domingo, 30 de dezembro de 2018

O projeto Bolsonaro- Israel: O que os judeus querem no Brasil?

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A aproximação oficial de Bolsonaro a Netanyahu e ao Estado de Israel leva-nos a pensar no que isso representa de facto. 

Evidente que tal proximidade tem, a depender do enfoque, várias dimensões que tentaremos desdobrar na medida em que os fatos forem se tornando mais claros, porém nos parece que uma das dimensões basilares desta política tem a ver com a questão agrícola no Brasil. Segundo alguns amigos, especialistas em economia, o plano Paulo Guedes para o país consistiria em fortalecer nossa posição como "fazendão" ao mesmo tempo que transformaria centros do sudeste - RJ, BH, SP - em pólos financeiros, algo semelhante ao que se vê no Chile, onde Santiago opera como um semi-paraíso fiscal enquanto o resto do país se especializa em produção de minérios. Guedes visaria substituir demanda interna por externa levando ao fim e ao cabo, até as últimas consequências, nossa tendência a nos desindustrializar. 

Podemos então ver entre a idéia do Brasil como "fazendão" e a proximidade com Israel, uma conexão de eventos e uma possível interpretação para o fenômeno. 

A agricultura israelita hoje é fortemente baseada nas startups. Apenas para citar algumas startups israelenses, se destacam empresas como a Farm Dog e a Taranis, que criaram sistemas para manejo de pragas; temos também a CropX, a Neotop e a Emefcy, que aplicam tecnologias para otimizar o uso de água. No caso da CropX,  temos o modelo de agricultura conectada. Através da estruturação de redes interligadas, os fazendeiros israelenses fazem a coleta, monitoramento e análise de dados em tempo real, que são acessados em tablets, smartphones e laptops para auxiliar na tomada de decisões na gestão da lavoura.

Vejam: A Taranis, vale registrar, definiu o Brasil como um mercado prioritário após levantar uma rodada de US$ 7,5 milhões da qual participaram vários investidores, entre eles a Mindset Ventures, parceira da Microsoft; a Finistere Ventures e a Vertex Ventures.

“Escolhemos o Brasil como um mercado estratégico pois sabemos que tem muitos clientes em potencial. Além disso, a extensão de terras é enorme em comparação com outros lugares do mundo. Descobrimos que, para enfrentar as necessidades, os fazendeiros brasileiros são early-adopters de tecnologias e abertos à inovação”. 

Liron Brish, CEO e co-fundador da Farm Dog, em entrevista de abril de 2018, deixa claro que quer trazer sua startup para o Brasil pois vê no país um potencial comprador da tecnologia israelense para a agricultura. Como nosso país tem potencial para se tornar líder em agro-negócio global, o interesse judaico é o de exportar sua tecnologia pondo nossa produção sob dependência de suas inovações técnicas. O Volcani Institute - centro de pesquisa agrícola de Israel - tem interesse direto em nosso agronegócio. Uma das atividades de destaque no Volcani é seu banco genético. Ainda em março de 2018, gente do Volcani, como Beni Lew, esteve no Brasil na "Sociedade Rural Brasileira" para vender sua tecnologia aos fazendeiros. A Volcani vende, por exemplo, métodos de tratamento de água baseado em robotização. 

O modelo de desenvolvimento de Bolsonaro para o Brasil é a velha dependência técnico-científica-industrial a que estamos sujeitos a décadas. Além de isso aprofundar nossa desindustrialização, impedirá a criação de metodologia nacional de agrotech que poderia, não só criar empregos na área de inovação, como baratear o preço final de nossas commodities com tecnologia menos custosa e cem por cento nacional.   Cabe dizer que Israel já tem boa parte do setor de petróleo e gás brasileiro sob a batuta de suas tecnologias como acontece com tecnologia usada pela Odebrecht e pela Petrobrás. 





14 comentários:

  1. É fato, caro Rafael, que estamos sob ameaça de mexicanização da nossa depauperada política industrial(que aliás, não existe). Lamentável!

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  2. O processo aplicado no Chile implantando essa política neoliberal que entregou suas riquezas minerais a preço de banana e montou um novo sistema previdenciário bancário que retirou todos os direitos sociais conquistados a duras penas de seu povo com apoio de Pinochet, onde o cidadão aposenta com meio salário mínimo e ganha um apartamento em conjunto popular e os móveis como o Baú da Felicidade e da privatização do setor mineral como dito acima para os Globais Bankers donos de nossa Dívida Externa e Interna brasileira, também lá foi aplicado por Paulo Guedes em assessoria ao governo quando lá morou, será a mesma técnica aqui aplicada, alguém ainda tem alguma esperança??? Vamos exigir uma Auditoria Geral das finanças e sabermos o que realmente é DEVIDO e após entrar em negociações concretas e privatizar o que não é estratégico para a nação e bem estar de seu povo, acordem brasileiros e brasileiras. Vejam a situação das nações onde o Liberalismo foi aplicada e analisem o que aconteceu antes que tardia.

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    1. A renda per capita do Chile é a maior da América Latina e pujança econômica é total. Fim de papo.

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    2. Coisa de lebfevrista anti semita que tem inveja de Israel e adora estatuas de pau.

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    3. ^O queiroz é sedevacantista seu animal de tetas.Vai pagar uma gulosa pro seu rabino maçom de grau 33!

      E antisionismo/antijudaísmo não significa odiar os judeus por raça,neocon analfabeto.

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  3. Quem escreve isso esquece de prever o maior crescimento econômico em 100 anos. Prefere matrizes referenciais autoritárias e decadentes, as quais nos baseados durante 40 anos, para sermos saqueados.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Rafael Queiroz ( Rafael Torquemada) repagina o clichê de que o Brasil vai repetir o modelo econômico de fornecedor de matéria prima em dependência tecnológica.

    Na sustentação do argumento as premissas frágeis de que por ser Israel detentor de tecnologia agrícola as quer implantar aqui tornando o Brasil dependente. Isto é dito como se o professor de segundo grau fosse um grande conhecedor das tecnologias que menciona e o Brasil fosse feito de imbecis em estado pre-colombiano, aliás, hipernativo que recebe quinquilharias em troca das riquezas naturais.

    Observem a tônica: ele não diz "os israelenses", mas "os judeus". É o povo judeu como um todo e Israel que vira uma potência agrícola como principal produto e, que lindo, fala como se a China e o restante do mundo nunca tivessem tratado com o Brasil nestes termos, não fosse o Brasil um produtor de commodities e só agora fosse se transformar nisto por obra dos "malditos judeus" e mais, estivéssemos impedidos de desenvolver tecnologias e fazer um intercâmbio. Ou seja, o modelo colonialista e pós-colonialista foi uma invenção de Israel para o Brasil, entenderam a comédia pseudo-intelectual encenada?

    Cada vez mais me dou conta sobre a falsificação abjeta empreendida pelo antissemitismo cristão diante de sua perda de poder sobre os judeus, que o faz cortar na própria carne, pois, deixa de lado o verdadeiro significado histórico de vasta envergadura que é a formação de um bloco pro-Ocidente na antítese do marxismo cultural, contra a sabotagem que derrui as sociedades europeias pela esquerda conjugada com o islamismo.

    Algumas pessoas de visão amesquinhada e simplista, muitas delas em puro antissemitismo, querem ver assim, em Israel, uma vilania singular, deixando, portando, de vislumbrar o horizonte gigantesco pelo qual Trump promove a defesa do Ocidente e deveriam atentar para seu discurso na Polônia. O que está sendo feito é a costura de um bloco neste sentido que cedo ou tarde será seguido pelo mundo perante o sucateamento de seus mercados pela China e a corrosão interna da Europa pelo islamismo, o que não deixa de ser o cumprimento de algumas profecias sobre o fim da Europa e com ela a decadência final do cristianismo.

    Porém, há pessoas que são tão cegas, neste sentido, que seguem preferindo atacar os judeus, pensam que o liberalismo é o grande vilão, tendo a sua claque deformada sobre o sionismo, sem ver o verdadeiro inimigo do universo cristão. Para não ofender diretamente prefiro não qualificar a inteligência deste procedimento...

    Na sua sede de multipolaridade, os da terceira via ou Quarta Teoria Política, na verdade a Nova Internacional Fascista, não por acaso realizaram palestra num centro islâmico, o que não deixa de ser absolutamente simbólico sobre as forças cujo embate assistimos.

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    1. "pro-Ocidente na antítese do marxismo cultural"

      Advinha quem está por de trás do "marxismo cultural" que é aplicado por instituições privadas como Banco Itau, Wall Disney etc?

      Não tem como falar de globalismo se não colocar essa camarilha no meio, alias estão por de trás do liberalismo e comunismo.

      São duas cabeças da mesma hidra.

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    2. Quem se beneficia do marxismo é o grande capital. Os liberais promovem a distribuição de renda. A sua argumentação nao tem base.

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  6. Prof° Queiroz metendo a real como quase sempre.Uma pena ser cismático lefebvrista e pró fascismo(ideologia esta revolucionária).

    NON HABEMUS PAPAM

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  7. Judeus nao são nem nunca foram o problema. Este blog se diz católico mas mais parece um blog antissemita ou pró islamico. Judeus sao sao no geral pessoas boas, melhores que antissemitas

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  8. Ha que se salientar que a igreja católica não apoia o fascismo, isso tambem é heresia. No entanto este blog se máscara com uma tintura de católico para tentar algum prestígio, mas seu interior é fascista e com viés antissemita. Ou seja, usa da igreja católica para promover uma ideologia condenada para igreja Católica e também não aceita pela vasta maioria do povo Brasileiro.

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