domingo, 14 de setembro de 2014

Olavo "Sofista" de Carvalho: modernismo oculto?




O senhor Olavo de carvalho mesmo alegando que não é teólogo vive teologizando. 

Seus alunos - em geral semiboçalizados - costumam usar a afirmação do "mestre" para dizer que seus erros teológicos não testemunham contra seu magistério filosófico. Já que não é teólogo não pretende acertar na matéria. Mas a questão que fica é: já que não pretende por que tenta acertar, afirmando tantas coisas sobre teologia? 

Olavo é mestre em sofismar. Diz não ter objetivo de acertar em teologia mas caso fique demonstrado que ele errou - como já fizemos aqui outrora - ele dirá que não errou coisa nenhuma. Sempre há, no entanto, idiotas dispostos a acreditar no guru.

No último dia 25 de Agosto ele fez a seguinte afirmação:


Analisemos a doutrina exposta pelo "mestre", ponto a ponto:

1- Primeiro ele diz que teólogos podem discutir determinado ponto durante séculos antes que um decreto papal venha definir a questão e que isso é sinal da dificuldade inerente a teologia. 

 A afirmação é verdadeira: as verdades da fé não são autoevidentes como é evidente que isto aqui é um blog. Um esforço de interpretação e análise dos dados revelados pela ciência teológica faz-se absolutamente necessário.
 O problema começa quando olhamos o que o próprio Olavo define como "teologia": para o mesmo a diferença entre teologia e filosofia não é a diferença existente entre duas ciências ( uma superior e outra inferior e subordinada) mas, sim, a mesma diferença que há entre fatos e teoria. Já tivemos aqui mesmo a oportunidade de demonstrar o erro do sr. Olavo( Aqui: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/07/olavo-de-carvalho-e-relacao-fe-e-razao.html). Ora mas o que é teologia para Olavo? Uma ciência ou um compêndio de fatos? Aqui ele diz que é ciência, acolá diz que não. Para quem se autodenomina filósofo seria de esperar um rigor conceitual maior.Antes de dizer que uma discussão teológica é possível ele deve definar que é teologia. O forte do Olavo, porém, não são as definições. Quanto menos definir as coisas menos meios os alunos terão de apontar as suas contradições lógicas( outra coisa que o Olavo repudia...talvez por ser tão pouco lógico em certos casos).  

2-A afirmação de Olavo - verdadeira - não se enquadra porém na recente polêmica aberta aqui e por um vídeo do amigo Leonardo Brum que demonstra - de modo cabal - a radical contradição entre a teologia de Olavo e a da Igreja sobre o conhecimento de Deus(Para quem interessar o vídeo é este: https://www.youtube.com/watch?v=HB3UTy1YT7M). A questão do conhecimento de Deus já foi definida por decreto papal. Ele não está autorizado a discutir isso, sendo católico como diz ser. Caso o faça incorre em heresia. Olavo trata a questão como se ela já não tivesse sido resolvida. O mesmo faz em relação a questão fé e razão já definida. O que ele deveria fazer seria calar a boca e seguir o magistério. Mas Olavo é inteligência pura e consegue encontrar, até nos textos do magistério, sentidos obscuros inexplorados, ou melhor esotéricos, que nem mesmo o magistério conseguiu perceber.Tão esotéricos que permitem exames sempre mais exaustivos, sem nunca chegarmos a uma conclusão exata sobre o problema colocado(E claro que o guia supremo nesses exames é o Olavo.Caso isso seja verdade já passou da hora de tirar Santo Tomás do trono e sagrar Olavo como o maior filósofo católico do universo).Eu não exagero: essa é a essência mesma de sua técnica filosófica, transplantada, sem mais, para a teologia. Olavo entende a filosofia como tendo a missão de deslindar os símbolos verbais que recobrem a experiência originária e direta da realidade. Como a fé cristã nasce de uma experiência, os decretos papais, na visão olávica seriam apenas símbolos verbais mais ou menos transparentes: eles não resolvem nenhum problema mas abrem outros. 

3- Depois Olavo diz que: "ninguém tem o direito de proibir que a mente individual, no empenho de compreender o sentido do dogma proclamado,siga mais ou menos os mesmos passos da discussão, detendo-se em cada dificuldade pelo tempo necessário, mesmo conhecendo de antemão o resultado a que deva chegar. Afinal, uma conclusão só faz sentido como resposta à dificuldade que a suscitou". 
   
  Sim! Mais uma vez Olavo fala uma verdade. A mente individual pode rastrear os passos da discussão para entender por que um dogma foi proclamado embora isso não seja fundamental para compreender o seu significado(Simples fiéis, desconhecedores da história eclesiástica, podem, apesar disso, compreender o dogma). 

Todavia é só isso que Olavo quer dizer mesmo? Ele pretende apenas garantir o direito de ter a informação histórica? Lendo essa passagem a luz de outras fica claro que não. Na matéria que publicamos aqui sobre Olavo e sua visão sobre a relação fé e razão, reproduzimos nela um print de uma de suas afirmações sobre o magistério: como dissemos acima, para Olavo o magistério não resolve nada quando ensina, cabendo a mente individual purificar os símbolos línguisticos com os quais o magistério recobre o mistério revelado por Deus para subir na direção da verdade ou de algum símbolo que esteja mais próximo dela. Quando ele fala de mente individual investigando o caminho histórico da discussão dogmática recorda o método modernista que é de cunho histórico. O decreto Lamentabili Sine Exitu de PIO X, de 1907, sobre os erros do modernismo, condenou a seguinte proposição: 


  1.  Os dogmas que a Igreja apresenta como revelados não são verdades caídas do Céu; são uma certa interpretação de fatos religiosos que a inteligência humana logrou alcançar à custa de laboriosos esforços.
A tendência modernista de ressaltar a necessidade de estudar o dogma a luz de sua evolução( trocado em miúdos é o que Olavo está dizendo quando fala da necessidade de a mente individual rastrear a evolução do problema até chegar a conclusão do mesmo) visa isso: dizer que dogmas não caem do céu mas são interpretações da mente humana em face de um problema religioso. Olavo, de modo habilíssimo pretende fazer seus discípulos adentrarem no interior do modernismo sem sentirem a dor de endossar uma heresia. E eles, na sua maioria, já adentrarem, e o pior achando que endossam a ortodoxia. O que não espanta pois é esse mesmo o objetivo.

Ou seja: Olavo, como bom conhecedor do esoterismo, sabe colocar sentidos ocultos - nem tão ocultos - no que escreve,com o objetivo de que tais sementes ocultas, venham a produzir impactos intelectuais a longo prazo.

Basta um rápido exame nos textos do sr Olavo sobre a origem do dogma - fáceis de achar na internet - para verificar o que estamos a dizer. 





sexta-feira, 29 de agosto de 2014

ONU como projeto sionista!!

Palestinos são árabes, logo semitas, mas na lógica judia antisemitismo é só contra judeus. Ações contra árabes são sempre gestos da mais alta justiça. 



Federico Carles Rivanera mostra como a ONU fazia parte de um plano judeu sionista para a construção de um governo global que enfraqueça até eliminar a noção de estado-nação já no século 19.

Agora é só juntar os pontos: onde fica a sede da ONU ? Que país é seu maior financiador ? Creio que não precisamos falar mais nada!!



Rivanera ,Federico Carles.La ultima etapa de la globalizacion.Página 28.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Filosofia em termos católicos: uma lição de Clemente de Alexandria.

Clemente de Alexandria, mestre autorizado pela Igreja. 


O senhor Olavo de Carvalho, dito filósofo e católico, no seu curso de filosofia se distancia radicalmente do que diz Clemente de Alexandria, padre da Igreja, sobre a filosofia. Ele nos ensina como um católico deve exercitar a atividade filosófica e com que critérios. 

Estrômates de Clemente de Alexandria

Tema da obra: fazer ver que a filosofia é, em si, uma boa coisa pois foi querida por Deus.

Contexto da obra: Igreja de Alexandria no século II DC. A mesma era formada por homens simples e sábios. Alexandria era um centro cultural e havia na Igreja alexandrina da época muitos convertidos que conheciam a filosofia grega em alto nível. Este é o caso de Clemente. Os cristãos simples de Alexandria recriminavam Clemente por se dedicar a filosofia propondo, no lugar disso, uma fé sozinha e nua não só de filosofia mas de teologia ou qualuqer especulação.

O que explicava essa tendência simplorista era o exemplo dos gnósticos que parecia provar o caráter nocivo da filosofia. Os defensores de tal tendência estimavam que um cristão devia se afastar dela.

Clemente visa provar que a filosofia pode ajudar a fé.

Conteúdo da obra: Clemente começa falando que Deus no AT fala de homens que foram cheios do espírito de sabedoria(Exôdo 28, 3). Sendo esse sentido um dom de Deus não se pode admitir que a filosofia, que é sua obra, seja uma coisa ruim e condenável aos olhos de Deus.

Alguns objetavam que a filosofia tinha se tornado algo dispensável desde que Deus substituiu-a pela fé. A isso Clemente respondia dizendo se tratar de uma incompreensão do papel da filosofia na história.

Antes de Cristo havia a lei judaica, desejada por Deus. Por outro lado havia os gregos sem fé nem lei, mas não sem recursos, pois tinham a luz da razão natural que não só os julgava, como diz São Paulo, mas os preparava para receber o cristianismo, como se pode ver lendo Platão. Deus não falava diretamente aos filósofos como fazia com os profetas ao lhes dar uma revelação, mas guiava-os indiretamente pela razão que é uma luz divina. Se Deus quis a razão foi por que ela serve para alguma coisa. Todo o curso do saber humano são dois rios: a lei judaica e a filosofia grega dos quais o cristianismo jorraria como uma nova fonte. Clemente diz que há dois antigos testamentos e um novo. A lei aos judeus, a filosofia aos gregos; a lei, a filosofia e fé aos cristãos. Antes de Cristo a filosofia servia aos gregos para sua justificação, agora continua servindo para prepará-los a fé e quando a obtiverem para defendê-la e aprofundá-la.

Notemos que ela só pode ser útil contanto que se mantivesse em seu devido lugar. A escritura diz para nos guardarmos da mulher estranha( Provérbios 7, 5)  e fazermos uso das ciências profanas sem nelas nos determos. " Elas preparam, com efeito, para receber a palavra de Deus e contêm o que, em tempos diferentes, foi dado a cada geração em seu interesse; mas aconteceu que alguns, inebriados pela beberagem das servas negligenciaram sua ama que é a filosofia. Alguns dentre eles envelheceram no estudo da música, outros no da geometria, outros ainda no da gramática, muitos no da retórica. Ora dos mesmo modo que as artes liberais servem à filosofia, que é sua ama, a própria filosofia tem por finalidade preparar a Sabedoria. A Sabedoria é senhora da filosofia como a filosofia é das disciplinas que a precedem.". Vemos esboçar nesse trecho do Estrômates a fórmula "philosophia ancilla theologiae".

Eis a imagem bíblica que Clemente usa: " Sara, esposa de Abraão era estéril. Como não concebia permitiu que ele tomasse sua escrava egípcia, Agar, na esperança que ele tivesse uma posteridade. A Sabedoria( Sara) que coabitava com o fiel ( Abraão) era, portanto, estéril nessa primeira geração; e ele queria que o fiel que tinha de progredir, se unisse primeiro a ciência do mundo - pois é o mundo que o Egito significa alegoricamente - para gerar dela Isaque, pela vontade da divina providência. Aquele que se instruiu primeiro nas ciências pode se elevar até a Sabedoria, que as domina e de onde nasce a raça de Israel. Abraão passou das verdades mais elevadas a fé e justiça que são de Deus. Abraão diz a Sara " eis aí tua serva faz com ela o que quiseres" pois ele so retém da filosofia do mundo o que ela tem de útil.

A filosofia consiste na busca da verdade e no estudo da natureza. O senhor disse: eu sou a verdade. A ciência que precede esse repouso na verdade que é a ciência de Cristo, exercita o pensamento, desperta a inteligência e aguça o espírito para se instruir na suprema verdade. A filosofia é, para a fé, uma auxiliar e um preparação. A fé e a filosofia tem raiz comum. O homem tem a faculdade de conhecer ( phronesis). Quando pode conhecer os primeiros princípios ela é pensamento( noésis); quando desenvolve esse pensamento em raciocínios é ciência( gnose); se ela se aplica aos problemas da ação é arte( tekhne); quando ela se abre à piedade, crê no Verbo e nos dirige para a prática dos seus mandamentos. É  por ser una que a Sabedoria vai colocar ordem na filosofia. Como as bacantes despedaçaram o corpo de Penteu, as seitas filosóficas quebraram a unidade natural da verdade: cada uma guarda uma pedaço dela e se gaba de possuí-la inteira.

Assim impõe-se antes de mais nada um trabalho de eliminação: há certa filosofia que o cristianismo não poderia assimilar pois é falsa. Por exemplo os textos de São Paulo sobre as as loucuras dos sábios deste mundo podem ser todos canalizados para Epicuro e seu hedonismo. O termo filosofia não designa nenhuma doutrina particular, nem a de Platão ou Aristóteles, mas antes aquele ensinamento de justiça e piedade com o qual concordam por sinal escolas assaz diferentes. A fé cristã é princípio de seleção que só permite reter de cada doutrina o que ela contém de verdadeiro e útil. Os dois mestres por excelência serão Pitágoras, homem iluminado por Deus e Platão cuja filosofia se volta toda para a piedade. A fé é senhora da filosofia como a filosofia é das artes liberais.

Fonte: Etienne Gilson. Filosofia na Idade Média. Resumo das páginas 43 a 47.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Olavo de Carvalho, o desinformante!

Olavo em alta atividade filosófica, soltando mais um de seus aforismos geniais.



Recordo-me como, tempos atrás, o sr. Carlos Velasco confrontou a visão do sr. Olavo de Carvalho com relação ao globalismo ocidental, opondo-lhe a tese de que existem conspirações judias no bojo do mesmo.

Na ocasião, além de todo histerismo criado em torno do sr Velasco, identificado (sabe-se lá como) pelo sr. Carvalho como agente da KGB, um texto foi escrito e publicado no site mídia sem máscara tratando a tese do sr. Velasco como absurda ante a complexidade dos atores globalistas. Embora em nenhum momento que me recorde, o senhor Velasco tenha descido a tamanho simplismo ao ponto de reduzir tudo a apenas isso, foi assim que o articulista do MSM tratou o assunto, com as bençãos do "filósofo da Virgínia".

A quem lesse o referido texto publicado no MSM a impressão era de que aquilo representava a reação da inteligência, promovida com maestria no círculo olavista, contra o suposto boçalismo do sr. Velasco.

Caso essa impressão ainda permaneça é hora de derrubá-la. Pois já faz tempo que o senhor Olavo, depois de ter afirmado peremptoriamente que existem três globalismos( ocidental, russo-chinês e islâmico-jihadista) e de ter dito que dos três o mais avançado é o ocidental ligado a elites que se organizam, basicamente em torno de fóruns e clubes como Bilderberg, CFR, etc, agora recuou. Faz tempo que o mesmo sequer cita o assunto se concentrando apenas na Rússia.

O papel que Olavo nega aos judeus, ele atribui a Rússia. A Rússia é culpada por tudo. Passando pelo tráfico de drogas, pela corrupção da sociedade americana, pelo jihadismo, pelo terrorismo( seja quais forem: segundo Olavo todos são crias diratas da Rússia!!), pelo aborto, pelo homossexualismo, pela jogatina, prostituição, etc. A Rússia controlaria tudo isso com mão de ferro, injetando em tudo isso recursos.

Não estamos inventando nada. É o senhor Olavo quem o diz em sua timeline no facebook:

Olavo de Carvalho
"A profecia "Os erros da Rússia se espalharão pelo mundo" faz cada vez mais sentido. Estou lendo "Death Orders. The Vanguard of Modern Terrorism in Revolutionary Russia", de Anna Geifman, onde aprendi que o terrorismo foi de cabo a rabo uma invenção russa, que começou como um fenômeno local e hoje é um flagelo mundial."

( A pergunta que fica é: e a Al Qaeda Olavo? É cria russa ou americana? Ou será que foram agentes russos infiltrados nos EUA que plantaram a Al Qaeda usando o aparelho de estado americano???)

Apesar de termos judeus em quase todos os países ocidentais, são unicamente os agentes russos que tem corrompido o ocidente.O próprio ocidente não teria culpa de quase nada. 90 por cento da culpa seria da Rússia( Ou até mais quem sabe??). Quantos agentes a Rússia teria espalhado pelo mundo? Um país que vive, faz anos, com dificuldades econômicas, teria meios materiais para espalhar tão grande número de agentes a soldo?

Ainda que admitamos a influência soviética na corrupção do ocidente, acreditar que ela continua via Rússia no mesmo nível da Guerra Fria é piada. Outra piada é acreditar que os problemas do ocidente, mesmo nos tempos de guerra fria, se resumiam tão só a ação da URSS, como se aqui não houvesse problemas sérios resultantes, também, da ação americana( Quem não sabe do projeto dos EUA de implementar políticas abortivas nos paises da América Latina??)

Ora senhor Olavo não era canhestrice intelectual explicar tudo - ou muita coisa - pelas ações conspiratórias judaicas? Não era ir contra a complexidade dos fatos?
Se era, por que não é quando se trata de explicar tudo - ou muita coisa - pelas ações conspiratórias russas?

Bom parece que a questão não era a complexidade dos fatos mas tão só o fato de falar de conspirações judias.

Será que precisa ficar mais claro que o senhor é um agente de desinformação a serviço dos judeus?

Outrossim respondendo a mais nova tentativa de desinformação sobre judeus por parte do senhor Olavo como exposto abaixo digo:



A questão não é exatamente essa. Essa afirmação é canhestra: ninguém que seja um sério propositor da tese que vê o povo judeu como conspirador vai caracterizar a coisa de forma tão grotesca como se judeus mandassem no mundo sozinhos. Isso é linguajar de folhetins que, embora bem intecionados em denunciar as conspirações judias, não fazem as devidas distinções e nuances necessárias numa análise histórica mais profunda. Logo podemos falar de uma forte influência judaica aqui e ali em certos planos de governança global, em acontecimentos históricos decisivos, etc. E há obras sérias sobre o assunto dotadas de fontes e mais fontes como a do Padre Delassus, Gustavo Barroso, de Frederico Carles, de Julio Meinville, só para citar alguns.

 Judeus ainda não dominam o mundo, embora tenham esse objetivo e trabalhem para isso.  Sobre a midia ser antijudia: já que a mídia não é pró-judeus por que ela jamais expõe acoes  de instituicoes judias - como a Adl, B nai, etc - no terreno internacional ? Por que sempre que alguém levanta esse tema - das conspiracoes judias -  é tratado como se fosse um nazista? Existe espaço na mídia para falar disso ou - nem precisa ir tão longe - questionar o holocausto? Já que os judeus não tem influência sobre a mídia, por que Dom Willianson teve uma entrevista desenterrada logo na hora em que Bento XVI pensava em regularizar a FSSPX, entrevista que questionava o holocausto? E os filmes de Holywood onde o judeu é sempre retratado como vítima universal nas películas sobre segunda guerra? Olavo o senhor é  intelectualmente simiesco quando trata desse assunto!

Bohemian Grove: os encontros da elite americana da qual a Olavosfera nada diz!!

Encontro do Grove com Reagan e Nixon.


Virou moda, na olavosfera, desculpar os EUA pela Nova Ordem Mundial: os projetos de poder global são sempre dissociados do processo de expansão do poder americano no mundo e de sua elite. A dita "elite global" é sempre desvinculada da essência dos EUA que ela não representaria jamais. 

Porém a farsa, bem montada durante anos está com os dias contados. Aqui e ali pessoas vão acordando do longo sono imposto pela olavosfera. Aqui e ali informações vão surgindo para derrubar a cortina de fumaça e desinformação criada pela olavosfera. 

A elite do poder tem diretórios interligados não apenas em empresas mas na sociedade americana como um todo. Um dos exemplos é a "comunidade de política internacional de Washington" que reúne nomes como Donald Rumsfeld, Franck Carlucci, Henry Kissinger, Brzezinski, etc, todos nomes que lecionaram em universidades de elite nos EUA e que participaram de governos americanos. Esse grupo está ligado, diretamente, ás mega empresas da área financeira. Não espanta que vários membros desse grupo tenham penetrado no mundo financeiro depois de terem passado pelo cargo de secretário do tesouro americano; entre eles temos o ex-secretário John Snow da Cerberus, Paul O'Neill da Blackstone, o ex-secretário Robert Rubin do Citigroup, etc. A vinculação entre poder americano e mundo financeiro é tão evidente que negá-lo é impossível. O que resta a olavosfera é tergiversar sobre o assunto criando uma versão fantasiosa sobre isso dizendo que esses grupos são essencialmente antiamericanos pois planejariam destruir os EUA substituindo-o por um governo mundial. O que torna a versão aceitável é o fato, inegável, de que essa elite queira um governo mundial. Mas o que a versão não diz é que esse governo mundial nada mais seria que um Império Americano. 

Mas vamos ao Bohemian Grove, um encontro da elite americana, pretensamente para relaxar. O lema "aranhas tecedeiras, não venham aqui" simboliza a filosofia do encontro: expressão retirada da obra de Shakespeare, sonho de uma noite de verão,  é uma alerta contra discutir negócios ou outras preocupações mundanas durante o Grove. Os membros são estimulados a se concentrar em artes, literatura e outros prazeres dentro dos espaços do encontro que acontece sempre ao norte da Califórnia. Durante duas semanas, sempre ao fim de julho, o local recebe cerca de 1500 sócios do clube fundado em 1872. Não há boletins informativos do grupo que é ultrasecreto. Entre os convidados recentes temos membros da elite do partido republicano ligados a promoção do neoconservadorismo como Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Karl Rove e George W. Bush. Há relatos de que foi durante um encontro do clube que foi decidido o planejamento da bomba atômica. Foi no local de reunião do grupo que gente do projeto Manhattan se reuniu, na época da segunda guerra.

A filiação ao Grove é altamente seletiva e só pode acontecer por meio de convite. Há um rito iniciático que constitui de uma "cremação das preocupações" onde os participantes queimam uma efígie que representa as preocupações trazidas de fora. 

É fato que as conversas no lago, eventuais discursos feitos durante o Grove, historicamente serviram como fundamental plataforma de promoção de políticos. Um exemplo revelador da importância dessas conversas é o relato feito por Nixon sobre a aparição daquele que seria o futuro presidente americano Dwigth Eisenhower, durante o evento: " no verão de 1950 eu o vi bem de perto no Grove...depois do discurso de Eisenhower nós voltamos para o acampamente do homem das cavernas e nos sentamos ao redor da fogueira fazendo uma avaliação. Todos tinham gostado dele...me marcou sua personalidade e mística que impressionaram a platéia cética". Nixon depois alega que um discurso que fez no Grove pode tê-lo lançado para a presidência dos EUA:" Se tivesse de escolher o discurso que me deu mais prazer e satisfação em minha carreira política, seria o discurso do lago no Bohemian Grove em julho de 1967...de modos muito importantes foi a primeira pedra no meu caminho para a presidência". 

Foi em 1995, também, que de uma conversa entre Newt Gingrich, então presidente da câmara dos EUA, e o ex-presidente George Bush durante um encontro do Grove que ficou acertada a candidatura de George W. Bush, filho de G. Bush. 
O especialista Domhoff observa que nos anos 90 - época da consolidação da corrente neoconservadora ligada, basicamente as idéias de Francis Fukuyama, que falava de fim da história que estaria ligada a queda da URSS e a vitória definitiva das instituições liberais dos EUA que iriam se espalhar, fatalmente, pelo mundo. O projeto neoconservador, consiste em fazer avançar esse "fim da história", espalhando o modo americano de vida- a ausência dos membros do governo Clinton e do partido democrata tornou o Grove o centro das mais avançadas articulações entre lideranças republicanas, marcadas pela ideologia neoconservadora. Hoje os membros do Grove são solidamente republicanos.
Fukuyama, intelctual a serviço do neoconservadorismo americano, autor do livro "O fim da história e o último homem"


O Grove exibe uma reveladora mistura de membros dos grupos políticos, financeiros e empresariais da elite americana. Em um lista das 1,144 maiores corporações dos EUA, o sociólogo Peter Philips descobriu que 24 por cento tinham pelo menos um moembro ou diretor convidado em 1993. No caso das 100 maiores corporações o percentual era de 42 por cento. . Embora o Grove seja um encontro de "diversão" é inevitável que, quando as elites se reúnem, falem sobre negócios. O fato de que homens ricos de todo o EUA se reúnam em circunstâncias tão próximas quanto o Grove é prova da exist~encia de uma classe alta, dotada de projetos comuns e de alta coesão social. Esses homens não apenas se conhecem mas formam uma rede social. O Grove é um encontro que gera uma coesão de classe jamais vista pois capaz de influenciar, não apenas acontecimentos em um país, mas no mundo, pois muitos de seus menbros são chefes de instituições financeiras que se relacionam com países, governos, empresas, dinastias, etc. 

Entendem por que a Olavosfera nada diz sobre o Grove? É bem simples: a Olavosfera serve a causa neoconservadora, a hegemonia mundial dos EUA a quem o Grove serve e prepara o terreno através de seus encontros, únicos no mundo. Nem mesmo a elite global reunida no Clube Bilderberg tem tamanha coesão quanto a elite do Grove, majoritariamente, hoje, dedicada a realizar os planos republicanos e a tese de Fukuyama relativa a história ter como meta o modelo político-social-econômico dos EUA.   

Fontes Bibliográficas:

Domhoff, Willian. Social cohesion e the Bohemian Grove. sociology.ucsc.edu/whorulesamerica/index.html

Philips, Peter. San Francisco Bohemian Club: power, prestige and globalism. Sanoma Comunity Free Prees, 8 de junho de 2001. 

Rothkopf, David. Superclasse. Rio de Janeiro, Agir, 2008.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

A contra revolução pode contar com apoio de grupos e indivíduos não católicos?

Para alguns católicos a saída para escapar do marxismo é adotar o liberalismo de Smith.


















Existe hoje uma tendência - sobretudo em certos ambientes ditos "conservadores" vinculados a influência de Olavo de Carvalho - entre certos católicos e acreditar que associar-se a liberais dos mais variados matizes pode trazer resultados positivos. Muitos, sem nenhuma cerimônia, se imiscuem em rodas liberais na esperança de opor obstáculo a escalada de esquerda no Brasil e América Latina, sem levar em conta os riscos e limites inerentes a estas associações. 

Como já tivemos oportunidade de dizer, não faz sentido que católicos se associem a tais rodas sem um anteparo organizacional que lhes dê uma base segura de ação e meios eficazes de extrair disso vantagens em prol da cristandade. Tais associações só se justificam nesse contexto e sob o título de serem provisórias e esporádicas em função de um combate a um mal maior. 

A contra-revolução é essencialmente católica. E é no bojo da fé católica que encontra sua principal força. É DISSO QUE NOS FALA PLÍNIO CORREA DE OLIVEIRA: 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Resposta a Olavo de Carvalho sobre a relação fé e razão

Enrolavo de Carvalho.





















O Sr. Olavo de Carvalho respondeu o artigo que publicamos ontem referente a sua visão sobre a relação fé  e razão ,aqui:

https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152518463017192

Olavo de Carvalho

O boboca da "Catolicidade" diz que você tem de acreditar na doutrina da Igreja por si mesma, independentemente de qualquer tentativa interior de apreender os fatos a que ela se refere. Bonito, né? Só há um problema: ACREDITAR na doutrina CONSISTE em admitir que o conteúdo dela são fatos e não meras afirmações. Por exemplo, "Ressuscitou no terceiro dia." Aconteceu ou não aconteceu? Ressuscitou ou não ressuscitou? Se acredito, é porque acho que aconteceu, que é um fato. Como dizia o Apóstolo: "Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé." Tentar acreditar no Credo fazendo abstração dos fatos a que se refere é como aquela história do Quico: 
-- Mãe, posso entrar na piscina?
-- Pode, filhinho, só não vá se molhar.
Só no Brasil um BURRO incapaz de perceber uma coisa tão óbvia pode posar de "defensor da fé" e acusar de heresia quem não seja tão lesado mentalmente quanto ele. O ridículo dessa gente não tem fim. Cada dia capricham mais.

Nossa resposta é a seguinte:

1- Olavo nada respondeu acerca da sua alegação - errônea - sobre a distinção entre filosofia e teologia. Ele alega que a diferença entre as mesmas é a que existe entre fatos e teorias. No entanto filosofia e teologia são ciências: a diferença entre as duas nada tem a ver com a que existe entre fatos e teorias( Não é preciso ser muito inteligente para entender. Só o Olavo não entende.).

2- Olavo diz que nós afirmamos que "você tem de acreditar na doutrina da Igreja por si mesma, independentemente de qualquer tentativa interior de apreender os fatos a que ela se refere". Começamos destrinchando o termo "apreensão". Apreensão é o ato pelo qual a mente intelige uma natureza ou essência. Quando falamos "homem", "animal", por exemplo, estamos inteligindo a essência dos objetos referidos. Embora o conhecimento intelectual dependa do sensível, ele o transcende. O intelecto vê a natureza das coisas mais profundamente que os sentidos. Para que a essência se torne inteligível é preciso desindividualizá-la das condições materiais.  Quanto as realidades naturais, somos capazes de as inteligir pois nossa mente está apta a isso. Mas, quanto as realidades sobrenaturais, não: se nossa mente não for iluminada do alto, por uma graça divina, não poderemos apreender nada a respeito do sentido dos fatos referentes às ações pelas quais Deus se revelou. Fatos por fatos, Lázaro resuscitou também, mas, tal fato, não tem o mesmo significado que a ressurreição de Jesus. Antes de Jesus profetas realizaram milagres, mas, os milagres de Cristo, tem outro significado pois revelam a sua divindade. Os acontecimentos só encontram seu sentido à luz da revelação feita por Deus. Muitos viram Jesus realizar milagres, mas só Pedro, movido por divina revelação, foi capaz de dizer: tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. E a ele Jesus disse: não foi nem a carne nem o sangue que te revelaram mas o Pai. Dizer que o conteúdo da fé são fatos é um erro, uma heresia: o conteúdo da fé é antes o sentido dos fatos,na sua essência inteligível. O esforço interior de apreender estes fatos não pode produzir nada em si mesmo, a não ser que seja movido antes e depois pela graça: sem uma moção divina que ilumine o intelecto nada feito, por uma simples razão: o conteúdo da fé transcende nosso intelecto. A forma das coisas naturais não: para conhecê-las basta nosso esforço intelectual. Para saber da coisas do alto não basta a luz da nossa razão. 

3- Olavo se aproxima- se é que não recai diretamente - no naturalismo. Ele tende a pensar que a fé precisa ser destrinchada, em seus conteúdos, pela esforço da consciência. O Concílio Vaticano I diz que: " Se alguém disser que o homem não pode ser por Deus elevado a conhecimento e perfeição, que supere as forças da natureza, mas por si mesmo pode e deve, com incessante progresso, chegar finalmente a possuir toda a verdade e todo o bem, seja anátema (De Revel Cân. 3)".

4-Olavo se aproxima daquilo que a Pascendi fala sobre o modernista filósofo: "na doutrina dos modernistas, chegamos a um dos pontos mais importantes, que é a origem e mesmo a natureza do dogma. A origem do dogma põem-na eles, pois, naquelas primitivas fórmulas simples que, debaixo de certo aspecto, devem considerar-se como essenciais à fé, pois que a revelação, para ser verdadeiramente tal, requer uma clara aparição de Deus na consciência. O mesmo dogma porém, ao que parece, é propriamente constituído pelas fórmulas secundárias. Mas, para bem se  conhecer a natureza do dogma, é preciso primeiro indagar que relações há entre as fórmulas religiosas e o sentimento religioso.Não haverá dificuldade em o compreender para quem já tiver como certo que estas fórmulas não têm outro fim, senão o de facilitarem ao crente um modo de dar razão da própria fé. De sorte que essas fórmulas são como que umas intermediárias entre o crente e a sua fé; com relação à fé, são expressões inadequadas do seu objeto e pelos modernistas se denominam símbolos; com relação ao crente, reduzem-se a meros instrumentos.Não é portanto de nenhum modo lícito afirmar que elas exprimem uma verdade absoluta; portanto, como símbolos, são meras imagens de verdade." Olavo continua alegando que dogmas são produzidos a posteriori, pela reflexão eclesial; seu pensamento cotinua ligado ao modernismo já denunciado, anos atrás, pelo apologista Orlando Fedeli, já falecido e de feliz memória pelos serviços prestados a fé. 

5- Por fim partilho aqui as pertinentes observações feitas pelo amigo Carlos Lombizani, sobre o assunto:"Não se deve confundir a verdade com o seu registro em palavras. Este é apenas verdade potencial, que só se atualiza no ato concreto da sua apreensão por uma consciência individual." São Pio X fala claramente na Pascendi que os dogmas não são mera representação da verdade, mas que contêm absolutamente a verdade. As palavras dependem da apreensão duma consciência individual para "se atualizarem"?A Lamentabili Sane Exitu condena a seguinte afirmação: "Os dogmas que a Igreja apresenta como revelados não são verdades caídas do Céu; são uma certa interpretação de fatos religiosos que a inteligência humana logrou alcançar à custa de laboriosos esforços.".Ora, se a doutrina se refere a fatos, não está então sujeita a interpretação? É isso o que o Olavo está dizendo: a doutrina não é a verdade, ela é um registro em palavras de fatos. Fatos são meros acontecimentos do passado. A verdade é a conformidade com a realidade. Se a doutrina é verdade caída do céu, então ela não descreve fatos. A ressurreição é um fato, claro, mas e o dever de amar a Deus? Como é que se diz que algo é um "fato" e não mera "afirmação"? Um fato é apenas um acontecimento. Uma afirmação é uma proposição, isto é, algo que se propõe (como verdadeiro), então é mais geral que um fato."

6- Reproduzo também a importante análise feita por Alberto Leopoldo Batista Neto:
"Se a fé católica dependesse de alguma "apreensão individual de fatos" - como diz Olavo de Carvalho -, ela teria que esperar até que o próprio conceito de "fato" se tornasse disponível, ao menos para a consideração filosófica - o que só ocorre na modernidade.Até mesmo a ideia de "conhecimento", tradicionalmente, não coincide com a de um simples reconhecimento de alguma coisa que "lá está". Conhecer envolve a apreensão de um conceito que só pode ser "extraído" da realidade porque esta possui, por si, uma estrutura inteligível (uma vez que é fruto de uma inteligência ordenadora). "O que aconteceu" é algo que só tem sentido numa ordem de significado, que só pode ser descortinada pela reflexão - no caso em pauta, teológica.Uma velhinha analfabeta dificilmente terá uma "apreensão individual" de "fatos" como os ensinamentos concernentes às processões e missões trinitárias - mas estes, nem por isso, são menos parte da doutrina católica, a que ela adere por aceitação da autoridade da Igreja. As pessoas que não conseguem "contemplar" em suas "consciências individuais" os conteúdos do credo niceno-constantinopolitano não são menos católicas quando o recitam na missa dominical e mantêm suas vidas de devoção e obediência.Essa reconstrução fenomenológica da fé cristã é bastante característica de certas teologias modernistas do século XX. Estas podem se tornar complexas, sofisticadas, e mesmo convincentes para uns ou outros - o que não as torna ortodoxas.O pior é que O. de C. faz pouco de quem ele julga incapaz de compreender suas teses, mas uma multidão de pessoas, sem o mínimo preparo para saber do que ele está falando, dá o seu entusiástico assentimento a qualquer coisa que o homem diga. Um lembrete aqui é válido: a "consciência individual" de Olavo de Carvalho não é a de vocês."

Diante do exposto, fica claro que Olavo sabe pouco do que fala. Não sabe sequer usar o termo apreensão com rigor( Em termos aristotélicos-tomistas é impossível apreender fatos mas tão só essências, fatos são particulares, essências são gerais: Aristóteles já disse, faz dois mil, anos que nosso intelecto só apreende o geral. Apesar de Olavo ter escrito uma obra sobre o mesmo, não aprendeu isso?).

E esse é o maior filósofo vivo na atualidade?

Quanto as heresias afirmadas pelo mesmo já sabemos qual a desculpa que virá: o mesmo já afirmou que, no decurso das investigações, um filósofo pode cometer heresias. Os discípulos confrontados com elas dirão que se trata de um exercício dialético légítimo do supremo mestre e que, diante delas, não há nada a opor, tampouco que duvidar da sua fé católica. 

Quanto a isso cabe a quem realmente ama a doutrina da Igreja cerrar fileiras 
contra aquele que, se apresentando como mestre, ensina embustes e põe em risco a verdadeira fé.