terça-feira, 3 de setembro de 2019

Bolsonaro pode privatizar o Rio Amazonas à empresa Mekorot de Israel? Por Alfredo Jalife











Senhores, trazemos aqui em nosso sítio, um importante artigo do jornalista Alfredo Jalife Rahme, sobre as pretensões de Israel na água da Amazônia e, por tabela, na privatização do Rio Amazonas:

(Tradução nossa)

“Bolsonaro e Netanyahu poderiam privatizar o rio Amazonas em benefício dos israelenses Mekorot? Por Alfredo Jalife Rahme


Foi criado um eixo Trump / Netanyahu / Bolsonaro, onde a “cola teogeopolítica” é o 'evangelismo sionista', uma continuação da Aliança Paleo-Bíblica Sagrada dos 'cristãos sionistas' assentados no 'cinturão bíblico', bastião eleitoral do presidente Trump e seu supremacismo branco, aliado ao supremacismo sionista.

Como diz o apotegma criminal, com uma confissão das partes não há necessidade de provas. Foi exatamente isso que o primeiro ministro israelense, Netanyahu, declarou, tendo sido recompensado com um selo postal com sua efígie (também impressa em hebraico com a palavra 'salvador'), durante sua visita triunfante ao Brasil, quando ele disse: «Não temos melhores amigos no mundo (sic) do que a comunidade evangelista» ( https://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/netanyahu-diz-que-evangelicos-sao-os-melhores-amigos-de-israel )

O estado do Amazonas é um dos 26 estados da federação, localizado no noroeste do Brasil: mede quase 1,6 milhão de quilômetros quadrados, sua capital é Manaus e sua população é de quatro milhões. Quase 32% do estado do Amazonas é evangelista, comparado a 60% dos católicos.

Em troca da transferência da Embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, o líder israelense ofereceu uma panóplia de instrumentos, de vigilância de segurança à venda de drones com reconhecimento facial.

A cooperação de Netanyahu e Bolsonaro também cobrirá a economia e a agricultura. Em que grau e escopo será a colaboração militar de ambos?

Em geral, católicos no mundo (1,2 bilhão dos quais 40% estão na América Latina), nem o Vaticano em particular, falaram sobre o amasiamento político dos 'evangelistas sionistas' do Brasil, liderados pelo presidente Bolsonaro, com Netanyahu.



Cabe destacar que o Brasil possui o maior número de católicos do mundo, com 64,6% (135 milhões) de sua população, seguido pelo México (111 milhões), Filipinas (83,6 milhões) e EUA (72,3 milhões).

Cabe lembrar que no radar teogeopolítico do Brasil, pode haver um futuro confronto entre um setor fundamentalista dos 135 milhões de católicos e outro setor de evangelistas sionistas pertencentes aos 46 milhões de protestantes protestados pelo eixo Trump / Netanyahu / Bolsonaro.

Não faltam grupos católicos no Brasil que criticam como um grave erro geoestratégico que o Colégio dos Cardeais não tenha selecionado um papa brasileiro, Odilo Scherer, em vez do papa jesuíta argentino Bergoglio.

No México, o PSE, um partido evangelístico de formação recente, mas que teve um desempenho eleitoral terrível a ponto de perder seu registro, pronunciou-se a favor de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, em um site que se mostra como porta-voz de A comunidade judaica 9 https://www.enlacejudio.com/2018/02/01/ganar-las-elecciones-2018-pes-promovera-reconocimiento-jerusalen-capital-israel/ )

A aliança com Israel de um grupo de voluntários 'evangelistas sionistas', vindos do 'cinturão bíblico' dos EUA, que conspiraram com colonos israelenses nos assentamentos da Cisjordânia ocupada da Palestina, está indo bem.





Hoje, o evangelista Bolsonaro foi rebatizado nas águas do rio Jordão e dois de seus filhos exibiram camisetas do Mossad (a agência de espionagem israelense) e do Exército de Israel.

Por coincidência ou não, em seu primeiro ato de governo, o evangelista Bolsonaro emitiu um decreto que abre a exploração da Amazônia que favorece o poderoso agro lobby agroindustrial e minerador. A possibilidade concedida a Netanyahu pelo estado da Amazônia foi altamente significativa, onde a poderosa indústria agrícola de Israel poderá obter negócios lucrativos, ainda que ambientalistas continuem a gritar para o céu sobre a possível depredação futura da região que contribuirá para mudanças climáticas.

No passado eram bem conhecidos os laços estreitos entre Israel e uma porção de evangelistas americanos, principalmente da ala fundamentalista do Partido Republicano, que foram batizados como 'cristãos sionistas' e professam a crença de que o estabelecimento do Estado de Israel e o retorno dos israelitas. Os judeus da Terra Santa cumpririam, para esses 'cristãos sionistas' as profecias bíblicas. Apesar da fé religiosa ser muito respeitável, o problema é que haveria antes tudo de definir o significado de 'judeu', já que hoje a maioria dessa religião respeitável é feita de ashkenazis convertidos de origem centroasiático mongol jázaro, no século. VIII d.C.

Para o círculo de "cristãos sionistas", muito poderoso no chamado "cinturão bíblico", localizado no sudeste dos Estados Unidos: da Virgínia ao norte da Flórida; e no oeste do Texas, Oklahoma e Missouri, especialmente os 'batistas do sul' e metodistas, coincidentemente fervorosos eleitores da supremacia branca de Trump, o cumprimento de tais profecias paleo-bíblicas anuncia a parusia de Cristo. Bolsonaro se juntou ao eixo Trump / Netanyahu, razão pela qual ele foi definido como o Trump tropical. Esse eixo na América Latina envolverá características do hipermilitarismo devido às três personalidades que o compõem e que, a partir de agora, colocarão o Chavismo em xeque por meio de seu mantra anticomunista.

Cabe dizer que outras denominações cristãs, como os católicos e os ortodoxos, denunciaram, na Declaração Conjunta de Jerusalém, o sionismo cristão 'como um mero' programa político-militar '.

Como aduzi em meu recente livro 'Trump e supremacismo branco: palestinização dos mexicanos', esse eixo prolonga a guerra religiosa do século XVII para uma nova guerra dos 30 anos entre protestantes e católicos, onde os membros evangelistas presbiterianos de Trump e a ultra-ortodoxa filiação talmúdica de seu controverso genro Jared Kushner visam atacar o ethos católico dos países mais ao centro/sul da América.

Para a situação atual, a categoria necessária porém insuficiente, de "esquerda" e "direita" foi definitivamente substituída pela disputa entre globalistas "contra" nacionalistas.

Portanto, não surpreende a afirmação do novo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Araújo, que se manifestou contra o "globalismo" com a singularidade de que Bolsonaro praticará um neoliberalismo microeconômico sem aderir à macroeconomia neoliberal da globalização.


Gostando ou não, essa nova dicotomia entre 'globalistas' versus 'nacionalistas' é a que mais reflete, com suas próprias nuances, a realidade contemporânea que consiste em dois eixos antagônicos: o primeiro, dos globalistas, pelo eixo dos banqueiros de Rothschild / George Soros / os Clintons / Obama; e o segundo, os chamados nacionalistas, menosprezados pela mídia como velho populismo, pelo eixo Trump / Rockefeller / Kissinger / Jared Kushner / Sheldon Adelson / Netanyahu, ao qual Bolsonaro se uniu abertamente.

Todavia é preciso destacar que o grupo "globalista" Soros / Clinton / Obama está em nossa opinião alinhado com os Rockefellers - anfitriões históricos de Bilderberg e também fundadores da Comissão Trilateral - e o grupo "nacionalista" Trump / Kissinger / GoldmanSachs / Adelson / Netanyahu com a histórica dinastia Rothschild - que também sempre aposta nos diferentes pólos de qualquer oposição, basta ver como o barão David René de Rotshchild apoia Trump no poderoso Congresso Mundial Judaico que ele preside, enquanto o outro ramo da família defenestra do The Economist.”



Perante tudo isto devemos recordar o que foi recentemente escrito por Arthur Rizzi aqui - https://reacaonacional.wordpress.com/2019/08/27/a-estupidez-bolsonarista-na-questao-amazonica/ - quando afirma que

“a diferença entre o globalismo (internacionalismo democrata) e o imperialismo republicano é apenas de espécie. Democratas e republicanos querem apenas redefinir, cada um a seu modo, o papel que os Estados Unidos desempenham na ordem liberal global.”








Em suma: não existe nada de antiGlobalismo na atuação de Bolsonaro em termos de “defesa da Amazônia” mas sim um atrelamento de seu governo a uma outra faceta do globalismo, de cariz republicana e sionista.

O Jornalista Alfredo Jalife destaca, com base em todo este círculo ao qual o presidente Bolsonaro está alinhado, aqui - https://www.jornada.com.mx/2016/06/19/opinion/012o1pol - o papel da empresa estatal de Israel, Mekorot, que está a privatizar a água na Argentina e México, e que pode vir a atuar na Amazônia. Cabe dizer que o governo Bolsonaro conta com a “ajuda” de Israel para combater as queimadas na região – ajuda absolutamente desproposital já que nossas forças armadas governos estaduais tem meios para solucionar o quadro – o que pode significar uma maneira de legitimar futuras concessões a Israel na região.

Um comentário:

  1. Bossuet dizia que Deus permite tamanhas calamidades, justamente para mostrar que a vitória virá exclusivamente d'Ele. É claro que somos seus instrumentos(extremamente débeis), mas o panorama se nos apresenta de tal modo, que reamente estamos próximos ao início dos fins. Bolsonaro, um verdadeiro apóstata(fruto do seu adultério), apoia abertamente o plano de implementação do Anticristo judeu, Falo em termos religiosos(o fim último) porque a sua política e economia seguem pelo despenhadeiro desta loucura escatológica. Obviamente, a mesma elite talmúdico-cabalista manipula a seu talante os dois polos ideológicos. É o puro hermetismo hegeliano de cariz cabalístico em ação. Duro será aguentar este energúmeno amigo do psicopata Edir Macedo por mais três anos!

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