domingo, 1 de março de 2020

Explicando a devoção de Olavo a Padre Pio: mais uma farsa perenialista

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A conexão Olavo - Guenón - Schuon 

Tornou-se comum dizer que Olavo de Carvalho se converteu efetivamente ao catolicismo, coisa que aqui já demonstramos ser falso por uma série de razões. Como muitos continuam a acreditar nessa mentira bem urdida é mister que, mais uma vez, voltemos ao tema.

É sabido que na sua obra chamada “Jardim das aflições”, Olavo de Carvalho faz menção aos “Pequenos mistérios” e aos “Grandes mistérios”. Pequenos mistérios: relativos aos conhecimentos pertinentes a ordem do cosmos. Segundo Olavo a maçonaria nos dá acesso a este plano de conhecimento. Grandes mistérios: relativos à vida além túmulo. Segundo Olavo cabe a Igreja nos conferir este conhecimento (daí a idéia de unir maçonaria e Igreja para restaurar a unidade perdida do conhecimento e da civilização ocidental). Uma das alegações mais comuns tidas como prova de que Olavo tornou-se católico é que ele costuma afirmar que “nada é comparado aos sacramentos”. Porém tal assertiva remete a Schuon que considerava o cristianismo mais dotado de elementos esotéricos que o Islam como passou a entender Guenón depois de desesperar da capacidade do catolicismo manter vivo elementos da tradição perene em razão da crise iniciada pelo Vaticano II.

Para iluminar essa noção da importância inigualável dos sacramento, desde um ponto de vista perenialista e que vai nos ajudar a compreender a atual devoção exterior católica do sr. Carvalho, fiquemos com as palavras do conhecido perenialista Mateus Soares de Azevedo, num dos seus artigos sobre o cunho esotérico dos sacramentos católicos:



“A participação nos Sacramentos, como sabemos implica a recepção de certas graças. Graças “iniciáticas” para os perenialistas, no caso do batismo e do crisma; graças “de estado”, no caso do matrimônio e da ordenação sacerdotal; e graças ’”santificantes” no caso da eucaristia, da confissão e da extrema-unção. Schuon falava de graças santificantes envolvidas na invocação do Nome de Deus no Cristianismo. Em “Comunion et Invocation”, Frithjof Schuon trata da invocação ritual e metódica do Nome Divino como um “sacramento” eficaz espiritualmente, a par com a própria Comunhão. Na verdade, ele sugere que a eucaristia e a invocação constituem um só e mesmo sacramento; a primeira em seu aspecto “passivo” e a segunda, “ativo” (isto porque, na comunhão, o fiel recebe “passivamente”, por assim dizer, o Corpo e o Sangue do Cristo, ao passo que, na invocação, o fiel recorda “ativamente” o Seu Nome). Simbolicamente, ambas estas ações sagradas têm como órgão de realização a boca, que recebe o alimento do Céu, de uma parte, e pronuncia o Nome Celeste, de outra. Como diz a liturgia tradicional: “Panem caelestem accipiam et Nomen Domini invocabo…”, isto é, “Recebe o Pão Celeste e invoca o Nome do Senhor…”
Desnecessário enfatizar que, tanto para comungar como para invocar, são necessárias a graça “iniciática” do Batismo; uma graça de “estado” para o invocador; e uma graça “atual” . A invocação requer a graça divina para ser realizada e, simultaneamente, confere divinas graças ao invocador. Em outros termos, a invocação é em si mesma uma graça e confere infinitas graças, Deo gratias.

Poder-se-ia dizer que as graças santificantes mediadas pela invocação do Nome podem ser classificadas em três tipos principais para Schuon. Estes estão relacionados aos três grandes planos de toda espiritualidade segundo os perenialistas:

plano da ação;
plano da devoção;
planosapiencial;

1. Karma,
2. Bhakti e
3.Jnâna,

Para falar nos termos hindus usados por Schuon.

Cada um destes três planos abrange um modo passivo e outro ativo, perfazendo assim seis “tipos” de graças santificantes perenialistas, que podem ser classificadas da seguinte maneira:

I – Plano da Ação: 1. “interiorização purificadora”; 2. “perseverança espiritual”.

II – Devoção: 3. “paz santificante”; 4. “misericórdia salvadora”.

III – Conhecimento: 5. “extinção metafísica”; 6. “união divinizante”.”


O perenialismo contém uma “metafísica” dos sacramentos. Daí Olavo dizer o que diz. Para Schuon que é quem Olavo tem como farol hoje em dia, tendo deixado a via de Guenón depois que saiu do Islam e da Tariqa - o catolicismo tem mais elementos de esoterismo que qualquer outra religião.

É a partir daqui que poderemos entender a razão de Olavo ter verdadeira fixação pela figura de padre Pio de Pietrelcina como manifestado desde os anos que desenvolveu o True Outspeake – em que sempre invocava o padre no começo do programa para que não se cometesse nenhuma injustiça. Outro elemento muitas vezes invocado por quem alega uma suposta conversão de carvalho.

Porém, novamente devemos recorrer aos esclarecimentos dados pelo insigne perenialista Mateus Soares que indica a razão da forte devoção dos adeptos de Schuon ao Padre Pio. Com a palavra o sr. Azevedo:

“Schuon e as grandes figuras espirituais do séc. XX

Mateus Soares de Azevedo


Aqui, vamos apresentar e debater o legado dos mais importantes e influentes guias espirituais de nossa época, à luz dos ensinamentos da Filosofia Perene.

Entre os mestres que melhor expuseram e viveram esse conhecimento inspirado estão Frithjof Schuon (1907—1998) e Sri Ramana Mahârshi (1879—1950). O primeiro tendo seu raio de ação privilegiado, mas não exclusivo, no Ocidente e o segundo em parte relevante do Oriente, isto é, a Índia…Ao escolher o “filósofo” (no sentido original de “amigo da sabedoria”) suíço e o místico hindu como principais objetos de nosso estudo, não esquecemos a imensa importância (especialmente nos domínios da metafísica tradicional, do simbolismo religioso e da crítica da mentalidade moderna) do esoterista francês René Guénon (1886-1951)...Guénon foi o precursor da escola perenialista ou tradicionalista, da qual Schuon constitui o ápice…Dando início, então, a esta expedição em busca das luzes espirituais de nosso tempo, focamos, no que diz respeito ao Cristianismo ocidental, dois descendentes espirituais do grande Francisco de Assis, ambos capuchinhos italianos: a irmã Consolata Betrone (1903—1946) e o Padre Pio de Pietrelcina (1887—1968)…Soror Consolata Betrone pode ser considerada, num certo sentido, uma sucessora de Santa Teresa de Lisieux; (3) ela foi uma alma piedosa e devota diretamente ensinada pelo Cristo sobre a via da oração jaculatória e da invocação perpétua do Nome Santo. Caminho visto pela Filosofia Perene como a quintessência mesma de toda espiritualidade...Padre Pio, o estigmatista, (4) ensinou e praticou a invocação do Nome Santo e foi o diretor espiritual de milhares de almas; foi neste sentido que Schuon escreveu, em carta a um correspondente italiano dos anos 1950, Guido di Giorgio, que Padre Pio era “une protection, sinon bien plus” (5) para o mundo cristão.” in: http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/schuon-e-as-grandes-figuras-espirituais.html

Vejam como as referências à “ invocação do Nome Santo” - base da metafísica perenialista dos sacramentos – é o fundo da devoção ao Padre Pio e a razão fulcral da adoção da piedade exterior católica por schuonianos como Olavo. É bom lembrar que todo perenialista está obrigado a observar uma religião exotérica como “gatilho” de acesso ao plano esotérico em face ao fato de que, no dizer perenialista, todas as grandes religiões tem elementos da tradição primeva iniciática. É o caso do sr. Carvalho.

Fonte: http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/schuon-e-as-grandes-figuras-espirituais.html



Para que não reste dúvida, Olavo deixa claro que fó só com Schuon que entendeu o sentido do cristianismo, afirmação estranha para um pretenso converso ao catolicismo que deveria referir-se aos catecismos e aos santos como fontes de compreensão do que seja a fé cristã. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Movimento Gay, Escola Austríaca e Foucalt: o espírito Liberal do USA como base da new left - uma lição de E. Michael Jones

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Dr. E. Michael Jones
Por anos a fio a direita neoconservadora brasileira - cópia mal acabada da cena neocon do USA - viveu de afirmar categoricamente que a new left - que no jargão do direitista médio virou sinônimo de marxismo cultural  ainda que Marx tenha recusado uma via de revolução cultural - era um complot comunista cuja solução seria a implementação duma guerra cultural de direita. É claro que a new left tem elementos marxistas - embora ela seja mais neomarxista que marxista propriamente dita - mas também é evidente que ela é uma síntese de teoria crítica, liberalismo e valores americanistas, os mesmos que nossa direita assume como vias de restauração da ordem reta da sociedade. Portanto, dentro do esquema dialético da revolução como vetor de destruição da ordem cristã - leia-se catolicismo - a new left assumiu inclusive elementos da escola austríaca e do libertarismo - que estão, dentro do que diz respeito ao espectro das políticas econômicas, à direita na medida que tendem ao minarquismo e ao neoliberalismo - o que prova o intercâmbio entre direitas e esquerdas no processo final de dissolução do que ainda resta de mundo ocidental católico ou mesmo de ordem natural. 

O texto do ínclito historiógrafo E. Michael Jones, abaixo reproduzido, mostra bem a promiscuidade entre esquerdas, direitas, escola austríaca e Foucault dentro da cultura americana: 



"Foucault iniciou sua série anual de palestras no College de France. Ignorando eventos atuais. . . ele pediu que lessem com cuidado as obras de Ludwig von Mises e Frederick Hayek - ilustres economistas austríacos, críticos estridentes e prescientes do marxismo, apóstolos de uma vertente libertária do pensamento social moderno, enraizada na defesa do livre mercado como cidadela liberdade individual e um baluarte contra o poder do estado.

O mesmo aconteceu um ou dois anos antes, em São Francisco, quando ativistas homossexuais como Robert Sirico e Justin Raimondo se converteram à economia da Escola Austríaca. Pelos cinco anos seguintes, até sua morte em 1984, Foucault usou sua posição de professor para promover os trabalhos de Hayek e von Mises durante o dia e se envolver em rituais homossexuais de Sado masoquismo nos balneários de São Francisco à noite.
  
Essa combinação tóxica de direitos dos gays e economia libertária efetivamente destruiu a esquerda, bem a tempo do ressurgimento do capitalismo sob Reagan e Thatcher.

Michel Foucault teve um papel crucial nessa derrota. As pessoas que controlavam a Academia na América sabiam o que era uma coisa boa para dar resultados quando a viam. 

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Foucault, autor de várias obras de cunho histórico, defendia a tese dum que as condutas morais eram construções sociais que visavam assegurar um sistema de poder. Desta forma chegou a considerar a desconstrução dos padrões éticos a ponto de postular condutas como a "pedofilia não abusiva"

A Teoria do Poder de Foucault se tornou a pedra angular de muitos discursos públicos na América - da academia ao governo por meio de currículos educacionais. Desde seu lançamento bem-sucedido nos Estados Unidos, há um quarto de século, a filosofia de Foucault passou a ser adotada gradualmente como o idioma da esquerda intelectual dos Estados Unidos. Desde então, o pós-modernismo não apenas se tornou a fábrica de correção política patrocinada pelo Estado na América, mas, paradoxalmente, passou a se impor como a voz exclusiva da razão e da tolerância no ensino superior."

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Lista dos crimes contra a Pátria cometidos por Bolsonaro em um ano de governo



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- Agenda de desinvestimento e desestatizações levantam 96.2 bilhões mas, assim mesmo o governo teve um défice fiscal de 95 bilhões, 15 bilhões acima da previsão do governo ( Que era de 80 bilhões) o que mostra a falácia da agenda das privatizações como meio de reduzir nossa dívida. 



- Governo mentiu sobre Embraer usando a farsa de que a negociação para sua venda era baseada no modelo de Joint Venture - acordo entre duas ou mais empresas que estabelece alianças estratégicas, com um objetivo comercial comum, por tempo determinado -, como foi sendo divulgado. A Boeing terá o controle operacional de gestão da nova empresa, que responderá diretamente ao CEO, seu presidente mundial. Se tiver uma condução errada de algo, quem é da Embraer não poderá fazer nada. Todos os países que possuem empresas desse porte não abrem mão delas, pois são geradoras de ciência e tecnologia. Ademais desde o anúncio formal da transação com a Boeing, no início de 2019, a Embraer tem enfrentado céus carregados. No mercado, ainda há muitas dúvidas quanto ao futuro da empresa, especialmente em meio ao momento delicado enfrentado pela companhia americana. E as ações da empresa brasileira refletem esses questionamentos. Desde o começo do ano, os papéis ON da Embraer (EMBR3) acumulam baixa de mais de 20% — o quarto pior desempenho entre as ações que compõem o Ibovespa. Começando pelo resultado líquido: a fabricante de aeronaves encerrou o terceiro trimestre de 2019 com um prejuízo de R$ 314,4 milhões — um salto de mais de 500% em relação às perdas de R$ 52,3 milhões contabilizadas há um ano.

-Economista da equipe do governo Bolsonaro prometeu, em 2018, 3.5 por cento de crescimento com as medidas liberalizantes porém crescemos só 0.9% em 2019; além disto refutar a capacidade da agenda monetarista e hiper liberal de Guedes, representou um claro ato de estelionato eleitoral 


- Jair Bolsonaro, que em 2000 se opôs a entrega da base de Alcântara aos EUA a fim de resguardar nossa soberania (Como revelou o WikiLeaks em 2011 o governo dos Estados Unidos sempre fez questão de impedir a produção de foguetes brasileiros. A organização vazou um telegrama enviado pelo Departamento de Estado dos EUA à embaixada de Brasília em que a política é reiterada. O texto ressalta a importância de garantir que a Ucrânia, nossa então parceira espacial, não transferisse tecnologia para a construção de foguetes. Historicamente, esse desencorajamento é justificado como forma de evitar que o Brasil produza mísseis balísticos intercontinentais, que são iguais aos foguetes utilizados para fins científico), decidiu entregá-la em 2019 colocando o Brasil na total dependência de tecnologia estadunidense em prejuízo de nosso avanço militar e científico.

-Mesmo o Brasil sendo auto-suficiente em Etanol, pois produzimos 30 bilhões de litro ano, Bolsonaro liberou a entrada de Etanol dos USA sem taxa extra de 20% para ajudar o TIO SAM sem abertura do mercado americano ao nosso açúcar. A liberação do mercado brasileiro para o etanol americano preocupa parte dos produtores, especialmente das regiões Norte e Nordeste, que produzem menos do que o Centro-Sul. Por questões econômicas e logísticas, a região acaba sendo o principal destino do etanol americano. Isso destroçará a indústria do etanol na área mais pobre do país, tão necessitada de empregos e renda.

-Bolsonaro fez uma reforma da previdência sem antes realizar a auditoria da dívida pública que ele chegou a defender, anos atrás. Todo os desvios dos recursos previdenciários previstos em lei feitos pelas DRUs nos governos FHC, Lula e Dilma, não foram levados em conta na hora do cálculo do défice real da previdência (na casa dos 50 bilhões entre o que entra e sai – previdência é fluxo e não estoque como o governo Bolsonaro vendeu uma mentira para a população, apresentando um défice muito mais alto pois somando fluxo com estoque) e a população mais pobre é que vai ter de pagar a conta do juros da dívida pública (pois parte do rombo previdenciário é resultante das seguidas DRUs para o serviço da dívida) se aposentando bem mais tarde e por valores menores.

- O governo se perdeu em brigas internas como as entre os filhos do presidente e o PSL o que deixou Jair sem partido no fim de 2019 com menos capacidade de passar suas medidas no congresso por redução de base parlamentar, prejudicando o andamento do pais.

-Bolsonaro comprou votos para passar a reforma da previdência seja por vias legais (liberação de 3 bilhões para emendas parlamentares) como por ilegais (como compra de votos tal como revela áudio de Carla Zambeli, deputada do PSL) usando o mesmo expediente de propina usado pelo PT na época de Lula, corrompendo ainda mais a já combalida vida política nacional transformada num balcão de negócios.



- Bolsonaro desviou 926 bilhões da educação a fim de passar a reforma da previdência e servir ao poder financeiro global em prejuízo do ensino infantil e do futuro do país




- O presidente Jair Bolsonaro mentiu ao dizer que o dinheiro economizado com as universidades seria gasto no ensino básico, mas 2,4 milhões de reais foram bloqueados prejudicando creches, alfabetização e até ensino técnico que ele dizia pretender estimular



- Recentes acordos de Bolsonaro com a China comunista colocam nosso agronegócio e nossas terras na mão do socialismo maoísta, alem de nosso banco genético nas mãos do Partico Comunista de Pequim; o grupo chinês Citic Agri Fund Management comprou a operação de sementes de milho da Dow AgroSciences Sementes e Biotecnologia Brasil por US$ 1,1 bilhão. A nova empresa, rebatizada de LP Sementes, já surge com cerca de 20% do mercado nacional de sementes de milho – terceira no ranking – e com planos ambiciosos para ir além. A Yuan LongPing High-tech Agriculture – subsidiária do Citic Agri Fund – é a líder de mercado de sementes na China e líder global de sementes de arroz híbrido. Com a compra, terá acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro e à marca Morgan. Um fator preponderante que pode potencializar muito o apetite chinês para a produção agrícola no Brasil é a autorização da compra dessas terras por estrangeiros, tópico que está sendo discutido no Congresso Nacional depois de o projeto de lei referente a isto ter sido desarquivado e que pode fazer do Brasil uma colônia comunista(https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2019/03/projeto-que-libera-compra-de-terra-por-estrangeiro-e desarquivado.shtml)

- Governo Bolsonaro criou Diretoria de direitos LGBT na pasta da Secretaria de Direitos Humanos de Damares coisa que não existia sequer no governo Lula (onde tais pautas não contavam com uma diretoria específica); o governo da moral cristã e do conservadorismo familiar promovendo a degeneração lgbt!


- Bolsonaro, para não ferir a relação com o STF e prejudicar a situação do filho Flávio Bolsonaro investigado pelo MP, não veta a equiparação de homofobia a lei de racismo pelo STF que constituiu ato legislativo o que permitiria ao presidente o exercício do poder de veto e, até, intervenção na corte suprema em vista da mesma ter extravasado sua competência constitucional, usurpando o poder do congresso nacional.


-Bolsonaro para servir ao sistema partidário, endossou um fundo eleitoral bilionário para enriquecer políticos ao mesmo tempo que faz cortes em áreas de saúde e educação; para piorar ainda mentiu alegando que poderia sofrer impeachment caso vetasse o fundo


-Bolsonaro sancionou a medida do Juiz de Garantias do deputado Marcelo Freixo do PSOL,um inveterado defensor de bandidos, descaracterizando o projeto Anti Crime (que tem claros objetivos de aumentar o poder de punitividade do Estado para conter a criminalidade) dando mais uma instância de proteção aos criminosos, indo na contramão de seu discurso de segurança e repressão.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Torá do Rei: livro judeu que autoriza assassinato de não-judeus


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Rabino Shapira, responsável pela propaganda em prol do assassinato de não judeus para a consecução do Império Mundial Israelita tal como postula o Talmud


A Torá do rei: um texto rabínico ou um chamado ao terror?

A proibição 'Não Assassinar' se aplica apenas 'a um judeu que mata um judeu', escrevem Rabinos Yitzhak Shapira e Yosef Elitzur.

O livro de capa dura com padrão de mármore e gravado com letras hebraicas douradas se parece com qualquer outro comentário religioso que você encontraria em uma livraria Judaica Ortodoxa - mas lê como um manual de instruções rabínico que descreve cenários aceitáveis ​​para matar bebês, crianças e adultos não judeus.

A proibição 'Não matarás' aplica-se apenas "a um judeu que mata um judeu", escreveram os Rabinos Yitzhak Shapira e Yosef Elitzur do assentamento de Yitzhar na Cisjordânia. Os não-judeus são "não-apaixonados por natureza" e os ataques a eles "restringem sua inclinação ao mal", enquanto bebês e filhos dos inimigos de Israel podem ser mortos, uma vez que "é claro que eles crescerão para nos prejudicar".

"A Torá do rei (Torat Hamelech), Parte Um: Leis da Vida e Morte entre Israel e as Nações", um compêndio de 230 páginas da Halacha, ou lei religiosa judaica, publicado pela Od Yosef Chai yeshiva em Yitzhar, conquistou uma frente página exposta no tablóide israelense Ma'ariv, que chamou de "terror judeu".

Agora, a yeshiva ( Yeshivá do hebraico ישיבה, "assento - subst pl. yeshivot, em português: Jessibá - é o nome dado às instituições que incidem sobre o estudo de textos religiosos tradicionais , principalmente o Talmud e a Torá. O estudo geralmente é feito através de shiurim diária - palestras ou aulas - e em pares de estudo chamados chavrutas - aramaico para "amizade" ou "companhia". O estilo de aprendizagem Chavruta é uma das características únicas da yeshiva) está nas notícias novamente, com uma invasão em Yitzhar, em 18 de janeiro, por mais de 100 oficiais de segurança israelenses que entraram à força em Od Yosef Chai e prenderam 10 colonos judeus. A Shin Bet, agência de segurança doméstica de Israel, suspeita que cinco dos presos foram envolvidos na incineração e vandalização de uma mesquita palestina no mês passado na vizinha vila palestina de Yasuf. O incêndio criminoso provocou protestos e condenações internacionais de figuras religiosas israelenses, incluindo o rabino-chefe do Ashkenazi, Yona Metzger, que visitou a vila para expressar pessoalmente seu arrependimento.

No entanto, Metzger e seu colega sefardita, rabino-chefe Shlomo Amar, se recusaram a comentar o livro, que estreou em novembro, enquanto outros rabinos proeminentes o endossaram - entre eles, o filho do rabino Ovadia Yosef, líder proeminente dos judeus sefarditas. Além disso, apesar do precedente estabelecido pelos procuradores-gerais de Israel anteriores na última década e meia para registrar acusações criminais contra rabinos de colonos que publicam comentários que apóiam a violência contra não-judeus, o procurador-geral Menachem Mazuz até agora permaneceu em silêncio sobre "A Torá do Rei". 

Os membros da família que responderam às ligações telefônicas feitas nas casas dos dois autores disseram não querer comentar.

Em 2008, o autor Shapira era suspeito de envolvimento em um ataque de foguete dirigido a uma vila palestina. A polícia israelense investigou, mas não fez prisões.

O co-autor Elitzur escreveu um artigo em um boletim religioso um mês após o lançamento do livro dizendo que "os judeus vencerão com violência contra os árabes".

Em 2003, o chefe da od Yosef Chai yeshiva, rabino Yitzchak Ginsburgh, foi acusado pelo então procurador-geral Elyakim Rubinstein por incitar o racismo por criar um livro que chamava os árabes de "câncer".

Na entrada de Moriah, uma grande livraria judaica a alguns passos do Muro das Lamentações, cópias de "A Torá do Rei" foram exibidas com livros infantis e outros comentários haláchicos. O gerente da loja, que se identificou apenas como Motti, disse que o livro foi vendido "excelentemente".

Outras lojas que carregam o livro incluem a Robinson Books, uma livraria bem conhecida, principalmente secular, em um bairro comercial de Tel Aviv; Pomeranz Bookseller, um grande empório de livros judaicos perto do shopping Ben Yehuda, no centro de Jerusalém; e Felhendler, uma loja judaica na artéria principal da secular Rehovot, casa do Instituto Weizmann.

A yeshiva se recusou a comentar as estatísticas da publicação. Itzik, um distribuidor de livros na região de Tel Aviv, contratado pela yeshiva que se recusou a dar seu sobrenome por causa da natureza do livro, disse que a yeshiva vendeu 1.000 cópias para pessoas físicas e livrarias em todo o país. Ele disse que mais 1.000 cópias estão sendo impressas.

Figuras religiosas proeminentes escreveram cartas de endosso que antecedem o livro. O rabino Yaakov Yosef, filho do ex-chefe sefardita Rabi Ovadia Yosef, abençoou os autores e escreveu que muitos "discípulos da Torá não estão familiarizados com essas leis". O ancião Yosef não comentou a declaração de seu filho.

Dov Lior, rabino-chefe de Kiryat Arba e uma figura respeitada entre muitos sionistas religiosos tradicionais, observou que o livro é "muito relevante especialmente neste momento".




Tradução e adaptação nossa

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O Caso Alvim: governo Bolsonaro de joelhos ao desconstrucionismo de esquerda

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Roberto Alvim, ex secretário de cultura recém demitido por Bolsonaro 







O governo Bolsonaro mais uma vez injeta doses cavalares de sionismo e subserviência a Israel na goela do povo brasileiro através da demissão sumária de Roberto Alvim da secretaria de cultura do governo, por uma suposta referência a um discurso de Goebbels onde expressões como cultura nacional, heroísmo e valorização imperativa duma arte nova passaram a caracterizar nazismo explícito mostrando o caráter do atual governo como “Protetorado Israelita” no qual um telefonema dum embaixador judeu, somado a pressão midiática da Globo, colocam o presidente de joelhos o que demonstra que quem governa o Brasil não é o sr. Jair mas o Kahal Hebraico e a Mídia Progressista – quantas vezes Bolsonaro não recuou por pressão midiática? Basta lembrar do caso recente do presidente da Fundação Palmares! Eis o líder que ia enfrentar o Establishment!- revelando, com isto, a frouxidão do proclamado “mito”. O capitão que jurava enfrentar e colocar ordem no país vai se revelando um covarde, pusilânime, poltrão, efeminado moral, assustadiço, timorato, molenga.

Para nós nada disso é novidade pois já vínhamos, desde 2018, anunciando que a plataforma Bolsonaro é um esquema judaico-talmúdico de dominação sobre o Brasil como nunca dantes se viu. A novidade – e isto nos deixa deveras preocupado – é que o caso Alvim vai para além de tudo que poderíamos imaginar. Quiçá Alvim tivesse feito referências explícitas a nazismo, Hitler, questão judaica, etc, seria compreensível que houvesse tamanha histeria por parte da CONIB, Embaixada de Israel, Rede Globo, etc. Compreensível todavia jamais justificável dada a lavagem cerebral à qual nossa população é submetida quando se trata deste assunto, jamais considerado com a lisura histórica que merece, dada a carga de emotivismo, irracionalismo, propaganda com a qual o tema é abordado no ocidente, o mesmo ocidente democrático e a mesma mídia progressista que remetem à necessidade do constante diálogo e debate no campo da política mas que desistem do debate quando se trata do tópico em tela. Isso é fácil de compreender: o holocausto e o israelitismo é a crença, o dogma em que se assenta a idolátrica declaração universal dos direitos humanos, deus da democracia laica liberal igualitária onde o Deus Cristão não tem lugar, democracia que consiste numa religião do Homem absolutizado como nova divindade duma nova era histórica, a mesma começada em 1776/1789 com a fundação dos EUA e com a Revolução Francesa. Derrubada a historieta dos 6 milhões de judeus mortos por ordem expressa de Hitler, derrubada a crença de que os judeus nunca tramaram contra povos, nações, estados, a nova era revolucionária da cidadania universal, do mundo sem fronteiras da “fraternidade” humanista consolidada no pós segunda guerra com a vitória dos aliados, cai também. Por isso é preciso exorcizar a todo custo o fantasma nacionalista qualificando tudo quanto é referência a cultura nacional de nazismo. Em tempo: nós sabemos bem que o nazismo cometeu crimes. Não é o caso duma apologia infantil e irracional de tudo que aconteceu na Alemanha sob o regime do NSDAP. Mas é o de situar as coisas no seu devido lugar. E o fato é que no discurso de Alvim não há nenhuma referência direta a nazismo; a única coisa digna de catalogar em termos de nazismo nisso tudo é que seu silenciamento e demissão imediata prova que há mesmo uma trama urdida por elites judaicas que não suportam sequer referências retóricas subliminares a um discurso dum nacional-socialista certamente com o temor de que venham a perder a preeminência sobre governos e estados no dia em que a população se esclarecer minimamente da sua influência discreta, contudo poderosa, percepção esta que não depende de adesão ao nazismo mas tão só dalguma argúcia e inteligência dos fatos políticos (Exemplo disto é que mesmo antinazistas esclarecidos como o historiador Gustavo Barroso, um dos próceres integralistas, foi capaz de inferir o influxo hebraico sobre os destinos dos povos através do estudo aprofundado da história do Brasil ao mesmo tempo que rechaçava a ideologia biológica arianista do nazismo). O que há, desgraçadamente, é a emergência duma narrativa dominante que já não avalia o que as pessoas dizem pelo que escrevem ou falam mas pela ressonância, pela impressão que causam ou por aquilo que fica subentendido e que depende de interpretação e ilação de setores e facções, terreno fértil para elucubrações e fantasias. É a isto que estamos sendo conduzidos: para o reino da arbitrariedade em que o debate púbico já não se dá em torno da fala objetiva mas dos ecos subjetivos que provocam.

O que nos causa ainda mais estranheza e incômodo é ver toda essa degradação moral acontecer sob as barbas dum governo que pretendia brecar a linguagem politicamente correta oriunda da esquerda democrata norte-americana e que entrou no linguajar da mídia nacional, da política do dia a dia, do discurso social faz tempo via influxo da esquerda liberal deste país. O governo Bolsonaro acaba de se render, perigosamente, a uma pauta demandada pela esquerda qual seja a de que as coisas devem ser julgadas não com base no que está escrito na lei mas segundo a hermenêutica típica da teoria crítica desconstrucionista: aquela hermenêutica do “contexto social”; nessa hermenêutica as coisas são o que significam para a sensibilidade social polissêmica do momento (família que na nossa Constituição é homem e mulher pode ser significada, por esta linha de entendimento filosófico/jurídico, como qualquer dupla afetiva que se pretenda intitular como tal por algum grupo; não é difícil imaginar que partindo deste absurdo hermenêutico possamos considerar nazista/racista quem simplesmente use a expressão cultura nacional heróica e imperativa). As portas do inferno foram abertas sobre o Brasil e por um governo que se intitula o inimigo do Diabo. É que, como diz o apóstolo, Satanás se veste de anjo de Luz.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Uber não é Empreendedorismo ou a ignorância de Kogos





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Kogos e sua camiseta maçônica. Precisa dizer mais? 


Recentemente o programa Fantástico da Rede Globo trouxe uma matéria sobre “empreendedorismo” onde exalta o fato de pessoas estarem se virando para sobreviver inventando formas de vender serviços e produtos usando plataformas cibernéticas ligadas as redes sociais e aos apps. A impressão passada pela referida matéria é que novos nichos de mercado estão nascendo e que isso traz ganhos de produtividade ao país em meio a recessão que vivemos – o Brasil cresceu pífios 1% em 2019! Quem embarcou nessa canoa furada foi o Ancap Paulo Kogos que se jacta de entendedor de economia.

Kogos lançou invectivas contra Felipe Neto, no vídeo que listamos aqui: https://www.youtube.com/watchv=n6uIpQwX7jE&lc=z23dtfbjhzjwj34pj04t1aokg5ksy0solyyklxqfrkh1rk0h00410 que teria criticado a matéria do Fantástico.

No dizer de Kogos, Neto estaria a desestimular as altas possibilidades produtivas abertas por plataformas como UBER EATS, IFOOD, RAPPI, etc. Segundo Kogos haveria altas vantagens para o pólo do capital representado pelas plataformas referidas quanto para o indivíduo que se emprega nessas atividades. Kogos reitera que a CLT trava a produção no país impedindo o emprego de pessoas cuja produtividade fica abaixo daquela requerida pela lei – que exige um salário-mínimo a ser pago ao funcionário. A falácia kogosiana é clara: por um lado ele exulta com as possibilidades produtivas abertas pelos serviços de apps, depois reconhece que a produtividade deste tipo de trabalho está abaixo do salário-mínimo o que prova que seu discurso está a serviço do grande capital e sua sanha por redução brutal de custos ao mesmo tempo que ele critica os monopólios numa clara expressão de dissonância cognitiva. O que Kogos e os jornalistas do Fantástico não entendem é que a produtividade nesse setor é definida não apenas pela demanda do que é entregue mas também pela oferta dos entregadores, para ficarmos só no exemplo dos serviços de entrega. O quadro nesse setor é de alta elasticidade nos preços pagos pela entrega. Se, por algum motivo, as pessoas param de comprar comida fora, isso vai afetar diretamente a margem de ganho de cada entregador. A curva de demanda aí é muito sensível a qualquer mudança nas condições gerais da economia – inflação de alimentos podem levar as pessoas a preferir cozinhar em casa que comprar lanches prontos por conta da elevação do preço. Mas se a demanda por entrega aumentar e o número de entregadores for pequena a tendência é que o recebido por entrega feita aumente em termos não só nominais mais reais. Esses elementos são os que determinam o ganho num setor onde prevalece o mecanismo da competição perfeita – a presença de muitos concorrentes incapazes de dominar amplas faixas do mercado e fadados a dividi-lo – o que leva todos a buscar reduzir custos, única forma de angariar maiores lucros num mercado onde a margem de lucro não pode ser aumentada via hegemonia. Se houver uma mudança institucional de redução de custos via uma reforma trabalhista como a que tivemos na era Temer, então os empreendedores vão criar lobbys para impedir que a margem de lucros diminua; todos vão impor um regime de redução de custos extremo. Reparem que é esse sistema brutal que Kogos defende ao mesmo tempo que alega que tais atividades permitiriam ao sujeito poupar para abrir seu próprio negócio! Num quandro de redução brutal de custos e pagamentos irrisórios por entrega onde o empregado é obrigado a ampliar suas horas de labuta para sobreviver falar de poupança – portanto num contexto de puro sobrevivencialismo – chega a ser um escárnio. A realidade é que Kogos tem uma função clara: legitimar o processo de Mamonismo, de culto ao lucro desmedido e de rapinagem empresarial incluído aí a sanha do capital global representado pela UBER – que já se vale de processos técnicos que visam substituir de vez o homem pela Inteligência Artificial num cenário de futuro fracamente distópico - que tomou conta do país faz um tempo. Não há nenhuma preocupação dele com o bem geral do país mas apenas com a defesa intransigente das “trocas voluntárias”, noção mercadológica aplicada a tudo, até a relações de trabalho que deveriam estar sob a regência duma ética, sem considerar a disparidade de poder que envolvem as mesmas e os consequentes abusos empresariais quando falta a proteção duma autoridade/poder/lei que modere a cupidez do pólo do capital.

Outrossim é uma piada de mau gosto Kogos chamar tudo isto de empreendedorismo. Isso não é empreendedorismo. Empreendedor é aquele que cria seu próprio trabalho e isso se dá quando ele identifica que há um nicho de mercado que não está sendo atendido e ele vê que o risco de criar um negócio vale a pena. Ele calcula que entre o grau de risco e aquele emprego conservador dele com salário certo, que vale a pena arriscar, que correr o risco é uma alternativa melhor e mais promissora se ele tem as condições mínimas para atender aquele nicho. A primeira coisa que determina o empreendimento é não a falta de possibilidades mas a presença delas, pois isso permite calcular riscos e tomar riscos. Quem trabalha com UBER e entrega não tem possibilidades, ou seja, está trabalhando ali pois é o que tem então não há opções. O empreendedorismo, via de regra, acontece em cenário de prosperidade e crescimento econômico e não de depressão pois ele depende do empreendedor identificar uma demanda não atendida e tentar atendê-la mas agora vivemos um cenário de depressão e falta de demanda pois não há novos desejos de consumo.; a demanda está estável, não há nenhum novo mercado surgindo.

Aliás Kogos desconhece a própria escola austríaca pois nela temos o conceito de Bawerk que seria o de circularidade ou produção indireta; este conceito implica em que quando temos taxas de juros mais baixas há um favorecimento a produção indireta pois geralmente produtos industrializados – que são feitos por etapas - demandam grande capital; num cenário de prosperidade econômica os bancos estão mais propensos a conceder crédito, nos de recessão os bancos jogam as taxas lá em cima de modo que os tipos de empreendimento que surgem nas fases de crescimento são de qualidade superior aos que surgem nos de período recessivo. Pensemos num cenário de milagre econômico a 12 por cento de crescimento por ano onde um sujeito quer criar uma fábrica de calculadora que vai exigir algum capital mas não tanto quanto para fazer um smartphone que exige mais tecnologia. Nesse cenário o banco vai liberar esse crédito pois há confiança; num outro cenário – recessivo - o banco não vai liberar crédito e se liberar talvez não seja vantajoso levar a produção de calculadoras a cabo pois a margem de lucro será muito baixa em face as taxas de juros que estarão altas. Suponhamos que o Brasil comece a vender minério de ferro a todo vapor para EUA e China; o que ia acontecer é que esses subempregos ( uberistas, entregadores, etc) iam murchar para dar lugar aos empregos formais pois os reajustes de salários tornarão esses empregos mais vistosos somados a segurança jurídica que oferecem; os empregos informais certamente vão oferecer ganhos mais altos em razão da produtividade geral da economia mas não a ponto de roubar os empregos formais; então há, para sermos aristotélicos, o bom e o mau empreendimento e a tendência é que os melhores empreendimentos nasçam na passagem da fase de recessão para a de crescimento e que os empreendimentos nascidos na fase recessiva desapareçam em face aos maiores ganhos fornecidos pelos empregos formais. Se há uma elevação qualitativa dos padrões de empregos a tendência é que esses empregos mais sofisticados acabassem superando em muito o ganho dos empregos informais. Logo o segredo da produtividade não está numa mera liberalização no setor de serviços como imagina Kogos mas está na dependência da produtividade geral do país o que passa por mudanças nas estruturas produtivas e no estímulo a demanda.


Créditos ao contributo do amigo Arthur Rizzi. 



sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Por que quem apoia o Estado de Israel trabalha pelo comunismo?


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Tornou-se comum nos meios da nova direita brasileira - a mesma que cultua Olavo como guru e Bolsonaro como ungido - afirmar que Israel e os judeus seriam um bastião antiRevolucionário e AntiGlobalista e um dique ao avanço do comunismo no mundo ocidental, um país e povo estratégico na luta dos EUA contra o "comuno-islamismo e o esquerdismo" no dizer do sr. Carvalho. 

Porém Marx - ele mesmo, o pai do comunismo - assevera o avesso. O povo judeu, segundo Karl, será o seu Messias, e o que vai efetivar esse messianismo é o domínio político dos israelitas sobre o mundo via direitos amplos de cidadania aos judeus - que os neo-direitistas defendem com unhas e dentes. 

Não se enganem: essa direita ao colaborar com o Estado de Israel favorece o domínio internacional das elites judaicas favorecendo, por tabela, o comunismo por via indireta. 


Carta de Mordechai Levy (Karl Marx) ao rabino Baruch Levy em 1848.

"O povo judeu na sua totalidade será ele mesmo o seu próprio Messias. O seu reino sobre o universo realizar-se-á pela unificação das outras raças, eliminação das monarquias e das fronteiras que são a proteção do particularismo, e pelo estabelecimento de uma república universal que reconhecerá em toda a parte os direitos de cidadania dos judeus. Nesta nova organização da humanidade, os filhos de Israel disseminados atualmente sobre toda a superfície da terra, todos da mesma raça e de igual formação tradicional, conseguirão, sem grande oposição, constituir o elemento dirigente em toda a parte e de tudo, se conseguirem impôr a direção judaica às massas operárias. Assim, pela vitória do proletariado, os governos de todas as nações passarão para as mãos dos israelitas por intermédio da realização da República universal. A propriedade individual poderá então ser suprimida pelos governantes de raça judaica que então poderão administrar em todo o lado as riquezas dos povos. E assim realizar-se-á a promessa do Talmud de que quando chegarem os tempos messiânicos, os judeus terão sob controlo os bens de todos os povos da terra".

FONTE: "Revue de Paris", 1º de Junho de 1928, pág. 57

(Moses Hess precursor do sionismo, foi mentor e bem feitor de Karl Marx e Friedrich Engels.)