A década de 60 assistiu ao nascimento da nova
Esquerda de inspiração gramsciana. Ela insistiu e insiste na guerra
cultural, convencida de que só derrubando os valores sobre os quais o
ocidente cristão se estabeleceu será posível insitutir o comunismo,
fazendo nascer o "homem novo", livre das "opressões burguesas". É neste
contexto que surgem o feminismo, que visava revolucionar a relação
homem-mulher, seja na sociedade quanto no interior do matrimônio, e o
gayzismo (ou movimento gay), com o fito de garantir direitos para esta
minoria.
A verdade é que desde a década de 20 que a política soviética tenta solapar o ocidente promovendo tudo que é contrário a suas tradições.Josef Stalin nesta época deu início ao financiamento da Escola de Frankfurt , instituto que formou vários intelectuais de esquerda que vieram a influenciar professores universitários e os alunos das universidades americanas.Um dos frutos dessas idéias dos frankfurtianos foi a de descontrução do gênero sexual masculino ou feminino visto como produto da sociedade burguesa.Mas afinal por que a luta contra a sexualidade natural tornou-se um dos focos dos marxistas ? Nas obras de Marx e Engels a família é vista como base da propriedade privada que por sua vez é a base do capitalismo e da desigualdade.Ora para implantar a nova sociedade comunista e o novo homem liberto da consciência burguesa faz-se necessário destruir a família tradicional e criar novos arranjos.Já no século 19 pensadores socialistas tencionavam criar sociedades abertas onde o sexo fosse absolutamente livre de amarras morais.Charles Fourier ,pensador socialista francês, chegou a criar os "Falanstérios" , comunas onde tudo era de todos inclusive as mulheres, onde as crianças eram filhas de todos - dado que as mulheres podiam ter relações com qualquer homem as crianças nasciam e cresciam sem saber quem era seu pai.O casamento foi abolido no Falanstério.E igualmente o patrimônio.
Portanto o socialismo em suas diversas vertentes sempre foi inimigo da família natural.
A concepção dos "direitos" homossexuais se assenta
em referências marxistas. Na teoria do direito de Marx, o direito não se
assenta no justo, mas é identificado com as forças históricas. A
constituição de direitos seria, para Marx, resultado da ascensão de
novos grupos sociais que, ao se estabelecerem no poder, fazem de seus
interesses de classe as leis que irão governar uma sociedade. Isso teria
ocorrido com a burguesia durante as revoluções do século 18 (francesa e
americana) e 19 (revoluções liberais de 1830 e 1848), e segundo as
"profecias" do pai do comunismo, a revolução proletária poria fim às
legislações de inspiração iluminista, instaurando uma nova legalidade
calcada nos interesses do proletariado. Foi justamente o que se tentou
fazer na falecida URSS. Na época de Lênin, o princípio do interesse
revolucionário se sobrepôs às garantias individuais dadas pelo direito
civil de modo que cabia ao
Estado dizer se alguém podia ou não gozar de direitos em vista do
interesse maior do Estado e da revolução proletária. A consequência foi
que todos os direitos inalienáveis da pessoa humana fundados na
universalidade da natureza humana foram negados pela justiça soviética: o
Estado passou a sobrepor-se ao indivíduo e a segurança jurídica foi
eliminada, já que os direitos dependiam em última instância da
interpretação estatal. Foi isso que permitiu o genocídio, o gulag e o
totalitarismo comunista. O movimento gay tem a ver o quê com isso? Tudo,
pois a concepção que está na base do movimento é que, como estão
articulados politicamente e como minoria, tem determinados interesses de
"grupo" e uma espécie de consciência de "classe", então são detentores
de direitos porque se entendem como "vanguarda histórica", como eclosão
de forças históricas progressistas pois o movimento gay se define pela
noção do "oprimido", que luta
contra a "opressão" da sociedade burguesa.
Na teoria marxista e gramsciana do direito, todo
grupo articulado em torno de interesses e que consegue se impor
historicamente é detentor de direitos, direitos esses que nascem da
força e do ativismo (portanto, da vontade), e não da reflexão sobre o
justo e da razão. Há aí uma forte semelhança com o fascismo, que
identifica o direito com a "vontade", sobretudo política. O direito para
a liderança gay não é o justo percebido pela consciência ao ler a ordem
da razão e da natureza, reflexos da ordem divina. Para o movimento
gayzista, os gays tem direitos (como o de se casar, adotar filhos etc)
pelo simples fato de serem um grupo de interesses sociais e
politicamente organizado. Jamais suas lideranças buscam fundar a defesa
de sua causa numa antropologia natural, o que seria de fato, impossível,
pois o casamento gay não encontra a mínima base na natureza humana.
As bases ideológicas do movimento poderiam ser resumidas em três fontes distintas :
1.
Uma fonte marxista contrária ao jusnaturalismo que é a doutrina do direito
natural como base do direito positivo; o marxismo identifica direito com a
força e a tendência histórica com o justo e o verdadeiro;
2. Um caráter nietzscheano, pois o movimento busca
criar valores que se oponham aos valores tradicionais. Para impô-los, o
movimento se apossa de espaços na academia e na mídia para criar uma
opinião pública favorável a seus interesses. O valor central para o
movimento é a "vontade de poder" criadora de uma "verdade" favorável a
seus interesses através de uma retórica da vitimização.
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| Parada gay em São Paulo |
3. Uma fonte gramsciana que visa atacar a família
natural, valorizando, justificando e incentivando "novos tipos de
arranjo familiar", travestidos como pretenso avanço dos direitos
humanos.
O movimento, ao mesmo tempo em que foi
instrumentalizado pela Esquerda para seus fins particulares (a
implementação da sociedade revolucionária), também o instrumentalizou o
discurso para seus próprios fins (a implantação dos "direitos" gays): há
aí uma simbiose tão grande que se torna muito difícil discernir quando a
Esquerda se vale do movimento e quando o movimento se vale da Esquerda.O sucesso de tudo se deve ao fato de que o movimento gay quanto o movimento comunista internacional exploram as paixões mais baixas do homem.
Toda pessoa sensata tem o dever de se opor ao
movimento gay, pois o mesmo tem raízes ideológicas que representam uma
ameaça aos direitos humanos autênticos, direitos esses que não podem ser
criados pelo arbítrio humano, nem pelas forças históricas, nem pelo
Estado: tais direitos antecedem o Estado e próprio homem; esses direitos
nós os possuímos, não por uma concessão da sociedade, mas em vista de
nossa condição humana. Negar o vínculo entre direito e natureza, e entre
direito e razão (onde se pode ler a lei divina) é negar a condição
criatural do homem, é negar a realidade humana mais fundamental.
Nós não somos obras de nossas próprias mãos. A fonte
do Direito, em última análise, é o Deus criador. O movimento gay abre
espaço para a destruição dos direitos inalienáveis do homem e da família
natural, base indispensável do Direito à propriedade sem a qual não se
pode assegurar a verdadeira liberdade do homem . Uma sã
concepção do Direito implica em que não existam direitos dos negros, dos
índios, dos gays, mas apenas direitos humanos fundados na igualdade de
valor de todas as pessoas.

VAO TOMA NO CU SEUS FUDIDO
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