sábado, 7 de março de 2015

Erros de Pe. Paulo Ricardo sobre o capitalismo!




Nosso objetivo, neste simples artigo, é analisar o que o Pe. Paulo Ricardo, padre neoconservador próximo da olavosfera, anda dizendo sobre a natureza do capitalismo. Com isso não queremos desmerecer o que de bom ele fez e faz mas sim dar a cada coisa que diz seu peso:  o que é bom deve ser elogiado e o que é mau combatido. 

Apresentamos as principais proposições dele, expostas no vídeo recente( Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xQFyp6rOHp8) que o mesmo fez sobre capitalismo; buscaremos refutar as mesmas, uma a uma, quando se mostrarem errôneas:

(Obs: em negrito as falas do padre; abaixo nossa resposta)

Pe. Paulo sobre o capitalismo diz que: 

1- Foram os bancos centrais independentes do governo que permitiram a revolução industrial. 

Falso: a revolução industrial foi um fenômeno complexo que não dependeu exclusivamente dos bancos centrais que, a bem dizer, só passaram a ter um papel preponderante no fim do século 19. A revolução é de princípios do século 18. O que de fato teve papel decisivo para a mesma foi o acúmulo de capital pelos ingleses ao longo do século 17 por via do comércio naval, o espírito inventivo dos mesmos, a revolução newtoniana que trouxe uma série de novos saberes sobre a física e a mecânica permitido a criação de máquinas e os cercamentos que liberaram a mão de obra dos camponeses para os servições urbanos. Os primeiros industriais não precisavam de grana dada por bancos centrais já que eles eram capitalizados: no século 18 o produtor era ao mesmo tempo comerciante e já trazia um capital inicial conquistado por via mercantil. É claro que, depois, o capital necessário para se investir aumenta em razão da ampliação do mercado. Mas isso é efeito e não causa da revolução industrial. 

2- Nos Bancos Centrais acionavam a máquina de fazer grana e emprestavam a quem estivesse produzindo uma locomotiva; aquela grana emprestada resultava numa riqueza 10 vezes maior depois de aplicada, pois com a locomotiva se gerava renda.

Sim, verdade mas com isso o produtor e toda a sociedade ficavam nas mãos dos bancos centrais já que eles emprestavam grana a altos juros: 1 dólar emprestado virava, automaticamente, 2 dólares a pagar. Cabe lembrar que, no fundo, a riqueza era multiplicada com mais intensidade no setor bancário. O setor bancário, graças a tal operação, ficava com a maior parte do "bolo" sem ter produzido nada de efetivo.

Pe. Paulo com isso pratica a mais descarada desinformação sobre o papel dos bancos no capitalismo. Sua fala legitima suas atividades. Nada fala da máfia judia que, nos albores do século 19, se apossaram das maiores casas bancárias, através da concentração de capital nesses mesmos bancos centrais e alguns bancos privados que atuavam, na prática, como bancos centrais. A quem ele serve com isso? Creio que não preciso dizer. 

3- Emprestar grana não gera inflação; só quando o empréstimo é feito ao estado pois o estado não produz riqueza mas só despesa. 

Mentira: se o estado tiver empresas estatais que produzem, geram riqueza. Isso é a retórica rasteira dos liberais a la Mises. Que feio hein padre? 

4- O sistema bancário foi uma invenção genial que na revolução industrial começou a produzir uma riqueza fantástica. 

Pe. Paulo tem um claro objetivo: legitimar a máfia judia-liberal que mantém os povos sob a dominação do vil metal, Não que o dinheiro em si seja um mal( ele é um instrumento e se torna mau se o uso dado for mau): ele é um meio de troca não uma mercadoria como quer o capitalismo que transformou a moeda num produto regido pela lei de oferta e procura. Como quem manipula tal lei são os bancos - não esqueçamos que estamos num tempo de capitalismo financeiro, logo bancário - quem decide o preço da moeda são eles e nós temos que pagar o valor estipulado. É isso que ele considera uma invenção genial? 

5- Aí a sociedade começou a ficar obcecada por grana e os liberais são a raiz do erro de considerar a economia como a base da sociedade. 

Aí o padre acerta mas deixa de dizer a causa: a operação da máfia liberal em transformar a moeda e o trabalho em produto regido pela lei de oferta e procura.  Como seria possível existir capitalismo sem isso? E como seria possível num sistema desses as pessoas não ficarem obcecadas por grana se dele passava a depender tudo? Basta lembrar o contexto pré- industrial onde as pessoas ainda podiam trocar produtos por serviços e produtos por outros produtos, além de poderem se valer de vários câmbios monetários, que variavam de região a região. A superconcentração do capital monetário e do câmbio no mega bancos da era industrial foram responsáveis por isso. Mas segundo o pe. Paulo o sistema bancário foi uma invenção genial. Certamente, mas para quem? 

6- É costume associar os EUA ao capitalismo mas quando ela nasceu ela não foi fundada na obsessão por grana. Os EUA não foram fundados numa realidade que é a economia mas sim nas virtudes cívicas baseadas na obra de Montesquieu. Os EUA eram uma nação agrária em 1776. As instituições dos EUA permitiam que, com suas leis, eles conseguissem promover a virtude. Os protestantes praticavam a virtude, os EUA eram um país cristão. Se tivéssemos isso aqui no Brasil já estaria bom . Mas os EUA não criaram instituições que permitiram a educação das massas nas virtudes cívicas. 

As treze colônias - que depois se tornaram os EUA - só foram viabilizadas pelo espírito calvinista que enxergava prosperidade como graça divina. Foi com base nesse espírito que cresceu o comércio triangular feito pelos colonos do norte: os mesmos negociavam desde escravos, bebidas( rum sobretudo) e tabaco- do qual os calvinistas não podiam fazer uso em razão de seu estrito puritanismo. Ora, puritanos que vendem bebidas e tabaco, produtos que consideram pecado o uso, não poderiam estar a fazer isso por razões morais mas tão só por interesse capitalista. Não saber disso é o cúmulo da ignorância histórica ou, quem sabe, pura desinformação. Depois a independência dos EUA teve como uma das motivações centrais a revolta contra as "leis intoleráveis" assim chamadas pois impostas pela coroa britânica no sentido de cobrar impostos sobre o ché, o açúcar, os jornais, etc. Em resumo: a motivação básica da independência foi dinheiro. Os colonos começaram a pagar altos impostos e se rebelaram contra o rei.  

Que "virtudes cívicas" fundaram os EUA sabemos: as mesmas que fizeram  a revolução francesa e que alijaram a Igreja do espaço público, marginalizando a ordem da graça no que tange a organização política da sociedade ocidental. Tais virtudes cívicas nada mais são que o naturalismo político, avesso a fé e postuladora da laicidade. 

Em 1776 os EUA não eram uma nação mas estavam, ainda, na luta pela independência. E agrário era o sul, o norte era urbano e comercial. 

Não foi Montesquieu o inspirador da revolução americana mas Locke que via o direito natural como algo imanente, ligado ao estado de natureza, onde o homem vivia livre de leis( sejam de que tipo fossem). Para Locke a melhor sociedade seria onde houvesse menos leis e onde o indivíduo pudesse usar sua propriedade da maneira mais desimpedida possível. A noção de direito natural de Locke, não depende da idéia de natureza moral do homem; para Locke a lei natural não deve ser regulada por uma lei eterna, como em Santo Tomás. Para Locke o direito natural está ligado tão só a vontade individual.  Não a toa o mesmo Locke entendia que o direito de propriedade era regulado tão só pela razão individual , sendo portanto, absoluto. 

7- Pe Paulo descola a virtude protestante do espírito do capitalismo. Nos EUA havia virtudes na Inglaterra não mas tão só obsessão pelo vil metal. 

Quer dizer, Pe. Paulo faz uma concessão: a Inglaterra se tornava, cada vez mais uma sociedade materialista. Os EUA, ao contrário, preservavam a tradição, a virtude, etc.  A tentativa de salvar os EUA é clara: visa dar apoio - ainda que tácito - a civilização americana -profundamente maçônica em suas bases ideológicas - e atrair os católicos incautos para que façam o mesmo.  Não nos admiremos: pe. Paulo é discípulo do guru americanista Olavo. 

8- O cristianismo não tem receita política-econômica; no islão tem isso, existem leis a serem aplicadas; já o cristianismo não: ele tem uma palavra mas que deixa as pessoas livres para construir uma civilização; não existem fórmulas prontas para implantar um civilização cristã. 

O cristianismo tem leis: os mandamentos. Claro que não tem uma constituição civil, mas nem o Islão tem: o que acontece é que o Islão não distingue religião de sociedade ou estado. Assim sendo, ele aplica as mesmas leis da religião à sociedade. O dito "o cristianismo não tem fórmulas prontas"  não resolve nada: numa sociedade cristã é preciso que os mandamentos sejam transplantados em fórmulas sociais, o que significa que, para o cristão, não é indiferente a organização social de um povo ou estado: se ela afeta tais mandamentos devemos condená-la. É o caso do capitalismo. 

9- A base da sociedade para a Igreja não é a economia nem as virtudes cívicas mas a família. Quando você junta famílias o que nasce desse organismo tem a mesma cara da família. Então a base da sociedade não são as virtudes cívicas mas as virtudes humanas. 

Novamente Pe. Paulo, instado pelo naturalismo político, fala só de virtudes humanas, esquecendo que na ordem social cristã deve existir uma combinação entre ordem natural e ordem da graça. Ele enfoca apenas a ordem natural e esquece da ordem da graça, como todo bom naturalista. 

10 - Tomás sobre as leis humanas: está presente no homem naturalmente uma certa aptidão para a virtude. quem não segue as virtudes precisa de leis. Como humanizar as pessoas na virtude, uma educação, uma disciplina? A pessoa precisa de aprendizado. 

Mais uma vez ele esquece da graça. Fala de educação só em termos naturais. 

11- O projeto da Igreja não é construir sociedades baseadas na economia, mas sim nas virtudes, no amor( virtude natural sem a sobrenatural?). A política de Montesquieu visa o bem comum. É preciso criar na sociedade meios e instituições que promovam a virtude; isso só uma profunda evangelização( nova evangelização????) 

Que amor Pe. Paulo? O sr. não diz. Amor natural apenas? 

Segundo o pe. Paulo basta educar as pessoas com...Montesquieu( Pasmem)! Isso criará o bem comum e virtude, obviamente, virtude meramente natural. Novamente ele ignora a ordem da graça na constituição política da cidade cristã. Aliás pe. Paulo ignora o tema da cidade cristã. Para ele foi tempo em que era pertinente falar disso: seu enfoque é a cidade laical moderna. Seria Pe. Paulo nada mais que um modernista bem disfarçado? 

12- Essa realidade das virtudes cívicas já é uma deterioração em relação a Santo Tomás e Aristóteles

Pe. Paulo aqui parece revalorizar a ideia de lei natural no sentido clássico, pois virtude cívica é amor ao estado, apenas. 

13- O socialismo não pode ser corrigido; o capitalismo pode a Igreja recusou nele o individualismo e o primado do capital e da lei do mercado sobre o trabalho humano ( ora isso é a essência mesma do capitalismo é o seu traço definidor). Então é preciso regular o mercado com base na justa hierarquia dos valores fundados no bem comum( natural ou sobrenatural???).

Ora, pe. Paulo mais uma vez ignora a realidade capitalista: se a Igreja rejeitou, no capitalismo, o primado do capital, o individualismo e a lei de mercado impondo-se ao trabalho humano, então rejeitou o capitalismo( Restaria o que do capitalismo sem esses três pilares?). Acontece que a Igreja vê nele alguns elementos de lei natural ainda de pé, enquanto no comunismo a lei natural é completamente destroçada e abandonada. O capitalismo em si, enquanto primado do capital em que o empregado é visto como peça da engrenagem econômica tendo um valor financeiro expresso pelo salário - a pessoa vale o que o mercado determina que vale - é incorrigível. Se alguém liberta o trabalho humano de lei de oferta e procura acabou o capitalismo já que as relações de assalariamento e lucro ficariam insustentáveis. O salário não podendo ser mais expresso em termos de lei de oferta e procura, ficaria livre dos caprichos do capital: assim todo o sistema econômico teria que ser modificado radicalmente, não restando aí, possíbilidade de estabelecer a paga pelo trabalho com base no mercado, logo em estabelecer a paga com base em critérios capitalistas O que é possível salvar no capitalismo é apenas a noção de propriedade privada, mesmo assim moderada pelo bem comum. 

Quanto a hierarquia de valores pe. Paulo nada diz sobre os valores da ordem da graça. Ou os esquece ou os ignora. Lembra, aqui, Jacques Maritain que preconizava uma neocristandade sem Cristo, laical e naturalista. Parece ser esse o modelo civilizacional que o Pe. Paulo postula. Se for, ele recai em heresia. 

14- A Igreja opta pelo capitalismo? Não mas uma certa economia de mercado é necessária.

Aqui pe. Paulo se porta como um dialético à moda hegeliana: não opta mas opta quando reconhece que certa economia de mercado é necessária. Pe. Paulo sabe que não pode dizer que a Igreja opta mas gostaria que tivesse optado: aí faz um jogo de palavras para dizer que, embora não opte, não tem opção: ou é economia de mercado ou comunismo. 

15 - Por fim ele cita a fala de João Paulo II sobre o capitalismo: 

“Voltando agora à questão inicial, pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil? A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por ‘capitalismo’ se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de ‘economia de empresa’, ou de ‘economia de mercado’( , ou simplesmente de ‘economia livre’( livre de que??? leis que a regulem de algum modo???). Mas se por ‘capitalismo’ se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa.” 

A questão levantada por João Paulo II é interessante: Pe. Paulo, espertamente, cita a encíclica de João Paulo II fora de seu devido contexto. 

Vejamos: 

Primeiro, o então papa, diz que, se a liberdade de mercado significa "liberdade de empresa"( ou seja, liberdade de produzir e vender sem intromissão direta do estado) ela é legítima. Mas o que é concretamente a liberdade de mercado, senão a sujeição dos fatores econômicos, somente,  à lei da oferta e procura? Ela vai além, portanto da simples liberdade de empresa: é a liberdade de regular o preço final do produto ou serviço por critérios materialistas. 


O Papa considera, então, apenas a liberdade de empresa algo legítimo - e mesmo assim não em si mesma - e ele deixa claro isso ao fazer a seguinte ressalva: só se ela estiver dentro de um quadro ético que leve em conta a liberdade integral do homem( o que implica na ordem da natureza e na ordem da graça pois o homem é um ser que, integralmente, tem Deus como fim).

Ora, o capitalismo é um sistema economicista que coloca no centro da atividade econômica um eixo ético ou religioso??? Não, é claro. Ainda mais agora onde, no capitalismo do século 21, a regra básica é o superconsumo, ou seja, a ética do "curta a vida" do goze a todo custo. 

Em suma, o raciocínio do Papa é claro: a liberdade da empresa - de produzir sem intromissão direta do estado- é legítima se existe dentro de um quadro ético onde a liberdade plena do homem seja respeitada. O papa não legitima a lei máxima do capital mas deixa claro que a liberdade de vender algo que eu produzo é justa desde que eu seja ético nas relaçõesq ue embasam essa produção e sua venda: ele defende a noção de direito a propriedade( que é de lei natural e não algo em si mesmo capitalista, embora o modo de usufruir da mesma no capitalismo seja contrário a lei natural)  mas não a lei férrea da oferta e procura, de caráter puramente material, lei que não leva em conta aspectos morais na ação econômica e na consideração do preço. 

Por fim, podemos dizer que o vídeo do referido padre é uma grande decepção: apesar de ele fazer ressalvas ao capitalismo, o tom geral é de considerá-lo mais positivo que negativo, resultando mais, ao que nos parece, como uma tentativa de americanizar a mentalidade dos católicos brasileiros na mesma via daquilo que vem sendo tentado pelo sr. Olavo. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O carnaval "santo" da Canção Nova!




Anos atrás eu mesmo estive nos ditos retiros da Canção Nova. O útlimo em que fui foi em 2009. Recordo-me que então eu já não possuía mais paciência para certas coisas que via por lá: meninas luxiriosas a trocar olhares indevidos com rapazes sem nada na cabeça, além da esperança de pegar alguém. gente orando em línguas debaixo do chuveiro, clima sentimentalóide, palmas até para obviedades, missas que mais pareciam programas de auditório, etc. Incomodava-me, sobremaneira, como os retirantes assistiam as missas diárias: uma multidão refastelada em colchonetes espalhados pelas arquibancadas do "rincão do meu Senhor", de bermudas, shorts curtos e chinelos como se na praia estivessem. Banheiros lotados e sem privacidade onde moleques circulavam nus a vista exterior facilitada pela ausência de portas...moçoilas assanhadas que puxavam rapazotes para dançar o forró de Jesus ao som do DDD( Doidin de Deus) na base de encoxadas que deixariam até o capeta sem graça.  

Depois desta última experiência percebi que a CN havia se perdido de vez. Outrora, apesar de tudo isso até existir - em grau bem menor -  alguns padres faziam valer a ida pois puxavam a orelha dos foliões de Cristo com broncas históricas( Recordo-me de uma em 2005 dada pelo Pe José Augusto quanto aos perigos da música eletrônica...um dia antes a CN havia feito uma balada eletro-cristã no rincão que motivou a reprimenda feita pelo Padre); ademais, os músicos convidados outrora, não eram coisas como Jake ou pagodeiros "católicos" mas gente que, embora usasse ritmação pop, tinha alguma preocupação em dar uma espiritualizada nas letras e na harmonia sem deixar a coisa cair no oba oba do axé music.

Agora o acampamento de carnaval da CN faz a seguinte divulgação de sua "folia cristã": 

"A Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP) realiza de 13 a 17 de fevereiro de 2015 o Acampamento de Carnaval Vem Louvar com o tema “Para que a vossa alegria seja completa" (Jo 16,24). Para valorizar a alegria e a felicidade em Deus, o evento terá shows nos mais variados estilos de música, como samba, axé, reggae, forró e sertanejo.

O bloco do Jovens Sarados, de Cachoeira Paulista, sai no domingo (15) e na segunda (16) cantando e batucando pela sede da Canção Nova a partir das 12h30. Nas madrugadas de sábado à terça haverá luau com o missionário e saxofonista Brais Oss, às 1h30.

O grupo ForróNaré da comunidade Canção Nova faz show às 12h30 no sábado. No ritmo do Axé acontece o show com cantora católica Jake Trevizan no domingo (15) às 23h no Rincão do Meu Senhor. E ainda terá show com Kyrios Reggae, DDD, Cosme, Fernanda Silva, Banda Dominus, Dunga, entre outros.

As missas acontecem todos os dias no Centro de Evangelização, às 16h. Terminado o Acampamento de Carnaval, a missa de Cinzas, na quarta-feira de Cinzas (18), será às 7h, presidida por padre Arlon Cristian da Canção Nova. São esperadas mais de 40 mil pessoas para este Acampamento.

SERVIÇO
Acampamento de Carnaval Vem Louvar com tema: “Para que a vossa alegria seja completa"
Dias: 13 a 17 de fevereiro de 2015.
Local: Centro de Evangelização - Canção Nova
Endereço: Av. João Paulo II, s/n, Alto da Bela Vista - Cachoeira Paulista (SP)
Missas: diárias às 16h.

Bloco Jovens Sarados: domingo (15) e segunda (16) às 12h30."

Só ficou falando desfile de escola de samba. Quem sabe no ano que vem? 

Para quem gosta de carnaval ir a Canção Nova é uma boa pedida. Já os que querem fazer retiro deveriam procurar outro lugar. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Deus segundo Olavo: gnose reeditada!




Os modelos  filosóficos de Olavo são, todos eles, problemáticos. Alguns estão muito afastados do espírito católico e os únicos dois que estão mais próximos - Lonergam e Zubiri - tem doutrinas suspeitas. Lonergan nega que a existência de Deus possa ser afirmada a partir da existência do mundo, indo contra a escritura, além de afirmar que em nós se dá uma experiência do divino, doutrina condenada na Pascendi de São PIO X, papa, e Zubiri  foi excomungado por
heresia. É preciso dizer algo mais?
Introdução

Segundo São Tomás de Aquino nosso conhecimento natural de Deus se dá por via demonstrativa. 
Não podemos saber sobre Deus através de evidências: Deus não se evidência, pela simples razão de que evidenciar-se é mostrar-se aos sentidos.  Por exemplo: é evidente que estamos vivos. Não é preciso demonstrá-lo. Estamos presenciando nossa vida. 

Como a evidência implica na presença imediata do objeto é impossível que, em termos naturais, Deus se faça presença, na medida em que não se faz evidente a nossos sentidos. Deus só poderia fazer-se presente - em sentido estrito - se por um milagre se evidenciasse a alguém, o que, obviamente, não poderia ser uma via natural para saber sobre sua existência, já que milagres são sobrenaturais. São Tomás indica que existem cinco vias demonstrativas que provam a existência de Deus. Não é preciso insistir nas mesmas já que existem ótimas obras que abordam a questão. As cinco vias podem ser, todavia, conectadas àquilo que Blaise Pascal fala em sua obra quando diz que "Deus quis esconder-se...se não existisse obscuridade o homem não sentiria sua corrupção. Se não houvesse luz, o homem não esperaria remédio. É, pois, útil a nós que Deus esteja em parte escondido e em parte descoberto"( número 585 e 586 dos Pensamentos). Em suma: o conhecimento natural de Deus exige um grau de esforço em que nossa mente, partindo dos efeitos observados na realidade, consiga, por meio de abstrações, atingir a causa primária. Logo devemos inferir que não existe nenhum outro modo de chegar ao saber natural de Deus que não seja pela via demonstrativa. Sendo Deus espírito, não se apresenta a nossos olhos, mas somente como objeto a nossa inteligência que vê mesmo na obscuridade dos sentidos: "Vere tu es Deus absconditus" (Isaías 14, 15).

Entretanto não é isso que diz aquele que é considerado o maior filósofo  católico vivo da atualidade - isso segundo alguns. O sr. Olavo de Carvalho alega em seu artigo " o deus dos palpiteiros"( artigo de 2009, logo posterior a sua pretensa conversão) que " Se há um Deus onipotente, onisciente e onipresente, é óbvio que não podemos conhecê-Lo como objeto, ou mesmo como sujeito externo, mas apenas como fundamento ativo da nossa própria autoconsciência, maximamente presente como tal no instante mesmo em que esta, tomando posse de si, se pergunta por Ele." Olavo compreende que Deus é uma presença no interior de nossa consciência; Deus é intuído como experiência do fundamento onde repousa a consciência pessoal. 

Nesse sentido ele não é conhecido por via demonstrativa como diz São Tomás, mas sim por via direta, como aquilo que se mostra no ato mesmo da autoconsciência: na medida em que penetro nela - ou seja em mim mesmo-  intuo Deus. 

O ardil é todo muito bem montado. Claro está que Olavo não afirma que o saber sobre Deus é objeto - aliás, segundo o mesmo, Deus não pode ser jamais objeto do sujeito cognoscente - de uma evidência. O que ele diz é diferente. O que ele diz é mais sutil. Ele admite que "Tal é o método de quem entende do assunto, como Platão, Aristóteles, Sto. Agostinho, S. Francisco de Sales, os místicos da Filocalia, Frei Lourenço da Encarnação ou Louis Lavelle." Em suma: São Tomás foi retirado do rol dos que entendem do assunto.  Contudo, ele admite que - ao menos isso - Sto. Agostinho entende do tema. E admite que os místicos também entendem. Para muitos isso seria a evidência de que ele, no fundo, adota uma visão católica-agostiniana sobre o tema. Quem poderia duvidar? Alguém que se coloca na esteira de Agostinho e dos místicos não pode ser objeto de uma suspeita. Ou pode? Sim, pode. No meio de vários nomes o sr. Carvalho cita Lavelle, um filósofo suspeitíssimo. Lavelle tende a identificar consciência com a Presença do Ser. Tende, portanto, ao panteísmo, doutrina que afirma que entre Deus e a "criatura" não existe hiato; ou seja, em termos mais simplórios, que tudo é, de algum modo, divino.  E ele o faz no medida em que pretende afirmar o contrário de Tomás: para o sr. Olavo, a intelecção do ato consciente é a intuição do ser divino. 

Santo Agostinho e o conhecimento de Deus. 

Alguns poderão alegar que a tese sustentada por Olavo tem o mesmo sentido da tese agostiniana: enquanto Tomás parte dos dados exteriores para atingir Deus, Agostinho e Olavo partiriam dos dados internos para chegar ao mesmo fim. 

Sto. Agostinho não dizia quase o mesmo que o sr. Carvalho? A teoria da iluminação dele não se alinha ao argumento do sr. Carvalho? Sobre esse ponto é preciso entender, antes de tudo, o que é a prova agostiniana da existência de Deus. Agostinho diz que nós, seres temporais e mutáveis, podemos conceber verdades eternas e imutáveis; ora só Deus é eterno; logo tais verdades nos seriam conhecidas por um contato de nossa mente com Deus. Assim Olavo teria razão a dizer que Deus é fundamento da nossa consciência: ao conhecer que conhecemos a verdade intuímos Deus. 

Agostinho alega que a verdade está no interior do homem. “Não queiras sair para fora; é no interior do homem que habita a verdade”. Verdades são constantes, inalteráveis. Dois mais dois serão sempre quatro. Essas verdades eternas só podem ter por autor Aquele que é eterno: Deus. São reflexos da verdade eterna. Nisso consiste o que depois ficou conhecido como “doutrina da iluminação”; porém, desde já é preciso dizer que Santo Agostinho não a apresenta nunca como uma “teoria”. Já no final da sua vida, diz nas "Retractationes" que o homem tem em si, enquanto é capaz, “a luz da razão eterna, na qual vê as verdades imutáveis”. Como Platão, Agostinho afirma que  conhecer verdadeiramente é estar em contato com o mundo inteligível. Porém, Santo Agostinho nunca dirá que vemos as verdades em Deus, mas que participamos da luz da razão eterna; Agostinho jamais formulou que ao vermos tais verdades temos a presença imediata de Deus em nossa consciência, em razão de conhecermos a nós mesmos.  

Mesmo admitindo a validade da idéia da iluminação de Agostinho não podemos  ignorar, por outro lado, que essa solução para o tema do conhecimento corre o risco de não distinguir de forma adequada o conhecimento natural do conhecimento sobrenatural. As discussões no interior da tradição da filosofia medieval provam os riscos. 

A explicação que expõe como o espírito trava contato com as verdades eternas, não se esclarece pela noção de que Deus é o "fundamento ativo de nossa autoconsciência" ( o que equivale a dizer que nós mesmos seríamos Deus ) mas sim pela analogia da natureza racional do homem com a de Deus.  Ele não pode estar maximamente presente em nós dado que nossa natureza não comportaria a presença total( exatamente a tese de Lavelle).   Logo a tese de Olavo embora parta do mesmo método utilizado por Agostinho, ela se afasta dele na medida em que afirma a presença total, coisa que o Santo jamais afirmou. 

O Intelecto agente

Segundo Tomás nosso intelecto depende de uma luz para inteligir, luz essa que, na tradição filosófica, chamamos "intelecto agente"; ela é, para a inteligência o que o sol é para os olhos: como sem o sol não podemos ver mesmo que nosso globo ocular esteja funcionando perfeitamente, sem essa luz nossa mente não pode inteligir. 

Existia uma discussão no interior do pensamento medieval sobre o caráter desse intelecto agente: seria ele algo exterior a nossa alma ou faria parte dela? Platão admitia que o conhecimento é dado ao homem por participação e pela influência de formas inteligíveis em ato e subsistentes. As idéias existem por si e nossa mente contemplou tais idéias no mundo superior antes de abitar no corpo. Sabemos, então, por rememoração ou anamnese( lembrança ou recordação): ao vermos as coisas sensíveis lembramos das idéias eternas que vimos no céu na medida em que estas coisas são cópias imperfeitas daquelas idéias. Tal tese platônica  foi combatida por Aristóteles  com a ideia do intelecto agente. Na filosofia aristotélica, o intelecto agente foi a solução encontrada por Aristóteles para a questão do conhecimento. Esse intelecto seria o responsável pela potência ativa, que tem uma função transitiva e não cognoscitiva, de forma a atuar nas imagens de nossa memória, para produzir no intelecto possível a espécie impressa. O intelecto possível é passivo o agente é ativo pois torna as coisas captadas pelos sentidos em formas( ou seja em essências dotadas de atributos) inteligíveis, compreensíveis a nossa mente através de um conceito onde podemos definir o que é a coisa.

Alguns afirmavam que tal intelecto agente era Deus mesmo, que atualiza em nossa mente, a capacidade de entender. Poderia o sr. Olavo estar falando disso? Sua tese seria ressonância dessa doutrina medieval sobre a questão da origem do saber humano? Olavo ao falar de Deus como fundamento ativo de nossa autoconsciência estaria se referindo a mesma coisa que Santo Tomás? 

Vejamos o que diz o Aquinate: 

"O intelecto agente, de que se fala o Filósofo, faz parte da alma. E isso se evidencia considerando que é necessário admitir-se, além da alma intelectiva humana, a existência de um intelecto superior, do qual a alma obtém a virtude de inteligir. Pois, sempre, o ser participante, móvel, imperfeito, preexige algo de anterior a si, que seja tal, por essência, imóvel e perfeito. Ora, a alma humana é intelectiva, por participação da virtude intelectual. E a prova está em que é intelectiva, não na sua totalidade, mas só em parte; pois, chega à inteligência da verdade, pelo discurso e pelo movimento, argumentando. E também tem inteligência imperfeita, quer por não inteligir tudo, quer por passar da potência para o ato, quando intelige. Logo, é necessário exista um intelecto mais alto, que ajude a alma a inteligir. Ora, certos ensinaram que esse intelecto, separado por substância, é o intelecto agente que, iluminando, por assim dizer, os fantasmas, torna-os inteligíveis em ato. ― Mas, dado que exista tal intelecto agente separado, ainda assim é necessário admitir, na alma humana mesma, alguma virtude participada desse intelecto superior, pela qual a alma atualize os inteligíveis. Do mesmo modo que nos outros seres naturais perfeitos, existem, além das causas universais agentes, as virtudes próprias ínsitas neles, singularmente, e derivadas dos agentes universais. Assim, não somente o sol gera o homem, mas há ainda, em cada homem, a virtude geratriz de outro; e o mesmo se dá com os outros animais perfeitos. Ora, dentre os seres inferiores, não há nenhum mais perfeito que a alma humana. Por onde, é necessário concluir que há, nela, uma virtude derivada do intelecto superior e pela qual ela pode iluminar os fantasmas. E isto conhecemos pela experiência, quando nós percebemos abstrair as formas universais, das condições particulares; o que é torná-las inteligíveis em ato. Ora, nenhuma ação convém a uma coisa, senão por um princípio que lhe seja formalmente inerente, como antes se disse (q. 76, a. 1), ao tratar do intelecto potencial ou possível. Logo, é necessário que a virtude ― princípio de tal ação ― faça parte da alma. E, por isso, Aristóteles comparou o intelecto agente com a luz, que se dissemina no ar. Ao passo que Platão comparou o intelecto separado, que imprime em as nossas almas, com o sol, como refere Temístio."(in: Suma Teológica. 1 parte, tratado sobre o homem, Q. 79, das potências intelectivas, Art. 4 se o intelecto agente faz parte da alma). 

Basicamente o que Santo Tomás diz é que, ainda que possamos falar de um intelecto agente separado - que seria Deus mesmo, fundamento de toda a verdade - é preciso que em nossa alma haja uma virtude intelectual própria - ainda que participada-  pela qual nossa alma intelige. Logo o intelecto agente faz parte da alma: não é algo distinto dela mas ela mesma, ou uma parte sua.  Em suma: o fundo ativo de nossa autoconsciência - responsável por nosso conhecimento - somos nós mesmos em virtude do fato de participarmos da virtude intelectual divina, pois fomos criados a imagem de Deus. O intelecto divino é apenas o suporte ou a causa de nosso intelecto: não a causa direta ou imediata mas indireta e mediata. 

Logo, atribuir a Deus o papel de fundamento ativo de nossa autoconsciência seria o mesmo que dizer que não existiria nenhum ato próprio de nossa alma no que tange aos atos intelectuais: Deus conheceria no nosso lugar e, assim sendo, ao nos conhecermos em nosso ato mental, não nos conheceríamos mas a Deus, que intelige em nós. A pergunta que fica então é a seguinte: haveria nesse caso espaço para afirmar a individualidade da alma?  

A consequência lógica da tese do sr. Olavo

"O que dá sua coerência e inteireza ao conhecimento é a unidade do sujeito cognoscente, mas não no sentido kantiano, pois não se trata aqui do sujeito individual --ou geral que é uma simples extensão do individual - e sim o sujeito identificado e reintegrado ao Absoluto; é a unidade da inteligência mesma, não enquanto manifestação individual, mas enquanto participação no Intelecto Agente, à objetividade plena portanto, e, a fortiori à verdade mesma. A unidade do mundo repousa na unidade do Intelecto, ou Logos, que é a unidade de Deus" (Olavo de Carvalho, Astrologia e Religião, p. 63 e 64.)

O texto acima é antigo: vão alegar que agora, depois de convertido em católico, Olavo não pensa mais assim. Porém basta compararmos a tese central de seu artigo " o deus dos palpiteiros" com o que ele dizia anos atrás: o fundo doutrinal é o mesmo. Logo podemos asseverar que o sr. Olavo de Carvalho ainda professa o gnosticismo, pois em ambos os textos ele afirma a tese central da Gnose: que pelo conhecimento, o homem se identifica com o Absoluto, isto é, com Deus. A doutrina do sr. Carvalho ainda é a mesma de anos atrás:  identificação, através do conhecimento, do intelecto humano com o Intelecto de Deus, com o Logos, que é a tese central da gnose averroísta. É também a mesma identidade das coisas do mundo com Allah, que se encontra na Gnose sufi de Ibn Arabi. 

Basta unirmos os dados e tirarmos a única conclusão lógica possível: na medida em que Olavo encaminha seus alunos ao Instituto Lux et Sapientiae de Luiz Gonzaga, astrólogo e filho do sr. Carvalho, e na medida que o tal curso de cosmologia de Gonzaga está, agora, recebendo assistência de Tales, irmão de Gonzaga responsável por uma Tariqa, fica claro que o COF nada mais é que porta de entrada para o esoterismo e que a doutrina do sr. Olavo é repleta de indicações sutis de perenialismo. Sua pretensa conversão não mudou sua doutrina. Olavo continua o mesmo de sempre. O que mudou foi o método: se valendo de uma série de sutilezas, impossíveis de serem compreendidas por sua platéia, ele vai, pouco a pouco, penetrando em meios católicos sob a aparência de quem professa uma filosofia compatível com a fé. 


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nota de esclarecimento sobre o sr. Allan dos Santos.



Recentemente o blog prometeo liberto - no qual eu colaboro - trouxe uma matéria sobre o círculo olavista em que a figura do sr. Allan dos Santos é referida como personagem central do mesmo. A matéria em questão diz que o sr. Allan teria estudado em Arujá, no seminário dos Legionários de Cristo. Ademais o mesmo teria insinuado - segundo alguns - uma possível relação do sr. Allan com Tales, filho de Olavo, que é membro de uma tariqa.

Sobre a afirmação de ter estudado em Arujá queremos nos retratar. Sabendo que o sr. Allan esteve num seminário dos legionários anos atrás e, sabendo da existência de um seminário dos mesmos em Arujá, imaginamos que o referido havia estudado lá, por uma conclusão lógica. Porém o sr. Allan esclareceu-nos que estudou, na verdade, em Itapecerica da Serra onde existe outro seminário dos legionários.  O sr. Allan também afirma que jamais teve contato com o sr. Tales. Abrimos portanto o espaço aqui no blog para um direito de defesa do sr. Allan, daquilo que ele considera ter sido uma insinuação injusta e inverídica, pois nosso objetivo é, acima de tudo, a verdade seja lá qual for.

Quanto a afirmação de que estudou em Arujá, a mesma foi feita em boa fé, pelos motivos expostos acima, qual seja, a ignorância da existência de um seminário legionário em Itapecerica.

A "insinuação" da relação entre Allan e Tales foi na verdade, a admissão de uma possibilidade em face da relação do sr. Allan com o sr. Olavo, não constando jamais de uma afirmação categórica.

Segundo o sr. Allan não existe nenhuma relação dele com a tariqa. Nós - nem mesmo o blog prometeo liberto - não fizemos, em tempo algum, afirmações categóricas sobre essa relação. Suspeitas não devem ser confundidas com acusações. Todavia nem sempre é possível, a príncipio, não levantá-las, em razão de tudo que se sabe sobre o círculo olavista.

Assim sendo, em nome da verdade, acolhemos aqui a defesa do sr. Allan e sua alegação de inocência quanto a não estar informado sobre Tales - segundo o sr. Allan ele sequer sabia da existência do sr. Tales.

Outrossim deixo claro que o sr. Carlos Velasco do blog prometeo, não tem nada a ver com o erro da informação sobre a estada de Allan em Arujá. Quem errou fui eu e não ele. 

No mais lamentamos, sinceramente, a relação do sr. Allan dos Santos, alguém que conhecemos pessoalmente e que passamos a admirar como seminarista íntegro e defensor acérrimo da fé, com o referido círculo. Já expusemos aqui os erros teológicos professados pelo sr. Olavo e só temos mesmo que deplorar que alguém, antes tão firme na defesa da fé, tenha se deixado seduzir-  por que motivos não sabemos - pelo hábil prestidigitador. Rezamos, portanto, para que o sr. Allan volte a defender a fé como antes e entenda os riscos inerentes a pertença a esse círculo.






sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Curso Luiz Gonzaga de advinhação!

Vai um mapa astral aí? 
O sr.e professor Luiz Gonzaga de Carvalho, filho de Olavo de Carvalho, é conhecido como mestre em cosmologia e astrologia dita "tradicional". Segundo alguns alunos do COF a astrologia praticada pelo mesmo é absolutamente condizente com a fé católica em nada ferindo seus dogmas ou os mandamentos divinos. Segundo os mesmos, Gonzaga pratica uma outra "astrologia", diversa da moderna; a moderna se caracterizaria como prática advinhatória já a "tradicional" seria "metafísica". Gonzaga alega que faz a mesma coisa que Santo Alberto Magno fazia nos tempos medievais: ou seja, segundo Gonzaga, o que ele praticaria seria nada mais que uma astrologia filosófica; não consta que Santo Alberto praticasse a advinhação, que é pecado contra o primeiro mandamento da lei de Deus. Logo Gonzaga, ao dizer que faz o mesmo que ele fazia, exclui de suas práticas a advinhação. No entanto não é o que vemos neste vídeo: 
                                        


Gonzaga entre outras diz aí que:

1- É possível "prever a morte de alguém" desde que existe uma situação de morte.

2- Que as casas zodiacais do mapa astral ajudam a "determinar acontecimentos futuros"

A quem veja o vídeo não restará dúvida do que tratam suas aulas de astrologia "tradicional": não passam de arte divinatória condenada pela Igreja, pois vejamos: 

Hipólito: “Quão impotente é o sistema [astrológico] para comparar as formas de disposições dos homens com os nomes das estrelas!” (Refutação de Todas Heresias 4:37).
Santo Atanásio: “Donde ser verdade que os autores de tais livros [os astrólogos] acarretaram a si próprios uma dupla reprovação, pois aprofundaram-se em uma desprezível e mentirosa ciência” (Carta de Páscoa 39:1).

São Basílio Magno: “Aqueles que ultrapassam os limites, fazendo das palavras da Escritura sua apologética para a arte de calcular temas de genitura [horóscopos], pretendem que nossa vida dependa da moção dos corpos celestes, e assim os Caldeus lêem nos planetas o que nos ocorrerá”. (Os 6 dias da Criação 6:5)

São João Crisóstomo: “(…) E de fato uma treva profunda oprime o mundo. É ela que devemos fazer dissipar e dissolver. E tal treva não se encontra somente entre os heréticos e os gregos, mas também na multidão do nosso lado, no que diz respeito às doutrinas da vida. Pois muitos [os Católicos] descrêem inteiramente na ressurreição; muitas fortificam-se com o horóscopo; muitos aderem a práticas supersticiosas, augúrios e presságios”. (Homilias sobre Coríntios I, 4:11)”.

Santo Agostinho: “O bom cristão deve precaver-se de astrólogos ou de qualquer um daqueles que praticam impiamente a adivinhação” (apud Sto. Tomás, II-II, Q. 95, art. 5).

“Se alguém pensa que se deve crer na astrologia, seja anátema” (DENZINGER, nº 35).

Importa dizer que Olavo estimula seus alunos a fazer o curso do Gonzaga. Para quem duvida basta ver isso aqui: 




Mas ainda tem quem confie na sinceridade de Olavo quando diz ser católico. 

Deus ilumine os que ainda acreditam nisso para que vejam a realidade dos fatos. 



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Jornalistas mortos na França: o que a mídia ocidental não diz?






"E agora continuemos estas considerações a respeito da liberdade de exprimir pela palavra ou pela imprensa tudo o que se quiser. Se esta liberdade não for justamente temperada, se ultrapassar os devidos limites e medidas, desnecessário é dizer que tal liberdade não é seguramente um direito. Pois o direito é uma faculdade moral, e, como dissemos e como se não pode deixar de repetir, seria absurdo crer que esta faculdade cabe naturalmente, e sem distinção nem discernimento à verdade e à mentira, ao bem e ao mal. A verdade e o bem há o direito de os propagar no Estado com liberdade prudente, a fim de que possam aproveitar o maior número; mas as doutrinas mentirosas, que são para o espírito a peste mais fatal, assim como os vícios que corrompem o coração e os costumes, é justo que a autoridade pública empregue toda a sua solicitude para os reprimir, a fim de impedir que o mal alastre para ruína da sociedade." Libertas, carta encíclica de sua santidade o Papa Leão XIII, número 29. 

O jornalismo ocidental sempre foi,nada mais, que uma ferramenta de ataque à religião. Desde que a luta pela liberdade jornalística de ofender a fé começou, mas precisamente na França pré-revolucionária (liberdade essa defendida pela maçonaria,  arquiinimiga da cristandade), o mote central da mesma é impor, goela abaixo das massas estupidificadas, a crendice laicista e racionalista nas mentes e corações dos povos, de que sociedade boa é sociedade sem religião ou no máximo com religiões sobre o estrito controle do estado, ou seja, limitadas a existirem apenas no âmbito privado, sem influência pública alguma; seja através da diabolização da religião - sobretudo da Igreja Católica apresentada como opressiva, tirânica e imoral - seja da sua ridicularização o jornalismo atual - que de prestador de serviço a sociedade tem muito pouco - visa desmoralizar por todos os meios a crença religiosa identificando-a com morte, fanatismo e obscurantismo. Nos últimos anos, já tendo conseguido o objetivo de anular politicamente a influência da Igreja Católica, através. principalmente, da adesão das altas rodas episcopais e dos papas ao princípio da laicidade, o jornalismo ocidental volta sua verborragia contra o Islã, numa clara tentativa de criar uma guerra no Oriente Médio, possivelmente para satisfazer a necessidade da indústria da guerra ligada a Otan e EUA. Como seria ótimo para uma economia mundial em crise uma guerra não é mesmo? Diante disso fica claro por que a referência a "terrorismo", no que tange a classificação de um ataque que foi somente um ato de vingança contra piadas feitas contra o mundo muçulmano e não parte de um plano universal de dominação islâmica( que pode até existir na cabeça dos fundamentalistas do Isis e Al Qaeda mas que não tem possibilidade alguma de se efetivar neste momento). O jornalismo ocidental mais uma vez engana o público ao tratar o evento como ato de ampla repercussão, como um perigo mundial,  como se os muçulmanos tivessem, agora, meios de impor sua dominação sobre o planeta inteiro. O clima de paranóia vai ser mais uma vez espargido pelo ocidente; certamente novas leis de controle serão impostas dando ainda mais amplitude a Nova Ordem Mundial, essa sim bem avançada e muito mais perigosa que o terror islâmico. 

Como no 11 de setembro já prevemos possíveis efeitos desse 7 de janeiro de 2015:

- Aumento dos sistemas de segurança em todos os aeroportos mundiais. 
- Propostas de intervenção da ONU nos países islâmicos. 
- Políticas laicistas ampliadas para impedir que o "fanatismo religioso" destrua a civilização.
- Aumento do controle de fluxo de informações na internet. 
Etc. 

Para ficar claro a que esse jornalismo serve vai abaixo uma de suas grosseiras piadas contra a fé cristã:

Ofensa gravíssima a santíssima trindade; a mídia ocidental, contudo, apresenta os jornalistas como vítimas e mártires da liberdade de expressão. Nada disso: tais jornalistas eram apenas cúmplices da NOM e de seus objetivos de demolição moral.



O mais interessante nisso tudo é que, nesses jornais, todas as grandes religiões são ridicularizadas, menos uma:  o Judaísmo. 

Por que será? 

Coincidência? 

Pensem nisso!


 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Por que os EUA substituíram a Bíblia pela constituição?


Estátua em referência a Bafomet, personagem cultuado pela maçonaria, erguido nos EUA, Oklaroma em 2012.





Enquanto isso os conservadores americanóides olavóides continuam a crer que os EUA são o bastião da ordem ocidental e nação surgida sob os auspícios da verdade. 

Os EUA nasceram sob o signo da revolta.