terça-feira, 10 de maio de 2016

O prefeito islâmico de Londres: judeus ontem, muçulmanos agora; o ocidente invadido!


Séculos atrás os judeus – estrangeiros em terra ocidental – foram, pouco a pouco, penetrando em nossa cidade por meio do influxo das novas idéias liberais que foram ganhando força e determinando a aceitação de que judeus deveriam ter os mesmos direitos do povo cristão.

Na enciclopédia de Diderot – obra fundamental do iluminismo – vemos no verbete “judeus” a seguinte afirmativa;

os judeus hoje são tolerados na França, Alemanha, Polônia, Holanda, Inglaterra...mediante tributos que pagam aos príncipes...os príncipes abriram os olhos para seus próprios interesses e trataram os judeus com mais moderação. Sentiu-se em alguns lugares do norte e do sul que não se podia dispensar o auxílio deles...a Holanda, a Inglaterra, animadas pelos mais nobres princípios, deram-lhes toda a suavidade possível, sob proteção invariável de seu governo...” ( Proust, J. Diderot et l' Encyclopédie, Paris, 1962, p. 536).

É fato conhecido que desde a era de Constantino – que dá início a Cristandade, ou seja, a uma Civilização Cristã – os judeus tiveram seus direitos reduzidos;

A vitória do trinitarismo durante o Concílio de Nicéia - que teve a participação de Constantino -fará que judeus sejam incluídos lado a lado com os hereges. O pacto entre o Imperador e a Igreja trará para a comunidade judaica uma mudança de status civil. Ocorrem  proibições de conversão ao Judaísmo tanto de cristãos quanto de pagãos; tributos especiais são exigidos dos judeus. Numa lei datada de 18 de outubro de 315 - bem antes de Nicéia -  Constantino determina que se impeça e se punam os judeus, sua liderança, etnarcas e patriarcas (maiouribus eorum et patriarchis), se depois de a lei ser promulgada ousarem apedrejar ou empregar qualquer forma de “loucura” (saxis aut aulio furoris genere) contra qualquer pessoa que escape de sua seita e se dirija a servir a Deus (qui eorum feralem fugerit sectam et ad dei cultum respexerit). Quem o fizer será queimado, junto com seus ajudantes (mox flammis dedendus est et cum omnibus suis  participibus concremandus). E acrescenta que, se alguma pessoa do povo se converter a esta seita corrompida (nefariam sectam), sofrerá junto com eles as penas correspondentes. A separação dos judeus e das mulheres não judias, forçando a endogamia e impedindo os casamentos mistos e a provável conversão de mulheres não judias ao Judaísmo, foi decretada por Constâncio, filho de Constantino, em lei de 13 de agosto de 339...Constâncio legislará, também, sobre a posse de escravos por judeus. Caso os judeus tivessem escravos, poderiam influenciá-los e convertê-los ao seu credo. O ponto central desta lei e de muitas outras similares seria impedir o proselitismo judaico. Há uma lei no Pentateuco pela qual um judeu não  podia manter outro judeu na escravidão por mais de seis anos,no denominado ano sabático. Portanto para um escravo de um judeu se converter à crença do senhor era bastante atraente. Tratava-se de um perigo para a expansão do Cristianismo.”( http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/06/cristaos-x-judeus-amizade-e-dialogo.html)

É sabido também que na Espanha Visigótica os judeus tiveram seus direitos cerceados em razão de terem apoiado sedições arianas – os reis visigodos depois de se converterem ao catolicismo romano implementaram políticas de repressão aos hereges arianos – que não professavam a fé na trindade – e isso incluiu os judeus por terem colaborado com os mesmos, como mostram diversos autores.

A situação dos judeus só começa a mudar quando as idéias das luzes se espargem pela Europa, clamando por igualdade de direitos e por direitos civis universais. Antes mesmo disso – como mostra a Enciclopédia de Diderot – os reis europeus, necessitados de financiamento para suas guerras, passaram a ver o judeu como uma ferramenta econômica para expandir crédito e arrecadar tributos já que eram grandes comerciantes e financistas. O novo contexto burguês-capitalista da Europa Moderna foi fulcral para a lenta penetração do judeu na vida da Cristandade Ocidental – se na Idade Média a terra era a riqueza fundamental, na modernidade o poder do dinheiro ganha espaço e com isso o judeu alcança uma maior integração na nova sociedade moderna; como bem mostra Sombart em sua obra sobre o papel dos judeus no capitalismo, o contributo deles para a criação de mecanismos financeiros que facilitavam as trocas monetárias foram importantíssimas, senão decisivas para a gênese do capitalismo. Se do ponto de vista econômico o judeu já fazia parte da mecânica social moderna, faltava-lhe uma integração política-social. Quem lhe garantiu isso foram a revolução americana e a francesa.

Os judeus americanos apoiaram a independência dos EUA em 1776; em 1789 na festa pública oferecida em Filadélfia para celebrar a nova constituição, havia uma mesa especial onde a comida obedecia às leis judaicas em matéria de dieta; os judeus tinham muito a celebrar com a fundação dos EUA pois a constituição dava-lhes liberdade geral de consciência e acesso a cargos políticos já que todas as provas religiosas prévias a nomeações eram retiradas; na revolução francesa a Assembléia aprovou um decreto de total emancipação dos judeus em 27 de setembro de 1791. Guetos foram eliminados em Avignon, Nice e na região do Reno. Napoleão em 1796-1798 eliminou guetos na Itália. Um novo tipo de judeu – que sempre existira nas sombras – veio a luz do dia: o judeu revolucionário.

O que vemos acontecer agora em Londres é o mesmo que, outrora, se deu com os judeus. Um muçulmano vira prefeito de Londres, consubstanciando aí, o fim de uma época e o começo de outra. Ontem, o novo prefeito islâmico de Londres disse, perante a fala de Donald Trump que, embora defenda que se barre a entrada de maometanos nos EUA, abriria uma exceção ao novo prefeito, que dispensa a exceção e que é preciso que se entenda que os valores liberais do ocidente – diríamos do falso ocidente pois o autêntico é o cristão, nascido com o Édito de Milão – não proíbem o Islão.

"Donald Trump e os que o cercam pensam que os valores liberais ocidentais são incompatíveis com o islã majoritário – Londres provou que ele está errado"( In: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/05/prefeito-de-londres-seria-excecao-banimento-de-muculmanos-diz-trump.html).

O que está em curso agora é como dissemos, o fim duma época: aquela em que muçulmanos, embora presentes na Europa Ocidental, ainda não ocupavam posições de poder e prestígio, onde apesar de detentores de direitos legais – como no caso de imigrantes naturalizados cidadãos da Europa – ainda não tinham ascendido ao Estado. E, por efeito, o começo de outra, onde o muçulmano, sem deixar se tornar europeu, ascende ao poder político. A história e repete: os judeus que aos poucos viraram ferramentas econômicas para as monarquias modernas, depois ganharam direitos  através das revoluções liberais. Agora os maometanos - muitos vindos de países afroasiáticos pobres, e que viram mão de obra barata numa Europa sem filhos, em franca baixa populacional - tornam-se aos poucos economicamente fundamentais para a economia do velho mundo e depois transformam-se em sujeitos de direitos plenos. É difícil imaginar que tudo isso se trata, apenas, de uma coincidência, embora não seja possível desconsiderar os fatores histórico espontâneos que determinam a penetração do Islão na Europa - como a herança das colonizações e da descolonização. 

Perante este contexto não é a toa que Khan defenda a União Européia, organismo fundado na retórica abjeta dos direitos universais. Sem a UE não haveria base legal para a penetração muçulmana, agora, não só nos bairros franceses, ingleses, alemães, mas até no poder instituído.

A penetração muçulmana segue os mesmos passos daquela efetivada pelos judeus; a consequência dessa penetração hebréia não poderia ter sido pior para o mundo ocidental cristão como mostramos aqui: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2013/04/por-que-os-judeus-estao-apoiando-o_17.html.

O poder hebreu, instalado, no cerne mesmo do atual ocidente, conspira pelo fracasso de nossa instituição familiar e consequente fracasso civilizacional.

Não nos iludamos: a penetração muçulmana não será menos pior; o efeito imediato dela será a aceleração da descristianização da Europa e do resto do Ocidente. Mais mesquitas serão construídas na Europa, mais facilidades pra naturalização serão oferecidas a muçulmanos; por efeito mais e mais elementos radicais terão acesso a Europa; certamente, não tardará o dia em que tais grupos poderão instalar, plenamente, a sharia em seus bairros, em nome do repeito a diversidade cultural.

A única saída para o combalido ocidente, nesta hora, é o nacionalismo cristão, do qual a Polônia é um exemplo a ser seguido. Um nacionalismo cristão que estimule e faça do aumento da natalidade uma política de estado, de salvação pública; sobretudo um nacionalismo que ignore as diretivas do atual Papa – que em conluio com a UE e ONU vem trabalhando pela entrada sistemática de maometanos na Europa – sobre abertura das fronteiras. Aliás é preciso que se diga que o Papa Francisco hoje é a peça fundamental para a islamização final do ocidente através de sua retórica de abertura das fronteiras. O próximo passo disso poderá ser a islamização da América Latina( http://islambr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1028%3A1o-conferencia-das-autoridades-islamicas-da-america-latina&catid=36%3Amanchetes&Itemid=97) Pouco importa e Sadik é um muçulmano liberal de esquerda que defende o “casamento gay”. Pouco importa sua ideologia. O que interessa mesmo é que a exemplaridade de sua eleição abre portas para que qualquer islâmico possa ocupar postos de influência decisiva no continente europeu.

Também é bom recordar que o prefeito de Londres, anos atrás, apareceu em uma manifestação junto com Sulaiman Ghani, líder muçulmano acusado de ser fundamentalista. O que talvez signifique que seu apoio ao casamento gay seja apenas uma estratégia para parecer liberal e ganhar simpatia.

Em suma, nunca como agora o ocidente esteve tão em risco. Ou nos conscientizamos disso e nos unimos em torno de um patriotismo cristão, defendendo nossas fronteiras e famílias da ameaça maometana, com base numa luta contra a noção de direitos universais do homem – a retórica da ONU que embasa a invasão de nossa civilização por elementos estranhos e cancerosos – ou nossa civilização acabará em poucas décadas.


In hoc signo vinces. Pela cruz venceremos. Unamo-nos em torno dela nesta hora de  terríveis perigos!!! 





terça-feira, 12 de abril de 2016

Olavo contra o magistério e os santos, sobre hereges e livros suspeitos: mais uma descida ao inferno da seita olavista!!!


Anos atrás o professor católico, Fedeli, provou o caráter heretizante das doutrinas de Olavo. Porém ainda há católicos que levam o sujeito a sério.

Senhores mais uma vez fazemos nosso o dever de denunciar a perigosa e serpentina seita do astrólogo de Campinas, vulgo Olavo de Carvalho. Toda seita se caracteriza por ter uma doutrina própria e não aquela que Nosso Senhor Jesus Cristo revelou e continua a ensinar pela boca da Igreja.
É exatamente o que se dá no caso do círculo fanatizado formado por Carvalho. Contando com devotados alunos, quais ovelhas dedicadas ao pastor, sua doutrina perigosa e falsa vai sendo espalhada em meios católicos sob a falsa justificativa de ele é um homem de fé. Não é preciso ir muito longe. O senhor Caio Rossi, por meio de seus oportuníssimos vídeos sobre a relação entre o senhor Olavo e a doutrina perenialista e ainda, sobre a ligação entre perenialismo e satanismo ( Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=jUH4S1tzGCg) já demonstrou cabalmente que estamos perante uma perigosa seita que visa infiltrar ambientes eclesiásticos.
Para demonstrar de modo ainda mais cristalino que o astrólogo paulista - que se faz passar por filósofo sem que jamais tenha terminado o segundo grau - tem uma doutrina oposta a da santa mãe Igreja, faremos uma breve exposição de alguns de seus ditos com o ensino dos santos e papas.
1- Olavo e hereges:
Olavo sustenta que: "O pessoal acha que ser cristão é defender posições doutrinárias, e em nome delas difamar, mentir, achincalhar, desprezar, fazer-se de superior. ESSE É O CAMINHO SEGURO DO INFERNO." (Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014)
Mas outra é a doutrina dos santos, pois vejamos:
"Para que se compreenda melhor que a imitação perfeita de Nosso Senhor não consiste apenas na doçura e na suavidade, mas ainda na energia, citaremos alguns episódios ou algumas frases de certos Santos. O Santo é aquele que a Igreja declarou, com autoridade infalível, ser um imitador perfeito de Nosso Senhor. Como imitaram os Santos a Nosso Senhor? Vejamos.
Santo Inácio de Antioquia, mártir do século segundo, escreveu várias cartas a diversas Igrejas, antes de ser martirizado. Nestas cartas, ocorrem sobre os hereges expressões como estas: “bestas ferozes (Eph. 7); lobos rapaces (Phil. 2,2); cães danados que atacam traiçoeiramente (Eph. 7); bestas com rosto de homens (Smyrn. 4,1); ervas do diabo (Eph. 10,1); plantas parasitas que o Pai não plantou (Tral. 11); plantas destinadas ao fogo eterno (Eph. 16,2)”.
Este modo de tratar os hereges, como se vê, seguia de perto os exemplos de São João Batista que aos escribas e fariseus chamava de “raça de víboras”, e de Nosso Senhor Jesus Cristo que aos mesmos apelidava de “hipócritas” e “sepulcros caiados”.
Assim também procederam os Apóstolos. Refere Santo Irineu, mártir do século segundo e discípulo de São Policarpo, o qual por sua vez fora discípulo de São João Evangelista, que certa vez indo o apóstolo aos banhos, retirou-se sem se lavar pois aí vira Corinto, herege que negava a divindade de Jesus Cristo, com receio, dizia, que o prédio viesse abaixo, pois nele se encontrava Corinto, inimigo da verdade. O mesmo São Policarpo, encontrando-se um dia com Marcião, herege docetista, e perguntando-lhe este se o conhecia, respondeu o santo: “Sem dúvida, és o primogênito de Satanás”.
Aliás, nisto se seguiam o conselho de São Paulo: “Ao herege, depois de uma e duas advertências, evita, pois que já é perverso e condena-se por si mesmo”(Tit. 3,10).
O mesmo São Policarpo se casualmente se encontrasse com herege, tapava os ouvidos e exclamava: “Deus de bondade, porque me conservaste na terra a fim de que eu suportasse tais coisas?” E fugia imediatamente para evitar semelhante companhia.
No século IV narra Santo Atanásio que Santo Antônio eremita chamava aos discursos dos hereges venenos piores do que o das serpentes.
E, em geral, este é o modo como os Santos Padres tratavam os hereges, como se pode ver de um artigo publicado na “Civiltà Cattolica”, periódico fundado por S. S. Pio IX, e confiado aos padres jesuítas de Roma. Nesse artigo citam-se vários exemplos que transcreverei:
“Santo Tomás de Aquino, que apresentado às vezes como invariavelmente pacífico para com seus inimigos, numa das suas primeiras polêmicas com Guilherme de Santo Amor, que ainda não estava condenado pela Igreja, assim o trata e aos seus sequazes: “inimigos de Deus, ministros do diabo, membros do Anticristo, inimigos da salvação do gênero humano, difamadores, semeadores de blasfêmias, réprobos, perversos, ignorantes, iguais ao Faraó, piores que Joviniano e Vigilâncio (hereges que negavam a Virgindade de Nossa Senhora)”. São Boaventura a um seu contemporâneo Geraldo chamava: “protervo, caluniador, louco, envenenador, ignorante, embusteiro, malvado, insensato, pérfido”.
O melífluo São Bernardo, a respeito de Arnaldo de Brescia que levantou cisma contra o clero e os bens eclesiásticos disse: “desordenado, vagabundo, impostor, vaso de ignomínia, escorpião vomitado de Brescia, visto com horror em Roma, com abominação na Alemanha, desdenhado pelo Romano Pontífice, louvado pelo diabo, obrador de iniqüidades, devorador do povo, boca cheia de maldição, semeador de discórdias, fabricador de cismas, lobo feroz”.
Mais antigamente, São Gregório Magno, repreendendo a João, Bispo de Constantinopla, lança-lhe em rosto seu profano e nefando orgulho, sua soberba de Lúcifer, suas palavras néscias, sua vaidade, a escassez de sua inteligência.
Nem de outra maneira falaram os Santos Fulgêncio, Próspero, Jerônimo, Sirício Papa, João Crisóstomo, Ambrósio, Gregório Nazianzeno, Basílio, Hilário, Atanásio, Alexandre, Bispo de Alexandria, os santos mártires Cornélio e Cipriano, Antenagoras, Irineu, Policarpo, Inácio Mártir, Clemente, todos os Padres enfim da Igreja que se distinguiram por sua heróica virtude.
Se se quiser saber quais as normas que dão os Doutores e Teólogos da Igreja para as polêmicas com os hereges leia-se o que traz São Francisco de Sales, o suave São Francisco de Sales, na Filotea, cap. XX da parte II: “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa (desde que não se falte à verdade), sendo obra de caridade gritar: Eis o lobo!, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado.”( In: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20410928_N%C3%83OTRATEMOSOSLOBOSCOMOOVELHASPERDIDAS.htm#.Vw0XZNHmrIU)
Olavo ainda diz que: " "Nada mais típico do recém-convertido do que a vaidade de "combater heréticos". Dez anos de caridade e humildade antes disso, em total silêncio, não lhe fariam nada mal". (Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014).

Ora, Cirilo de Jerusalém, bispo dos tempos patrísticos, em sua obra Catequese, um manual para catecúmenos, ou seja, para recém convertidos, dá essa diretiva: "" Te reúnas com as ovelhas; foge dos lobos; não te afastes da Igreja. Aborrece, inclusive aos que em algum momento hão sido suspeitos destas coisas - da  heresia; e se, com o tempo não te convences de sua conversão, não confie neles de forma temerária. Entrega-te a verdade da monarquia divina; descobre o sentido destes ensinos: seja um provado banqueiro, retendo o que é bom e apartado de toda classe do mal. E se alguma vez foste desses, reconheçe e aborrece o erro; pois o caminho da salvação está em que os vomite e os aborreça de coração; em que te apartes deles não só com os lábios mas com a alma; em que adores o Pai de Cristo, o Deus da Lei e dos Profetas e que conheças o bom e o justo, ele que é único e mesmo Deus. Que ele os conserve a todos vós, mantendo a vós firmes e sem tropeços, fortes na fé, em Cristo Jesus, Nosso Senhor, a quem seja dada a glória pelos séculos e séculos. Amém." In: Cirilo de Jerusalém. Catequesis (Catequesis 6. La unidad de Dios). Editorial Ciudad Nueva. Madrid, 2006, p.160.

Vejam que Cirilo manda, não apenas, se afastar dos meros suspeitos de heresia, mas diz que é preciso aborrecê-los - em suma, denunciá-los e difamá-los para que a peste da heresia não se espalhe entre os fiéis.

O senhor Carvalho, entretanto, discorda e diz que: ""Você não tem obrigação NENHUMA de destruir os heréticos. Mas, caso desconfie que são heréticos, tem a OBRIGAÇÃO ESTRITA de procurá-los pessoalmente e adverti-los com paciência e bondade. Se em vez disso você sai logo de cara gritando contra eles, você JÁ ESTÁ NO INFERNO." (Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014).

Ora Cirilo deixa claro que é dever aborrecer até os meros suspeitos de Heresia o que consiste em gritar publicamente para alertar as ovelhas do perigo de um possível lobo. Ademais o senhor Olavo já foi advertido de heresia por meio das polêmicas bem fundamentadas do então vivo professor Fedeli. Se ele não ouviu a admoestação - toda ela fundada na doutrina dos padres, santo e papas - então é ele que está no CAMINHO DO INFERNO.


2- Olavo e livros suspeitos de heresia:

Vejamos a afirmação de Olavo quanto ao tema;




Carvalho deixa evidenciado que sua ocupação não é saber se a doutrina desses filósofos, escritores, pensadores, que ele consulta, é ou não compatível com a fé - o que mostra que ele, ainda que fosse um filósofo, não poderia jamais ser um filósofo católico já que o mesmo está compromissado a tudo julgar a luz da fé.

Olavo aí professa a doutrina do livre acesso a livros, publicações, autores, etc. Ele advogada nada mais que a liberdade de imprensa e a liberdade de exame, contra o que o magistério sempre disse!!!

Escutemos a voz de PIO IX sobre o livre acesso a livros de autores suspeitos:

" 11. Devemos tratar também neste lugar da liberdade de imprensa, nunca condenada suficientemente, se por ela se entende o direito de trazer-se à baila toda espécie de escritos, liberdade que é por muitos desejada e promovida. Horroriza-Nos, Veneráveis Irmãos, o considerar que doutrinas monstruosas, digo melhor, que um sem-número de erros nos assediam, disseminando-se por todas as partes, em inumeráveis livros, folhetos e artigos que, se insignificantes pela sua extensão, não o são certamente pela malícia que encerram, e de todos eles provém a maldição que com profundo pesar vemos espalhar-se por toda a terra. Há, entretanto, oh que dor! quem leve a ousadia a tal requinte, a ponto de afirmar intrepidamente que essa aluvião de erros que se está espalhando por toda parte é compensada por um ou outro livro que, entre tantos erros, se publica para defender a causa da religião. É por toda forma ilícito e condenado por todo direito fazer um mal certo e maior, com pleno conhecimento, só porque há esperança de um pequeno bem que daí resulte. Porventura dirá alguém que se podem e devem espalhar livremente venenos ativos, vendê-los publicamente e dá-los a tomar, porque pode acontecer que, quem os use, não seja arrebatado pela morte?

12. Foi sempre inteiramente distinta a disciplina da Igreja em perseguir a publicação de livros maus, desde o tempo dos Apóstolos, dos quais sabemos terem queimado publicamente muitos deles. Basta ler as leis que a respeito deu o V. Concílio de Latrão e a constituição que ao depois foi dada a público por Leão X, de feliz recordação, para que o que foi inventado para o progresso da fé e a propagação das belas artes não sirva de entrave e obstáculo aos Fiéis em Cristo (Act. Concílio Lateran. V, ses. 10; e Constituição Alexand. VI 'Inter multiplices').O mesmo procuraram os Padres de Trento que, para
trazer remédio a tanto mal, publicaram um salubérrimo decreto para compor um índice de todos aqueles livros que, por sua má doutrina, deviam ser proibidos (Conc. Trid. sess. 18 e 25). Há que se lutar valentemente, disse Nosso predecessor Clemente XIII, de piedosa memória; há que se lutar com todas as nossas forças, segundo o exige a gravidade do assunto, para exterminar a mortífera praga de tais livros, pois o erro sempre procurará onde se fomentar, enquanto não perecerem no fogo esses instrumentos de maldade (Encíclica 'Christianae', 25 nov. 1776, sobre livros proibidos). Da constante
solicitude que esta Sé Apostólica sempre revelou em condenar os livros suspeitos e daninhos, arrancando-os às suas mãos, deduzam, portanto, quão falsa, temerária e injuriosa à Santa Sé e fecunda em males gravíssimos para o povo cristão é aquela doutrina que, não contente com rechaçar tal censura de livros como demasiado grave e onerosa, chega até ao cúmulo de afirmar que se opõe aos princípios da reta justiça e que não está na alçada da Igreja decretá-la." Mirari Vos, número 11 e 12, sua santidade, Papa Gregório XVI.

A práxis histórica da Igreja e até dos reis católicos sempre foi o de proibir publicações que contivessem sabor de heresia ou representassem perigo para a fé como bem mostra o regimento da Real Mesa Censória, de 1768 em Portugal que dizia ser proibido de circular  obras: 1- de autoria de ateus, que combatessem “nossa Santa Religião”; 2- de autores protestantes contrários à fé católica; e 3- que negassem a obediência ao Papa [...] escritos milenaristas e/ ou jesuíticos [...]: 4- ensinar feitiçaria, quiromancia, magia e astrologia; e 5- apoiar a superstição ou o fanatismo por detrás de um
aparente zelo religioso. [...]: 6- conter obscenidades que corrompessem os costumes e a moral do país; e 7- ser infamatórios e trazer sátiras, que atacassem diretamente as pessoas, ultrapassando os limites da decência [...]. 8- defender que o soberano tudo pode contra o bem comum do vassalo ou que, ao contrário, tudo concede ao povo, fomentando o “sistema maquiavélico”, ou, em contraposição, a “seita dos monarcômacos”. [...] 9- utilizar a Bíblia em sentido diverso do empregado pela Igreja. [...] 10- misturar, sem discernimento, os Artigos Dogmáticos da Fé com pontos que fossem de mera Disciplina [...]; e 11- os que impugnassem os Direitos, Leis, Costumes, privilégios, concordatas etc. da Coroa e dos Vassalos. [...] 14- ser de autoria dos “Pervertidos Filósofos destes últimos tempos” [...]. In: VILLALTA, Luís Carlos. Reformismo ilustrado, censura e práticas de leitura: usos do livro na América Portuguesa. Tese (Doutorado em História) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São Paulo. São Paulo, 1999. 640

Quem tem razão? Olavo ou PIO IX? Olavo ou a história bimilenar da Igreja?

Ainda que livros de autores heréticos possam ter algumas verdades naturais, elas também tem o perigo de portar o veneno, tão mais danoso à medida que vem misturado com "água boa".

Carvalho ainda repete a velha heresia de que a doutrina da Igreja é omissa em certas matérias - sobretudo nas questões da aplicação concreta da verdade de fé, repetindo em 2016 o mesmo erro que já houvera ensinado em 2014: " "Ser cristão é buscar ser justo e bom COMO JESUS EM CADA ATO, ESPECIALMENTE AQUELES ATOS PARA OS QUAIS A DOUTRINA NÃO DÁ UMA RECEITA PRONTA."(Olavo de Carvalho, Via Facebook, 6.4.2014).

Segundo Olavo o ensino de Cristo não dá receitas claras de como agir em cada caso. Ora isso é ir contra as disciplinas impostas pelo santo magistério - tantas vezes perante a história - é ir contra o parecer dos teólogos moralistas que se fundam na doutrina para extrair ilações casuísticas. Em suma isso é lançar fora os manuais de moral que receberam imprimatur da Igreja, manuais que visam resolver casos concreto, é lançar fora o ensino dos santos, também repletos de conselhos para situações particulares. Isso é negar a Igreja o poder de legislar em casos específicos.  É  doutrina do relativismo moral que considera que as opções morais, em cada caso, são sempre abertas a várias interpretações e possibilidades e que cada um deve decidir conforme sua consciência pessoal e não segundo o que manda a autoridade da Igreja.

Olavo é um modernista. O Modernismo, nega a capacidade do homem de conhecer a verdade revelada por Deus. O Modernismo, como toda a Filosofia moderna, nega o tomismo. O homem seria incapaz de conhecer a realidade e a verdade. Ora, é isso exatamente que Olavo diz; Deus seria objeto não de conhecimento mas apenas de experiência( aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HB3UTy1YT7M). Ora se Olavo nega a possibilidade de conhecer a doutrina sobre Deus, a ilação lógica é que também não podemos conhecer com certeza objetiva a disciplina moral consequência da verdade divina. Não espanta que ele diga, então, que a doutrina é omissa para os casos particulares!!!

Restariam ainda dúvidas quanto ao cheiro de heresia que exala das doutrinas do astrólogo de Campinas?


sábado, 26 de março de 2016

Tirania eclesiástica em Goiânia!! Solidariedade ao jovem Marco Rossi!!


Dom Cruz apoia reitor petista da PUC Goiás, se colocando claramente contra a fé católica
 
 
Mais uma vez a Igreja Católica do Brasil deixa clara sua opção preferencial pelo comunismo!

Em recente polêmica envolvendo o jovem Marco Rossi que reivindicou a demissão do reitor da PUC de Goiás, sr. Wolmir Amado, em razão de sua filiação ao PT, a arquidiocese de Goiás lançou a seguinte nota:

"Comunicado da Arquidiocese de Goiânia sobre (auto) excomunhão latae sententiae de Marco Rossi Medeiros da Igreja Católica.

Em razão dos posicionamentos públicos de Marco Rossi Medeiros contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e vários irmãos no episcopado, bem como, recentemente, contra a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, seu reitor, reitoria e corpo docente, no cumprimento da responsabilidade de nosso ministério, tornamos pública nossa reprovação a suas palavras, atitudes e métodos difamatórios, que intentam macular instituições, organizações e vidas de pessoas.

Em suas investidas, embora se declare católico, Marco Rossi Medeiros não fala e nem age em nome da Igreja Católica.

Lembramos oportunamente que ao bispo da Igreja arquidiocesana – e somente a ele, dentro de sua circunscrição eclesiástica -, compete a responsabilidade canônica de promover e garantir a unidade e a retidão da doutrina e da fé. Somente do arcebispo é a competência para discernir, decidir, nomear, destituir e acompanhar o governo das instituições eclesiais da Arquidiocese de Goiânia.

Todo e qualquer católico que se outorga ilegítimos direitos de suscitar rupturas na unidade da Igreja está por isso mesmo atentando contra a comunhão e se colocando fora dela ‘latae sententiae’.

Reiteramos nosso apoio, solidariedade e gratidão à PUC Goiás, ao reitor e à reitoria, aos gestores, professores e funcionários, pelo serviço e pelo bem que prestam à Educação Superior, à nossa querida Pontifícia Universidade Católica e à Arquidiocese de Goiânia.

No Ano da Misericórdia, oremos ardentemente pela paz e pela harmonia do povo brasileiro. Recusemos e reprovemos, com firmeza, qualquer prática acusatória e ofensiva que incite ao ódio e à divisão, na família, na Igreja e na sociedade.

No fiel discipulado missionário, unidos à paixão de Cristo, como Igreja, continuemos perseverantes, rumo ao Reino definitivo.

Rezemos por este irmão, para que seja tocado pela ação do Espírito Santo e tenha a proteção da Santa Mãe de Deus.

Dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia e Grão Chanceler da PUC Goiás
Dom Levi Bonatto, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia."

 

Dom Cruz, com isso cometeu um ato tirânico e anti-evangélico. Em resposta a este ato queremos aqui protestar e defender o gesto do sr. Rossi.

 O teor do documento da arquidiocese levanta a acusação de que Marco Rossi incorreu em cisma levando em conta o cânon 1364 do CDC que diz § 1. O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae.

Ora é evidente que não há, no gesto do rapaz, nenhum objetivo de fomentar a divisão dentro do rebanho católico mas sim de fazer uso de suas prerrogativas e direitos como leigo católico quais sejam as garantidas pelos cânons 208 a 223; entre as coisas disciplinadas por estes cânons destacamos:

- Direito, e até o dever, de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja.

Logo o sr. Marco Rossi quis alertar a situação de perigo que vive a Igreja no Brasil. Ora é sabido o apoio que a CNBB dá ao PT, partido que tem promovido descalabros como aborto, homossexualismo, políticas de cunho socialista, absurdos incompatíveis com a doutrina católica. Não é possível que um leigo relegue para segundo plano seu dever de alertar o rebanho para esse problema e que não levante a voz para lembrar aos bispos sua obrigação grave de fomentar em meio a Igreja a sã doutrina e a sã disciplina, quando eles mesmos esqueceram disso.

Santo Tomás afirma que “A emissão de um juízo exige três condições. Primeiro, o poder de governar súditos, donde o dizer a Escritura: Não pretendas ser juiz se não tens valor para romperes com esforço por entre as iniquidades. Em segundo lugar é necessário a retidão do zelo, isto é, não devemos proferir o juízo por ódio ou inveja, mas por amor da justiça, segundo aquilo da Escritura: Porque o Senhor castiga aquele a quem ama e acha nele a sua complacência como um pai a seu filho. Terceiro, é necessária a sabedoria, fundada na qual formamos o juízo, donde o dizer a Escritura: O juiz sábio fará justiça ao seu povo. Ora, as duas primeiras condições o juízo as preexige; mas na terceira é que propriamente se funda a forma dele, pois, a razão mesma do juízo é a lei da sabedoria ou da verdade, segundo a qual julgamos.”( Suma Teológica III parte, A vida de Cristo, Questão 59, artigo 1: se o poder judiciário deve ser especialmente atribuído a Cristo).

Assim ainda que Dom Cruz esteja investido do poder de governar súditos, não está imbuído nem de retidão de zelo – pois usa dois pesos e duas medidas: considera grave que o jovem Marco Rossi proteste contra a filiação do reitor da PUC Goiás ao PT mas não considera grave que um reitor de uma Universidade Pontifícia, cujo papel é fomentar a cultura desde uma perspectiva católica, seja filiado a um partido que se põe na contramão da moral católica -nem de vontade acérrima de romper com a iniquidade promovida pelo PT.  Destarte só podemos concluir com Santo Tomás que este ato é movido por ódio: ódio ao fato de o sr. Marco Rossi ter revelado a contradição abjeta da linha de ação da Arquidiocese com os excelsos ditames da Fé Católica.

A terceira condição para o juízo é a sapiência como bem diz Santo Tomás em sua suma. É ela que valida a forma do juízo. Um juízo não fundado na verdade não é juízo. E aqui perguntamos a Dom Cruz: onde está a verdade quando o sr. permite que um reitor adira a um partido cuja linha de pensamento diverge radicalmente de tudo quanto a Igreja ensina em matéria social e de tudo que ela ensina quanto a malignidade do socialismo( ao qual o PT se filia, inegavelmente como vemos aqui: https://www.youtube.com/watch?v=efkaaNgNI_c) ? Onde está a verdade de vosso juízo Dom Cruz, quando o sr. ignora que isso atenta ao que dizes em vossa carta pastoral “ A universidade católica no coração do mundo” no número 14, onde o senhor mesmo assevera que a vós cabe zelar pela ortodoxia católica dentro do ambiente da PUC Goiás???

O documento da sagrada congregação para a doutrina da fé datado de 2002, referente a ação política dos católicos diz que “ [4] Neste contexto, há que acrescentar que a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos. Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica. Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum...Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa. É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia….[7 ]Aconteceu, em circunstâncias recentes, que também dentro de algumas associações ou organizações de inspiração católica, surgiram orientações em defesa de forças e movimentos políticos que, em questões éticas fundamentais, exprimiram posições contrárias ao ensinamento moral e social da Igreja. Tais escolhas e alinhamentos, estando em contradição com princípios basilares da consciência cristã, não são compatíveis com a pertença a associações ou organizações que se definem católicas. Verificou-se igualmente, que certas revistas e jornais católicos em determinados países, por ocasião de opções políticas, orientaram os eleitores de modo ambíguo e incoerente, criando equívocos sobre o sentido da autonomia dos católicos em política, e não tendo em conta os princípios acima referidos...Neste âmbito, há que recusar as posições políticas e os comportamentos que se inspiram numa visão utópica que, ao transformar a tradição da fé bíblica numa espécie de profetismo sem Deus, instrumentaliza a mensagem religiosa, orientando a consciência para uma esperança unicamente terrena que anula ou redimensiona a tensão cristã para a vida eterna.”( NOTA DOUTRINAL sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política).

Portanto como conciliar as determinações da CDF em 2002 com o fato de um reitor de uma universidade pontifícia estar filiado a um partido como o PT? Como negar que o PT assumiu uma luta pelo aborto( http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ministra-vai-a-onu-e-ja-tera-debate-sobre-aborto,835007) em nosso país? Como admitir que alguém que se filia a um partido desses possa ser protegido e ter seu cargo preservado sob a alegação de que exerce a liberdade de filiação partidária e ao mesmo tempo punir um jovem que protesta contra esta grave injúria a fé e que se levanta em nome dos princípios elencados na Nota doutrina da CDF em 2002?

Respeitamos vossa autoridade apostólica Dom Cruz, mas não podemos nos furtar de dizer que não restam dúvidas: o senhor age como um tirano. Ao invés de zelar pela boa ordem na PUC Goiás, usa a lei para proteger um reitor que colabora com um partido onde os conteúdos morais da fé são subvertidos de modo claro e público e pune um jovem que se ocupa do bem do rebanho. Quem de fato promove a divisão do rebanho é vossa excelência ao permitir que sujeitos dotados de má doutrina ocupem cargos de comando numa universidade católica.

"é preciso saber que, caso se tratasse de um perigo para a Fé, os superiores deveriam ser repreendidos pelos inferiores, mesmo publicamente. Isso ressalta da maneira e da razão de agir de São Paulo em relação a São Pedro, de quem era súdito, de tal forma, diz a glosa de Santo Agostinho, que 'o próprio Chefe da Igreja mostrou aos superiores que, se por acaso lhes acontecesse abandonarem o reto caminho, aceitassem ser corrigidos pelos seus inferiores’" (S. Tomás., Sum. Theol. IIa-IIae, q. 33, art. 4, ad 2m).

Por Rafael G. Queiroz.





domingo, 13 de março de 2016

Por que Eva foi enganada pelo diabo e não Adão segundo Sto. Agostinho?



Segundo Agostinho, Eva foi a maior culpada no que tange ao primeiro pecado, chamado de pecado original. O santo doutor diz em sua obra " A Cidade de Deus" tomo II, livro décimo quarto, capítulo 11 sobre a queda do primeiro homem:

"O diabo escolheu a cobra...animal lúbrico...com o propósito de falar com sua boca...com perversidade espiritual, falou com falácia à mulher. Começou pela parte inferior da sociedade humana, para gradualmente ascender ao todo, na consciência de que o homem não seria tão facilmente crédulo e não poderia ser enganado por erro, senão acedendo ao erro alheio".
 
Em suma o doutor da Igreja afirma que:
 
1- A cobra foi escolhida por satanás para falar à mulher por sua "lubricidade": isso significa por ser "escorregadia". Essa figura corresponde a um significado; a qualidade lisa ou escorregadia da cobra remete à sensualidade, ou seja, ao apego aos sentidos, ao prazer sensível.
 
2- O diabo usou de falácia: mentiu para a mulher ao dizer que ela não morreria se comesse do fruto.
 
3- O diabo tentou a mulher devido a sua fraqueza natural e sua inclinação maior aos sentidos. A mulher é naturalmente mais sensível que o homem. Seu corpo é mais dotado de pontos capazes de sentir prazer que o do homem. O diabo a tentou com a esperança de um prazer sensível decorrente de comer o fruto; apresentou-o como saboroso.
 
4- O homem, sendo menos sensível ao estímulo do prazer, não foi por primeiro tentado pelo diabo que seria rechaçado se o fizesse.
 
Para demonstrar a superioridade da natureza masculina, mais mental, que a da mulher, mais sensual,  Santo Agostinho cita alguns exemplos da escritura como:
 
" Aarão não deu seu consentimento ao povo para a construção do ídolo, induzido ao erro, mas cedeu obrigado"
 
"nem é crível haver Salomão pensando erroneamente que se devia sacrificar aos ídolos mas foi forçado pelo COQUETISMO DE SUAS CONCUBINAS a cometer semelhantes sacrilégios".
 
Ou seja: Salomão cedeu aos encantos faceiros de suas concubinas e não por convicção mental.  Coquete significa aquilo que é "provocante, que é agradável à vista." Segundo o filósofo francês Rousseau, essa é a principal qualidade da mulher, a que lhe é mais inata: a capacidade de provocar desejo no homem através do encanto corpóreo e dos gestos sensuais.
 
Assim continua Agostinho dizendo:
 
" Assim também estamos em nosso direito ao dizer que o primeiro homem violou a lei de Deus, não porque crera na verdade aparente do que lhe dissera a mulher... mas por condescender com ela por causa do amor que os unia. Não em vão disse o apóstolo: Adão não foi enganado, por sua vez, a mulher, sim. Eva tomou por verdadeiras as palavras da serpente e Adão não quis romper o único enlace mesmo na comunhão do pecado. Nem por isso é menos culpado, pois pecou,  com ciência e consciência. Desse modo não diz o apóstolo: Não pecou", mas "Não foi enganado"...sem experiência da severidade divina julgou ele, Adão, venial o cometido, enganando-se só na apreciação da gravidade do pecado. Por isso não foi seduzido no que o foi a mulher mas errou no modo que Deus havia de julgar a escusa: "a mulher que me deste ofereceu-me e comi"
 
Agostinho deixa patenteado que Adão só pecou porque cedeu aos encantos da mulher e não por convicção racional de que o ato não fosse pecaminoso. Adão sabia se tratar de pecado mas julgou-o venial - leve. Preferindo ceder a mulher - para não perder os seus favores e o seu amor - transgrediu a lei eterna. Já a mulher pecou por ter se deixado levar pelo seu apego as aparências sensíveis; por causa dela corrompeu seu juízo julgando bom o que era mau.
 
A leitura feita pelo santo doutor permitem muitas conclusões importantes: uma é de que numa sociedade a autoridade deve estar enfeixada nas mãos dos homens, já que, como ele mesmo afirma, são os mesmos a parte superior da sociedade sendo a mulher inferior, dada a sua natureza mais sensual. Assim como a razão deve governar os sentidos os homens devem governar sobre as mulheres. Não sem razão, Nosso Senhor Jesus Cristo, instituiu sua Igreja apenas com base na autoridade de Apóstolos, ou seja de "Varões Eleitos" para governá-la. Uma sociedade que estabelece a igualdade entre os sexos - não a igualdade de dignidade, coisa cristianíssima, que significa que homem e mulher tem, cada um a seu modo, direitos e deveres e que, moralmente são iguais perante Deus - no sentido de igualdade de papéis ou de poder( onde mulheres passam a ter o poder de governar a casa ignorando ou suplantando a autoridade marital ou pior, quando mulheres, em razão de divórcios, passam ter a função de "pais de família") rumará, inevitavelmente, para a ruína.

Escrito por Rafael G. Queiroz( Professor de filosofia, história e catequista católico).

sábado, 16 de janeiro de 2016

O anticristo e o papel dos judeus nos padres e doutores da Igreja!


O ANTICRISTO NOS PADRES DA IGREJA.
 O rabino Amar recentemente falou da vinda do "Messias" esperado pelos judeus. Sabemos, porém, que o Messias já veio( Jesus Cristo). Logo os judeus receberão um falso Messias que a fé chama de Anticristo. Os padres esclarecem a relação entre ele e os judeus, arqui-inimigos da cristandade.


SANTO IRINEU DE LIÃO


“Além disso, afirma o que já temos abundantemente demonstrado, isto é, que o templo de Jerusalém foi construído de acordo com a prescrição do verdadeiro Deus. O Apóstolo, manifestando a sua opinião, chama-o propriamente de templo de Deus. No terceiro livro dissemos que os apóstolos, falando em seu próprio nome, nunca chamam Deus a ninguém, a não ser ao verdadeiro Deus, o Pai de nosso Senhor, por ordem do qual foi construído o
templo de Jerusalém, pelos motivos apresentados acima, no qual se assentará o adversário querendo passar por Deus, conforme diz também o Senhor: “Quando virdes a abominação da desolação, de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo...” (S. Ireneu de Lião, Contra as heresias, Livro V, 25,2; ed. Paulus, p. 585)



“É exatamente isto que fará o Anticristo no tempo de seu reinado:
transferirá o seu reinado para Jerusalém, assentar-se-á no templo de Deus, enganando os seus adoradores, fazendo com que creiam que é o Cristo.” (S. Ireneu de Lião, Contra as heresias, Livro V, 25, 4, 587)



Jeremias não somente indica a instantaneidade da sua vinda, mas também a tribo donde ele virá, com estas palavras: “Ouviremos o barulho da velocidade dos seus cavalos vindos de Dã; pelo relinchar dos seus cordéis em corrida, toda a terra se turvará; e ele virá, e devorará a terra e o que ela contém, a cidade e os seus habitantes.” (1 Ts 5,3; Jr 8,16) É esta a razão pela qual esta tribo não será contada, no Apocalipse, entre as que se salvam.” (S. Ireneu de Lião, Contra as heresias, Livro V, 30, 2, 599)






SÃO CIRILO DE JERUSALÉM


“y dándose a si mismo con mentira el nombre de Cristo; y con esa usurpación del nombre de Cristo
enganará a los judíos que esperan al Ungido(S. Cirilo de Jerusalém, Catequesis 15, 11, ed. Ciudad Nueva, p. 340)


“Al principio, como si quiera tratara de una persona sensata y prudente, simulará bondad, moderación y humanidad,
dando el pego a los judíos, como si fuese el Cristo esperado, con signos y prodígios” (S. Cirilo de Jerusalém, Catequesis 15, 11, ed. Ciudad Nueva, p. 340)


“ ‘Y dice tambiém: Que se opone y se alza sobre todo lo que lleva el nombre de Dios o es adorado. Sobre todo Dios; es decir, que el Anticristo odiará los ídolos:
Hasta el punto de sentarse él mismo en el templo de Dios (2 Ts 2,4)’. ¿Y de qué templo se trata? Habla del templo judio que fue destruído; ¡ por Dios !, que no se refiera a este en el que nos encontramos. ¿ Por qué décimos esto ? Para que no parezca que nos favorecemos a nosotros mismos. Porque si viene a los judíos como Mesías y quiere que lo adoren, para engañarles mejor mostrará su celo por el templo, sembrando la sospecha de que él es del linaje de David, el que reedificará el templo que ya fue construído por Salomón.” (S. Cirilo de Jerusalém, Catequesis 15, 15, ed. Ciudad Nueva, p. 342 / 343)





RUFINO DE AQUILÉIA


“Debemos saber, sin embargo, que esta venida salvífica de Cristo tratará de simularla fraudulentamente el enemigo con el fin de enganar a los fieles, presentándose el hijo de la perdición con signos y prodígios enganosos en lugar del Hijo del hombre, que se espera que venga el la majestad de su Padre, introduciendo en este mundo al Anticristo en vez de a Cristo; acerca de esto el
Señor en el Evangelio anunció a los judíos: Vine en nombre de mi Padre y no me recibisteis; vendrá outro en su nombre y recibiréis” (Jn 5, 43)(Rufino de Aquileya, Explicación del Símbolo, 32, ed. Ciudad Nueva, p. 94)





SÃO JERÔNIMO


“Egipto quedará em la desolación e Idumea se convertirá em um desierto de perdición, porque obraron inicuamente com los hijos de Judá, al derramar sangre inocente em su tierra. Dicen los Setenta: Egipto quedará destruído e Idumea se converterá em um campo de desolación a causa de las iniqüidades de los hijos de Judá, puesto que derramaron sangre justa em su tierra. Tambiém respecto a este pasaje a los
judíos los invade um sueño profundo, al forjarse la vana esperanza de que em los últimos tiempos, cuando van recibir, no a Cristo, sino al anticristo...” (S. Jerônimo, Comentário a Joel, Jl, 3, 19; Obras completas, IIIa, comentários a los profetas menores, ed. BAC, p. 385)





"Não cremos que o Anticristo seja, como alguns pensam, o diabo, ou algum demônio, senão que será algum homem em quem habitará corporalmente satanás inteiro" (São Jerônimo apud Sagrada Bíblia en latin y español con notas de D. Agustín Calmot, 1833)







SÃO JOÃO DAMASCENO


“Es necesario que el Anticristo deve venir. Em efecto, Anticristo es todo aquel que no confiese que el Hijo de Dios vino en la carne (Jn 4, 2-3), que es Dios perfecto y que juntamente com ser Dios se hizo hombre perfecto. Igualmente y en modo particular y especial, se dice Anticristo al que vendrá al final del mundo (Mt 13,40). Así pues, es necesario primero predicar el Evangelio en todos los pueblos (Mt 24,14), como dijo el Señor, como argumento para los judíos contrários a Dios. En efecto, el Señor les dijo: Yo vengo en el nombre de mi Padre y no me recibís, si outro viene en su próprio nombre, a ese lo recibiréis. (Jn 5,43) Y el Apóstol dijo: Puesto que no aceptaron el amor de la verdad para ser salvados, por esto les envio Dios una fuerza de engano para que creyeran a la mentira, para que sean juzgados todos los que no creyeron a la verdad, sino que se complacieron en la injusticia (2 Ts 2, 10-12).
Los judíos no recibieran al que era Hijo de Dios, al Señor Jesucristo que también es Dios; sin embargo, recibirán al enganador, al que dice de si mismo que es dios. (Cf. 2 Jn 7; Cf. Juan Crisóstomo, Homiliae in 2 Thess., 4, 1: PG 60, 487). Sin duda, el angel enseña a Daniel que el Anticristo se llamará a si mismo de dios quando dice: “No escuchará a los dioses de sus padres (Dn 11,37) Y el Apóstol dice: Que nadie os engane de ningún modo. Primero tiene que venir el hombre de la iniquidad, el hijo de la perdición, el opositor, el que se rebela contra todo lo llamado Dios o es objeto de veneración. De modo que se sentará en el Templo de Dios, no en el nuestro sino en el antiguo en el de los judíos, porque no vendrá a nosotros, sino a los judíos.” (S. João Damasceno, Exposición de la fe, Libro IV, 26 (99), ed. Ciudad Nueva, p. 305ss)





HIPÓLITO DE ROMA


"
Antichrist, who is also himself to raise the kingdom of the Jews." [Anticristo, nascerá do reino dos judeus] (Hippolytus of Rome, Treatise on Christ and Antichrist. n.25) Disponível em: http://www.earlychristianwritings.com/text/hippolytus-christ.html

“Now, as our Lord Jesus Christ, who is also God, was prophesied of under the figure of a lion, on account of His royalty and glory, in the same way have the Scriptures also aforetime spoken of Antichrist as a lion, on account of his tyranny and violence. For the deceiver seeks to liken himself in all things to the Son of God. Christ is a lion, so Antichrist is also a lion; Christ is a king, so Antichrist is also a king. The Saviour was manifested as a lamb; so he too, in like manner, will appear as a lamb, though within he is a wolf. The Saviour came into the World in the circumcision, and he will come in the same manner. The Lord sent apostles among all the nations, and he in like manner will send false apostles. The Saviour gathered together the sheep that were scattered abroad, and he in like manner will bring together a people that is scattered abroad. The Lord gave a seal to those who believed on Him, and he will give one like manner. The Saviour appeared in the form of man, and he too will come in the form of a man.
The Saviour raised up and showed His holy flesh like a temple, and he will raise a temple of stone in Jerusalem. (Cristo mostrou Sua carne como um Templo, e se levantou no terceiro dia; e ele, também, levantará novamente o Templo de pedra em Jerusalém.) And his seductive arts we shall exhibit in what follows. But for the present let us turn to the question in hand. (S. Hippolytus of Rome, Treatise on Christ and Antichrist. n. 06) Disponível em: http://www.earlychristianwritings.com/text/hippolytus-christ.html






“For in every respect that deceiver seeks to make himself appear like the Son of God. Christ is a lion, and Antichrist is a lion. Christ is King of things celestial and things terrestrial, and Antichrist will be king upon earth. The Saviour was manifested as a lamb; and he, too, will appear as a lamb, while he is a wolf within. The Saviour was circumcised, and he in like manner will appear in circumcision. The Saviour sent the apostles unto all the nations, and he in like manner will send false apostles. Christ gathered together the dispersed sheep, and he in like manner will gather together the dispersed people of the Hebrews. Christ gave to those who believed on Him the honourable and life-giving cross, and he in like manner will give his own sign. Christ appeared in the form of man, and he in like manner will come forth in the form of man. Christ arose from among the Hebrews, and he will spring from among the Jews.
Christ displayed His flesh like a temple, and raised it up on the third day; and he too will raise up again the temple of stone in Jerusalem. And these deceits fabricated by him will become quite intelligible to those who listen to us attentively, from what shall be set forth next in order.”(Hippolytus de Roma, A discourse by the most blessed Hippolytus, bishop and martyr, on the end of the world, and on Antichrist, and on the second coming of our lord Jesus Christ. Section XX)



http://www.ccel.org/ccel/schaff/anf05.iii.v.i.xx.html?highlight=antichrist,temple#highlight


“For as Christ springs from the tribe of Judah, so
Antichrist is to spring from the tribe of Dan. And that the case stands thus, we see also from the words of Jacob: "Let Dan be 'a serpent, lying upon the ground, biting the horse's heel." (Gn 49, 17. Dã será uma serpente no caminho, uma cobra na estrada, que morde a pata do cavalo e derruba o cavaleiro.)
(S. Hippolytus of Rome, Treatise on Christ and Antichrist. n. 14) Disponível em: http://www.earlychristianwritings.com/text/hippolytus-christ.html



SÃO JOÃO CRISÓSTOMO


“Yo he venido en nombre de mi Padre y no me recibís. Si otro viene en su nombre propio, a ése lo recibiréis. ¿Observas cómo continuamente afirma haber venido para esto, y haber recibido del Padre la potestad de juzgar, y que nada puede hacer de sí mismo, todo con el objeto de quitar toda ocasión de malicia? Mas ¿a quién se refiere al decir que vendrá otro en nombre propio? Deja aquí entender a! Anticristo y con un argumento irrebatible les demuestra su perversidad [de los
judíos] ... También por aquí podía haberles demostrado que no amaban a Dios, pues no recibían al que se decía enviado de Dios. Pero demuestra la impudencia de ellos por el camino contrario, o sea que al Anticristo sí lo recibirían. Puesto que no recibían al que se decía enviado de Dios, y en cambio más adelante adorarían a otro que no conocería a Dios, sino que, lleno de jactancia se diría él mismo ser Dios, quedaba manifiesto que la persecución tenía como origen la envidia y el odio de Dios... Pablo, hablando del Anticristo proféticamente, dice: Les enviará Dios toda suerte de seducciones perversas para que acaben condenados, pues no creyeron en la verdad, al paso que se complacían en la injusticia”. (S. João Crisóstomo, Homílias sobre el evangelio de san juan /2, Ed. Ciudad Nueva, p. 131. Homilia 41, Juan 5, 39-47)



"Quem será este Anticristo? Será satanás? Não, senão um homem em quem se encontrará toda a eficácia de Satanás, porque segundo o Apóstolo, será um homem que se levantará contra tudo que se chama Deus" (São João Crisóstomo, apud Sagrada Bíblia en latin y español con notas de D. Agustín Calmot, 1833)



SANTO HILÁRIO DE POITIERS




“O de otro modo, el Señor da a conocer un indicio seguro de su venida futura diciendo: "Cuando viereis que la abominación". Esto lo dijo el profeta refiriéndose a los tiempos del Anticristo. Fue llamada abominación, porque viniendo contra Dios, reclama para sí el honor de Dios; y abominación de desolación, porque ha de desolar toda la tierra con guerras y mortandades, y por esto,
recibido por los judíos, se instalará en el lugar de santificación, para que donde se invocaba a Dios por las súplicas de los santos, recibido por los infieles, sea venerado con los honores de Dios. Y porque este error será más propio de los judíos, que por haber menospreciado la verdad abracen la falsedad, les aconseja que abandonen Judea y se marchen a los montes, no sea que mezclándose con aquellas gentes crean en el Anticristo y no puedan escapar de la perdición. Y lo que dice: "Y el que esté en el tejado no descienda", etc., se entiende de este modo: El techo es lo más alto de la casa y la conclusión más elevada de toda habitación; por lo tanto, todo aquél que se esforzare en la conclusión de su casa (esto es, en la perfección de su corazón), y en hacerse nuevo por la regeneración, y elevado según el espíritu, no deberá rebajarse por la codicia de bienes mundanos. "Y el que estará en el campo", etc., esto es, cumpliendo con su deber, no vuelva a los cuidados antiguos, por los que habrá de volver a tomar el vestido formado por los pecados viejos con que se cubría”. (San Hilario de Poitiers, in Matthaeum, 25, apud Catena Áurea de São Tomás de Aquino, Mt 24,15-22) Disponível em http://hjg.com.ar/catena/c238.html



Nos dias difíceis e de tempestade da Igreja, ai das almas minadas pela incerteza e nas quais a fé e a piedade estiverem ainda em estado embrionário ou ainda na infância. Umas, surpreendidas no embaraço de suas incertezas e atrasadas por causa das irresoluções de seu espírito constantemente irrequieto, estarão muito pesadas para escapar às perseguições do anticristo. Outras, tendo apenas degustado os mistério da fé e embebidas somente de uma fraca dose de ciência divina, não terão força suficiente e habilidade necessário para resistir a tão grandes assaltos” (Santo Hilário de Poitiers, Comentários sobre o Evangelho de São Mateus, 25. 6).



SÃO GREGÓRIO DE TOURS



Concerning the end of the world, I believe what I have learnt from those who have gone before me. Antichrist will assume circumcision, asserting himself to be the Christ. He will then place a statue to be worshipped in the Temple at Jerusalem, as we read that the Lord has said, ‘Ye shall see the abomination of desolation standing in the holy place’.” (from the writings of Gregory of Tours) Disponível em: http://www.ccel.org/ccel/pink/antichrist.chap02.html



SULPÍCIO SEVERO


“But when we questioned him concerning the end of the world, he said to us that Nero and
Antichrist have first to come; that Nero will rule in the Western portion of the world, after having subdued ten kings; and that a persecution will be carried on by him, with the view of compelling men to worship the idols of the Gentiles. He also said that Antichrist, on the other hand, would first seize upon the empire of the East, having his seat and the capital of his kingdom at Jerusalem; while both the city and the temple would be restored by him.” (Sulpitius Severus, Dialogue II. Concerning the Virtues of St. Martin. Dialogues of Sulpitius Severus. Chapter XIV)


























SANTO AGOSTINHO DE HIPONA




Em que templo de Deus se sentará? Não sabemos se nas ruínas do templo de Salomão ou na Igreja. É claro que o Apóstolo não chamaria templo de Deus ao templo de algum ídolo ou do demônio. Por isso alguns pretendem que essa passagem que fala do anticristo não se refira ao príncipe, mas a seu corpo todo, ou seja, à multidão de homens que lhe pertencem, com ele à cabeça. E acham mais correto seguir o texto grego e não dizer em latim in templo Dei (no templo de Deus), na in templum Dei sedeat (tome assento dentro do templo de Deus)”(S. Agostinho, A cidade de Deus, c. XIX, ed. Vozes, p. 455)


“Outros, porém, acham que tanto estas palavras: ‘já sabeis a causa que o detém, como estas: já começou a operar-se o
mistério da iniqüidade, se referem unicamente aos maus e aos hipócritas existentes na Igreja, até formarem número capaz de constituir o povo do anticristo. É, dizem eles, ao que chama mistério de iniqüidade, porque é coisa oculta. Essas outras palavras seriam exortação do Apóstolo aos fiéis para perseverarem firmes na fé: Só que aquele que agora se mantém se mantenha em pé até ser tirado do meio, quer dizer, até sair da Igreja o mistério de iniqüidade agora oculto. E acreditam aludirem a esse mistério aquelas palavras do evangelista São João em sua epístola: Filhos, está já é a última hora e, como haveis ouvido que há de vir o anticristo, assim agora muitos se fizeram anticristos. Isso faz-nos perceber que já é a última hora. Saíram de nós, mas não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, haveriam sem dúvida, perseverado conosco. Assim como, dizem eles, antes do fim, antes dessa hora que São João chama a última, já saíram da Igreja muitos hereges, pelo Apóstolo chamados anticristos, assim também todos os não pertencentes a Cristo, mas ao anticristo, então sairão e se manifestarão.” (S. Agostinho, A cidade de Deus, c. XIX, ed. Vozes, p. 456)




SÃO GREGÓRIO MAGNO


"por uma terrível e misteriosa disposição de Deus", antes do aparecimento do Anticristo,"ficarão subtraídos da Igreja, os milagres e os prodígios". "Se esconde a profecia, desaparece a graça das curas, diminui a virtude de larga abstinência, calam as palavras de doutrina, são excluídos todos os prodígios milagrosos". Não é que a providência elimine completamente essas coisas,"mas não as deixará ver com freqüência e claridade dos tempos do Anticristo". Isto, Deus os permite, para que nas dificuldades resplandeça mais a virtude dos bons, privada esta "de quase toda multidão e manifestação dos milagres". Estes não faltarão, mas em comparação como os que fará Satanás parecerão "pouco ou nada" (S. Gregório Magno, Moralia in Job, XXXIX, 7, PL 76; Fonte: Los carismas en la Iglesia, Domenico Grasso, ediciones Cristiandad.

















SÃO CESÁRIO DE ARLES




Seus pés se pareciam ao bronze fino incandescido na fornalha’. (Ap 1, 15). Os pés incandescidos significam que a Igreja, ante a iminência do dia do juízo há de ser provada com abundantes perseguições e julgada pelo fogo. E dado que o pé é a parte extrema do corpo, se diz que os pés estás incandescentes, pelos pés devemos entender a Igreja dos últimos tempos, que será provada, como o ouro na fornalha, com muitas tribulações.” (São Cesário de Arles, Comentario al Apocalipsis. Madrid: Editorial Ciudad Nueva, 1994, p. 27)

Nós temos escutado, irmãos queridos, na leitura que acaba de ser recitada: 'Naquela hora sobreveio um grande terremoto' (Ap 11,13). Aquele terremoto significa a perseguição que o diabo costuma a exercer por meio dos homens maus. ‘E caiu uma décima parte da cidade e pereceram no terremoto sete mil pessoas.’ O número dez e o sete são números perfeitos; porque se assim não fosse, haveríamos de entender o todo pela parte. Com efeito, na Igreja existem dois edifícios: um edificado sobre a rocha, e o outro sobre a areia; o que está sobre a areia é o que se diz que se derruba. ‘As demais, aterrorizadas, deram glória ao Deus do céu.’ Os que davam glória a Deus são aqueles que estão cimentados sobre a rocha e os que haviam perecido são os que estavam sobre a areia.” (São Cesário de Arles, Comentario al Apocalipsis. Madrid: Editorial Ciudad Nueva, 1994, p. 83)

E posto que existe duas partes na Igreja, quer dizer a dos bons e a dos maus, deste modo uma parte é castigada para que se corrija e a outra é abandonada a suas voluptuosidades. A parte dos bons é entregue a humilhação para conhecer a justiça de Deus e recordar o dever da penitência” (São Cesário de Arles, Comentario al Apocalipsis. Madrid: Editorial Ciudad Nueva, 1994, p. 73)


“nos tempos do Anticristo, o reino da besta será mesclado com a variedade de nações e povos”
(São Cesário de Arles, Comentario al Apocalipsis. Madrid: Editorial Ciudad Nueva, 1994, p. 92)






O ANTICRISTO NOS TEÓLOGOS E SANTOS MEDIEVAIS





ALCUÍNO


“Como si dijera: he venido al mundo para que el nombre de mi Padre sea glorificado por mí, puesto que todo lo atribuyo al Padre. Como no tenían amor de Dios, no querían recibir a Aquél que venía a hacer la voluntad del Padre. Mas el Anticristo vendrá, no en el nombre del Padre, sino en el suyo propio, y no buscando la gloria del Padre, sino la suya. Y como
los judíos no quisieron recibir a Jesucristo, se les castigará su pecado con mucha razón, haciéndoles que reciban el Anticristo, para que los que no quisieron creer en la verdad crean en la mentira”. (Alcuíno, apud Catena Áurea de São Tomás de Aquino, Jn 5,41-47)
Disponível em:
http://hjg.com.ar/catena/c697.html








SÃO TOMÁS DE AQUINO




“Estabelece logo (o apóstolo) a verdade, a dizer: "Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade” (II Tessalonicenses 2:1-3) (SÃO TOMÁS DE AQUINO - COMENTARIO A LA SEGUNDA EPÍSTOLA A LOS TESALONICENSES - Lección 1: 2 Tesalonisenses 2,1-5)



“entenda-se a apostasia ou separação do Império Romano, a quem todo mundo estava submetido(...) Mas como pode ser isto, sendo que já se passaram muitas centúrias desde que os gentios se apartaram do Império Romano, e, todavia, o Anticristo ainda não veio. Digamos que o Império Romano ainda segue de pé, mas mudada sua condição temporal em espiritual, como disse São Leão papa em um sermão sobre os apóstolos. Por conseguinte, a separação do Império Romano há de entender-se, não somente na ordem temporal, senão também espiritual, a saber: da fé da Igreja Romana. E este é um sinal significativo, pois assim, como Cristo veio quando o Império Romano senhoreava sobre todas as nações, assim, ao contrário, o sinal do Anticristo é a separação ou apostasia dele (isto é, da fé da Igreja Romana)
(SÃO TOMÁS DE AQUINO - COMENTARIO A LA SEGUNDA EPÍSTOLA A LOS TESALONICENSES - Lección 1: 2 Tesalonisenses 2,1-5)


(...) da mesma maneira, em todas as perseguições que a Igreja sofreu, os tiranos foram como figura do Anticristo, em que ele estava latente; e assim, toda aquela malícia, que estava escondida neles, se fará patente no tempo do Anticristo (...) (SÃO TOMÁS DE AQUINO - COMENTARIO A LA SEGUNDA EPÍSTOLA A LOS TESALONICENSES - Lección 1: 2 Tesalonisenses 2,1-5)




(...) Assim, o Anticristo...se sentará no templo. Mas em que templo? Acaso não foi este destruído pelos Romanos? Por isso, alguns dizem que o Anticristo é da tribo de Dan, que não se nomeara entre as outras (Ap 12, 7); e por isso, também os judeus o receberão primeiro, e reedificarão o templo em Jerusalém, e assim se cumprirá a profecia de Daniel: “e estará no templo a abominação da desolação” (Mt 27, 24). Mas alguns dizem que nunca será reedificada Jerusalém, senão que durará a desolação até a consumação e fim do mundo. Crença também admitida por alguns judeus; por isso, a explicação que dão “no templo de Deus” se refere a Igreja, por que muitos eclesiásticos receberão o Anticristo.”
(SÃO TOMÁS DE AQUINO - COMENTARIO A LA SEGUNDA EPÍSTOLA A LOS TESALONICENSES - Lección 1: 2 Tesalonisenses 2,1-5)