quinta-feira, 16 de abril de 2020

UM EGÓLATRA NO PODER: por Gabriel Larré!

Bolsonaro e as eleições de 2018: o inferno somos nós - Rede Brasil ...

Demitir Mandetta - gostem dele ou não - é burrice até do ponto de vista bolsonarista. Até o novo ministro tomar as rédeas da estrutura do MS -fui funcionário concursado do MS e a máquina é super complexa - vai uma semana ou dez dias perdidos. Quando os governadores decretarem mais quarentena pelo atraso dos hospitais de campanha não chorem. 
Do ponto de vista argumentativo e fático o Bolsonarismo foi, definitivamente, "para o saco". Só permanece de pé em cima de contrafactualismo e de fé cega. 

Abaixo reproduzo uma pertinente observação de Gabriel Larré

"UM EGÓLATRA NO PODER

Mandetta foi um herói em tempos de obscurantismo: ousou tratar esta crise da maneira que ela merece ser tratada - com seriedade, sobriedade e capacidade técnica. Foi massacrado pela seita que hoje defende os delírios bolsonaristas a qualquer custo, mas nos legou uma postura que agora – mais do que nunca – merece ser cultivada, divulgada e defendida: a da sobriedade, da honestidade intelectual, da hombridade e da inteligência.

Sua demissão representa um erro em todos os aspectos. Vejamos:

1- ELEITORAL: Mandetta é o ministro mais bem avaliado do Governo; a maioria da população era contra sua demissão.

2- POLÍTICO: Mandetta contava com o respaldo do Congresso, do Presidente da Câmara e do Senado, dos Governadores, do STF. Além disso, o Ex-Ministro conseguiu domar um dos entes mais complexos do Poder Público.

3- SANITÁRIO: as Políticas Públicas de combate ao Coronavírus serão prejudicadas com esta demissão, ainda mais se o novo ministro for adepto do obscurantismo.

4- MORAL: A demissão de um Ministro da Saúde que implementava – e defendia – políticas públicas testadas mundialmente, isso em plena pandemia, é um ato de covardia e extrema imoralidade.

5- IDEOLÓGICO: Bolsonaro prometeu nomear e respeitar seus Ministros Técnicos. Tratava-se, como podemos constatar, de um estelionato eleitoral.

P. S.: A boa notícia é que o Novo Ministro da Saúde, Nelson Teich, parece tecnicamente capaz e é um defensor do Isolamento Horizontal. Ou seja: Bolsonaro engana apenas sua seita e coloca no lugar do “Ministro do Centrão” um técnico que tem a mesmíssima postura.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Caminho do Meio como solução para a Crise do CoronaVírus.



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A solução para o corona perpassa por uma discussão séria que demanda que estejamos com os pés no chão, no plano dos fatos.

No plano empírico/lógico temos modelos epidemiológicos que mostram, num quadro de total inação dos governos, uma contaminação de 40 a 70 por cento da população mundial – uma média de 3 bilhões de pessoas por baixo – com 3,5% de mortos – cerca de 160/180 milhões de pessoas – o que impactaria severamente a economia e os sistemas de saúde de vários países. Isto é um prognóstico mas que se embasa em dados empíricos e modelos matemáticos desenvolvidos pelos especialistas e que, por isso mesmo, goza de autoridade. Caso alguém discorde desse modelo deve apresentar uma alternativa científica e embasada em dados. Até aqui só vimos palpiteiros opinando com base em narrativas políticas que beiram a irracionalidade.

Partindo do modelo que temos podemos delinear uma ação condizente para o Brasil onde economia e saúde possam ser conciliados em certa medida. Antes de falarmos disto é bom lembrar que saúde está acima de dinheiro. Não adianta estar rico e morto. Melhor é estar pobre mas vivo. Há quem esteja forçando uma discussão como se a escolha fosse entre economia ou saúde e como se ambas as coisas não estivessem, de certo modo, imbricadas; caso haja um alto número de mortes isso impactaria a economia fortemente; caso haja muita gente necessitando de equipamentos e em estado grave teríamos o colapso do sistema de saúde o que, também, afetaria a economia de maneira trágica. A idéia é ajustar as coisas para que o sistema de saúde receba de forma sustentada os casos graves. Isso só é possível num modelo – no mínimo – de mitigação. A inação deve ser descartada. A supressão total também. O que temos de adotar é um caminho do meio.

Em primeiro lugar é bom recordar que:

1- Se o governo do Brasil tivesse fechado fronteira e fizesse testagem total como na Coréia do Sul não precisaria de supressão. Pelo contrário não temos testado ninguém que entra aqui.

2- Se houvesse um governo federal responsável o presidente apresentaria um plano articulado de combate onde seriam adotadas diferentes estratégias em cada zona do território nacional, criando cordões sanitários e medidas em conjunto com governos estaduais.

A falta dessa estratégia é prova cabal da incompetência severa de Jair Bolsonaro. Ele é incapaz de apresentar um plano alternativo e viável ao do lockdown que critica.

Por outro lado as medidas de supressão sozinhas, não vão resolver dados os reclamos de médios e pequenos empresários - o fato é que a ajuda proposta pelo BNDES é fraca e não resolve/ sem o governo federal realmente tomando a iniciativa de arcar com os salários vai ficar impossível para o país se levantar depois dessa - dos autônomos - quem vai viver com 200 por mês? - e dos trabalhadores de baixa renda - sem nenhum horizonte. A coisa vai tomando delineamentos trágicos no país onde a escolha vai ser entre morrer de Corona ou morrer de fome. Parece que ninguém sabe como conciliar saúde e economia nessa hora. Mas repito: tudo isso poderia ter sido evitado se o presidente tivesse fechado fronteira já em fevereiro. A culpa, no fim, é toda dele.

O método a ser adotado no quadro que temos, conciliando saúde e economia, é o seguinte:

A- Mitigação maior ou menor a depender da área.

B- Supressão pontual no máximo em alguns dias (em áreas mais contaminadas).

C- O método do lockdown pode ser aplicado de forma escalonada e parcial com alguns dias de fechamento e reabertura em outros.
D- A medida central consistiria em fechar fronteira. Na verdade se este método tivesse sido adotado junto com todo o Mercosul – Imaginem que o Brasil conseguisse articular um cordão sanitário com Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai? Teríamos uma zona livre de lockdowns e mitigações onde a dinâmica econômica seria mantida. Mas isso tornou-se impossível por várias razões, uma delas pelo fato de Paulo Guedes não dar ênfase ao Mercosul – o que se mostrou um erro crasso já que tendo fronteiras em comum, num quadro de crise a solidariedade do Cone Sul poderia ajudar nossa economia a se recuperar enquanto o mundo vivesse um inverno produtivo.

E- Por outro lado se toda a questão está na falta de leitos hospitalares e respiradores, por que não uma resposta de política pública nacional de uma “economia de guerra” para suprir o défice na infra estrutura de saúde sem precisar parar o país?

Agora pensem: se partirmos para o método Bolsonaro de quase inação – voltar às atividades sem nenhuma mitigação ou mesmo supressões pontuais, nada de “economia de guerra” para manter país trabalhando sem risco de colapso do sistema de saúde, existem duas alternativas quais sejam, muitos mortos ou poucos mortos; sendo assim:


-Caso muita gente morra? Ele tem um plano B caso não seja uma “gripezinha”?

-E se houver baixa das empresas com muito número de mortos? Como vai ser resolvida a baixa de mão de obra? Tem vários problemas que podem aparecer e para os quais o presidente não tem uma resposta antecipada. Ninguém sabe que resultados vão existir com inação. Pode não ser tão grave ou muito grave. Se for muito? O que se fará? Qual o plano B que o presidente oferece? Nenhum.

Outrossim sem um pacotão do governo não vai ter como manter supressão. O que está em jogo é que o presidente, sob a batuta de Guedes, não quer fazer política fiscal, não quer criar um pacotão como ofereceram Alemanha, Inglaterra e Até Trump. Sem ele os governadores estão fritos. Trabalhador, empresário, todos estão fritos. Sem pacotão o país vai passar fome. Vejam: até o partido republicano dos EUA, normalmente contra tais políticas, aprovou um pacote. O presidente fala que segue os mesmos protocolos de Trump o que é falso. Trump falar de reabrir os EUA apenas daqui a três semanas. Trump fechou aeroportos. Trump está escalonando mitigação e supressão e agindo em harmonia com os governadores. Trump tem um pacote de salvação para a economia. Trump anuncia medidas de contenção dos preços.

Aqui nada. Fomos lançados no limbo. Bolsonaro está muito aquém de Trump e é preciso que seus apoiadores cegos entendam isso e pressionem o mesmo para que mude de rota.

sábado, 21 de março de 2020

Colapso duma era? Uma reflexão histórica sobre o Corona Vírus




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Senhores, fomos lançados num terreno de incerteza e nela o caos é uma realidade tangível. Por esta razão resolvi escrever sobre o que pressinto em face aos acontecimentos recentes levando em conta algumas perspectivas históricas e sob a guia do seguinte problema lançado pela pandemia do Corona Vírus:

Estaríamos à beira duma crise da civilização contemporânea e suas instituições?

Não sabemos ainda mas tudo isto que está a ocorrer tem enorme potencial de levar-nos a um cenário desses por algumas razões;

- O Corona nos expôs, pela primeira vez na história contemporânea, a uma crise econômica que é, ao mesmo tempo, de oferta e demanda. As crises de 1929/2008 foram crises de demanda. Agora temos uma crise similar – guardadas as devidas proporções – àquela do fim do Império Romano. No século III D.C. Roma já começa a experimentar sinais de grave queda em sua economia desencadeadas, entre tantas outras razões, por uma peste que matava, segundo relatos, cinco mil por dia na capital. Tendo começado em torno de 240 D.C. nas províncias do oriente, ela chegará no ocidente em torno de 251. Ao reduzir mão de obra e quebrar a oferta e a demanda ao mesmo tempo, a peste atingiu até mesmo os bárbaros do norte – godos – e os da estepe russa – os citas. Isto desencadeou baixas no exército romano – que se viu em apuros por conta dos ataques godos/citas ( em boa parte esses bárbaros buscavam novas zonas para saques a fim de compensar as fugas de áreas contaminadas e mortes com a doença; foi o caso dos saques Citas no Chipre e Creta ) - abrindo as prévias da crise que Roma iria enfrentar no século IV/V D. C ligadas à fuga de população para o campo, retração da produção urbana, contração da demanda, inflação, incapacidade do estado em investir em infra-estrutura, etc. Neste contexto o controle de preços por Diocleciano, no começo do século IV D.C., gerou escassez. Diminuiu a arrecadação, pois impulsionou o mercado negro. Os que não recorriam ao mercado negro não vendiam, pois os preços estavam desatualizados. Com isto a economia derreteu ainda mais, ajudando a impulsionar a inflação. Membros da burocracia passaram recorrer também ao mercado ilegal. Isto tudo dificultava na arrecadação de impostos. Tal quadro fez Roma voltar a emitir moedas para subornar os invasores, custear as alquebradas forças armadas, evitar revoluções internas causadas por bárbaros, etc.

O quadro que o Corona possibilita não é muito diferente pois temos que considerar que se o combate ao mesmo não tiver sucesso poderemos ter 3.5% de 50% da população mundial ( segundo estudos o Corona teria o potencial de infectar de 40 a 70 por cento da população mundial ) morrendo – levando em conta algumas perspectivas matemáticas – o que significaria cerca de 100 milhões de pessoas! Isto traria baixa da mão de obra em vários países, paralisia da produção ( falta de oferta ), redução da demanda ( paralisia do consumo em razão das quarentenas ) necessidade do estado em emitir moeda para cobrir gastos correntes e extraordinários decorrentes da crise gerada, controle de preços e salários para evitar inflação, defasagem dos preços, mercado negro, dificuldades em recolher impostos e financiar seus gastos, etc, o que nos faz recordar da conjuntura da queda de Roma. 


-Um segundo ponto a considerar é uma reflexão que a tese de Arnold Toynbee nos oportuniza enquanto possível via para um prognóstico do que virá; ela trata do desafio-resposta como conceito chave de explicação da origem e desenvolvimento das civilizações, mostrando-nos o homem como um animal racional que busca, a todo custo, transcender a natureza por meio da vitória sobre o meio ambiente. A tese suscita ricas possibilidades meta-históricas e apresenta, como lei geral do nascimento de uma civilização, a necessidade de um desafio – que não pode ser nem muito árduo e nem muito fraco – que mobilize o espírito a dominar a natureza. Um ambiente farto de recursos não é um desafio; um ambiente parco de recursos constitui o lugar ideal para a civilização florescer; um ambiente de recursos quase nulos – o deserto ou o gélido ártico – é um desafio invencível e, portanto, inviabilizador da civilização. Toynbee faz menção, inclusive, aos desafios a posteriori: se no começo de uma civilização os problemas são mais relacionados à conquista do meio ambiente natural, após este estágio, em decorrência da complexificação social, surgem novos problemas mais ligados a questões de ordem social, política, cultural, etc. O sucesso de uma civilização vai ser determinado pela capacidade das elites de serem criativas e não apenas meramente dominantes ( elites que consigam resolver os novos problemas criando novas leis, instituições, etc, e não apenas reprodutoras das antigas instituições que não conseguem dar resposta adequada aos novos desafios, agora de cunho interno). Pois é exatamente aqui que nos achamos: tudo isto a que o Corona nos expôs é absolutamente novo em termos de desafio. O capitalismo jamais passou por uma crise de oferta/demanda ao mesmo tempo. Não existe receituário para enfrentar isso em nenhum manual de história econômica ou de teoria econômica. O exemplo mais parecido que temos deste cenário é o da Queda de Roma mas dele não podemos tirar muitas lições já que as medidas imperiais fracassaram e sobretudo por que estamos num cenário de capitalismo avançado jamais visto outrora. Por outro lado não temos para a hora nenhum sinal de elites criativas capazes de dar uma resposta à crise. Todos os governos falharam em se antecipar a epidemia e/ou a reagir a tempo, o que mostra a inépcia das elites e líderes mundiais. Muitos sub-estimaram o potencial da mesma, ainda que vivendo num mundo de intenso fluxo de pessoas – não era previsível que um vírus deste porte iria percorrer o globo com facilidade ante o contexto de integração que vivenciamos por conta da globalização? Não é o caso de explorar a questão duma culpa exclusiva da China – é muito comum, em quadros de crise, elegerem um bode expiatório a fim de tirar proveito da situação – mas sim de entender que todos – mesmo os países ocidentais – demoraram em dar uma resposta mesmo depois das notícias que chegavam da China desde 20 de janeiro de 2020, confirmando o Corona.

- Um terceiro aspecto é o fato de que esta crise é nova e que nós não temos nenhuma solução clara. Isto significará a destruição do mundo liberal-globalizado? É a morte do liberalismo? Ou, antes, significará a morte do Estado por asfixia com o colapso dos sistemas de proteção social e de saúde? Cada partido torce pela sua causa. Os que apostam no papel do Estado imaginam que esta crise vai provar que ele é mais necessário do que muitos andavam pensando; para esses o liberalismo está morto e enterrado agora; há, contudo, que tomar em consideração que sem uma elite criativa os Estados não vão conseguir vencer esse desafio. Não bastará os Estados tomarem a rédea da economia, será preciso tornar essa rédea eficaz. Não temos nada, no momento, que prove decisivamente que isso vai acontecer. Então estamos expostos a possibilidade de que um horizonte similar ao do fim de Roma nos acometa; uma nova “era feudal” não é absolutamente impossível na medida em que poderes centrais não conseguirem dar conta dos desafios pois um fato nos parece bem claro: o de que estamos saindo dum mundo aberto para um mundo fechado. Fronteiras fechadas parece ser o mote do que vem a seguir. Fechadas mas que fronteiras? Fronteiras de estados nacionais ou de poderes locais independentes ante a incapacidade dos Estados em gerir a crise?

-Um quarto ponto a pensar é que, como já dissemos num artigo nosso sobre Ernesto Araújo:

“se analisarmos as grandes crises históricas, notaremos que todas elas terminaram por provocar uma concentração do poder nas mãos de um líder mais ou menos autocrático: a Primeira Revolução inglesa desaguou no poder pessoal de Cromwell; a Revolução Francesa, naquele de Robespierre e, sobretudo, anos depois, no de Napoleão; o resultado da revolução dos escravos negros de Santo Domingo foi a ditadura militar, primeiro, de Toussaint Louverture, e mais tarde de Dessalines; a Revolução Liberal na França de 1848 levou ao poder pessoal de Luís Bonaparte ou Napoleão III... No que se refere ao período entre as duas grandes guerras mundiais do século XX, são inúmeras as crises que culminaram na instauração de uma ditadura pessoal.”- In: Queiroz, Rafael. 9 razões por que Ernesto Araújo é um inepto que não conhece história. catolicidadetradit.blogspot.com/2019/05/9-razoes-por-que-ernesto-araujo-e-um.html



Isto nos leva diretamente à conclusão de que uma nova era autocrática poderia estar nascendo. As medidas draconianas dalguns líderes apontam para isto. Noto, sobretudo, a atitude impressionante de Vladimir Putin ao fechar a imensa fronteira russa, ato sem precedentes. Que forma essa autocracia vai tomar não sabemos. Monarquias centrais? Ditaduras Nacionais? Caudilhismos localistas?


- Por fim gostaria de recordar que a crise trazida pelo Corona expôs a fraqueza dos sistemas liberais constitucionais em dar, aos líderes políticos, os mecanismos necessários para uma ação consequente, rápida e eficaz de combate a uma epidemia. O Brasil é o melhor exemplo disso quando vemos o governo federal e os governos estaduais se desentendendo muito pela falta duma coordenação centralista das providências indispensáveis para proteger todo o país. Num âmbito de liberdades individuais e de debate parlamentar uma solução rápida para uma crise repentina é praticamente inviável dadas as impossibilidades da tomada de medidas de força imediatas. Como dizia Codreanu, “A democracia não pode governar com autoridade, já que ela não pode forçar suas decisões”. Esta crise nos ensina que mecanismos futuros precisarão ser criados para que a liberdade não seja colocada acima da segurança e da vida – sem as quais nenhuma liberdade existe e é possível.

A crise em tela expõe, inclusive, o materialismo do sistema capitalista ocidental e do socialismo de mercado chinês – morosos em fechar fronteiras e reduzir o comércio ante as primeiras possibilidades de risco a saúde, o que deixou patente que a vida humana foi colocada em segundo lugar em prol do deus dinheiro – bem caracterizados pelas tergiversações do PC chinês, de Trump, do governo italiano e, inclusive, do governo Bolsonaro em reconhecer a gravidade da situação.

domingo, 1 de março de 2020

Explicando a devoção de Olavo a Padre Pio: mais uma farsa perenialista

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A conexão Olavo - Guenón - Schuon 

Tornou-se comum dizer que Olavo de Carvalho se converteu efetivamente ao catolicismo, coisa que aqui já demonstramos ser falso por uma série de razões. Como muitos continuam a acreditar nessa mentira bem urdida é mister que, mais uma vez, voltemos ao tema.

É sabido que na sua obra chamada “Jardim das aflições”, Olavo de Carvalho faz menção aos “Pequenos mistérios” e aos “Grandes mistérios”. Pequenos mistérios: relativos aos conhecimentos pertinentes a ordem do cosmos. Segundo Olavo a maçonaria nos dá acesso a este plano de conhecimento. Grandes mistérios: relativos à vida além túmulo. Segundo Olavo cabe a Igreja nos conferir este conhecimento (daí a idéia de unir maçonaria e Igreja para restaurar a unidade perdida do conhecimento e da civilização ocidental). Uma das alegações mais comuns tidas como prova de que Olavo tornou-se católico é que ele costuma afirmar que “nada é comparado aos sacramentos”. Porém tal assertiva remete a Schuon que considerava o cristianismo mais dotado de elementos esotéricos que o Islam como passou a entender Guenón depois de desesperar da capacidade do catolicismo manter vivo elementos da tradição perene em razão da crise iniciada pelo Vaticano II.

Para iluminar essa noção da importância inigualável dos sacramento, desde um ponto de vista perenialista e que vai nos ajudar a compreender a atual devoção exterior católica do sr. Carvalho, fiquemos com as palavras do conhecido perenialista Mateus Soares de Azevedo, num dos seus artigos sobre o cunho esotérico dos sacramentos católicos:



“A participação nos Sacramentos, como sabemos implica a recepção de certas graças. Graças “iniciáticas” para os perenialistas, no caso do batismo e do crisma; graças “de estado”, no caso do matrimônio e da ordenação sacerdotal; e graças ’”santificantes” no caso da eucaristia, da confissão e da extrema-unção. Schuon falava de graças santificantes envolvidas na invocação do Nome de Deus no Cristianismo. Em “Comunion et Invocation”, Frithjof Schuon trata da invocação ritual e metódica do Nome Divino como um “sacramento” eficaz espiritualmente, a par com a própria Comunhão. Na verdade, ele sugere que a eucaristia e a invocação constituem um só e mesmo sacramento; a primeira em seu aspecto “passivo” e a segunda, “ativo” (isto porque, na comunhão, o fiel recebe “passivamente”, por assim dizer, o Corpo e o Sangue do Cristo, ao passo que, na invocação, o fiel recorda “ativamente” o Seu Nome). Simbolicamente, ambas estas ações sagradas têm como órgão de realização a boca, que recebe o alimento do Céu, de uma parte, e pronuncia o Nome Celeste, de outra. Como diz a liturgia tradicional: “Panem caelestem accipiam et Nomen Domini invocabo…”, isto é, “Recebe o Pão Celeste e invoca o Nome do Senhor…”
Desnecessário enfatizar que, tanto para comungar como para invocar, são necessárias a graça “iniciática” do Batismo; uma graça de “estado” para o invocador; e uma graça “atual” . A invocação requer a graça divina para ser realizada e, simultaneamente, confere divinas graças ao invocador. Em outros termos, a invocação é em si mesma uma graça e confere infinitas graças, Deo gratias.

Poder-se-ia dizer que as graças santificantes mediadas pela invocação do Nome podem ser classificadas em três tipos principais para Schuon. Estes estão relacionados aos três grandes planos de toda espiritualidade segundo os perenialistas:

plano da ação;
plano da devoção;
planosapiencial;

1. Karma,
2. Bhakti e
3.Jnâna,

Para falar nos termos hindus usados por Schuon.

Cada um destes três planos abrange um modo passivo e outro ativo, perfazendo assim seis “tipos” de graças santificantes perenialistas, que podem ser classificadas da seguinte maneira:

I – Plano da Ação: 1. “interiorização purificadora”; 2. “perseverança espiritual”.

II – Devoção: 3. “paz santificante”; 4. “misericórdia salvadora”.

III – Conhecimento: 5. “extinção metafísica”; 6. “união divinizante”.”


O perenialismo contém uma “metafísica” dos sacramentos. Daí Olavo dizer o que diz. Para Schuon que é quem Olavo tem como farol hoje em dia, tendo deixado a via de Guenón depois que saiu do Islam e da Tariqa - o catolicismo tem mais elementos de esoterismo que qualquer outra religião.

É a partir daqui que poderemos entender a razão de Olavo ter verdadeira fixação pela figura de padre Pio de Pietrelcina como manifestado desde os anos que desenvolveu o True Outspeake – em que sempre invocava o padre no começo do programa para que não se cometesse nenhuma injustiça. Outro elemento muitas vezes invocado por quem alega uma suposta conversão de carvalho.

Porém, novamente devemos recorrer aos esclarecimentos dados pelo insigne perenialista Mateus Soares que indica a razão da forte devoção dos adeptos de Schuon ao Padre Pio. Com a palavra o sr. Azevedo:

“Schuon e as grandes figuras espirituais do séc. XX

Mateus Soares de Azevedo


Aqui, vamos apresentar e debater o legado dos mais importantes e influentes guias espirituais de nossa época, à luz dos ensinamentos da Filosofia Perene.

Entre os mestres que melhor expuseram e viveram esse conhecimento inspirado estão Frithjof Schuon (1907—1998) e Sri Ramana Mahârshi (1879—1950). O primeiro tendo seu raio de ação privilegiado, mas não exclusivo, no Ocidente e o segundo em parte relevante do Oriente, isto é, a Índia…Ao escolher o “filósofo” (no sentido original de “amigo da sabedoria”) suíço e o místico hindu como principais objetos de nosso estudo, não esquecemos a imensa importância (especialmente nos domínios da metafísica tradicional, do simbolismo religioso e da crítica da mentalidade moderna) do esoterista francês René Guénon (1886-1951)...Guénon foi o precursor da escola perenialista ou tradicionalista, da qual Schuon constitui o ápice…Dando início, então, a esta expedição em busca das luzes espirituais de nosso tempo, focamos, no que diz respeito ao Cristianismo ocidental, dois descendentes espirituais do grande Francisco de Assis, ambos capuchinhos italianos: a irmã Consolata Betrone (1903—1946) e o Padre Pio de Pietrelcina (1887—1968)…Soror Consolata Betrone pode ser considerada, num certo sentido, uma sucessora de Santa Teresa de Lisieux; (3) ela foi uma alma piedosa e devota diretamente ensinada pelo Cristo sobre a via da oração jaculatória e da invocação perpétua do Nome Santo. Caminho visto pela Filosofia Perene como a quintessência mesma de toda espiritualidade...Padre Pio, o estigmatista, (4) ensinou e praticou a invocação do Nome Santo e foi o diretor espiritual de milhares de almas; foi neste sentido que Schuon escreveu, em carta a um correspondente italiano dos anos 1950, Guido di Giorgio, que Padre Pio era “une protection, sinon bien plus” (5) para o mundo cristão.” in: http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/schuon-e-as-grandes-figuras-espirituais.html

Vejam como as referências à “ invocação do Nome Santo” - base da metafísica perenialista dos sacramentos – é o fundo da devoção ao Padre Pio e a razão fulcral da adoção da piedade exterior católica por schuonianos como Olavo. É bom lembrar que todo perenialista está obrigado a observar uma religião exotérica como “gatilho” de acesso ao plano esotérico em face ao fato de que, no dizer perenialista, todas as grandes religiões tem elementos da tradição primeva iniciática. É o caso do sr. Carvalho.

Fonte: http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/schuon-e-as-grandes-figuras-espirituais.html



Para que não reste dúvida, Olavo deixa claro que fó só com Schuon que entendeu o sentido do cristianismo, afirmação estranha para um pretenso converso ao catolicismo que deveria referir-se aos catecismos e aos santos como fontes de compreensão do que seja a fé cristã. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Movimento Gay, Escola Austríaca e Foucalt: o espírito Liberal do USA como base da new left - uma lição de E. Michael Jones

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Dr. E. Michael Jones
Por anos a fio a direita neoconservadora brasileira - cópia mal acabada da cena neocon do USA - viveu de afirmar categoricamente que a new left - que no jargão do direitista médio virou sinônimo de marxismo cultural  ainda que Marx tenha recusado uma via de revolução cultural - era um complot comunista cuja solução seria a implementação duma guerra cultural de direita. É claro que a new left tem elementos marxistas - embora ela seja mais neomarxista que marxista propriamente dita - mas também é evidente que ela é uma síntese de teoria crítica, liberalismo e valores americanistas, os mesmos que nossa direita assume como vias de restauração da ordem reta da sociedade. Portanto, dentro do esquema dialético da revolução como vetor de destruição da ordem cristã - leia-se catolicismo - a new left assumiu inclusive elementos da escola austríaca e do libertarismo - que estão, dentro do que diz respeito ao espectro das políticas econômicas, à direita na medida que tendem ao minarquismo e ao neoliberalismo - o que prova o intercâmbio entre direitas e esquerdas no processo final de dissolução do que ainda resta de mundo ocidental católico ou mesmo de ordem natural. 

O texto do ínclito historiógrafo E. Michael Jones, abaixo reproduzido, mostra bem a promiscuidade entre esquerdas, direitas, escola austríaca e Foucault dentro da cultura americana: 



"Foucault iniciou sua série anual de palestras no College de France. Ignorando eventos atuais. . . ele pediu que lessem com cuidado as obras de Ludwig von Mises e Frederick Hayek - ilustres economistas austríacos, críticos estridentes e prescientes do marxismo, apóstolos de uma vertente libertária do pensamento social moderno, enraizada na defesa do livre mercado como cidadela liberdade individual e um baluarte contra o poder do estado.

O mesmo aconteceu um ou dois anos antes, em São Francisco, quando ativistas homossexuais como Robert Sirico e Justin Raimondo se converteram à economia da Escola Austríaca. Pelos cinco anos seguintes, até sua morte em 1984, Foucault usou sua posição de professor para promover os trabalhos de Hayek e von Mises durante o dia e se envolver em rituais homossexuais de Sado masoquismo nos balneários de São Francisco à noite.
  
Essa combinação tóxica de direitos dos gays e economia libertária efetivamente destruiu a esquerda, bem a tempo do ressurgimento do capitalismo sob Reagan e Thatcher.

Michel Foucault teve um papel crucial nessa derrota. As pessoas que controlavam a Academia na América sabiam o que era uma coisa boa para dar resultados quando a viam. 

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Foucault, autor de várias obras de cunho histórico, defendia a tese dum que as condutas morais eram construções sociais que visavam assegurar um sistema de poder. Desta forma chegou a considerar a desconstrução dos padrões éticos a ponto de postular condutas como a "pedofilia não abusiva"

A Teoria do Poder de Foucault se tornou a pedra angular de muitos discursos públicos na América - da academia ao governo por meio de currículos educacionais. Desde seu lançamento bem-sucedido nos Estados Unidos, há um quarto de século, a filosofia de Foucault passou a ser adotada gradualmente como o idioma da esquerda intelectual dos Estados Unidos. Desde então, o pós-modernismo não apenas se tornou a fábrica de correção política patrocinada pelo Estado na América, mas, paradoxalmente, passou a se impor como a voz exclusiva da razão e da tolerância no ensino superior."

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Lista dos crimes contra a Pátria cometidos por Bolsonaro em um ano de governo



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- Agenda de desinvestimento e desestatizações levantam 96.2 bilhões mas, assim mesmo o governo teve um défice fiscal de 95 bilhões, 15 bilhões acima da previsão do governo ( Que era de 80 bilhões) o que mostra a falácia da agenda das privatizações como meio de reduzir nossa dívida. 



- Governo mentiu sobre Embraer usando a farsa de que a negociação para sua venda era baseada no modelo de Joint Venture - acordo entre duas ou mais empresas que estabelece alianças estratégicas, com um objetivo comercial comum, por tempo determinado -, como foi sendo divulgado. A Boeing terá o controle operacional de gestão da nova empresa, que responderá diretamente ao CEO, seu presidente mundial. Se tiver uma condução errada de algo, quem é da Embraer não poderá fazer nada. Todos os países que possuem empresas desse porte não abrem mão delas, pois são geradoras de ciência e tecnologia. Ademais desde o anúncio formal da transação com a Boeing, no início de 2019, a Embraer tem enfrentado céus carregados. No mercado, ainda há muitas dúvidas quanto ao futuro da empresa, especialmente em meio ao momento delicado enfrentado pela companhia americana. E as ações da empresa brasileira refletem esses questionamentos. Desde o começo do ano, os papéis ON da Embraer (EMBR3) acumulam baixa de mais de 20% — o quarto pior desempenho entre as ações que compõem o Ibovespa. Começando pelo resultado líquido: a fabricante de aeronaves encerrou o terceiro trimestre de 2019 com um prejuízo de R$ 314,4 milhões — um salto de mais de 500% em relação às perdas de R$ 52,3 milhões contabilizadas há um ano.

-Economista da equipe do governo Bolsonaro prometeu, em 2018, 3.5 por cento de crescimento com as medidas liberalizantes porém crescemos só 0.9% em 2019; além disto refutar a capacidade da agenda monetarista e hiper liberal de Guedes, representou um claro ato de estelionato eleitoral 


- Jair Bolsonaro, que em 2000 se opôs a entrega da base de Alcântara aos EUA a fim de resguardar nossa soberania (Como revelou o WikiLeaks em 2011 o governo dos Estados Unidos sempre fez questão de impedir a produção de foguetes brasileiros. A organização vazou um telegrama enviado pelo Departamento de Estado dos EUA à embaixada de Brasília em que a política é reiterada. O texto ressalta a importância de garantir que a Ucrânia, nossa então parceira espacial, não transferisse tecnologia para a construção de foguetes. Historicamente, esse desencorajamento é justificado como forma de evitar que o Brasil produza mísseis balísticos intercontinentais, que são iguais aos foguetes utilizados para fins científico), decidiu entregá-la em 2019 colocando o Brasil na total dependência de tecnologia estadunidense em prejuízo de nosso avanço militar e científico.

-Mesmo o Brasil sendo auto-suficiente em Etanol, pois produzimos 30 bilhões de litro ano, Bolsonaro liberou a entrada de Etanol dos USA sem taxa extra de 20% para ajudar o TIO SAM sem abertura do mercado americano ao nosso açúcar. A liberação do mercado brasileiro para o etanol americano preocupa parte dos produtores, especialmente das regiões Norte e Nordeste, que produzem menos do que o Centro-Sul. Por questões econômicas e logísticas, a região acaba sendo o principal destino do etanol americano. Isso destroçará a indústria do etanol na área mais pobre do país, tão necessitada de empregos e renda.

-Bolsonaro fez uma reforma da previdência sem antes realizar a auditoria da dívida pública que ele chegou a defender, anos atrás. Todo os desvios dos recursos previdenciários previstos em lei feitos pelas DRUs nos governos FHC, Lula e Dilma, não foram levados em conta na hora do cálculo do défice real da previdência (na casa dos 50 bilhões entre o que entra e sai – previdência é fluxo e não estoque como o governo Bolsonaro vendeu uma mentira para a população, apresentando um défice muito mais alto pois somando fluxo com estoque) e a população mais pobre é que vai ter de pagar a conta do juros da dívida pública (pois parte do rombo previdenciário é resultante das seguidas DRUs para o serviço da dívida) se aposentando bem mais tarde e por valores menores.

- O governo se perdeu em brigas internas como as entre os filhos do presidente e o PSL o que deixou Jair sem partido no fim de 2019 com menos capacidade de passar suas medidas no congresso por redução de base parlamentar, prejudicando o andamento do pais.

-Bolsonaro comprou votos para passar a reforma da previdência seja por vias legais (liberação de 3 bilhões para emendas parlamentares) como por ilegais (como compra de votos tal como revela áudio de Carla Zambeli, deputada do PSL) usando o mesmo expediente de propina usado pelo PT na época de Lula, corrompendo ainda mais a já combalida vida política nacional transformada num balcão de negócios.



- Bolsonaro desviou 926 bilhões da educação a fim de passar a reforma da previdência e servir ao poder financeiro global em prejuízo do ensino infantil e do futuro do país




- O presidente Jair Bolsonaro mentiu ao dizer que o dinheiro economizado com as universidades seria gasto no ensino básico, mas 2,4 milhões de reais foram bloqueados prejudicando creches, alfabetização e até ensino técnico que ele dizia pretender estimular



- Recentes acordos de Bolsonaro com a China comunista colocam nosso agronegócio e nossas terras na mão do socialismo maoísta, alem de nosso banco genético nas mãos do Partico Comunista de Pequim; o grupo chinês Citic Agri Fund Management comprou a operação de sementes de milho da Dow AgroSciences Sementes e Biotecnologia Brasil por US$ 1,1 bilhão. A nova empresa, rebatizada de LP Sementes, já surge com cerca de 20% do mercado nacional de sementes de milho – terceira no ranking – e com planos ambiciosos para ir além. A Yuan LongPing High-tech Agriculture – subsidiária do Citic Agri Fund – é a líder de mercado de sementes na China e líder global de sementes de arroz híbrido. Com a compra, terá acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro e à marca Morgan. Um fator preponderante que pode potencializar muito o apetite chinês para a produção agrícola no Brasil é a autorização da compra dessas terras por estrangeiros, tópico que está sendo discutido no Congresso Nacional depois de o projeto de lei referente a isto ter sido desarquivado e que pode fazer do Brasil uma colônia comunista(https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2019/03/projeto-que-libera-compra-de-terra-por-estrangeiro-e desarquivado.shtml)

- Governo Bolsonaro criou Diretoria de direitos LGBT na pasta da Secretaria de Direitos Humanos de Damares coisa que não existia sequer no governo Lula (onde tais pautas não contavam com uma diretoria específica); o governo da moral cristã e do conservadorismo familiar promovendo a degeneração lgbt!


- Bolsonaro, para não ferir a relação com o STF e prejudicar a situação do filho Flávio Bolsonaro investigado pelo MP, não veta a equiparação de homofobia a lei de racismo pelo STF que constituiu ato legislativo o que permitiria ao presidente o exercício do poder de veto e, até, intervenção na corte suprema em vista da mesma ter extravasado sua competência constitucional, usurpando o poder do congresso nacional.


-Bolsonaro para servir ao sistema partidário, endossou um fundo eleitoral bilionário para enriquecer políticos ao mesmo tempo que faz cortes em áreas de saúde e educação; para piorar ainda mentiu alegando que poderia sofrer impeachment caso vetasse o fundo


-Bolsonaro sancionou a medida do Juiz de Garantias do deputado Marcelo Freixo do PSOL,um inveterado defensor de bandidos, descaracterizando o projeto Anti Crime (que tem claros objetivos de aumentar o poder de punitividade do Estado para conter a criminalidade) dando mais uma instância de proteção aos criminosos, indo na contramão de seu discurso de segurança e repressão.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Torá do Rei: livro judeu que autoriza assassinato de não-judeus


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Rabino Shapira, responsável pela propaganda em prol do assassinato de não judeus para a consecução do Império Mundial Israelita tal como postula o Talmud


A Torá do rei: um texto rabínico ou um chamado ao terror?

A proibição 'Não Assassinar' se aplica apenas 'a um judeu que mata um judeu', escrevem Rabinos Yitzhak Shapira e Yosef Elitzur.

O livro de capa dura com padrão de mármore e gravado com letras hebraicas douradas se parece com qualquer outro comentário religioso que você encontraria em uma livraria Judaica Ortodoxa - mas lê como um manual de instruções rabínico que descreve cenários aceitáveis ​​para matar bebês, crianças e adultos não judeus.

A proibição 'Não matarás' aplica-se apenas "a um judeu que mata um judeu", escreveram os Rabinos Yitzhak Shapira e Yosef Elitzur do assentamento de Yitzhar na Cisjordânia. Os não-judeus são "não-apaixonados por natureza" e os ataques a eles "restringem sua inclinação ao mal", enquanto bebês e filhos dos inimigos de Israel podem ser mortos, uma vez que "é claro que eles crescerão para nos prejudicar".

"A Torá do rei (Torat Hamelech), Parte Um: Leis da Vida e Morte entre Israel e as Nações", um compêndio de 230 páginas da Halacha, ou lei religiosa judaica, publicado pela Od Yosef Chai yeshiva em Yitzhar, conquistou uma frente página exposta no tablóide israelense Ma'ariv, que chamou de "terror judeu".

Agora, a yeshiva ( Yeshivá do hebraico ישיבה, "assento - subst pl. yeshivot, em português: Jessibá - é o nome dado às instituições que incidem sobre o estudo de textos religiosos tradicionais , principalmente o Talmud e a Torá. O estudo geralmente é feito através de shiurim diária - palestras ou aulas - e em pares de estudo chamados chavrutas - aramaico para "amizade" ou "companhia". O estilo de aprendizagem Chavruta é uma das características únicas da yeshiva) está nas notícias novamente, com uma invasão em Yitzhar, em 18 de janeiro, por mais de 100 oficiais de segurança israelenses que entraram à força em Od Yosef Chai e prenderam 10 colonos judeus. A Shin Bet, agência de segurança doméstica de Israel, suspeita que cinco dos presos foram envolvidos na incineração e vandalização de uma mesquita palestina no mês passado na vizinha vila palestina de Yasuf. O incêndio criminoso provocou protestos e condenações internacionais de figuras religiosas israelenses, incluindo o rabino-chefe do Ashkenazi, Yona Metzger, que visitou a vila para expressar pessoalmente seu arrependimento.

No entanto, Metzger e seu colega sefardita, rabino-chefe Shlomo Amar, se recusaram a comentar o livro, que estreou em novembro, enquanto outros rabinos proeminentes o endossaram - entre eles, o filho do rabino Ovadia Yosef, líder proeminente dos judeus sefarditas. Além disso, apesar do precedente estabelecido pelos procuradores-gerais de Israel anteriores na última década e meia para registrar acusações criminais contra rabinos de colonos que publicam comentários que apóiam a violência contra não-judeus, o procurador-geral Menachem Mazuz até agora permaneceu em silêncio sobre "A Torá do Rei". 

Os membros da família que responderam às ligações telefônicas feitas nas casas dos dois autores disseram não querer comentar.

Em 2008, o autor Shapira era suspeito de envolvimento em um ataque de foguete dirigido a uma vila palestina. A polícia israelense investigou, mas não fez prisões.

O co-autor Elitzur escreveu um artigo em um boletim religioso um mês após o lançamento do livro dizendo que "os judeus vencerão com violência contra os árabes".

Em 2003, o chefe da od Yosef Chai yeshiva, rabino Yitzchak Ginsburgh, foi acusado pelo então procurador-geral Elyakim Rubinstein por incitar o racismo por criar um livro que chamava os árabes de "câncer".

Na entrada de Moriah, uma grande livraria judaica a alguns passos do Muro das Lamentações, cópias de "A Torá do Rei" foram exibidas com livros infantis e outros comentários haláchicos. O gerente da loja, que se identificou apenas como Motti, disse que o livro foi vendido "excelentemente".

Outras lojas que carregam o livro incluem a Robinson Books, uma livraria bem conhecida, principalmente secular, em um bairro comercial de Tel Aviv; Pomeranz Bookseller, um grande empório de livros judaicos perto do shopping Ben Yehuda, no centro de Jerusalém; e Felhendler, uma loja judaica na artéria principal da secular Rehovot, casa do Instituto Weizmann.

A yeshiva se recusou a comentar as estatísticas da publicação. Itzik, um distribuidor de livros na região de Tel Aviv, contratado pela yeshiva que se recusou a dar seu sobrenome por causa da natureza do livro, disse que a yeshiva vendeu 1.000 cópias para pessoas físicas e livrarias em todo o país. Ele disse que mais 1.000 cópias estão sendo impressas.

Figuras religiosas proeminentes escreveram cartas de endosso que antecedem o livro. O rabino Yaakov Yosef, filho do ex-chefe sefardita Rabi Ovadia Yosef, abençoou os autores e escreveu que muitos "discípulos da Torá não estão familiarizados com essas leis". O ancião Yosef não comentou a declaração de seu filho.

Dov Lior, rabino-chefe de Kiryat Arba e uma figura respeitada entre muitos sionistas religiosos tradicionais, observou que o livro é "muito relevante especialmente neste momento".




Tradução e adaptação nossa

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O Caso Alvim: governo Bolsonaro de joelhos ao desconstrucionismo de esquerda

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Roberto Alvim, ex secretário de cultura recém demitido por Bolsonaro 







O governo Bolsonaro mais uma vez injeta doses cavalares de sionismo e subserviência a Israel na goela do povo brasileiro através da demissão sumária de Roberto Alvim da secretaria de cultura do governo, por uma suposta referência a um discurso de Goebbels onde expressões como cultura nacional, heroísmo e valorização imperativa duma arte nova passaram a caracterizar nazismo explícito mostrando o caráter do atual governo como “Protetorado Israelita” no qual um telefonema dum embaixador judeu, somado a pressão midiática da Globo, colocam o presidente de joelhos o que demonstra que quem governa o Brasil não é o sr. Jair mas o Kahal Hebraico e a Mídia Progressista – quantas vezes Bolsonaro não recuou por pressão midiática? Basta lembrar do caso recente do presidente da Fundação Palmares! Eis o líder que ia enfrentar o Establishment!- revelando, com isto, a frouxidão do proclamado “mito”. O capitão que jurava enfrentar e colocar ordem no país vai se revelando um covarde, pusilânime, poltrão, efeminado moral, assustadiço, timorato, molenga.

Para nós nada disso é novidade pois já vínhamos, desde 2018, anunciando que a plataforma Bolsonaro é um esquema judaico-talmúdico de dominação sobre o Brasil como nunca dantes se viu. A novidade – e isto nos deixa deveras preocupado – é que o caso Alvim vai para além de tudo que poderíamos imaginar. Quiçá Alvim tivesse feito referências explícitas a nazismo, Hitler, questão judaica, etc, seria compreensível que houvesse tamanha histeria por parte da CONIB, Embaixada de Israel, Rede Globo, etc. Compreensível todavia jamais justificável dada a lavagem cerebral à qual nossa população é submetida quando se trata deste assunto, jamais considerado com a lisura histórica que merece, dada a carga de emotivismo, irracionalismo, propaganda com a qual o tema é abordado no ocidente, o mesmo ocidente democrático e a mesma mídia progressista que remetem à necessidade do constante diálogo e debate no campo da política mas que desistem do debate quando se trata do tópico em tela. Isso é fácil de compreender: o holocausto e o israelitismo é a crença, o dogma em que se assenta a idolátrica declaração universal dos direitos humanos, deus da democracia laica liberal igualitária onde o Deus Cristão não tem lugar, democracia que consiste numa religião do Homem absolutizado como nova divindade duma nova era histórica, a mesma começada em 1776/1789 com a fundação dos EUA e com a Revolução Francesa. Derrubada a historieta dos 6 milhões de judeus mortos por ordem expressa de Hitler, derrubada a crença de que os judeus nunca tramaram contra povos, nações, estados, a nova era revolucionária da cidadania universal, do mundo sem fronteiras da “fraternidade” humanista consolidada no pós segunda guerra com a vitória dos aliados, cai também. Por isso é preciso exorcizar a todo custo o fantasma nacionalista qualificando tudo quanto é referência a cultura nacional de nazismo. Em tempo: nós sabemos bem que o nazismo cometeu crimes. Não é o caso duma apologia infantil e irracional de tudo que aconteceu na Alemanha sob o regime do NSDAP. Mas é o de situar as coisas no seu devido lugar. E o fato é que no discurso de Alvim não há nenhuma referência direta a nazismo; a única coisa digna de catalogar em termos de nazismo nisso tudo é que seu silenciamento e demissão imediata prova que há mesmo uma trama urdida por elites judaicas que não suportam sequer referências retóricas subliminares a um discurso dum nacional-socialista certamente com o temor de que venham a perder a preeminência sobre governos e estados no dia em que a população se esclarecer minimamente da sua influência discreta, contudo poderosa, percepção esta que não depende de adesão ao nazismo mas tão só dalguma argúcia e inteligência dos fatos políticos (Exemplo disto é que mesmo antinazistas esclarecidos como o historiador Gustavo Barroso, um dos próceres integralistas, foi capaz de inferir o influxo hebraico sobre os destinos dos povos através do estudo aprofundado da história do Brasil ao mesmo tempo que rechaçava a ideologia biológica arianista do nazismo). O que há, desgraçadamente, é a emergência duma narrativa dominante que já não avalia o que as pessoas dizem pelo que escrevem ou falam mas pela ressonância, pela impressão que causam ou por aquilo que fica subentendido e que depende de interpretação e ilação de setores e facções, terreno fértil para elucubrações e fantasias. É a isto que estamos sendo conduzidos: para o reino da arbitrariedade em que o debate púbico já não se dá em torno da fala objetiva mas dos ecos subjetivos que provocam.

O que nos causa ainda mais estranheza e incômodo é ver toda essa degradação moral acontecer sob as barbas dum governo que pretendia brecar a linguagem politicamente correta oriunda da esquerda democrata norte-americana e que entrou no linguajar da mídia nacional, da política do dia a dia, do discurso social faz tempo via influxo da esquerda liberal deste país. O governo Bolsonaro acaba de se render, perigosamente, a uma pauta demandada pela esquerda qual seja a de que as coisas devem ser julgadas não com base no que está escrito na lei mas segundo a hermenêutica típica da teoria crítica desconstrucionista: aquela hermenêutica do “contexto social”; nessa hermenêutica as coisas são o que significam para a sensibilidade social polissêmica do momento (família que na nossa Constituição é homem e mulher pode ser significada, por esta linha de entendimento filosófico/jurídico, como qualquer dupla afetiva que se pretenda intitular como tal por algum grupo; não é difícil imaginar que partindo deste absurdo hermenêutico possamos considerar nazista/racista quem simplesmente use a expressão cultura nacional heróica e imperativa). As portas do inferno foram abertas sobre o Brasil e por um governo que se intitula o inimigo do Diabo. É que, como diz o apóstolo, Satanás se veste de anjo de Luz.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Uber não é Empreendedorismo ou a ignorância de Kogos





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Kogos e sua camiseta maçônica. Precisa dizer mais? 


Recentemente o programa Fantástico da Rede Globo trouxe uma matéria sobre “empreendedorismo” onde exalta o fato de pessoas estarem se virando para sobreviver inventando formas de vender serviços e produtos usando plataformas cibernéticas ligadas as redes sociais e aos apps. A impressão passada pela referida matéria é que novos nichos de mercado estão nascendo e que isso traz ganhos de produtividade ao país em meio a recessão que vivemos – o Brasil cresceu pífios 1% em 2019! Quem embarcou nessa canoa furada foi o Ancap Paulo Kogos que se jacta de entendedor de economia.

Kogos lançou invectivas contra Felipe Neto, no vídeo que listamos aqui: https://www.youtube.com/watchv=n6uIpQwX7jE&lc=z23dtfbjhzjwj34pj04t1aokg5ksy0solyyklxqfrkh1rk0h00410 que teria criticado a matéria do Fantástico.

No dizer de Kogos, Neto estaria a desestimular as altas possibilidades produtivas abertas por plataformas como UBER EATS, IFOOD, RAPPI, etc. Segundo Kogos haveria altas vantagens para o pólo do capital representado pelas plataformas referidas quanto para o indivíduo que se emprega nessas atividades. Kogos reitera que a CLT trava a produção no país impedindo o emprego de pessoas cuja produtividade fica abaixo daquela requerida pela lei – que exige um salário-mínimo a ser pago ao funcionário. A falácia kogosiana é clara: por um lado ele exulta com as possibilidades produtivas abertas pelos serviços de apps, depois reconhece que a produtividade deste tipo de trabalho está abaixo do salário-mínimo o que prova que seu discurso está a serviço do grande capital e sua sanha por redução brutal de custos ao mesmo tempo que ele critica os monopólios numa clara expressão de dissonância cognitiva. O que Kogos e os jornalistas do Fantástico não entendem é que a produtividade nesse setor é definida não apenas pela demanda do que é entregue mas também pela oferta dos entregadores, para ficarmos só no exemplo dos serviços de entrega. O quadro nesse setor é de alta elasticidade nos preços pagos pela entrega. Se, por algum motivo, as pessoas param de comprar comida fora, isso vai afetar diretamente a margem de ganho de cada entregador. A curva de demanda aí é muito sensível a qualquer mudança nas condições gerais da economia – inflação de alimentos podem levar as pessoas a preferir cozinhar em casa que comprar lanches prontos por conta da elevação do preço. Mas se a demanda por entrega aumentar e o número de entregadores for pequena a tendência é que o recebido por entrega feita aumente em termos não só nominais mais reais. Esses elementos são os que determinam o ganho num setor onde prevalece o mecanismo da competição perfeita – a presença de muitos concorrentes incapazes de dominar amplas faixas do mercado e fadados a dividi-lo – o que leva todos a buscar reduzir custos, única forma de angariar maiores lucros num mercado onde a margem de lucro não pode ser aumentada via hegemonia. Se houver uma mudança institucional de redução de custos via uma reforma trabalhista como a que tivemos na era Temer, então os empreendedores vão criar lobbys para impedir que a margem de lucros diminua; todos vão impor um regime de redução de custos extremo. Reparem que é esse sistema brutal que Kogos defende ao mesmo tempo que alega que tais atividades permitiriam ao sujeito poupar para abrir seu próprio negócio! Num quandro de redução brutal de custos e pagamentos irrisórios por entrega onde o empregado é obrigado a ampliar suas horas de labuta para sobreviver falar de poupança – portanto num contexto de puro sobrevivencialismo – chega a ser um escárnio. A realidade é que Kogos tem uma função clara: legitimar o processo de Mamonismo, de culto ao lucro desmedido e de rapinagem empresarial incluído aí a sanha do capital global representado pela UBER – que já se vale de processos técnicos que visam substituir de vez o homem pela Inteligência Artificial num cenário de futuro fracamente distópico - que tomou conta do país faz um tempo. Não há nenhuma preocupação dele com o bem geral do país mas apenas com a defesa intransigente das “trocas voluntárias”, noção mercadológica aplicada a tudo, até a relações de trabalho que deveriam estar sob a regência duma ética, sem considerar a disparidade de poder que envolvem as mesmas e os consequentes abusos empresariais quando falta a proteção duma autoridade/poder/lei que modere a cupidez do pólo do capital.

Outrossim é uma piada de mau gosto Kogos chamar tudo isto de empreendedorismo. Isso não é empreendedorismo. Empreendedor é aquele que cria seu próprio trabalho e isso se dá quando ele identifica que há um nicho de mercado que não está sendo atendido e ele vê que o risco de criar um negócio vale a pena. Ele calcula que entre o grau de risco e aquele emprego conservador dele com salário certo, que vale a pena arriscar, que correr o risco é uma alternativa melhor e mais promissora se ele tem as condições mínimas para atender aquele nicho. A primeira coisa que determina o empreendimento é não a falta de possibilidades mas a presença delas, pois isso permite calcular riscos e tomar riscos. Quem trabalha com UBER e entrega não tem possibilidades, ou seja, está trabalhando ali pois é o que tem então não há opções. O empreendedorismo, via de regra, acontece em cenário de prosperidade e crescimento econômico e não de depressão pois ele depende do empreendedor identificar uma demanda não atendida e tentar atendê-la mas agora vivemos um cenário de depressão e falta de demanda pois não há novos desejos de consumo.; a demanda está estável, não há nenhum novo mercado surgindo.

Aliás Kogos desconhece a própria escola austríaca pois nela temos o conceito de Bawerk que seria o de circularidade ou produção indireta; este conceito implica em que quando temos taxas de juros mais baixas há um favorecimento a produção indireta pois geralmente produtos industrializados – que são feitos por etapas - demandam grande capital; num cenário de prosperidade econômica os bancos estão mais propensos a conceder crédito, nos de recessão os bancos jogam as taxas lá em cima de modo que os tipos de empreendimento que surgem nas fases de crescimento são de qualidade superior aos que surgem nos de período recessivo. Pensemos num cenário de milagre econômico a 12 por cento de crescimento por ano onde um sujeito quer criar uma fábrica de calculadora que vai exigir algum capital mas não tanto quanto para fazer um smartphone que exige mais tecnologia. Nesse cenário o banco vai liberar esse crédito pois há confiança; num outro cenário – recessivo - o banco não vai liberar crédito e se liberar talvez não seja vantajoso levar a produção de calculadoras a cabo pois a margem de lucro será muito baixa em face as taxas de juros que estarão altas. Suponhamos que o Brasil comece a vender minério de ferro a todo vapor para EUA e China; o que ia acontecer é que esses subempregos ( uberistas, entregadores, etc) iam murchar para dar lugar aos empregos formais pois os reajustes de salários tornarão esses empregos mais vistosos somados a segurança jurídica que oferecem; os empregos informais certamente vão oferecer ganhos mais altos em razão da produtividade geral da economia mas não a ponto de roubar os empregos formais; então há, para sermos aristotélicos, o bom e o mau empreendimento e a tendência é que os melhores empreendimentos nasçam na passagem da fase de recessão para a de crescimento e que os empreendimentos nascidos na fase recessiva desapareçam em face aos maiores ganhos fornecidos pelos empregos formais. Se há uma elevação qualitativa dos padrões de empregos a tendência é que esses empregos mais sofisticados acabassem superando em muito o ganho dos empregos informais. Logo o segredo da produtividade não está numa mera liberalização no setor de serviços como imagina Kogos mas está na dependência da produtividade geral do país o que passa por mudanças nas estruturas produtivas e no estímulo a demanda.


Créditos ao contributo do amigo Arthur Rizzi.