segunda-feira, 4 de maio de 2015

Como Olavo infiltrou gente sua na igreja "ortodoxa" e a guenonização do catolicismo!


Nada define tão bem os alunos do Olavo: são idiotas úteis a serviço do perenialismo. 

Senhores mais uma vez temos que nos deter na figura do "Cagliostro de Campinas", vulgo Olavo de Carvalho. Desta vez trazemos à baila uma situação ignorada por seus asseclas, acontecida anos atrás que nos ajuda a entender seu real objetivo: guenonizar o catolicismo. 

O fato aconteceu nos idos da década de 80. Relatamos o mesmo aqui em razão dele ter sido revelado por pessoa de alta confiabilidade nossa que, porém, precisa ficar no anonimato, por medida de segurança. Asseguramos, entretanto, que a narrativa goza de verossimilhança tal que seria impossível não publicá-la mesmo faltando-nos as "provas documentais", sempre faltantes quando se trata de perscrutar a ação de sociedades secretas, resguardadas, nas suas atividades, pelo pacto do segredo. Assim sendo é preciso que recorramos a relatos orais para reconstituir a trama de tais sociedades e seus agentes. 

O fato referido se situa no seguinte contexto: 

1- Na década de 80 existia no Recife um grupo de estudos de astrologia.

2- Olavo tendo travado contato com o grupo passou a atuar como uma espécie de guru dos seus membros.

3- Em razão de sua ligação com a Tariqa(centro islâmico de iniciação esotérica), Olavo orientou o grupo a procurar uma religião tradicional seguindo os ensinamentos de Fritjot Schuon, líder tariqueiro que postula, junto com Rene Guenon, a tese de uma "Tradição Perene" que estaria por trás das doutrinas das grandes religiões, "Tradição" só acessível a uma casta de iniciados. Schuon ensina que todo iniciado na "religião esotérica e secreta" preservada pela Tariqa deve ter uma religião exotérica, externa, pública que esteja ligada as grandes tradições espirituais( catolicismo, judaísmo, hinduísmo, budismo, islamismo). No fundo o objetivo é que os iniciados infiltrem os grandes religiões, para criar a religião " universal". 

4- O grupo, inicialmente, pensou em adentrar o Islão. Mas foi orientado por Olavo a procurar uma Igreja já que no Brasil temos uma tradição cristã.

5- Eles então travaram contato com um bispo ortodoxo que vivia em Portugal: o Metropolita Gabriel I, que na década de 80 ligou-se a Igreja Ortodoxa polonesa(http://www.igrejaortodoxahispanica.com/Biografias/Joao_Gabriel_I_de_Portugal.html).

6- O Metropolita Gabriel I era um guenoniano. 

7- Gabriel I licenciou-se em Teologia pelo Instituto Ortodoxo São Sérgio, em Paris, França. Em tempo: o referido instituto foi fundado na década de 20 por Nikolai Berdiaev, intelectual russo, que associado a Bulgakov e outros intelectuais russos exilados, defendia uma nova visão de cristianismo: ele interpretava a ortodoxia em clave mistico-panteísta( In: Olivier Clement. Berdaijev: un pilosope russe en France. Publiser Olivier Clement, Paris, 1991.). Lembramos que Berdiaev é referência intelectual fundamental de vários alunos do sr. Olavo e indicação de leitura no seu COF.  

8- Berdiaev fundou seu instituto na mesma época em que Guenon começou a escrever e publicar suas obras em Paris. Coincidência??

9- Em 1928 o padre Beauduin, criou um grupo de reflexão e de estudos ecumenistas onde figuras como Berdiaev e Maritain, intelectual neotomista católico, lideravam debates entre católicos, ortodoxos e protestantes sobre convergências entre as religiões (A mesma idéia presente no guenonismo). Desse grupo foi que saíram as obras do Pe. Congar, figura ilustre do Concílio Vaticano II, que deram base ao ecumenismo "católico" no século 20. 

10 - O grupo foi aceito dentro da ortodoxia.

A eparquia ortodoxa do Brasil, em seu site(http://www.igrejaortodoxa.com/eparquia.php), se refere ao acontecimento nestes termos: 

"A Eparquia Ortodoxa do Brasil, sob jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia, tem a característica de ter sido constituída a partir de brasileiros que não são descendentes de povos tradicionalmente ortodoxos. O seu ‘povo’ inicial tem sua origem em pessoas residentes em Recife e no Rio de Janeiro que, nos idos de 1985, se dedicavam ao estudo de saberes metafísicos e esotéricos (Ou seja a estudos guenonianos-schuonianos). Essas pessoas buscavam encontrar uma Tradição Sagrada(A tradição perene de que fala Guenon), que ainda se mantivesse autêntica e não contaminada pelo materialismo e racionalismo ocidentais(Tema presente na obra de Guenon, " A crise do mundo moderno"; em razão disso o grupo pensou primariamente em entrar no Islão, já que este não estaria contaminado pela razão ocidental; Guenon afirmava que o cristianismo não podia continuar a garantir os princípios da tradição perene no mundo, tendo entrado em processo irreversível de decadência). O grupo de Recife tinha, no seu organizador, um ponto de contato e intercambio com o grupo residente no Rio de Janeiro. Uma série de coincidências levou a que esses dois grupos viessem a promover a vinda de um jornalista e intelectual português, com o objetivo de ministrar, no Rio de Janeiro e em Recife, um curso sobre simbolismo e arte sagrada(Intelectuais notáveis do esoterismo schuoniano-guenoniano como Martin Lings tem obras extensas sobre temas como simbolismo e arte sagrada; o estudo desses assuntos é especialidade desses grupos). Acontece que esse jornalista também era um padre ortodoxo. Esse encontro do padre ortodoxo com esse grupo de brasileiros causou uma profunda impressão em ambas as partes. Semanas após a partida do padre, os brasileiros receberam, da parte do Metropolita Gabriel de Lisboa, superior hierárquico daquele padre, um convite para visitar o mosteiro ortodoxo que ficava em Mafra-Portugal."

Olavo da mesma forma que, anos atrás penetrou gente sua na ortodoxia, está a fazer o mesmo no catolicismo via COF e o apoio do Pe. Paulo Ricardo que á aval a que vários fiéis católicos se alistem no curso do guru esotérico.

Basta ligarmos os pontos: a guenonização do catolicismo via ecumenismo tem mais um capítulo. Iniciado em 1928, continua agora sob a batuta de Olavo e Pe. Paulo Ricardo, seu agente facilitador. 

Algum bispo, por favor, excomungue esse sujeito!!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Video aula: conflitos entre reis e igreja na idade média!


Dando seguimento ao curso sobre a obra "Revolução e Contra Revolução", temos aí nossa segunda vídeo aula versando sobre o conflito entre reis e igreja na idade média!







sábado, 25 de abril de 2015

Testemunhas de Jeová ou do Capeta?


 
C. T. Russell, fundador dos testemunhas de Jeová "profetizou" duas vezes o fim do mundo e errou as duas. Apesar de ser um falso profeta os jeovistas ainda continuam seguindo suas doutrinas como se fossem bíblicas.   



Os jeovistas pregam um outro evangelho. A prova está aí embaixo. Listamos 23 heresias ensinadas pelos jeovistas. 

O crescimento do número dos testemunhas só prova o aumento da atividade diabólica no mundo. 


1. Há um só Deus, em uma só pessoa, Make Sure of All Things, p 188


2. Não há Trindade, Let God be True, p. 100-101; Make Sure of All Things, p.386


3. O Espírito Santo é uma força, não viva, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 406-407

4. O Espírito Santo é a força impessoal ativa de Deus, The Watchtower, June 1, 1952, p. 24



5. A primeira criação de Jeová foi seu 'Filho primogênito'...[ele] foi usado por Jeová na criação de todas as outras coisas, Aid to Bible Understanding, pp. 390-391



6. Jesus era o arcanjo Miguel que se tornou um homem, The Watchtower, May 15, 1963, p. 307; The New World, 284



7. Jesus foi somente um homem perfeito, não Deus em carne, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 306



8. Jesus não ressuscitou dos mortos em seu corpo físico, Awake! July 22, 1973, p. 4



9. Jesus foi ressuscitado "não como uma criatura humana, mas como um espírito", Let God be True, p. 276



10. Jesus não morreu numa cruz, mas num poste, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 89-90



11. Jesus retonou à terra, invisivelmente, em 1914, The Truth Shall Make You Free, p. 300



12. O resgate sacrificial de Jesus não incluiu Adão, Let God be True, p. 119



13. Sua igreja é auto-proclamada profeta de Deus, The Watchtower, April 1, 1972, p. 197



14. Eles alegam serem o único canal para a verdade de Deus, The Watchtower, Feb. 15, 1981, p. 19



15. Somente os membros de sua seita serão salvos, The Watchtower, Feb, 15, 1979, p. 30



16. A alma cessa de existir após a morte, Let God be True, p. 59, 60, 67



17. Não há um inferno de fogo onde os ímpios serão punidos, Let God be True, p. 79, 80



18. Somente 144.000 Testemunhas de Jeová irão para o céu, 

Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 166-167, 361; Let God be True, p. 121



19. Somente 144.000 Testemunhas de Jeová nasceram de novo. Reasoning from the Scriptures, 1985, p. 76.; Watchtower 11/15/54, p. 681



20. A transfussão de sangue é pecado, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 72-73



21. A Cruz é um símbolo pagão e não deve ser usado, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 90-92



22. Cada um dos seis dias criativos de Deus em Gênesis 1, duraram 7.000 anos. Portanto, o homem foi criado quando a terra tinha aproximadamente 42.000 anos, Let God be True, p. 168



23. Foi confiado a Satanás a obrigação e o dever de fiscalizar a criação da terra, Children, p 55.

Sobre seu fundador algumas coisas interessantes: Russell fundou a sociedade de estudo da Bíblia que deu origem aos TJs.  Entre outras façanhas, ele dizia-se enviado por Deus, e profetizou a vinda de Cristo para 1874 e o fim do mundo para 1878. Marca de novo o fim de tudo para 1914, e o fim chega para ele em 1916. (Costa, Antonio da, Resposta às testemunhas de Jeová baseadas na Bíblia, Lisboa, Ed. Cidade do imaculado coração de Maria, 7a. ed., pag.15). Foi condenando a retratar-se num tribunal pois afirmava sem razão que conhecia o grego e o hebraico. (já ouvi falar em perjúrio, mas esse autor fala apenas de retratação) (op. Cit, pag.16). Foi condenando pelo Ministério da Agricultura a restituir o que ganhou a mais com a exploração do chamado "trigo milagroso". (op. Cit. pag.16). Sua esposa pediu o divórcio pelos "maus tratos de Russel em casa, mas também pelos casos imorais com a sua empregada Rose Ball." (op. Cit. pag.16). Para não pagar pensão à ex-mulher, "Russel transferiu a sua fortuna para a T. de Vigia..." (op. Cit., pag.16). Por causa dessas dificuldades, os testemunhas de Jeová atualmente buscam negar que Russel tenha sido seu fundador, minimizando sua atuação: "Some thought Russell was the faithful and wise servant; this led to creature worship" 1975 Yearbook, p.88 (Reed, David A., ed., Index of Watchtower errors, Baker Book House, pag.116).  Mas seus livros mais antigos não deixam dúvidas de que Russell foi o fundador e o profeta desse delírio: "The special messenger to the last Age of the Church was Charles T. Russell... Studies, vol. 7, p. 53” (Index of Watchtower errors, EUA, pag.116) e ainda: "The Scriptures indicate that Russell was chosen of the Lord from his birth. The two most popular messengers were Paul and Pastor Russell. Russell is the "servant" of Matthew 24:45-47. WT 11/1/1917, p.6159 (op. cit. pag. 117). O sucessor de Russell – Rutheford - construiu uma mansão em San Diego para receber 70 patriarcas que ressuscitariam: era a casa dos príncipes! Como os patriarcas não vieram ele teve que cuidar da mansão até sua morte

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cirilo de Jerusalém: É preciso aborrecer até os suspeitos de heresia!

Cirilo de Jerusalém


Aos que nos indagam e se jactam de arguir-nos sobre nossa atitude " acusatória" no que toca a figura do sr. Pe Paulo Ricardo( embora não se jactem de defender a fé nestes tempos de crise, assumindo postura de tibieza) como se zelozos fossem, acusando-nos de desmedidos e arrogantes ou precipitados e injustos, oferecemos a exortação de Cirilo de Jerusalém, padre da Igreja, sobre os suspeitos de erro em matéria de fé. A mera suspeita, segundo Cirilo,  já autoriza que os aborreçamos. Ao abrirmos tal polêmica nada fazemos senão cumprir um dever. 

" Te reúnas com as ovelhas; foge dos lobos; não te afastes da Igreja. Aborrece, inclusive aos que em algum momento hão sido suspeitos destas coisas - da  heresia; e se, com o tempo não te convences de sua conversão, não confie neles de forma temerária. Entrega-te a verdade da monarquia divina; descobre o sentido destes ensinos: seja um provado banqueiro, retendo o que é bom e apartado de toda classe do mal. E se alguma vez foste desses, reconheçe e aborrece o erro; pois o caminho da salvação está em que os vomite e os aborreça de coração; em que te apartes deles não só com os lábios mas com a alma; em que adores o Pai de Cristo, o Deus da Lei e dos Profetas e que conheças o bom e o justo, ele que é único e mesmo Deus. Que ele os conserve a todos vós, mantendo a vós firmes e sem tropeços, fortes na fé, em Cristo Jesus, Nosso Senhor, a quem seja dada a glória pelos séculos e séculos. Amém."

In: Cirilo de Jerusalém. Catequesis (Catequesis 6. La unidad de Dios). Editorial Ciudad Nueva. Madrid, 2006, p.160. 

sábado, 4 de abril de 2015

A religião da palhaçada!!

Para a "igreja conciliar" pouco importa formar discípulos; o modelo de igrejas das massas é o que predomina. A idéia mesma de diálogo com o mundo, que no fundo visa a atrair a sociedade moderna laicizada, nada mais é que a redução das exigências da fé em nome da igreja do número e das multidões. Nesse sentido a falsa igreja dentro da igreja, para sustentar tal modelo, precisa atender as demandas das massas e suas aspirações a uma religião fácil.  

A falsa religião conciliar, instalada dentro da Igreja pelo diabo, pelos seus anjos e pelos seus ministros na terra, entre os quais vários clerigos e leigos dedicados, dia e noite, a modernizar a Igreja - ou seja a colocá-la na medida do homem mas não do homem redimido pelo sangue de Cristo e sim do homem natural que, segundo Romanos, não entende as coisas de Deus - não satisfeita em profanar a missa, agora profana também a sexta feira da paixão com bailes infames intitulados de "encenação da paixão de Cristo". 

O episódio aconteceu no santuário do pai eterno em Goiás, santuário sob os cuidados do sacerdote redentorista, Padre  Robson de Oliveira. 

Para quem já perdeu tempo assistindo suas "missas" pela tv, não admira que o mesmo haja chegado a tal ponto, levando em conta os infindos abusos litúrgicos que comete e o clima geral de show musical que suas celebrações assumem com frequência. Pe. Robson é o "Pe, Marcelo Rossi" de Goiás: une a pobreza teológica dos atuais redentoristas, que dão uma péssima formação a seus padres oferecidos em seminários cujos professores ensinam tudo menos a vera doutrina da Igreja em sua pureza, a um catismatismo sentimentalóide como faz o padre paulista. A receita "dá certo": o santuário vive repleto de gente. As pregações melosas, milagreiras e pouco doutrinais, atraem "católicos" românticos, ou seja, aqueles que querem uma religião aos moldes de seus gostos e interesses, em geral reduzidos a alguma graça  de ordem material( arrumar emprego, marido, vencer a depressão, etc.) pouco se importanto em viver a sério a fé e dar testemunho profético da mesma num mundo secularizado. 

A foto abaixo revela o estado deplorável em que o referido sacerdote caiu no afã de atrair público para o santuário: moças seminuas a dançar na encenação da morte de Cristo. 

Encenação da Paixão de Cristo, segundo o Pe. Robson!


A pergunta que não quer calar é: existiam bailarinas a dançar no Gólgota? E se existiam dançavam com as coxas desnudas e nádegas a vista? 

A "igreja" conciliar decai cada vez mais baixo. Saí dela se quiserdes ser salvo!


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Por que Jesus é o homem das dores, segundo santo Tomás?



"Como se disse acima, ao tratarmos das deficiências assumidas por Cristo (q. 15, a. 5, 6), deve-se dizer que ele suportou uma autêntica dor; tanto sensível, causada por algo que fere o corpo, como interior, causada pela percepção do que é nocivo e que é chamada de tristeza. Ambas foram em Cristo as maiores dores na presente vida. E assim foi por quatro motivos.

Primeiro, pelas causas da dor. Pois a causa da dor sensível foi a lesão corporal, que se tornou pungente não só pela extensão do sofrimento, da qual se falou, mas também pelo gênero de sofrimento. É que a morte dos crucificados é muitíssimo cruel, pois são transfixados em locais de nervos muito sensíveis, ou seja, nas mãos e nos pés; o próprio peso do corpo suspenso aumenta continuamente a dor; e é uma dor que perdura, uma vez que o crucificado não morre logo, como os que são mortos pela espada. Já a causa da dor interior foi, em primeiro lugar, todos os pecados do gênero humano, pelos quais, sofrendo, Cristo dava satisfação, a ponto de, por assim dizer, assumi-los para si, como declara o Salmo 21: “As palavras das minhas faltas”. Em segundo lugar, especialmente a culpa dos judeus e dos demais que tramaram sua morte, mas de modo particular dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Em terceiro lugar, a perda da vida corporal, que por natureza é horrível à condição humana.
Segundo, a extensão do sofrimento pode ser considerada pela sensibilidade do paciente. Ora, ele tinha uma ótima compleição física, pois seu corpo fora formado de modo miraculoso pela ação do Espírito Santo; aliás, tudo o que foi realizado por um milagre era melhor que o resto, como diz Crisóstomo a respeito do vinho em que, na festa de núpcias, Cristo transformara a água. Assim, era agutíssimo nele o sentido do tato, com o qual se percebe a dor. Igualmente, a alma, com suas forças interiores, captava de modo intenso todas as causas de tristeza.
Terceiro, a grandeza da dor de Cristo ao sofrer pode ser estimada pela pureza dessa dor. Nos demais pacientes, com efeito, mitiga-se a tristeza interior e mesmo a dor externa com alguma consideração da razão, por alguma derivação ou redundância das forças superiores para as inferiores, Mas isso não aconteceu com Cristo em sua paixão, pois, como diz Damasceno, “ele permitiu que cada uma de suas potências exercesse a função que lhe era própria”.
Quarto, a extensão da dor de Cristo em sua paixão pode ser estimada pelo fato de seu sofrimento e dor terem sido assumidos voluntariamente, com o objetivo de liberar os homens do pecado. Assim, ele assumiu a intensidade da dor proporcional à grandeza do fruto que dela se seguiria.
De todas essas causas consideradas em seu conjunto, fica evidente que a dor de Cristo foi a maior. 
Suma Teológica III, q. 46, a. 6".