de defesa da Tradição , Família e Propriedade(TFP)" contrária ao catolicismo com engajamento social criado por Dom Hélder e asseclas. O núncio Dom Lombardi, porém, apoiava a facção social da CNBB , o que demonstra que ,sob o Pontificado de João XXIII, haviam ventos favoráveis soprando para Dom Hélder e a CNBB confirmando – os nessa linha de engajamento social marxistizante.

A influência de Dom Hélder não pararia na CNBB, mas se estenderia por toda a América Latina: em 1958 foi delegado do Brasil na 1 reunião do CELAM ( Conferencia Episcopal Latino Americana). Depois em 1960 foi eleito segundo vice presidente do CELAM.

Nesse contexto nasce a JUC ( Juventude Universitária Católica) no seio da ACB que era dominada pelo Arcebispo dos pobres. a JUC dos anos 1960-62 representou a primeira tentativa, em todo o continente, de desenvolver um pensamento “católico” utilizando elementos do marxismo. Apesar de seu fracasso imediato, lançou sementes que iriam germinar mais tarde - no Brasil e no conjunto da América Latina. Com razão Pablo Richard se refere ao Congresso dos 10 anos da JUC (1960) como "o início de uma nova etapa na história do cristianismo brasileiro e latinoamericano"(in :Pablo Richard; Morte das cristandades e nascimento da Igreja, S.Paulo, Edições Paulinas, 1984, p.154.). Cabe acrescentar que se tratava não só do movimento estudantil universitário : a JUC foi para o campo da educação popular (MEB) e mais tarde para o terreno da ação política (AP).

Os ideólogos jucistas diziam não se inspirar em Marx mas ao mesmo tempo rejeitavam o tabu anti-marxista (rejeitam portanto que sejam contrários ao marxismo, ao menos lhe reconhecendo alguns méritos e algum valor); segundo dizia o então líder da JUC Herbert de Souza( O conhecido sociólogo Betinho que nos anos 90 criou o programa "Natal Sem Fome"), "não temos Marx como mestre, pois já tínhamos um outro, antes. Mas sabemos valorizar Marx também".

Diante disso tudo fica a questão : Por que o Brasil foi o primeiro país em que esta mistura confusa de cristianismo e marxismo pôde se desenvolver - conseguindo, no curso dos anos de 30 a 60, maior impacto do que em qualquer outra Igreja da América Latina?

A resposta é clara: não fosse a articulação de Dom Helder isso não teria sido possível. Foi através dele que o marxismo chegou a ACB e por meio dela aos mais diversos ambientes eclesiais. Sem a fundação da CNBB, sob os auspícios de Dom Hélder, a generalização duma linha socializante de ação da Igreja no Brasil não teria sido possível.

Sobre as posições de Dom Hélder no campo ideológico cabe citar à famosa entrevista dada por D. Helder Câmara à revista "L´Express", publicada por esta revista no princípio de junho de 1970 e aqui reproduzida em todos os jornais (na íntegra, no "O Estado de São Paulo", de 5 de julho de 1970). Essa entrevista apresenta o que foi sua vida no seminário. É assim que menciona, que um "grande padre" que não nomeia o livrou do temor de Deus e lhe deu uma "visão muito confiante da vida da qual o pecado está excluído". "Eu não tinha medo de Deus. Eu tinha confiança nele". Diz que "não era obediente" e que não se fez "filho de Maria" porque "eu ria, eu falava, eu zombava, eu era normal". Dá um exemplo: era proibido, no seminário, falar nos corredores, "mas eu não aceitava essa proibição, eu falava". ― Sozinho? Pergunta o entrevistador. ― "Não", responde, "eu procurava corromper os outros". Depois entra na parte política em que afirma que: a "Igreja era uma força alienada, que se alienava a si mesma. "Convencemo-nos de que era preciso 'conscientizar' as massas". Mais adiante explica o que entende por "conscientizar": "É fazer tomar consciência da injustiça e da necessidade de fazer pressão para a libertação". Afirma que "Che Guevara" era um gênio que ele admira:

"Eu respeito todos aqueles que, em consciência, escolhem a violência ativa: Che Guevara ou os jovens que fizeram a mesma opção entre nós. Porque eles se sacrificam pela justiça". O entrevistador do L´Express pergunta: ― Já não acredita na guerrilha urbana? D. Helder responde: "Já não acredito. Eu não digo isso para desanimar esses jovens que tentam alcançar a libertação de nosso povo. Eu os amo e persigo o mesmo fim. Eles são extraordinários esses guerrilheiros urbanos. Eles têm coragem. Eles assaltam bancos para obter dinheiro, a fim de comprar armas. Mas quando se conhece um pouco o preço das armas sabe-se perfeitamente que eles nunca terão o suficiente... O sr. há de dizer que eles têm êxito com o seqüestro de personalidades. Mas alguns são apanhados. Eles são torturados e por vezes falam. É muito difícil resistir quando eles arrancam as suas unhas e esmagam seus testículos".

As declarações acima não deixam dúvidas de que Dom Hélder concordava com o fim perseguido por Lamarca, Marighela, entre outros guerrilheiros que era nada mais que a coletivização dos meios de produção, em suma, comunismo. Para o arcebispo, Che, um dos líderes da revolução cubana que tomou coloração comunista quando Fidel chega ao poder em 1959, lutou pela "justiça" que indica o que Dom Hélder entendia pelo vocábulo: a criação duma sociedade comunista. Sobre ser esse o objetivo perseguido por Che não restam dúvidas, bastando aqui lembrar o famoso discurso de Guevara a Juventude cubana no Teatro Chaplin em 1962:


"Num dado momento, num dia qualquer dos anos que venham, após passarmos muitos sacrifícios, depois de termo-nos porventura nos visto muitas vezes à beira da destruição, de assistirmos à matança de muitos de nós e de reconstruirmos o que foi destruído, ao fim disso tudo, um dia qualquer, quase sem repararmos, teremos criado, junto dos outros povos do mundo, a sociedade comunista, o nosso ideal".


Dom Hélder ao deslocar o eixo da Igreja no Brasil dos assuntos de cima (salvação, santidade, vida eterna, pecados, virtudes, oração) para os de baixo (salário, moradia, emprego, justiça social), apelando para a caridade cristã com o próximo, atuou subvertendo o sentido ínsito da fé católica mas não sem vestir tal subversão com uma capa de aparências piedosa: o apelo as obras de misericórdia corporal e ao desapego aos bens materiais na verdade serviam, dentro do projeto que Hélder tinha em mente para a CNBB, não à edificação do homem católico e da superação do capitalismo por uma economia cristã mas sim a um projeto político ideológico identificado com o marxismo.



sábado, 3 de agosto de 2013

Evo Morales a ponto de criar uma Igreja Católica Nacional na Bolívia

Depois de participar da missa de encerramento da JMJ Rio2013, o presidente da Bolívia, Evo Morales, regressou a seu país com novos brios para reforçar a fundação da denominada “Igreja Católica Apostólica Renovada do Estado Plurinacional”.
 
O bispo de Oruro, uma das dioceses onde se faz esse experimento, Dom Cristóbal Bialasic, adverte que o governo (de Morales) pretende dividir a fé dos bolivianos com isso que “não é bem uma Igreja, mas sim uma seita”.
 
“Sejamos sinceros – disse Dom Bialsasic –, é uma seita que se começou a formar e é promovida pelo Estado, nem tanto pelo Estado, mas pelo governo”.
 
O bispo afirma que é arbitrária a maneira como se quer consolidar esta iniciativa. O próprio Morales em 2008 qualificou a Igreja Católica como um “instrumento de dominação”. 
 
A estratégia do presidente boliviano é similar à medida do – em 1926 – regime perseguidor da Igreja no México, liderado por Plutarco Elías Calles, que nomeou o sacerdote cismático José Joaquín Pérez Budar (Santiago Juxtlahuaca, 16 de agosto de 1851 - Cidade do México, 9 de outubro de 1931) como patriarca da “Igreja católica apostólica mexicana” para substituir a Igreja Católica.
 
Na Bolívia já se fala da imposição de um “arcebispo primaz”, o ex-sacerdote católico Ariel Ticona, um padre que foi expulso da Igreja Católica por mau comportamento. 
 
Como boa parte das estratégias seguidas por Morales, esta é reflexo de algo que já se fez na Venezuela, no Peru e no Equador: atacar a Igreja Católica.
 
Em uma ocasião recente, Evo Morales manifestou suas dúvidas de que os roubos de bens da Igreja católica na Bolívia não tinham sido cometidos pelos próprios bispos desse país. 
 
A imprensa boliviana qualificou de “oportunista” a viagem de Evo Morales ao Brasil para participar da missa de encerramento da JMJ. O que ele queria, segundo a imprensa, eram fotos com o Papa Francisco, que ele considera um partidário da teologia da libertação. 
 
“São atitudes lamentáveis”, considera Dom Bialasic. “É uma invenção do governo. Dá pena porque muita gente vai se deixar levar por esse engano”, afirmou.
 
A “Igreja Católica Apostólica Renovada do Estado Plurinacional” está completamente alinhada com o regime político, que tenta impor um novo culto oficial no país.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resposta ao sr Guilherme vocalista do Rosa de Saron

Visual "católico" do vocalista Guilherme do Rosa.Jesus aprova !!
Bom srs o Vocalista do Rosa de Saron pronuciou recentemente diversas heresias na rede globo :

Chama católicos que creem no Dogma "Fora da Igreja não há salvação" de bitolados

Afirma que isso é coisa do século passado, ou seja , afirma que Dogmas de fé podem ficar caducos

Fala de respeito as outras religiões : o que a Igreja venera nelas são as sementes de verdade natural que orientam para Cristo e não elas em si mesmas.

Fora isso cometem erros crassos : falam de João Paulo II e passam por cima de Bento XVI - que certamente devem odiar - dizem que a China tem 1 bilhão de habitantes ( Nem Geografia eles conhecem : a China tem 1,2 Bilhões ) todos não católicos : Não ! A China tem um grande contingente de Católicos sim e que são perseguidos !

Depois da critica bem feita pelo Padre Paulo Ricardo aos disparates dele o cara se revoltou e apelou : 

Depois de receber críticas certeiras do pe Paulo Ricardo os caras se revoltaram : soltaram um nota.O Rosa de Saron , maliciosamente usou uma carta encíclica de João Paulo II que não fala de salvação fora da Igreja ,mas do chamado universal a salvação , para defender sua posição herética.  

O que se deve dizer do Rosa de Saron ? Minha resposta a eles é esta : 


Os srs do Rosa de Saron impuseram a juventude católica nestes ultimos anos em que fizeram sucesso a desordem do Rock que eles acham que pode ser batizado.O mesmo rock que produzido durante a revolução cultural dos anos 60 pretendia com seu ritmo catártico criar um clima de liberação das paixões com o fito de destruir o que restava da sociedade civilizada de origem cristã no ocidente.Malditos sejam ! Vcs são arautos do inferno , enviados de belzebu.Lançam a impressão de que são católicos para fisgar as almas para a desordem que reina em vossos espíritos amantes das coisas modernas.O sr Guilherme sem a mínima responsabilidade se vale de um visual andrógino , quase gay , que influencia negativamente a juventude a assumir posturas libertárias , ferindo assim aquilo que a doutrina católica diz sobre a dignidade do corpo.O sr Guilherme com suas musiquetas de fundo emotivo , estimula a 4 revolução , a revolução tribal tão bem explicada por Plinio Correa de Oliveira em sua obra magistral.O sr Guilherme é um agente da 4 revolução infiltrado na Igreja.O sr Guilherme auxilia o inferno sob pretexto de encaminhar ao céu.Sua obra portanto é como as dos heresiarcas do passado que em nome de Deus que é verdade pregavam a mentira.O sr Guilherme confraterniza com inimigos preclaros da Igreja Católica promovendo em seus shows apresentações de bandas protestantes que estão em conluio claro com a heresia.Por tudo isso vocês são indgnnos de carregar o nome de banda católica que  não são e nunca foram.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Possessão , doença mental ou destruição pensada da civilização ?

Mais uma da Marcha das Vadias :

 


Em minha opinião há do ponto de vista psiquiátrico visiveis sinais de que tais indivíduos são portadores de desvios sexuais graves , do ponto de vista psicanalítico é evidente que não possuem um superego que deve ter se desfeito a medida que foram sendo doutrinados pela ideologia de gênero , do ponto de vista psicológico exprimem uma incapacidade de empatia , uma ausência de senso social e talvez a presença de graves neuroses.Do ponto de vista da teologia esses indívíduos fortemente desordenados em sua natureza humana são decerto vítimas de possessão ou de infestação diabólica.

Do ponto de vista civilizacional a marcha das vadias corresponde sem tirar nem por a 4 revolução bem explicada por Plínio Correa de Oliveira :

"IV Revolução e tribalismo: uma eventualidade
 
- Como? - É impossível não perguntar se a sociedade tribal sonhada pelas atuais correntes estruturalistas dá uma resposta a esta indagação. O estruturalismo vê na vida tribal uma síntese ilusória entre o auge da liberdade individual e do coletivismo consentido, na qual este último acaba por devorar a liberdade. Segundo tal coletivismo, os vários “eus” ou as pessoas individuais, com sua inteligência, sua vontade e sua sensibilidade, e conseqüentemente seus modos de ser, característicos e conflitantes, se fundem e se dissolvem na personalidade coletiva da tribo geradora de um pensar, de um querer, de um estilo de ser densamente comuns.

Bem entendido, o caminho rumo a este estado de coisas tribal tem de passar pela extinção dos velhos padrões de reflexão, volição e sensibilidade individuais, gradualmente substituídos por modos de pensamento, deliberação e sensibilidade cada vez mais coletivos. É, portanto, neste campo que principalmente a transformação se deve dar.

- De que forma? - Nas tribos, a coesão entre os membros é assegurada sobretudo por um comum pensar e sentir, do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. Nelas, a razão individual fica circunscrita a quase nada, isto é, aos primeiros e mais elementares movimentos que seu estado atrofiado lhe consente. “Pensamento selvagem” [1], pensamento que não pensa e se volta apenas para o concreto. Tal é o preço da fusão coletivista tribal. Ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos totêmicos carregados de “mensagens” confusas, mas “ricas” dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia. É pela aquisição dessas “riquezas” que o homem compensaria a atrofia da razão.
[1] Cfr. Claude Lévy-Strauss, La pensée sauvage, Plon, Paris, 1969.
Da razão, sim, outrora hipertrofiada pelo livre exame, pelo cartesianismo, etc., divinizada pela Revolução Francesa, utilizada até o mais exacerbado abuso em toda escola de pensamento comunista, e agora, por fim, atrofiada e feita escrava a serviço do totemismo transpsicológico e parapsicológico...

A. IV Revolução e o preternatural

“Omnes dii gentium dæmonia”, diz a Escritura [2]. Nesta perspectiva estruturalista, em que a magia é apresentada como forma de conhecimento, até que ponto é dado ao católico divisar as fulgurações enganosas, o cântico a um tempo sinistro e atraente, emoliente e delirante, ateu e fetichisticamente crédulo com que, do fundo dos abismos em que eternamente jaz, o príncipe das trevas atrai os homens que negaram Jesus Cristo e sua Igreja?
[2] “Todos os deuses dos pagãos são demônios” - Sl. 95, 5.
É uma pergunta sobre a qual podem e devem discutir os teólogos. Digo os teólogos verdadeiros, ou seja, os poucos que ainda crêem na existência do demônio e do inferno. Especialmente os poucos, dentre esses poucos, que têm a coragem de enfrentar os escárnios e as perseguições publicitárias, e de falar.

B. Estruturalismo - Tendências pré-tribais

Seja como for, na medida em que se veja no movimento estruturalista uma figura - mais exata ou menos, mas em todo caso precursora - da IV Revolução, determinados fenômenos afins com ele, que se generalizaram nos últimos dez ou vinte anos devem ser vistos, por sua vez, como preparatórios e propulsores do próprio ímpeto estruturalista.

Assim, a derrocada das tradições indumentárias do Ocidente, corroídas cada vez mais pelo nudismo, tende obviamente para o aparecimento ou consolidação de hábitos nos quais se tolerará, quando muito, a cintura de penas de ave de certas tribos, alternada, onde o frio o exija, com coberturas mais ou menos à maneira das usadas pelos lapões.

O desaparecimento rápido das fórmulas de cortesia só pode ter como ponto final a simplicidade absoluta (para empregar só esse qualificativo) do trato tribal.

A crescente ojeriza a tudo quanto é raciocinado, estruturado e metodizado só pode conduzir, em seus últimos paroxismos, à perpétua e fantasiosa vagabundagem da vida das selvas, alternada, também ela, com o desempenho instintivo e quase mecânico de algumas atividades absolutamente indispensáveis à vida.

A aversão ao esforço intelectual, notadamente à abstração, à teorização, ao pensamento doutrinário, só pode induzir, em última análise, a uma hipertrofia dos sentidos e da imaginação, a essa “civilização da imagem” para a qual Paulo VI julgou dever advertir a humanidade [3].
[3] “Nós sabemos bem que o homem moderno, saturado de discursos, se demonstra muitas vezes cansado de ouvir e, pior ainda, como que imunizado contra a palavra. Conhecemos também as opiniões de numerosos psicólogos e sociólogos, que afirmam ter o homem moderno ultrapassado já a civilização da palavra, que se tornou praticamente ineficaz e inútil; e estar a viver, hoje em dia, na civilização da imagem” (cfr. Exortação apostólica “Evangelii Nuntiandi”, 8/12/1975, Documentos Pontifícios, nº 188, Vozes, Petrópolis, 1984, 6ª ed., p. 30).
São sintomáticos também os idílicos elogios, sempre mais freqüentes, a um tipo de “revolução cultural” geradora de uma futura sociedade pós-industrial, ainda incompletamente esboçada, e da qual o comunismo chinês seria - conforme por vezes é apresentado - um primeiro espécimen.
C. Despretensioso contributo
Bem sabemos quanto são passíveis de objeções, em muitos de seus aspectos, os quadros panorâmicos, por sua natureza vastos e sumários como este.
Necessariamente abreviado pelas delimitações de espaço do presente capítulo, este quadro oferece seu despretensioso contributo para as elucubrações dos espíritos dotados daquela ousada e peculiar finura de observação e de análise que, em todas as épocas, proporciona a alguns homens prever o dia de amanhã.

D. A oposição dos banais

Os outros farão, a esse propósito, o que em todas as épocas fizeram os espíritos banais e sem ousadia. Sorrirão e tacharão de impossíveis tais transformações, porque são de molde a alterar seus hábitos mentais. Porque elas aberram do bom senso, e aos homens banais o bom senso parece a única via normal do acontecer histórico. Sorrirão incrédulos e otimistas ante essas perspectivas, como Leão X sorriu a propósito da trivial “querela de frades”, que foi só o que conseguiu discernir na I Revolução nascente. Ou como o feneloniano Luís XVI sorriu ante as primeiras efervescências da II Revolução, as quais se lhe apresentavam em esplêndidos salões palacianos, embaladas por vezes ao som argênteo do cravo. Ou então luzindo discretamente nos ambientes e nas cenas bucólicas à maneira do “Hameau” de sua esposa. Como sorriem, ainda hoje, otimistas, céticos, ante os manejos do risonho comunismo pós-staliniano, ou as convulsões que prenunciam a IV Revolução, muitos representantes altos, e até dos mais altos, da Igreja e da sociedade temporal no Ocidente.

Se algum dia a III ou a IV Revolução tomar conta da vida temporal da humanidade, acolitada na esfera espiritual pelo progressismo ecumênico, devê-lo-ão mais à incúria e colaboração destes risonhos e otimistas profetas do “bom senso”, do que a toda a sanha das hostes e dos serviços de propaganda revolucionário"

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um catolicismo pacifista ?

Manifestante no RJ expressando sua visão sobre a sexualidade de Cristo durante a JMJ
Blaise Pascal define bem o que é ser cristão : não é estar em estado de perpétua euforia mas se recrear na morte de cruz : Jesus não celebrou festas  nem dançou para realizar sua missão divina.Se festa resolvesse os milhares de soldados dançantes da JMJ teriam ao menos evitado que imagens sacras fossem profanadas e a fé esculhambada.No entanto eles só queriam dançar , se divertir enquanto a figura de Maria e da cruz de onde veio nossa salvação eram escarnecidas.Desde já eu só espero o juízo final.Não adianta ter número sem qualidade.E não me venham com "não é bem isso , exageras , és muito duro".Eu tenho o sagrado direito de em minha consciencia católica repudiar a covardia católica.A vida na terra é luta : há lutas a lutar desde agora e onde estarão os soldados ? Esquecidos de lutar por falta de generais que os comandem.Por que quando os genarais adotam o pacifismo como método os seus soldados não irão ao campo de batalha.

Desde 50 anos é assim : os católicos desde então foram chamados a não lutar mas a DIALOGAR.

Tratava-se de benevolência universal, de tolerância e liberdade, de valores humanos. O sobrenatural FICOU EM SEGUNDO PLANO. Defendia-se o pacifismo, uma recusa de qualquer combate, mesmo aos vícios.

O fruto disso é que durante uma JMJ que reuniu 3, 5 milhões de "católicos" apenas algumas dezenas de membros da marcha das vadias  possa ter quebrado imagens sacras livremente , profanar o nome da Santa Virgem Maria , da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo , etc, sem terem sequer sido incomodados por vaias ou mesmo uma tentativa de paralisar o ato blasfemo.

Hoje mesmo houve quem dissesse que alguns padres nas missas pediram o desagravo destes atos atráves de rezas. O que mostra o grau de alienação dos católicos do Brasil.ATOS DE DESAGRAVO ? ESTAMOS EM PLENA GUERRA CIVILIZACIONAL E VAMOS SÓ FICAR REZANDO ? É ISSO QUE ELES QUEREM : FIQUEM DENTRO DAS IGREJAS REZANDO ENQUANTO A GENTE AQUI FORA TOCA FOGO E QUEIMA IMAGENS .É ISSO QUE AS FORÇAS LAICISTAS , LIBERAIS , MARXISTAS , NIILISTAS , ANARQUISTAS, QUEREM : UMA IGREJA CALADA QUE SÓ FALE NOS TEMPLOS.ENQUANTO ISSO ELES FICAM A RUA , OS JORNAIS , AS ESCOLAS , E NÓS SEM ESTRÁTEGIA DE OCUPAÇÃO DE ESPAÇOS.

O pacto de paz triplo bem descrito por Mons. Lefebvre deixa bem claro esse espírito pacifista que domina hoje os ambientes eclesiais:

Falta apenas fazer um pacto com as vadias! Pela falta de reação parece que ele já foi feito !!

domingo, 28 de julho de 2013

JMJ X São João da Cruz e Pascal

Bispos , sucessores dos apóstolos , dancando o flash mob durante a JMJ RJ 2013.Imaginem São pedro ou São Paulo dançando um hip hop ou um trance , ou dance ! Conseguiram ? Eu não !
O Papa pediu para não diluir a fé.É o que eu espero.Pórem quando vejo toda essa euforia de estilo profano na JMJ RJ 2013 que se encerrou fica difícil crer que o que ele disse vá ser seguido.Quando vemos bispos dançando flash mob e samba no Glória da missa de encerramento de um evento católico( me parece que o Papa não ficou satisfeito pois permaneceu de cabeça baixa o tempo inteiro durante a ridícula execução capitaneada por Fábio de Melo ) só resta mesmo esperar a volta de Cristo.

Diante disso cabe lembrar as sábias palavras de São João da Cruz em a "Subida do Monte Carmelo", livro II , pág 117 sobre o que é ser espiritual :

"Cristo é o caminho e que para segui-lo é preciso morrer a própria natureza tanto nas coisas sensíveis como nas espirituais...Nosso Senhor morreu a tudo quanto era sensível , espiritualmente em sua vida e naturalmente em sua morte.Compreenda agora o bom espiritual o mistério dessa porta e caminho para unir-se a Deus.Isto não consiste pois em recreações , gozos , nem sentimentos espirituais e sim numa viva morte de cruz para o sentido e para o espírito no interior e no exterior"

Vejamos ainda o que nos diz São João da Cruz doutor da Igreja sobre o perigo dos afetos na vida espiritual  : "Jesus Cristo é pouco conhecido mesmo pelos que se dizem seus amigos.Pois a estes vemos procurar nele seus gostos e consolações amando a si próprios e não os aniquilamentos e amarguras da cruz por amor de Cristo."-Subida do Monte Carmelo , p.120.

O doutor da Cruz ainda sobre os afetos nos lembra que :

"Criam preferencias desfigurando a realidade" ( 1s , 5, 5).

"Diminuem a capacidade para Deus " (1s , 6, 1) .

"Esvaziam o espírito"( 1 s , 11, 1-5)

"Apartam da justiça e virtudes" (3s 19, 6)

"Sem elas a alma fica livre e clara para amar racional e espiritualmente"( 3s , 23, 1)

O doutor da Cruz ainda faz severas advertências sobre o tom sentimental e sensorial  - que é o norte dos eventos da JMJ - na vida de fé :

"O verdadeiro espírito se inclina a secura e aflições sabendo que isto é seguir a Cristo" (2s ,7, 5)

"O sentido corporal   não há de se fazer juiz e estimador das coisas espirituais; tão ignorante é o sentido corporal das coisas espirituais e ainda mais como um jumento das coisas racionais" (2 s ,11, 2)

"A virtude não está em apreensões e sentimentos de Deus" ( 3s , 9, 3)

"A união não consiste em recreações e , gostos e sentimentos espirituais" (2s , 7, 11 )

Em suma Blaise Pascal define bem o que é ser cristão : não é estar em estado de perpétua euforia mas se recrear na morte de cruz :

 " Jesus Cristo não fez outra coisa senão comunicar aos homens que eles amavam a si mesmos , que eram escravos , cegos , doentes , infelizes e pecadores ; que era preciso que ele os curasse , libertasse , esclarecesse , beatifica-se e curasse ; que para isso eles deveriam odiar-se a si mesmos e sgui-lo na miséria e na morte na cruz"-Pensamentos de Pascal n º 545.

Ou seja Jesus não celebrou festas  nem dançou para realizar sua missão divina.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ecumenismo e diálogo interreligioso até que ponto ?


Beata Anna Catharina Emmerich (1774-1824), freira agostinha alemã que foi estigmatizada, profetizou igualmente a vinda da "falsa Igreja da escuridão": "Vi uma Igreja estranha a ser construída contra todas as regras, como sendo a nova Igreja heterodoxa de Roma. A Igreja está em grande perigo. Estão já a exigir algo dele (do Papa). A doutrina protestante e a dos Gregos cismáticos espalhar-se-ão por toda a parte. A Igreja está a ser minada com grande sagacidade. Vi que muitos pastores deixaram-se levar por idéias perigosas à Igreja. Estavam a construir uma Igreja grande, estranha e extravagante. Toda a gente seria admitida nela para estarem todos unidos e com direitos iguais: protestantes, Católicos, seitas de todo o gênero. Assim viria a ser a nova Igreja."



Fora da Igreja não há salvação.Isso é um dogma de fé.Qualquer católico que se preze deve professá-lo.No entanto há 50 anos que esta verdade vem ficando cada vez menos clara para os católicos.Isso é resultado da crise de fé ligada diretamente ao chamado espírito de diálogo que se apossou de mentes e corações de bispos , padres e até papas, e claro dos fiéis que embarcaram junto.

Há quem diga : ora o CV II aprovou o diálogo !!

Sobre isso dexemos claro que o O CV II não é o critério supremo de aferição de fé católica pois não proclamou dogmas ou sentenças de fé divina e católica obrigatórias.No tocante ao dialogo com o mundo ele se trata de estratégia pastoral não dotada de infalibilidade.

Outros dirão : ora a Igreja não tem o direito de adaptar sua pastoral aos tempos ? Nosso tempo não exigiria uma pastoral do diálogo ? 

Contra isso o ensinamento de PIO X , na  Lamentabili, que tem caráter de ensino infalível diz que é proposição condenada : 

Nº 53 do Lamentabili: "A constituição orgânica da Igreja não é imutável; a sociedade cristã assim como a sociedade humana, está submetida a uma perpétua evolução." E nº 63: "A Igreja se mostra incapaz de defender eficazmente a moral evangélica, porque adere obstinadamente a doutrinas imutáveis que não podem conciliar-se com o progresso moderno."

Ora dirão : mais aí se falam de doutrinas e da constituição orgânica da Igreja,  porém o diálogo é uma pastoral , uma práxis e não uma doutrina.Sim sem dúvida o diálogo ecumênico e interreligioso são práticas, mas que emanam de uma doutrina: a de que a atitude e ensino da Igreja ao longo dos tempos em sua relação com as outras religiões de cunho cristão ou não está superada por uma nova forma de considerar e fazer as coisas que difere da maneira como a Igreja considerou e fez no passado.E que em suma implicam numa nova forma de organizar a Igreja internamente para que atenda a esta ação externa no mundo em relação ao diálogo com os de fora.

Roberto de Mattei prova isto em sua obra sobre o Concílio Vaticano II.Diferentemente dos concílios anteriores, o Concílio Vaticano II (1962-1965) coloca para os analistas (teólogos, historiadores, etc.) um problema novo. É que todos os concílios anteriores exerceram, com e sob o Papa, um Magistério solene, definindo verdades de fé e moral e tomando medidas de caráter disciplinar, enquanto juízes e legisladores supremos. O Concílio Vaticano II, contudo, não deliberou nem propôs, de modo solene e definitivo, nenhuma verdade de fé ou moral.Pretendeu antes dar a verdade revelada nova forma sob o critério pastoral : ou seja dar-lhe uma forma que correspondesse a mentalidade moderna , adequada aos tempos modernos.Nesse sentido buscou modificar a forma pela qual se apresentam as verdades de fé(Nesse sentido é que se explica o abandono do tomismo na teologia e doutrina ).

Há alguns dias entretenho uma polêmica com dois católicos liberais sobre a questão do "Ecumenismo e diálogo interreligioso".Em face a isso muitas coisas precisam ser aclaradas

Não levar a luz da verdade aos que estão nas trevas é um crime capital."Há quem sustente que" uma coisa são os valores perenes, outra coisa são as ações humanas no tempo. Uma coisa é falar de princípios, outra coisa é falar de como lidar com as circunstâncias, dentro de situações contextualizadas e estabelecidas".

Sim concordo mas a maneira de considerar a relação dos princípios com as circunstãncias nesse caso é errada.Pois bem : é um princípio universal a lei "não matarás".No caso da legitima defesa há uma aplicação dela ao caso concreto pois a primeira vida que se deve preservar é a própria.Nesse sentido cabe matar para não morrer.Em suma matar para aplicar a regra "não matarás" é um excepcionalidade.O mesmo diga-se do diálogo ecumênico ou interreligioso.A missão da Igreja é transmitir a fé revelada e salvar o mundo.Nesse sentido e para tanto ela é enviada a pregar e santificar.Não existe um mandato divino ao diálogo.Ele pode existir como excepcionalidade desde que se atenda ao objeto da missão da Igreja : ensinar ,santificar , salvar.E deve ser julgado pelos frutos.Ora o que se vê em todos esses diálogos é que ficam sempre no plano humano , temporal e secular ; sempre se pautam por um enfoque puramente natural : busca por justiça social , liberdades , igualdades , tolerância , respeito a vida em seu aspecto natural , etc.Evidente que o patrimônio da lei natural e sua defesa fazem parte do papel da Igreja pois a graça supõe a natureza.Mas sua missão não se esgota aí nem se caracteriza essencialmente por isso.Os encontros ecumênicos e interreligiosos , dos ultimos 50 anos se pautam todos ou por essa constelação de valores comuns , ou por irenismos que se identificam com um cristianismo "kerigmático" sem dogmas ou doutrinas.O que demonstra que o diálogo de meio virou um fim em si, o que é absurdo.Um diálogo que servisse de meio a apresentação da fé e dos dogmas católicos seria ótimo.Uma chamada geral das religiões para o conhecimento de Cristo seria santo.Mas pelo contrario não há uma chamada geral a conversão o que fica claro quando vemos a que se reduziram muitas missões católicas hoje em dia , limitadas a obras sociais e que já não tem mais o fervor da pregação dos conteúdos do evangelho.Pretendem evangelizar pela práxis sem falar de Cristo.Ainda que alguns pudessem dizer que se trata de um boa tática ela tem que ser julgada a luz dos frutos: e quais são eles ? Não existem simplesmente.Podem dizer o que for em defesa desses diálogos em ecumenismos mas de um coisa não podem escapar : da evidência de que não existem frutos.Os frutos desse método pastoral é o fracasso da religião católica a níveis jamais vistos.Nem mesmo nos países de maioria católica a Igreja consegue exercer influencia pública forte a ponte de forjar leis e instituições.O diálogo não foi capaz de refrear a onda secular que nos invade e pior até a estimulou ao sujeitar a religião ao processo dialogal da modernidade - onde vale o consenso ! Não foi capaz de deter a debandada de fiéis , não foi capaz de deter a crise de fé , não foi capaz de impedir a escalada islâmica , não foi capaz de deter o crescimento das seitas , não foi capaz de deter esoterimos e orientalismos no ocidente ...não há frutos e se formos minimamente honestos temos que admitir isso, ou então inventemos estatísticas ou façamos algum malabrismo retórico.Diante disso fica claro que os argumentos dos defensores do diálogo a todo custo  são espúrios , farsescos , loucos e levianos.Tais pessoas insistem em um descaminho , que em termos práticos - é muito comum os defensores dele apelarem ao aspecto prático diversas vezes dizendo que já não vivemos mais na idade media ...ora em termos práticos o diálogo é um fracasso , é uma grande e total derrota da religião católica a nivel civilizacional.Agora eu me pergunto se essa derrota prática da Igreja realmente importa aos defenmsores do diálogo.Durante todos esses anos ao me deparar com os fautores do diálogo foi ficando para mim muito evidente que frequentemente a estes não importam os fracassos da Igreja em termos de propagação da fé seja em quantidade e qualidade, mas sim sua sintonia com um credo humanista.Ora se é assim tais fautores do diálogo , se estes aderem a este credo humanista e creem com todas as forças que os tempos são outros e que por isso mesmo diante do fracasso prático da Igreja , se deve seguir nesse rumo de diálogos e mais diálogos pautados por valores genéricos nascidos em berço iluminista então quem realmente ama as noções abstratas e atemporais sem a devida contextualização temporal das mesmas não sou eu.Se os mesmos pretendem avaliar toda a história da Igreja a luz destes valores genéricos então são eles os amantes das abstrações filosóficas sem praticismo.Pior para eles que tais abstrações não tenham raiz católica.

Entre as abstrações do dogma e os do iluminismo fico com as primeiras mesmo correndo riscos de não saber aplicar bem as do dogma , mesmo correndo o risco de imprudência.Pois decerto : é bem mais seguro errar na prática tendo os dogmas que tentar ter ações acertadas com base em princípios não dogmáticos.