sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Curso Luiz Gonzaga de advinhação!

Vai um mapa astral aí? 
O sr.e professor Luiz Gonzaga de Carvalho, filho de Olavo de Carvalho, é conhecido como mestre em cosmologia e astrologia dita "tradicional". Segundo alguns alunos do COF a astrologia praticada pelo mesmo é absolutamente condizente com a fé católica em nada ferindo seus dogmas ou os mandamentos divinos. Segundo os mesmos, Gonzaga pratica uma outra "astrologia", diversa da moderna; a moderna se caracterizaria como prática advinhatória já a "tradicional" seria "metafísica". Gonzaga alega que faz a mesma coisa que Santo Alberto Magno fazia nos tempos medievais: ou seja, segundo Gonzaga, o que ele praticaria seria nada mais que uma astrologia filosófica; não consta que Santo Alberto praticasse a advinhação, que é pecado contra o primeiro mandamento da lei de Deus. Logo Gonzaga, ao dizer que faz o mesmo que ele fazia, exclui de suas práticas a advinhação. No entanto não é o que vemos neste vídeo: 
                                        


Gonzaga entre outras diz aí que:

1- É possível "prever a morte de alguém" desde que existe uma situação de morte.

2- Que as casas zodiacais do mapa astral ajudam a "determinar acontecimentos futuros"

A quem veja o vídeo não restará dúvida do que tratam suas aulas de astrologia "tradicional": não passam de arte divinatória condenada pela Igreja, pois vejamos: 

Hipólito: “Quão impotente é o sistema [astrológico] para comparar as formas de disposições dos homens com os nomes das estrelas!” (Refutação de Todas Heresias 4:37).
Santo Atanásio: “Donde ser verdade que os autores de tais livros [os astrólogos] acarretaram a si próprios uma dupla reprovação, pois aprofundaram-se em uma desprezível e mentirosa ciência” (Carta de Páscoa 39:1).

São Basílio Magno: “Aqueles que ultrapassam os limites, fazendo das palavras da Escritura sua apologética para a arte de calcular temas de genitura [horóscopos], pretendem que nossa vida dependa da moção dos corpos celestes, e assim os Caldeus lêem nos planetas o que nos ocorrerá”. (Os 6 dias da Criação 6:5)

São João Crisóstomo: “(…) E de fato uma treva profunda oprime o mundo. É ela que devemos fazer dissipar e dissolver. E tal treva não se encontra somente entre os heréticos e os gregos, mas também na multidão do nosso lado, no que diz respeito às doutrinas da vida. Pois muitos [os Católicos] descrêem inteiramente na ressurreição; muitas fortificam-se com o horóscopo; muitos aderem a práticas supersticiosas, augúrios e presságios”. (Homilias sobre Coríntios I, 4:11)”.

Santo Agostinho: “O bom cristão deve precaver-se de astrólogos ou de qualquer um daqueles que praticam impiamente a adivinhação” (apud Sto. Tomás, II-II, Q. 95, art. 5).

“Se alguém pensa que se deve crer na astrologia, seja anátema” (DENZINGER, nº 35).

Importa dizer que Olavo estimula seus alunos a fazer o curso do Gonzaga. Para quem duvida basta ver isso aqui: 




Mas ainda tem quem confie na sinceridade de Olavo quando diz ser católico. 

Deus ilumine os que ainda acreditam nisso para que vejam a realidade dos fatos. 



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Jornalistas mortos na França: o que a mídia ocidental não diz?






"E agora continuemos estas considerações a respeito da liberdade de exprimir pela palavra ou pela imprensa tudo o que se quiser. Se esta liberdade não for justamente temperada, se ultrapassar os devidos limites e medidas, desnecessário é dizer que tal liberdade não é seguramente um direito. Pois o direito é uma faculdade moral, e, como dissemos e como se não pode deixar de repetir, seria absurdo crer que esta faculdade cabe naturalmente, e sem distinção nem discernimento à verdade e à mentira, ao bem e ao mal. A verdade e o bem há o direito de os propagar no Estado com liberdade prudente, a fim de que possam aproveitar o maior número; mas as doutrinas mentirosas, que são para o espírito a peste mais fatal, assim como os vícios que corrompem o coração e os costumes, é justo que a autoridade pública empregue toda a sua solicitude para os reprimir, a fim de impedir que o mal alastre para ruína da sociedade." Libertas, carta encíclica de sua santidade o Papa Leão XIII, número 29. 

O jornalismo ocidental sempre foi,nada mais, que uma ferramenta de ataque à religião. Desde que a luta pela liberdade jornalística de ofender a fé começou, mas precisamente na França pré-revolucionária (liberdade essa defendida pela maçonaria,  arquiinimiga da cristandade), o mote central da mesma é impor, goela abaixo das massas estupidificadas, a crendice laicista e racionalista nas mentes e corações dos povos, de que sociedade boa é sociedade sem religião ou no máximo com religiões sobre o estrito controle do estado, ou seja, limitadas a existirem apenas no âmbito privado, sem influência pública alguma; seja através da diabolização da religião - sobretudo da Igreja Católica apresentada como opressiva, tirânica e imoral - seja da sua ridicularização o jornalismo atual - que de prestador de serviço a sociedade tem muito pouco - visa desmoralizar por todos os meios a crença religiosa identificando-a com morte, fanatismo e obscurantismo. Nos últimos anos, já tendo conseguido o objetivo de anular politicamente a influência da Igreja Católica, através. principalmente, da adesão das altas rodas episcopais e dos papas ao princípio da laicidade, o jornalismo ocidental volta sua verborragia contra o Islã, numa clara tentativa de criar uma guerra no Oriente Médio, possivelmente para satisfazer a necessidade da indústria da guerra ligada a Otan e EUA. Como seria ótimo para uma economia mundial em crise uma guerra não é mesmo? Diante disso fica claro por que a referência a "terrorismo", no que tange a classificação de um ataque que foi somente um ato de vingança contra piadas feitas contra o mundo muçulmano e não parte de um plano universal de dominação islâmica( que pode até existir na cabeça dos fundamentalistas do Isis e Al Qaeda mas que não tem possibilidade alguma de se efetivar neste momento). O jornalismo ocidental mais uma vez engana o público ao tratar o evento como ato de ampla repercussão, como um perigo mundial,  como se os muçulmanos tivessem, agora, meios de impor sua dominação sobre o planeta inteiro. O clima de paranóia vai ser mais uma vez espargido pelo ocidente; certamente novas leis de controle serão impostas dando ainda mais amplitude a Nova Ordem Mundial, essa sim bem avançada e muito mais perigosa que o terror islâmico. 

Como no 11 de setembro já prevemos possíveis efeitos desse 7 de janeiro de 2015:

- Aumento dos sistemas de segurança em todos os aeroportos mundiais. 
- Propostas de intervenção da ONU nos países islâmicos. 
- Políticas laicistas ampliadas para impedir que o "fanatismo religioso" destrua a civilização.
- Aumento do controle de fluxo de informações na internet. 
Etc. 

Para ficar claro a que esse jornalismo serve vai abaixo uma de suas grosseiras piadas contra a fé cristã:

Ofensa gravíssima a santíssima trindade; a mídia ocidental, contudo, apresenta os jornalistas como vítimas e mártires da liberdade de expressão. Nada disso: tais jornalistas eram apenas cúmplices da NOM e de seus objetivos de demolição moral.



O mais interessante nisso tudo é que, nesses jornais, todas as grandes religiões são ridicularizadas, menos uma:  o Judaísmo. 

Por que será? 

Coincidência? 

Pensem nisso!


 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Por que os EUA substituíram a Bíblia pela constituição?


Estátua em referência a Bafomet, personagem cultuado pela maçonaria, erguido nos EUA, Oklaroma em 2012.





Enquanto isso os conservadores americanóides olavóides continuam a crer que os EUA são o bastião da ordem ocidental e nação surgida sob os auspícios da verdade. 

Os EUA nasceram sob o signo da revolta. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Eis que um sinal vos será dado: uma virgem conceberá e dará a luz à LUZ!




O nascimento virginal do Senhor 

São Gregório de Nissa

Do Sermão Sobre o Natal de Cristo 
(P.G. 46, 1128 ss.)

"Ouve a exclamação de Isaías: "um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado!" . Aprende do mesmo profeta como isso aconteceu. Foi acaso segundo a lei da natureza? De modo algum, responde o profeta. Pois não está sujeito às leis da natureza aquele que é o Senhor da natureza. De que maneira então nasceu esse filho? "Eis - diz o profeta - uma virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual receberá o nome de Emanuel", que significa" Deus conosco" 2. Ó acontecimento admirável! Uma virgem se torna mãe permanecendo virgem! Considera a nova ordem da natureza. Qualquer outra mulher, se permanece virgem, não pode tornar-se mãe; tornando-se mãe, já não conserva a virgindade. Neste caso porém as duas qualidades se mantêm. A mesma pessoa é mãe e virgem. A virgindade não a impediu de gerar, o parto não lhe tirou a virgindade. Era conveniente que, vindo para fazer os homens íntegros e incorruptos, o Salvador fizesse seu ingresso na vida humana a partir da integridade total, consagrada a ele sem reserva...

E isto parece-me que o grande Moisés tenha conhecido antecipadamente, através da luz na qual se lhe manifestou o Senhor Deus e quando a sarça ardia incandescente mas não se consumia 3. "Irei e verei este grande espetáculo", disse ele, referindo-se, penso eu, não a uma aproximação local mas a uma aproximação no tempo. O que então estava prefigurado no fogo e no arbusto tornou-se, no momento oportuno, claramente revelado no mistério da Virgem. Da mesma forma que a sarça ardente não se consumia, também a Virgem não se corrompeu gerando a Luz."

domingo, 21 de dezembro de 2014

Olavo "Hegel" de Carvalho: sobre insinuações maçônicas e excomunhão ipso facto.





Uma das marcas da dialética hegeliana é a justaposição dos opostos: na filosofia metafísica clássica, o um é sempre um e o dois sempre dois; na dialética hegeliana não: o um pode virar dois e o dois um tudo a depender do processo histórico, que é o que faz as coisas "serem" o que são; no entanto, não se enganem: o ser, na visão hegeliana, não passa de uma estabilização momentânea a espera da próxima etapa onde o mesmo deixará de ser o que é; em suma tudo é devir, nada é. Por isso tal dialética pode ser considerada como a expressão filosófica da torre de Babel, onde as línguas foram confundidas e ninguém mais se entendia. 

Que marxistas usem a dilética hegeliana não espanta: Marx deu a ela uma forma materialista. Faz parte da tradição marxista - seja de que viés for - o uso largo da mesma. 

O que espanta mesmo é ver alguém como Olavo, que diz lutar contra a esquerda socialista-marxista, fazer uso dela. Mentira? Nada disso: a mais pura verdade. Leiam: 



Vamos analisar algumas frases:

"Defendo as idéias conservadoras porque elas foram excluídas da sociedade e elas são tão necessárias quanto quaisquer outras idéias".

As palavras são suficientes: o que Olavo diz é que idéias conservadoras, liberais, marxistas, etc, são absolutamente necessárias; o que Olavo advoga é o pluralismo ideológico puro e simples, como todo bom liberal faria. E como todo bom marxista também: afinal é preciso que existam idéias contrastantes para que exista luta cultural, política, social, ideológica, e daí, se extraia o progresso dos tempos. Em suma: Olavo diz que não importa se as idéias conservadoras são idéias verdadeiras mas se são úteis politicamente. Além de pluralista, Olavo é pragmatista, o que quer dizer imanentista, o que significa que recai na condenação da Pascendi e, por tabela, em heresia.

"O Brasil precisa de uma corrente política conservadora forte e atuante, para contrabalançar quatro ou cinco décadas de comunismo x tucanismo."

Basta isso: para Olavo basta que o conservadorismo seja o contrapeso. Espanta que ao mesmo tempo ele diga que é preciso banir o comunismo? Só espanta a quem jamais leu Hegel. Para quem leu, entender isso é simples: Olavo fala a vários públicos. O primeiro precisa de palavras de ordem, convocações bélicas e mandamentos absolutos. O segundo, formado por um círculo mais interno de alunos do cof, recebem uma instrução mais precisa: " é o seguinte vamos combater o comunismo mas não é para acabar com ele...é só para abrir espaço...no fundo precisamos do contrapeso, do embate de idéias". 

Como explicar isso senão pela simpatia que Olavo tem pela democracia liberal? E como explicar tal simpatia senão pelo fato de que todo maçom defende a mesma porque ela dá às lojas possibilidades de ação na sociedade através das liberdades que elas proporcionam? E o que a atual democracia senão o espaço da luta ideológica total? 

Olavo mesmo já admitiu - várias vezes -  que o importante não é a unidade doutrinal mas sim a abertura de espírito à "totalidade da realidade", que insistir nisso é desnecessário. Para ele são os símbolos, e não os dogmas, as vias do saber. Nada, portanto, de doutrinas sistemáticas. Nem mesmo no campo político. 

Quem sempre combateu a idéia de unidade doutrinal senão a maçonaria? Não é típico da mesma estimular a divisão doutrinal? Quem diz isso? Olavo mesmo diz:

 "uma sociedade iniciática, qualquer que seja, não tem necessidade de controlar as opiniões de seus membros, já que tem pleno domínio, sobre seu imaginário. Na verdade quanto mais a liberdade de crença vigore ali dentro, quanto mais frouxa e menos dogmática for a doutrina da organização, mais eficaz será esse controle, que tem todas as vantagens em permanecer implícito. Uma organização que timbre em defender um dogma explícito não em outro remédio senão explicitá-lo...a partir desse instante tornam-se objetos de raciocínio, de assentimento ou discordância intelectual, de crítica... Ao contrário de todas as organizações dogmáticas, as sociedades secretas, pela dialética de sua busca de sobrevivência, alimentam as dissidências e as cisões; pois cisão aí, significa automaticamente isolamento e isolamento significa imposibilidade de um confronto direto"-In: Olavo de Carvalho. Jardim das Aflições. Páginas 241-242. Segunda edição, revista, 2004. 

Lendo isso cabe perguntar: Olavo não insiste numa assistematicidade da filosofia? Olavo não insiste no cof sobre a formação do imaginário através, exclusivamente, da literatura que ele indica?

O que ele está a fazer senão impor, por vias implícitas,  seu controle sobre o imaginário do alunado sem dar ao mesmo uma filosofia sistemática e dogmática que possa ser objeto de análise?
    
E qual seu objetivo em termos políticos, quando estimula uma corrente conservadora, senão o mesmo controle do imaginário, sem que seja necessário eliminar as idéias "adversárias", abrindo espaço para o exercício desse poder implícito ? Ou seja o que Olavo advoga para a sociedade é o mesmo que se faz no interior da maçonaria e a mesmíssima coisa que ela faz nas suas ações dentro da sociedade civil. 

A estratégia de Olavo não passa de modus operandi maçônico. 

"Se não elevarmos o patamar de consciência intelectual deste país, o de consciência moral vai permanecer abaixo da linha de pobreza. A moral não existe no ar, solta e independente. Vem com a CULTURA e é parte dela."

Não sr. Olavo: consciência moral não depende - necessaraimente - de elevada consciência intelectual. Fosse isso Satã não seria mau já que se destaca pela grandíssima inteligência. Dizer que uma depende de outra - rigorosamente - seria colocar abaixo toda a teologia moral de Santo Agostinho e da Igreja que admite o pecado de malícia - que é querer o mal sabendo que é o mal. A maior prova de que inteligência não traz, necessariamente, moralidade, são cafajestes como o sr. 

Em tempo: o que Olavo quer é criar uma casta intelectual sob seu controle; como quem determina a moral determina as ações da sociedade e das pessoas, tal casta terá poder absoluto, ou melhor o seu "pai-guru" terá poder absoluto. O que está por trás disso tudo é a tentativa de construir uma nova "casta sacerdotal"( uma elite intelectual portadora da tradição primeva que é nada mais que o perenalismo) no sentido que Guenón dava a isso: casta que estará a serviço do sr. Olavo.  

Imaginação nossa? Não: Olavo mesmo não disse que se soubessem o que ele deseja o considerariam megalomaníaco??? 

Cremos que, com tudo que viemos expondo aqui esse ano, passo a passo, e ao que outros também expuseram - destaco aqui o papel do blog prometeo liberto - fica claro o seguinte:

1- A forma mentis e o modus operandi de Olavo é perenialista/maçônica. 

2- Que Olavo vem, pouco a pouco, ensinando e aplicando princípios maçônicos que orientam a teoria e a prática de seus alunos. 

3- Que, assim sendo, seus alunos, cônscios ou não, promovem, destarte, a maçonaria e um iniciado que está a serviço do Grande Oriente. 

Partindo daí podemos dizer que: 

A- Olavo está excomungado ipso facto. 

B- Os alunos que, tendo tomado ciência de tudo isso, continuam a segui-lo, promovendo-o direta ou indiretamente, mesmo que seja apenas pagando a taxa do cof,  também estão excomungados ipso facto. 

E por que dizemos isso? Por que a Igreja Católica considera motivo de excomunhão quem quer que se aliste na maçonaria como quem quer que a ajude ou promova de algum modo.

Quem tiver olhos que veja. 

Para quem ainda duvida da ligação estreitíssima  de Olavo - a ponto de defender o caráter cristão da mesma - com a maçonaria e seus objetivos, reproduzo aqui um artigo publicado por Mirian Macedo, ex aluna do mesmo. 

O link é este: http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2014/06/recordar-e-viver-e-maconaria-olavo-de.html

"sexta-feira, 20 de junho de 2014

Recordar é viver: e a maçonaria, Olavo de Carvalho?
     Mírian Macedo: "Citando René Guénon, o senhor defendeu a união da maçonaria com o cristianismo. E pode?!"
            Olavo de Carvalho: "Parece que houve aí uma divisão de trabalho: a maçonaria ficou com os Pequenos Mistérios e a Igreja com os Grandes Mistérios. Não é preciso dizer que este simples fato é causa de inumeráveis desequilíbrios. Enquanto estas duas ordens de conhecimento não forem de novo articuladas, a unidade espiritual do Ocidente não será reconquistada."

          Íntegra da resposta de Olavo de Carvalho*: "Este problema que você coloca é dos mais cabeludos. Eu dificilmente poderia explicá-lo aqui. Mas é preciso considerar que a maçonaria tal como a conhecemos hoje se origina no século XVIII, a partir da unificação de antigas iniciações de ofícios, sobretudo dos construtores medievais que, durante mil anos, tinha funcionado perfeitamente bem dentro do contexto cristão sem nenhum problema.

     A encrenca começa a partir do momento em que, dentro da própria maçonaria, começam a surgir outras sociedades, estas sim verdadeiramente secretas, que se apossam de áreas inteiras com o objetivo de transformar a maçonaria em instrumento da revolução.
     
     Isto é muito bem explicado num livro já clássico, de um mestre maçom chamado John Robinson, intitulado Proof of Conspiracy. O livro saiu no começo da história republicana aqui nos Estados Unidos.
     
     Evidentemente, foi bastante lido pelos maçons da época, inclusive o presidente George Washington, que, vendo a penetração destas idéias revolucionárias na maçonaria, confirmou que aquilo existia e disse: "Eu espero que isto não se propague aqui nos Estados Unidos (pois isto estava acontecendo na Europa, principalmente na França).
      
      Quando se fala de maçonaria, não se pode falar  de um negócio assim em  bloco, porque existem camadas e camadas de complexidade aí. Mas, em todo caso, o fato da maçonaria originar-se nestas comunidades de ofício mostra que ela não tem originariamente uma inspiração anti-cristã.
      
      Por outro lado, estas comunidades legaram à maçonaria inumeráveis conhecimentos, sobretudo sobre a constituição da ordem política, da ordem do Estado. E estes conhecimentos são realmente  importantes para a administração do mundo. 

      Como havia aquela distinção dos Pequenos Mistérios e Grandes Mistérios (Pequenos Mistérios são aqueles que se referem aos conhecimentos de ordem cosmológica, ordem do mundo, constituição do mundo, inclusive do mundo histórico, social, político; e por outro lado, os Grandes Mistérios, que se referem à ordem puramente espiritual, da imortalidade da alma, Deus  etc), parece que houve aí uma divisão de trabalho: a maçonaria ficou com os Pequenos Mistérios e a Igreja com os Grandes Mistérios. 

      Não é preciso dizer que este simples fato é causa de inumeráveis desequilíbrios. Enquanto estas duas ordens de conhecimento não forem de novo articuladas, a unidade espiritual do Ocidente não será reconquistada. 

      Pior ainda: à medida que o tempo passa, aparecem sociedades secretas dentro de sociedades secretas, conspirações dentro de conspirações, tornando tudo uma bagunça monumental. 


     É evidente que as conspirações existem, mas também é tolo imaginar, como faz este senhor Armindo Abreu, que certas sociedades secretas são controladoras do mundo.
Ninguém controla o mundo, o pessoal disputa poder e faz confusão.
     
      Pior ainda, quando os elementos causadores de uma situação contêm um forte elemento secreto, é muito difícil entender até historicamente o que aconteceu. A história do mundo, além de tornar-se extremamente violenta, ainda tem a questão de que ninguém sabe quem fez o quê. A prevalência do segredo como elemento histórico importante é um dado do século XX."

*PS: . Olavo de Carvalho respondeu às minhas perguntas no dia 12/02/2007  (a resposta está no link, a partir de 13 min20seg até 20min36seg. O email (abaixo) foi enviado ao programa True Outspeak. http://www.olavodecarvalho.org/midia/070212true.html



 "Professor Olavo, como vai?
     
     Sou Mírian Macedo, de São Paulo. Tenho acompanhado a sua participação no podcast de Yuri Vieira e ouvido seu programa de rádio True Outspeak. Brilhantes, parabéns. Eles têm sido muito esclarecedores para mim, mas, por outro lado, também me confundiram, principalmente no que se refere à união da maçonaria com o cristianismo. E pode?!

      A propósito: não entendo de profundidades filosóficas, sou só uma esforçada e curiosa ex-jornalista e rainha do lar que tem o vício de gostar de assuntos de que nada entende e que são, em geral, difíceis e complicados. Fazer o quê?

     Na conversa com Yuri, o senhor, citando René Guenón, defendeu a união da maçonaria com o cristianismo como única saída para o furdunço em que está transformado o mundo. O professor falou em maçonaria anti-cristã e maçonaria pró-cristã. O que seria uma e outra? 

     E esta última, é um clube de bondades e bons propósitos, uma entidade de princípios éticos, dedicada ao culto da fraternidade, respeitosa de todas as religiões e do Deus de cada uma? E como fica a encíclica Humanus Genus e o documento que a ratifica, escrita pelo cardeal Ratzinger em 83?

     Outra coisa: falar em mistérios, mesmo que sejam pequenos mistérios, não é contrariar o próprio Senhor Jesus Cristo, que mandou gritar sobre os telhados o que se ouvisse na surdina, garantindo que nada havia para ser ocultado?

     A tese de que todas as religiões (inclusive o cristianismo) têm sua gnose é cara a muitos estudiosos do assunto, como é o caso do romeno Mircea Eliade. Ele cita, em defesa de sua idéia, o Evangelho de Mateus, as obras de Orígenes e Clemente de Alexandria e a carta aos Efésios, de São Paulo. 

      Segundo ele, a hierarquia eclesiástica da Igreja dos primeiros tempos combateu a gnose e o esoterismo pelo temor de que certos gnósticos pudessem introduzir no cristianimso doutrinas e práticas radicalmente opostas ao éthos do Evangelho. Eliade afirma:

      - Não era o " esoterismo" e a "gnose" como tais que se revelaram perigosos, mas as "heresias" que se infiltravam sob o manto do "segredo iniciatório".

       Vale lembrar: Eliade faz a ressalva de que, no caso do cristianismo, a existência de um ensinamento esotérico praticado por Jesus e continuado pelos seus discípulos é negada pelos Padres da Igreja e historiadores antigos e modernos.

       E, de volta à questão: não é heresia negar as próprias palavras de Jesus Cristo de que não existe nada secreto?
        Um abraço.
        Mírian Macedo
São Paulo,capital"

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

As raízes judias do Islã!!




" O islã foi originalmente um movimento heterodoxo no interior do judaísmo...segundo fontes árabes, cerca de vinte tribos em Medida -- cidade que acolheu o apelo de Maomé da sujeição a Alá -   e em volta de Medina eram judias...esas tribos estabelecidas em oásis entregavam-se tanto ao comércio quanto ao pastoreio, e o islã, desde o início foi uma religião semi-urbana de comerciantes, mais do que uma religião do deserto. Mas, o deserto era importante pois judeus que viviam em suas bordas, ou que ali se instalavam para escapar à corrupção da cidade, tais como os nazireus, sempre haviam praticado uma forma mais rigorosa de judaísmo...foi isso que atraiu Maomé. A influência do cristianismo, que não teria sido estritamente monoteísta a seus olhos, foi muito ligeira...o que ele parece ter desejado fazer foi ...dar aos árabes o monoteísmo ético judeu numa língua que podiam compreender e em termos que lhes eram adaptados...o desenvolvimento por Maomé de uma religião separada começou quando ele compreendeu que os judeus de Medina não estavam dispostos a aceitar a sua versão árabe do judaísmo"...(Jhonson, Paul. História dos judeus. Ed. Imago. Rio de Janeiro, 1995. P. 175-176.).

"A sua visão - de Maomé -  não podia ser um logro, pensava Khadija - esposa judia de Maomé -  que foi se aconselhar a respeito dela com um parente, próselito judeu, e conhecido pela simpatia que mantinha pelos hanifs"(Azzedine Guellouz , Andre Miguel e Dominique Chevalier. Les Arabes, L´Islam et L´Europe. Flamarion, 1991.).

"judeus receberam Maomé e seus seguidores com honras em Medina. Tribos judias uniram-se em torno dele depois que os coraixitas de Meca exigiram uma espécie de extradição"(Blacheré, R., Introduction au Coran, Maissouneneuve et Larose, 1991).

"O exilado encontrou, entre as tribos judias de Medina, uma audiência que ultrapassava o círculo dos convertidos em virtude de expectativas messiânicas"( In : P. Crone e M. Hinds, God´s Caliph, Cambridge, 1986)

"O apoio religioso e econômico dos judeus deu a Maomé meios para promover e constituir sua liderança em Medina; só quando as pretensões de Maomé foram além da Torah é que a articulação com os judeus se rompeu; o sinal dessa ruptura é a mudança da direção para onde se voltava a comunidade durante a prece: de Jerusalém para Meca."( Hanna Zakarias. L´Islam, enterprise juive de Moisé a Mohammed, Cahors, 1960)

" A exegese muçulmana do Corão é herdeira das tradições rabínicas com as quais Maomé teve contato na fase medinense, onde o Islã se corporificou"(I. Goldziber. Vorlesungen uber den Islam, Heildelberg, 1910).

"Em relação a fugura de Cristo é provável que Maomé - graças a sua proximidade de círculos rabínicos- tenha se valido do ensino do Rabi Eliezer que não via heresia formal em seu ensino e considerava que o nazareno teria lugar no mundo vindouro"(I. Goldziber. Muhammedanisch Studien, Halle, 1980)

"A lei islâmica funciona tendo como base uma infraestrutura de origem judaica"(P. Crone. Cambridge, 1987)

"Antes da chegada de Maomé os árabes estavam fascinados pelos judeus e invejavam sua revelação na própria lingua."( Paolo Branca. Los musulmanes, Historia Alianza Editorial, 2000)

domingo, 16 de novembro de 2014

Missa Rock na Catedral: mais um fruto do Concílio Vaticano II !


O título é esse mesmo: missa roqueira, definição do sacerdote espanhol Joan Enric Reverté, mais conhecido como Padre Jony. A cerimônia foi celebrada na semana passada em homenagem a padroeira da cidade de Tortosa, a Nossa Senhora da Consolação, ou Virgem da Cinta.

Acompanhado por guitarras e baixos elétricos, bateria, teclado, iluminação colorida e vídeos, o sacerdote vocalista cantou no altar suas versões roqueiras de clássicos do cancioneiro católico, como O Pescador de Homens.(https://www.youtube.com/watch?v=Q5VFC_TDkYM)

Para conseguir autorização da diocese de Tarragona (responsável pela catedral de Tortosa) para realizar sua liturgia heterodoxa, Padre Jony reconheceu que passou por dificuldades e teve que esconder vários detalhes da missa roqueira até a última hora.

"Tinha que ocultar as surpresas até o último momento para evitar outras. Eu entendo e aceito que muita gente não compreenda, nem goste deste tipo de iniciativas, mas estou muito consciente do que fazendo".

Apesar do sucesso da celebração litúrgica, o sacerdote espanhol duvida que possa haver outra missa roqueira em uma catedral.

"Acho muito difícil que se repita, porque foi uma circunstância especial, uma comemoração de um centenário da Corte de Honra à Virgem. E com a repercussão que teve, não acredito que deixem fazer isso de novo."

Ele, disse, entretanto, que é possível que haja celebrações semelhantes em outras igrejas.

"Já há pedidos. Há gente esperando algo assim, com mentes abertas e que querem ouvir mensagens de fé de uma outra forma dentro da igreja católica."

Apesar da estética e linguagem modernas, a missa roqueira teve os elementos litúrgicos de uma celebração religiosa habitual.

O sermão foi uma declaração de fé na Virgem Maria, no qual o Padre Jony alertou os jovens fiéis sobre o perigo do consumo de drogas e álcool e a falta de compromisso social com os mais carentes.

O sacerdote já tem um livro (em castelhano: Notas de un cura roquero ou, em tradução livre, Notas de um padre roqueiro) e dois discos, cuja arrecadação é destinada a obras sociais.

Padre Jony também já celebrou eventos religiosos em espaço aberto na Espanha e em outros países da América Latina. O maior deles, na Guatemala, reuniu cerca de três mil fiéis.


AGORA TENTE CONSEGUIR AUTORIZAÇÃO PARA CELBRAR UMA MISSA TRADICIONAL EM UMA CATEDRAL PARA VER O QUE ACONTECE! O CLERO ATUAL ESTÁ, COM RARAS EXCEÇÕES VENDIDO. 

QUE DEUS SE APIEDE DOS VERDADEIROS CATÓLICOS E DÊ UM BASTA NISSO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.