quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Torá do Rei: livro judeu que autoriza assassinato de não-judeus


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Rabino Shapira, responsável pela propaganda em prol do assassinato de não judeus para a consecução do Império Mundial Israelita tal como postula o Talmud


A Torá do rei: um texto rabínico ou um chamado ao terror?

A proibição 'Não Assassinar' se aplica apenas 'a um judeu que mata um judeu', escrevem Rabinos Yitzhak Shapira e Yosef Elitzur.

O livro de capa dura com padrão de mármore e gravado com letras hebraicas douradas se parece com qualquer outro comentário religioso que você encontraria em uma livraria Judaica Ortodoxa - mas lê como um manual de instruções rabínico que descreve cenários aceitáveis ​​para matar bebês, crianças e adultos não judeus.

A proibição 'Não matarás' aplica-se apenas "a um judeu que mata um judeu", escreveram os Rabinos Yitzhak Shapira e Yosef Elitzur do assentamento de Yitzhar na Cisjordânia. Os não-judeus são "não-apaixonados por natureza" e os ataques a eles "restringem sua inclinação ao mal", enquanto bebês e filhos dos inimigos de Israel podem ser mortos, uma vez que "é claro que eles crescerão para nos prejudicar".

"A Torá do rei (Torat Hamelech), Parte Um: Leis da Vida e Morte entre Israel e as Nações", um compêndio de 230 páginas da Halacha, ou lei religiosa judaica, publicado pela Od Yosef Chai yeshiva em Yitzhar, conquistou uma frente página exposta no tablóide israelense Ma'ariv, que chamou de "terror judeu".

Agora, a yeshiva ( Yeshivá do hebraico ישיבה, "assento - subst pl. yeshivot, em português: Jessibá - é o nome dado às instituições que incidem sobre o estudo de textos religiosos tradicionais , principalmente o Talmud e a Torá. O estudo geralmente é feito através de shiurim diária - palestras ou aulas - e em pares de estudo chamados chavrutas - aramaico para "amizade" ou "companhia". O estilo de aprendizagem Chavruta é uma das características únicas da yeshiva) está nas notícias novamente, com uma invasão em Yitzhar, em 18 de janeiro, por mais de 100 oficiais de segurança israelenses que entraram à força em Od Yosef Chai e prenderam 10 colonos judeus. A Shin Bet, agência de segurança doméstica de Israel, suspeita que cinco dos presos foram envolvidos na incineração e vandalização de uma mesquita palestina no mês passado na vizinha vila palestina de Yasuf. O incêndio criminoso provocou protestos e condenações internacionais de figuras religiosas israelenses, incluindo o rabino-chefe do Ashkenazi, Yona Metzger, que visitou a vila para expressar pessoalmente seu arrependimento.

No entanto, Metzger e seu colega sefardita, rabino-chefe Shlomo Amar, se recusaram a comentar o livro, que estreou em novembro, enquanto outros rabinos proeminentes o endossaram - entre eles, o filho do rabino Ovadia Yosef, líder proeminente dos judeus sefarditas. Além disso, apesar do precedente estabelecido pelos procuradores-gerais de Israel anteriores na última década e meia para registrar acusações criminais contra rabinos de colonos que publicam comentários que apóiam a violência contra não-judeus, o procurador-geral Menachem Mazuz até agora permaneceu em silêncio sobre "A Torá do Rei". 

Os membros da família que responderam às ligações telefônicas feitas nas casas dos dois autores disseram não querer comentar.

Em 2008, o autor Shapira era suspeito de envolvimento em um ataque de foguete dirigido a uma vila palestina. A polícia israelense investigou, mas não fez prisões.

O co-autor Elitzur escreveu um artigo em um boletim religioso um mês após o lançamento do livro dizendo que "os judeus vencerão com violência contra os árabes".

Em 2003, o chefe da od Yosef Chai yeshiva, rabino Yitzchak Ginsburgh, foi acusado pelo então procurador-geral Elyakim Rubinstein por incitar o racismo por criar um livro que chamava os árabes de "câncer".

Na entrada de Moriah, uma grande livraria judaica a alguns passos do Muro das Lamentações, cópias de "A Torá do Rei" foram exibidas com livros infantis e outros comentários haláchicos. O gerente da loja, que se identificou apenas como Motti, disse que o livro foi vendido "excelentemente".

Outras lojas que carregam o livro incluem a Robinson Books, uma livraria bem conhecida, principalmente secular, em um bairro comercial de Tel Aviv; Pomeranz Bookseller, um grande empório de livros judaicos perto do shopping Ben Yehuda, no centro de Jerusalém; e Felhendler, uma loja judaica na artéria principal da secular Rehovot, casa do Instituto Weizmann.

A yeshiva se recusou a comentar as estatísticas da publicação. Itzik, um distribuidor de livros na região de Tel Aviv, contratado pela yeshiva que se recusou a dar seu sobrenome por causa da natureza do livro, disse que a yeshiva vendeu 1.000 cópias para pessoas físicas e livrarias em todo o país. Ele disse que mais 1.000 cópias estão sendo impressas.

Figuras religiosas proeminentes escreveram cartas de endosso que antecedem o livro. O rabino Yaakov Yosef, filho do ex-chefe sefardita Rabi Ovadia Yosef, abençoou os autores e escreveu que muitos "discípulos da Torá não estão familiarizados com essas leis". O ancião Yosef não comentou a declaração de seu filho.

Dov Lior, rabino-chefe de Kiryat Arba e uma figura respeitada entre muitos sionistas religiosos tradicionais, observou que o livro é "muito relevante especialmente neste momento".




Tradução e adaptação nossa

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O Caso Alvim: governo Bolsonaro de joelhos ao desconstrucionismo de esquerda

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Roberto Alvim, ex secretário de cultura recém demitido por Bolsonaro 







O governo Bolsonaro mais uma vez injeta doses cavalares de sionismo e subserviência a Israel na goela do povo brasileiro através da demissão sumária de Roberto Alvim da secretaria de cultura do governo, por uma suposta referência a um discurso de Goebbels onde expressões como cultura nacional, heroísmo e valorização imperativa duma arte nova passaram a caracterizar nazismo explícito mostrando o caráter do atual governo como “Protetorado Israelita” no qual um telefonema dum embaixador judeu, somado a pressão midiática da Globo, colocam o presidente de joelhos o que demonstra que quem governa o Brasil não é o sr. Jair mas o Kahal Hebraico e a Mídia Progressista – quantas vezes Bolsonaro não recuou por pressão midiática? Basta lembrar do caso recente do presidente da Fundação Palmares! Eis o líder que ia enfrentar o Establishment!- revelando, com isto, a frouxidão do proclamado “mito”. O capitão que jurava enfrentar e colocar ordem no país vai se revelando um covarde, pusilânime, poltrão, efeminado moral, assustadiço, timorato, molenga.

Para nós nada disso é novidade pois já vínhamos, desde 2018, anunciando que a plataforma Bolsonaro é um esquema judaico-talmúdico de dominação sobre o Brasil como nunca dantes se viu. A novidade – e isto nos deixa deveras preocupado – é que o caso Alvim vai para além de tudo que poderíamos imaginar. Quiçá Alvim tivesse feito referências explícitas a nazismo, Hitler, questão judaica, etc, seria compreensível que houvesse tamanha histeria por parte da CONIB, Embaixada de Israel, Rede Globo, etc. Compreensível todavia jamais justificável dada a lavagem cerebral à qual nossa população é submetida quando se trata deste assunto, jamais considerado com a lisura histórica que merece, dada a carga de emotivismo, irracionalismo, propaganda com a qual o tema é abordado no ocidente, o mesmo ocidente democrático e a mesma mídia progressista que remetem à necessidade do constante diálogo e debate no campo da política mas que desistem do debate quando se trata do tópico em tela. Isso é fácil de compreender: o holocausto e o israelitismo é a crença, o dogma em que se assenta a idolátrica declaração universal dos direitos humanos, deus da democracia laica liberal igualitária onde o Deus Cristão não tem lugar, democracia que consiste numa religião do Homem absolutizado como nova divindade duma nova era histórica, a mesma começada em 1776/1789 com a fundação dos EUA e com a Revolução Francesa. Derrubada a historieta dos 6 milhões de judeus mortos por ordem expressa de Hitler, derrubada a crença de que os judeus nunca tramaram contra povos, nações, estados, a nova era revolucionária da cidadania universal, do mundo sem fronteiras da “fraternidade” humanista consolidada no pós segunda guerra com a vitória dos aliados, cai também. Por isso é preciso exorcizar a todo custo o fantasma nacionalista qualificando tudo quanto é referência a cultura nacional de nazismo. Em tempo: nós sabemos bem que o nazismo cometeu crimes. Não é o caso duma apologia infantil e irracional de tudo que aconteceu na Alemanha sob o regime do NSDAP. Mas é o de situar as coisas no seu devido lugar. E o fato é que no discurso de Alvim não há nenhuma referência direta a nazismo; a única coisa digna de catalogar em termos de nazismo nisso tudo é que seu silenciamento e demissão imediata prova que há mesmo uma trama urdida por elites judaicas que não suportam sequer referências retóricas subliminares a um discurso dum nacional-socialista certamente com o temor de que venham a perder a preeminência sobre governos e estados no dia em que a população se esclarecer minimamente da sua influência discreta, contudo poderosa, percepção esta que não depende de adesão ao nazismo mas tão só dalguma argúcia e inteligência dos fatos políticos (Exemplo disto é que mesmo antinazistas esclarecidos como o historiador Gustavo Barroso, um dos próceres integralistas, foi capaz de inferir o influxo hebraico sobre os destinos dos povos através do estudo aprofundado da história do Brasil ao mesmo tempo que rechaçava a ideologia biológica arianista do nazismo). O que há, desgraçadamente, é a emergência duma narrativa dominante que já não avalia o que as pessoas dizem pelo que escrevem ou falam mas pela ressonância, pela impressão que causam ou por aquilo que fica subentendido e que depende de interpretação e ilação de setores e facções, terreno fértil para elucubrações e fantasias. É a isto que estamos sendo conduzidos: para o reino da arbitrariedade em que o debate púbico já não se dá em torno da fala objetiva mas dos ecos subjetivos que provocam.

O que nos causa ainda mais estranheza e incômodo é ver toda essa degradação moral acontecer sob as barbas dum governo que pretendia brecar a linguagem politicamente correta oriunda da esquerda democrata norte-americana e que entrou no linguajar da mídia nacional, da política do dia a dia, do discurso social faz tempo via influxo da esquerda liberal deste país. O governo Bolsonaro acaba de se render, perigosamente, a uma pauta demandada pela esquerda qual seja a de que as coisas devem ser julgadas não com base no que está escrito na lei mas segundo a hermenêutica típica da teoria crítica desconstrucionista: aquela hermenêutica do “contexto social”; nessa hermenêutica as coisas são o que significam para a sensibilidade social polissêmica do momento (família que na nossa Constituição é homem e mulher pode ser significada, por esta linha de entendimento filosófico/jurídico, como qualquer dupla afetiva que se pretenda intitular como tal por algum grupo; não é difícil imaginar que partindo deste absurdo hermenêutico possamos considerar nazista/racista quem simplesmente use a expressão cultura nacional heróica e imperativa). As portas do inferno foram abertas sobre o Brasil e por um governo que se intitula o inimigo do Diabo. É que, como diz o apóstolo, Satanás se veste de anjo de Luz.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Uber não é Empreendedorismo ou a ignorância de Kogos





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Kogos e sua camiseta maçônica. Precisa dizer mais? 


Recentemente o programa Fantástico da Rede Globo trouxe uma matéria sobre “empreendedorismo” onde exalta o fato de pessoas estarem se virando para sobreviver inventando formas de vender serviços e produtos usando plataformas cibernéticas ligadas as redes sociais e aos apps. A impressão passada pela referida matéria é que novos nichos de mercado estão nascendo e que isso traz ganhos de produtividade ao país em meio a recessão que vivemos – o Brasil cresceu pífios 1% em 2019! Quem embarcou nessa canoa furada foi o Ancap Paulo Kogos que se jacta de entendedor de economia.

Kogos lançou invectivas contra Felipe Neto, no vídeo que listamos aqui: https://www.youtube.com/watchv=n6uIpQwX7jE&lc=z23dtfbjhzjwj34pj04t1aokg5ksy0solyyklxqfrkh1rk0h00410 que teria criticado a matéria do Fantástico.

No dizer de Kogos, Neto estaria a desestimular as altas possibilidades produtivas abertas por plataformas como UBER EATS, IFOOD, RAPPI, etc. Segundo Kogos haveria altas vantagens para o pólo do capital representado pelas plataformas referidas quanto para o indivíduo que se emprega nessas atividades. Kogos reitera que a CLT trava a produção no país impedindo o emprego de pessoas cuja produtividade fica abaixo daquela requerida pela lei – que exige um salário-mínimo a ser pago ao funcionário. A falácia kogosiana é clara: por um lado ele exulta com as possibilidades produtivas abertas pelos serviços de apps, depois reconhece que a produtividade deste tipo de trabalho está abaixo do salário-mínimo o que prova que seu discurso está a serviço do grande capital e sua sanha por redução brutal de custos ao mesmo tempo que ele critica os monopólios numa clara expressão de dissonância cognitiva. O que Kogos e os jornalistas do Fantástico não entendem é que a produtividade nesse setor é definida não apenas pela demanda do que é entregue mas também pela oferta dos entregadores, para ficarmos só no exemplo dos serviços de entrega. O quadro nesse setor é de alta elasticidade nos preços pagos pela entrega. Se, por algum motivo, as pessoas param de comprar comida fora, isso vai afetar diretamente a margem de ganho de cada entregador. A curva de demanda aí é muito sensível a qualquer mudança nas condições gerais da economia – inflação de alimentos podem levar as pessoas a preferir cozinhar em casa que comprar lanches prontos por conta da elevação do preço. Mas se a demanda por entrega aumentar e o número de entregadores for pequena a tendência é que o recebido por entrega feita aumente em termos não só nominais mais reais. Esses elementos são os que determinam o ganho num setor onde prevalece o mecanismo da competição perfeita – a presença de muitos concorrentes incapazes de dominar amplas faixas do mercado e fadados a dividi-lo – o que leva todos a buscar reduzir custos, única forma de angariar maiores lucros num mercado onde a margem de lucro não pode ser aumentada via hegemonia. Se houver uma mudança institucional de redução de custos via uma reforma trabalhista como a que tivemos na era Temer, então os empreendedores vão criar lobbys para impedir que a margem de lucros diminua; todos vão impor um regime de redução de custos extremo. Reparem que é esse sistema brutal que Kogos defende ao mesmo tempo que alega que tais atividades permitiriam ao sujeito poupar para abrir seu próprio negócio! Num quandro de redução brutal de custos e pagamentos irrisórios por entrega onde o empregado é obrigado a ampliar suas horas de labuta para sobreviver falar de poupança – portanto num contexto de puro sobrevivencialismo – chega a ser um escárnio. A realidade é que Kogos tem uma função clara: legitimar o processo de Mamonismo, de culto ao lucro desmedido e de rapinagem empresarial incluído aí a sanha do capital global representado pela UBER – que já se vale de processos técnicos que visam substituir de vez o homem pela Inteligência Artificial num cenário de futuro fracamente distópico - que tomou conta do país faz um tempo. Não há nenhuma preocupação dele com o bem geral do país mas apenas com a defesa intransigente das “trocas voluntárias”, noção mercadológica aplicada a tudo, até a relações de trabalho que deveriam estar sob a regência duma ética, sem considerar a disparidade de poder que envolvem as mesmas e os consequentes abusos empresariais quando falta a proteção duma autoridade/poder/lei que modere a cupidez do pólo do capital.

Outrossim é uma piada de mau gosto Kogos chamar tudo isto de empreendedorismo. Isso não é empreendedorismo. Empreendedor é aquele que cria seu próprio trabalho e isso se dá quando ele identifica que há um nicho de mercado que não está sendo atendido e ele vê que o risco de criar um negócio vale a pena. Ele calcula que entre o grau de risco e aquele emprego conservador dele com salário certo, que vale a pena arriscar, que correr o risco é uma alternativa melhor e mais promissora se ele tem as condições mínimas para atender aquele nicho. A primeira coisa que determina o empreendimento é não a falta de possibilidades mas a presença delas, pois isso permite calcular riscos e tomar riscos. Quem trabalha com UBER e entrega não tem possibilidades, ou seja, está trabalhando ali pois é o que tem então não há opções. O empreendedorismo, via de regra, acontece em cenário de prosperidade e crescimento econômico e não de depressão pois ele depende do empreendedor identificar uma demanda não atendida e tentar atendê-la mas agora vivemos um cenário de depressão e falta de demanda pois não há novos desejos de consumo.; a demanda está estável, não há nenhum novo mercado surgindo.

Aliás Kogos desconhece a própria escola austríaca pois nela temos o conceito de Bawerk que seria o de circularidade ou produção indireta; este conceito implica em que quando temos taxas de juros mais baixas há um favorecimento a produção indireta pois geralmente produtos industrializados – que são feitos por etapas - demandam grande capital; num cenário de prosperidade econômica os bancos estão mais propensos a conceder crédito, nos de recessão os bancos jogam as taxas lá em cima de modo que os tipos de empreendimento que surgem nas fases de crescimento são de qualidade superior aos que surgem nos de período recessivo. Pensemos num cenário de milagre econômico a 12 por cento de crescimento por ano onde um sujeito quer criar uma fábrica de calculadora que vai exigir algum capital mas não tanto quanto para fazer um smartphone que exige mais tecnologia. Nesse cenário o banco vai liberar esse crédito pois há confiança; num outro cenário – recessivo - o banco não vai liberar crédito e se liberar talvez não seja vantajoso levar a produção de calculadoras a cabo pois a margem de lucro será muito baixa em face as taxas de juros que estarão altas. Suponhamos que o Brasil comece a vender minério de ferro a todo vapor para EUA e China; o que ia acontecer é que esses subempregos ( uberistas, entregadores, etc) iam murchar para dar lugar aos empregos formais pois os reajustes de salários tornarão esses empregos mais vistosos somados a segurança jurídica que oferecem; os empregos informais certamente vão oferecer ganhos mais altos em razão da produtividade geral da economia mas não a ponto de roubar os empregos formais; então há, para sermos aristotélicos, o bom e o mau empreendimento e a tendência é que os melhores empreendimentos nasçam na passagem da fase de recessão para a de crescimento e que os empreendimentos nascidos na fase recessiva desapareçam em face aos maiores ganhos fornecidos pelos empregos formais. Se há uma elevação qualitativa dos padrões de empregos a tendência é que esses empregos mais sofisticados acabassem superando em muito o ganho dos empregos informais. Logo o segredo da produtividade não está numa mera liberalização no setor de serviços como imagina Kogos mas está na dependência da produtividade geral do país o que passa por mudanças nas estruturas produtivas e no estímulo a demanda.


Créditos ao contributo do amigo Arthur Rizzi. 



sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Por que quem apoia o Estado de Israel trabalha pelo comunismo?


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Tornou-se comum nos meios da nova direita brasileira - a mesma que cultua Olavo como guru e Bolsonaro como ungido - afirmar que Israel e os judeus seriam um bastião antiRevolucionário e AntiGlobalista e um dique ao avanço do comunismo no mundo ocidental, um país e povo estratégico na luta dos EUA contra o "comuno-islamismo e o esquerdismo" no dizer do sr. Carvalho. 

Porém Marx - ele mesmo, o pai do comunismo - assevera o avesso. O povo judeu, segundo Karl, será o seu Messias, e o que vai efetivar esse messianismo é o domínio político dos israelitas sobre o mundo via direitos amplos de cidadania aos judeus - que os neo-direitistas defendem com unhas e dentes. 

Não se enganem: essa direita ao colaborar com o Estado de Israel favorece o domínio internacional das elites judaicas favorecendo, por tabela, o comunismo por via indireta. 


Carta de Mordechai Levy (Karl Marx) ao rabino Baruch Levy em 1848.

"O povo judeu na sua totalidade será ele mesmo o seu próprio Messias. O seu reino sobre o universo realizar-se-á pela unificação das outras raças, eliminação das monarquias e das fronteiras que são a proteção do particularismo, e pelo estabelecimento de uma república universal que reconhecerá em toda a parte os direitos de cidadania dos judeus. Nesta nova organização da humanidade, os filhos de Israel disseminados atualmente sobre toda a superfície da terra, todos da mesma raça e de igual formação tradicional, conseguirão, sem grande oposição, constituir o elemento dirigente em toda a parte e de tudo, se conseguirem impôr a direção judaica às massas operárias. Assim, pela vitória do proletariado, os governos de todas as nações passarão para as mãos dos israelitas por intermédio da realização da República universal. A propriedade individual poderá então ser suprimida pelos governantes de raça judaica que então poderão administrar em todo o lado as riquezas dos povos. E assim realizar-se-á a promessa do Talmud de que quando chegarem os tempos messiânicos, os judeus terão sob controlo os bens de todos os povos da terra".

FONTE: "Revue de Paris", 1º de Junho de 1928, pág. 57

(Moses Hess precursor do sionismo, foi mentor e bem feitor de Karl Marx e Friedrich Engels.)

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

O Natal de Cristo por Dom Marcel Lefebvre

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Sermão de Natal de 25 de dezembro de 1981






Meus queridos amigos
Meus queridos irmãos


A liturgia desta festa da Natividade de Nosso Senhor é tão bela, tão rica em expressões, em sentimentos, que se pergunta quais são aqueles sobre os quais devemos meditar mais e dos quais devemos aprender, tão profundo é esse mistério, tão extraordinário é esse mistério. Mas se a Igreja nos pede todos os anos para nos encontrarmos com o Presépio do Senhor e meditar nos ensinamentos deste presépio, é particularmente para nossa edificação, nosso bem espiritual, nosso bem sobrenatural.
Estamos na via, estamos a caminho, em direção à eternidade, e precisamos durante esta peregrinação reavivar nossa fé, reavivar nossas resoluções para nos desapegarmos deste mundo e sempre aumentar nosso amor por Deus, para almas, para o próximo.
As três missas que a Igreja nos pede para celebrar hoje expressam uma verdade particular, uma verdade especial. Na missa da noite, é especialmente a eterna geração de Nosso Senhor que a Igreja nos pede para meditar: Hodie ego genui te Hodie, ou seja, hoje hoje é eterno, hoje que ainda hoje existe: hodie ego genui te. Sim, a geração da Palavra não foi iniciada. Sempre foi assim. Sempre esteve na Santíssima Trindade.
A missa do amanhecer nos pede especialmente para meditar no nascimento de Jesus em nós, nossa santificação. De fato, Jesus nasceu em nós pela graça do batismo e sua divindade e sua humanidade estão sempre mais próximas de nós, pelos sacramentos que recebemos, pelos esforços que fazemos para estar cada vez mais unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo.
E a terceira missa, a do dia, cujos textos acabamos de ouvir, em particular o do Evangelho, mostra-nos que é a geração temporal de Nosso Senhor que meditamos e que admiramos e que veneramos. durante esta missa. Alguns momentos atrás, nos ajoelhamos diante das palavras: E Verbum caro factum é: "E a Palavra se fez carne". E a Palavra viveu entre nós. E recitamos com tanta frequência, quando tomamos o cuidado de dizer esta bela palavra do Angelus: E Verbum caro factum est.
Sim, é bom para nós contemplarmos essa verdade extraordinária, incrível e inimaginável, que Deus foi feito um de nós. E assim, insistiremos particularmente nos arranjos de que precisamos para aproveitar plenamente esse grande mistério, este lindo dia de Natal. Parece-me que podemos insistir particularmente em três disposições particulares, que são aquelas que observamos naqueles que se aproximaram de Jesus, que eram de determinada graça, escolhidos e chamados a Jesus na manjedoura.
A primeira disposição é a da renúncia. Por um plano muito particular da Providência, o próprio Senhor queria nascer em um estábulo, numa manjedoura, mostrando-nos em particular que precisamos saber como renunciar às coisas deste mundo. Se Ele, o Criador de todas as coisas. Aquele que segura o mundo em suas mãos, Aquele que criou tudo. Aquele que poderia ter nascido em um palácio como nenhum outro príncipe neste mundo teria conhecido. Ele preferiu nos dar essa lição de renúncia, de pobreza, mostrando-nos pelo mesmo fato, quanta coisa espiritual é infinitamente superior às coisas materiais, que devemos desprezar essas coisas materiais em benefício das coisas espirituais.
E também vemos que, se Nosso Senhor queria nascer em uma manjedoura e em uma espécie de exílio, longe da casa de Maria e José, longe de Nazaré, ele também queria chamar aqueles ao seu redor e destacá-los da família, propriedade, casa. Maria e José foram reduzidos a acolher Jesus em uma manjedoura. Enquanto Maria é a Mãe de Deus, enquanto José é o guardião de Maria e Jesus, eles também tiveram que praticar renúncia, desapego. Sem dúvida, se eles estivessem em Nazaré, com que cuidado eles teriam preparado para a vinda de Jesus. Eles teriam os meios para recebê-Lo de maneira mais digna. Mas não, Jesus teve que escolher este lugar, pedir também a Maria e José, que abandonassem os bens deste mundo.
E então, quando Ele chamou os pastores, os pastores estavam a alguma distância de Belém. Vamos para Belém, eles dizem. Eles estão, portanto, a uma certa distância. Jesus pede que eles deixem seus rebanhos. Sem dúvida, eles confiaram a maioria de seus rebanhos a algumas pessoas que ficaram para trás. E eles foram embora. Eles deixaram o que estavam apegados, para ir a Jesus, a Nosso Senhor, mostrando assim que, se queremos encontrar Nosso Senhor, precisamos saber como abandonar o que estamos apegados.
E é o mesmo para os Três Reis. Os Três Reis também tiveram que deixar seu país, deixar suas casas, deixar suas casas. Sem dúvida, atravesse o deserto e por longos dias vá a Jesus em Belém.
E eles O reconheceram e O amavam. Veja quanto, para encontrar Jesus, para amar a Jesus, você precisa saber como se destacar. É o que diz São Paulo na epístola da missa de hoje: saiba viver de maneira sóbria, piedosa e santa, abandonando todos os desejos deste mundo.
Portanto, essas também são nossas disposições […] que seu coração também seja desapegado. Não basta ser desapegado fisicamente, fisicamente da própria pessoa, das riquezas deste mundo, dos bens deste mundo; também é preciso desapegar-se internamente de nossas almas.
Quanto a vocês, meus queridos irmãos, vocês que estão no mundo, sem serem do mundo - pois vocês não são do mundo sendo batizados - vocês são os filhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, membros do Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Então você também, embora precise usar os bens deste mundo, se desapegue deles. Não coloque seu coração nisso; não coloque toda a sua alma nela, mas use-as de acordo com a vontade de Deus, desapegando-se de todos esses bens.


E então, o segundo sentimento que deve nos preparar para receber Jesus de uma maneira muito particular, profunda e real, é a fé.


Jesus pede fé. Hoje, infelizmente, os berços estão desaparecendo porque se diz que essas coisas são um tipo inútil de folclore que remonta à Idade Média e agora deve ser abandonado. Mas estamos muito errados. Porque essa fé simples que Jesus nos pede. Ele é a fé que salva. É pela fé que somos salvos.
E Jesus se apresenta precisamente em aspectos que exigem nossa fé. Ele poderia ter se manifestado como Deus. E então não precisaríamos ter fé. Teríamos visto Deus. Ele não queria isso. Ele queria se esconder sob essa aparência humilde, essa realidade de um corpo humano e uma criança, além disso. Ele poderia ter vindo, descido do céu, já adulto. Não. Ele queria se apresentar quando criança.
Então, por que os Três Reis, depois de terem feito uma jornada tão longa, chegando a ver o Rei de Israel, não foram adiados e não disseram para si mesmos: Mas não é possível, não é que o rei de Israel, somos enganados e teríamos voltado para casa.
Não, eles tinham fé. E os pastores também. Eles também tinham fé em Nosso Senhor; eles o amavam. E a Virgem Maria e São José também tiveram fé. E, no entanto, eles também poderiam ter dito a si mesmos: Mas não é possível que Jesus tenha nascido em uma manjedoura. Não é possível que o Filho de Deus chegue a um lugar tão pobre e miserável. Eles poderiam ter hesitado em sua fé. Não, não hesitamos, nem por Maria, nem por José. Eles já eram espirituais; eles entenderam que as coisas deste mundo não são nada.
Então nós também devemos ter fé; temos que entusiasmar nossa fé e acreditar que Jesus é o Filho de Deus, mesmo que ele pareça em forma humana, tão pobre, tão destituído, tão fraco. É o mesmo para nós todos os dias, quando recebemos a Santa Eucaristia. Aqui também o bom Senhor nos pede (para) ter fé. E fé. Ele nos pede isso de uma maneira incrível. Que Jesus, Deus, o Filho de Deus, esteja presente na Santa Eucaristia, neste pedacinho de pão; que o pão desapareça, que não haja nada além das aparências do pão e que Jesus tome seu lugar: coisa incrível!
E precisamente, é sob essas aparências de fraqueza, mas que revelam um amor infinito de Nosso Senhor por nós, que devemos excitar nossa fé e que Jesus nos pede, de nossa parte, para acreditar, acreditar em sua presença em sua humanidade. , acredite em sua presença na Santa Eucaristia.
E, finalmente, a terceira provisão que deve nos aproximar de Jesus, que deve nos fazer amá-Lo, é precisamente a caridade. Sim, Jesus veio a Belém nesta manjedoura, nasceu nesta miséria, nesta pobreza, por amor. Primeiro por amor a Deus, por amor a seu Pai. Ele queria restaurar a glória de seu pai.
Mas como podemos restaurar a glória de seu Pai, em aspectos tão pobres e fracos? Sim, a glória de Deus foi restaurada por Jesus Cristo. E os anjos cantaram: Gloria in excelsis Deo: Glória a Deus. E nós também devemos, portanto, aproximar-nos de Jesus com amor e pedir-Lhe para participar de seu amor por seu Pai. Tudo em Jesus lembra sua divindade e seu Pai. Ele é completamente tendido ao amor de seu pai. Ele veio a realizar sua vontade: Ecce venio (...) ut facimam, Deus, voluntatem tuam (He 10,7): "Aqui estou eu, para realizar sua vontade". Então, foi por amor a seu Pai que Jesus veio e também por amor a nós. Se ele queria se tornar um homem; é para nos libertar dos nossos pecados. Toda a liturgia nos ensina isso. Para que esse amor de Nosso Senhor Jesus Cristo também excite em nós um profundo amor por Ele e que tomemos hoje resoluções cada vez mais fortes, sempre mais eficazes, para amar a Deus acima de tudo; amar Nosso Senhor Jesus Cristo acima de tudo; querer seu reinado, seu reinado em nós, seu reinado em nossas famílias, seu reinado em nossas cidades, seu reinado por todo o mundo, até que ele venha nas nuvens do céu para mostrar seu reinado.
Desta vez. Ele virá no esplendor de sua divindade e manifestará sua divindade em toda criatura. Portanto, tenhamos certeza de que o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo avança em nós e entre nós.
[…] Pediremos, em particular, a Virgem Maria para nos ajudar a ter esses arranjos que ela tinha para receber Jesus nela e recebê-lo no presépio, como ela o tinha nos braços. Peçamos à Virgem Maria que nos dê Jesus.

[Tradução e adaptação nossa do original em francês]

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Vargas e o Catolicismo

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Há, agora, entre vários segmentos católicos um rechaço preocupante a figura do ex-presidente Getúlio Vargas que, se não instaurou um Estado Católico, esteve muito longe de ser um anticatólico; bem ao contrário, Vargas promoveu vários postulados católicos o que o coloca, em certos aspetos até mesmo a frente de Dom Pedro II que, para temos uma idéia, mandou prender bispos anti-maçonaria durante o segundo reinado, bispos que apenas cumpriam com os ditames de Pio 9, papa que condenou taxativamente a maçonaria.

Sobre isto o insigne professor Eduardo Cruz, catedrático em História, esclarece o seguinte: 

"Um católico não pode ter essa opinião em hipótese alguma. Numa escala comparativa, Getúlio foi muito superior a Bolsonaro, tomando como critério o Magistério da Igreja:

(1) Consagrou Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, em 1931:
https://www.facebook.com/TrincheiraMoral/posts/499334023799577

(2) Reintroduziu o ensino religioso nas escolas públicas, por meio do Decreto nº 19.941, de 30 de abril de 1931.

(3) Proibiu a usura, nos termos do Decreto nº 22.626, de 7 de abril de 1933.

(4) Baniu os maçons do governo:
http://bensodicavour.org.br/.../95-a-maconaria-de-volta.../

(5) Solicitou ajuda do clero para elaborar a CLT:
https://www.facebook.com/TrincheiraMoral/posts/315070735559241.

(6) Instituiu incentivos ao casamento e à natalidade, por meio do Decreto-Lei nº 3.200, de 19 de abril de 1941. O texto foi redigido com sugestões do Centro Dom Vital.

(7) Reintroduziu o serviço de assistência religiosa nas Forças Armadas, nos termos do Decreto-Lei nº 6.535, de 26 de maio de 1944. O serviço havia sido extinto décadas antes, com a proclamação da República, que separou a Igreja do Estado.

(8) Determinou ao DOPS que reprimisse a propaganda anticatólica disseminada por maçons, protestantes, comunistas e demais transviados:
https://www.livrariacultura.com.br/.../os-quebra-santos...

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Vargas ao lado do Cardeal do RJ, Dom Sebastião Leme. 
Fato pouco conhecido é que durante o Estado Novo houve uma negociação entre o governo e a Santa Sé para a assinatura de uma Concordata, por força da qual o Brasil voltaria a ser um país oficialmente católico (1939). Por algum motivo, não se chegou a um acordo. Isso, sim, é um bom motivo para criticar Getúlio Vargas, não o fato de ter sido ditador. Ele deu vários passos rumo à construção do Estado Católico, mas não deu o passo definitivo, que seria o mais importante de todos."


Professor Eduardo Cruz, catedrático pela  Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Em torno da entrega do Brasil à China comunista: o papel de Olavo/ DEA-USA



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A primeira vista pode parecer contraditório a reorientação da política externa do Brasil para os interesses chineses - em razão das falas de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho, logo no começo do governo onde tentavam, a todo preço, demolir qualquer via de diálogo com Pequim, sob justificativa de que estaríamos sob o risco de espionagem comunista e/ou de apoio a um regime que nega a liberdade dos cristãos e que seria preciso duma “santa aliança”, nas palavras de Araújo, contra a mesma - sobretudo quando o atual governo optou claramente pela via da aliança com os EUA, num momento em que Trump leva adiante a guerra comercial contra a China.

Nós ficamos a pensar no que poderia explicar essa mudança brutal em meio ao aumento da influência da ala olavete no governo - a mesma que sempre torceu o nariz para o "bloco sino-russo". A princípio tudo parecia ser um resultado da rearticulação da ala militar que teria conseguido um acordo pragmático onde a ala olavete/estadunidense havia falhado em conseguir algo semelhante com os EUA - vide o caso da venda de nossa carne ao mercado americano. Isto significaria um retorno da ala militar com a consequente perda da influência da ala olavete. Todavia a coisa parece ser diferente. Um dos fatos a considerar é que esse acordo amplo com China recém obtido mesmo depois de Araújo e Olavo terem sido avessos a aproximação com a mesma no início do ano, só pode ter sido alcançado se alguma nova orientação viesse do DEA/USA dada a total incapacidade de Bolsonaro de pensar para além do guru. O que está em jogo bem provavelmente é que a China compra nossa carne e deixamos para lá a venda da mesma no mercado americano salvando a produção dos EUA que pode seguir investindo no seu mercado interno para se refortalecer sem precisar levar a guerra comercial com os chineses tão longe neste momento, dando alguma vantagem aos mesmos no Brasil, enquanto ganha tempo. Talvez este acordo de bastidor explique o desinteresse das cias petrolíferas dos EUA no nosso leilão do Pré-Sal. Outrossim importa ressaltar que quem financia o consumo americano é a poupança chinesa - a China possui boa parte dos títulos públicos dos EUA - e faz-se necessário assegurar à mesma alguns mercados sem os quais ficaria impossível incrementar esse financiamento garantindo a continuidade da dinâmica de crescimento econômico da era Trump. O Brasil abre seu mercado para o excedente chinês enquanto o Partido comunista de Pequim aceita a supremacia estadunidense na Sul América. Vemos uma reedição da política externa da era Richard Nixon, onde, na década de 70 Washington buscou quebrar o bloco comunista atraindo a China para seu lado como parceira comercial do capitalismo ocidental enquanto fornecedora de mão de obra barata para as indústrias dos países desenvolvidos em troca de pesados investimentos e transferência de parques produtivos para suas zonas abertas. A vantagem era dupla pois criava as condições finais para a globalização do capital estadunidense/ocidental ao mesmo tempo que assegurava à China a condição de potência do Extremo Oriente com a anuência do Tio Sam. O mesmo se dá agora: os EUA se recolocam na dianteira da globalização enquanto dá a China um naco da América.

Agora isto tudo – a articulação americana em entregar o Brasil a China - fica ainda mais patente com os recentes acordos que vão entregar nosso petróleo, terras e mercado na mão chinesa. A gigante de tecnologia Xiaomi já anuncia a abertura de lojas no Brasil o que vai inviabilizar de vez as marcas de celulares nacionais; o grupo chinês Citic Agri Fund Management comprou a operação de sementes de milho da Dow AgroSciences Sementes e Biotecnologia Brasil por US$ 1,1 bilhão. A nova empresa, rebatizada de LP Sementes, já surge com cerca de 20% do mercado nacional de sementes de milho – terceira no ranking – e com planos ambiciosos para ir além. A Yuan LongPing High-tech Agriculture – subsidiária do Citic Agri Fund – é a líder de mercado de sementes na China e líder global de sementes de arroz híbrido. Com a compra, terá acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro e à marca Morgan. Um fator preponderante que pode potencializar muito o apetite chinês para a produção agrícola no Brasil é a autorização da compra dessas terras por estrangeiros, tópico que está sendo discutido no Congresso Nacional depois de o projeto de lei referente a isto ter sido desarquivado(in:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2019/03/projeto-que-libera-compra-de-terra-por-estrangeiro-e desarquivado.shtml).

Cabe destacar que até 2032 o desmatamento da Amazônia vai ampliar em 950 mil hectares devidos aos projetos rodoviários em andamento para atender o escoamento para a China (o que torna toda a histeria bolsonarística contra os interesses de Macron e da França na Amazônia apenas cortina de fumaça para esconder quem de fato representa risco à soberania do Brasil sobre a mesma: em tempo gostaríamos de saber dos bolsonaristas onde a França tem necessidade do minério amazônico se ela tem amplas reservas no Sarre e Lorena e se a Siderurgia francesa vive um declínio produtivo, tendo a França se especializado noutras áreas de produção que demandam muito menos minério? Quem tem necessidade dele são os EUA e a China). Com o aval à China, dado pelo governo Bolsonaro, agora o terreno estará pronto para que o Partido comunista chinês compre terras no Brasil.

Portanto, o que estamos a assistir, bem provavelmente, é nosso país sendo retalhado entre o capitalismo americano e o comunismo chinês sob a anuência dum governo que se apresentava como anti-socialista e patriótico ( quem não se lembra do dístico “Brasil acima de todos”?); toda esta articulação entre interesses geopolíticos de EUA-China em torno do Brasil explica o silêncio de Olavo de Carvalho – um agente da DEA/USA determinado a garantir que o Brasil seja sacrificado à China comunista em troca da subida político/econômica dos EUA/Trump.