
“Bog
i hrvatski”: Deus e o croata. Ditado antigo recuperado pela Ustasi
É verdade que no
contexto racionalista do século XX, o Papa Pio 12, na época, se
opôs veementemente a idéias racistas de fundo biologicista como o nazismo. Mas
muito errada é a visão de católicos que veem nas encíclicas
papais uma condenação a todas as linhas de terceira posição nacional. Não há
outra fonte que postule isso senão a liberal. Nada como o próprio
proceder da Santa Sé e do Sumo Pontífice frente a movimentos de
terceira posição nacional de caráter próprio e específico
(colocar todos os nacionalismos no mesmo saco é um
erro!). Vejamos o exemplo croata:
A Croácia, país
eslavo, que foi cristianizado na idade média e sempre apresentou uma
devoção católica muito acentuada, desenvolveu-se dentro do rito
oriental; porém os croatas absorveram muitos elementos da devoção
ocidental, principalmente a Sua Devoção Mariana (A Croácia teve,
no século 18, uma aparição da Virgem), O Rosário e a devoção a
São Bento.
Entre 1929 e 1945, o
Estado Independente da Croácia formalizou a Ustasi, uma organização
multifuncional. Uma autoridade que tinha o cariz de ser
Estado-Partido-Exército- Escola Catequizadora. Partido porque havia
somente este, de modo que o regime pode ser de terceira posição
nacional. Exército-Catequizador pois os generais dos
Esquadrões de combate Ustasi tinham nas
palavras de Ante Pavelic,como fim primário: “a
conversão dos ortodoxos ao catolicismo romano”. Isso se deve à
direção espiritual absoluta do movimento que estava debaixo da
autoridade espiritual do arcebispo cardeal Stepinac.
O arcebispo croata
Stepinac fora nomeado como cardeal por Sua Santidade Pio 12. Mas
antes disso ele já era amigo pessoal do Papa, de modo que na
vigência da Ustasi, trocavam cartas todo mês (e mais,
particularmente sobre a Ustasi). Em 1929 Stepinac imediatamente
lançou uma bênção pública em escrito à Ustasi e aos seus
diretores leigos, pedindo orações do povo pela prosperidade do
regime e sucesso dos governantes.
Do mesmo modo,
respondeu favoravelmente o gladio temporal, O Estado, que se pôs a
serviço do interesse do Vaticano. Há tempos ambos notaram as dificuldades políticas que os ortodoxos, principalmente, junto de judeus secularistas, faziam aos croatas (1) Pio 12 expressava intensa preocupação
com a conversão não só dos muitos croatas que historicamente foram
forçados a se tornarem ortodoxos, bem como dos próprios sérvios.
Foi fixado que a política da Ustasi seria o proselitismo romano, o
que no falso-dogma moderno é considerado “violência”. O
nacionalismo croata nada mais era que o braço armado do catolicismo
romano em terras eslavas. A Ustasi era equivalente ao que o rei
Clóvis foi para a França e o Papa: o braço armado de Deus na
terra, a espada a serviço da Igreja de Cristo (2).
Cabe recordar que
Stepinac foi participante direto na criação do Estado Independente
da Croácia (NDH). Por várias vezes ele apareceu em público com o
Poglavnik (o líder Ustaše Ante Pavelić) e cantou o Te Deum no
aniversário da criação do NDH.
Considerando o papel
marginal da Igreja na arena política durante o período
entreguerras, a criação do NDH ( Nezavisna Država Hrvatska -
Estado Independente Croata) ofereceu a Igreja e o movimento católico
croata uma oportunidade. Os líderes do novo estado estavam dispostos
a trabalhar com os líderes da Igreja e, assim, reduzirem a
marginalização que a Igreja foi sujeita dentro do estado iugoslavo
Ainda é preciso
dizer que o Papa Pio 12, em 1941, enviou Abbott Marcone como seu
visitante apostólico, que atuou como núncio papal, o que satisfez Stepinac, já que isso significava que "o Vaticano reconhecia de
fato o novo estado”.
Por exemplo:
Stepinac parabenizou o excelente governo pela: "Proibição
estrita de todas as publicações pornográficas, que foram
primeiramente e muito mais publicadas por ortodoxos!" Curiosamente os Ortodoxos
escancaradamente acusam (e precipitadamente) a “liga
Vaticano-Ustase” de genocídio de 1 milhão de sérvios, todos
tidos por mártires. Veja você mesmo:
https://www.youtube.com/watch?v=s03Tv6cWFuc
Por João Pedro F.
Cardnes