terça-feira, 15 de abril de 2014

A Igreja deve salvar os estados e nações e não só os indivíduos!

O Batismo de Clóvis, rei dos francos, nos albores da era medieval, significou a cristianização de toda uma nação que serviria, durante mais de mil anos, a Igreja de Cristo na terra em sua missão salvadora. 
"O individualismo dos reaças criptoliberais não concebe que além do julgamento direto de cada pessoa, há o julgamento indireto cuja sentença se manifesta relativamente às coletividades mais ou menos palpáveis, o Estado incluso.

Como os Estados não existirão para além da vida terrena, cada qual será julgado já aqui na Terra, e não necessariamente no Juízo Final. Dessa forma, para que participemos o mínimo possível dos castigos divinos aos desmandos que os Estados fazem em nosso nome, devemos tomar todas as medidas para orientá-lo cristãmente, cuidado cuja culminância poderá redundar no reconhecimento legal à Realeza Social de Cristo. 

Envidando os sobreditos esforços, mesmo que não logrando o êxito da Realeza Social de Cristo juridicamente encampada, poderemos possibilitar (mas não garantir) que tais desmandos sejam menores e mais infrequentes, e dessa forma, desviar de nós alguma parte da ira de Deus que decorrerá do mal que é feito em nosso nome por nossa omissão.

Lembro ainda que eventualmente extinto um Estado iníquo, o mal feito por ele não deixa de existir, e que assim não há prejuízo às sanções na vida do porvir por todo esse mal. Ora, como já foi dito que os Estados não mais existirão na outra vida, e tendo em conta que a extinção de um Estado ímpio não extingue os débitos por ele contraídos, resta óbvio que serão os que em vida foram a ele subordinados que pagarão no fogo (purgatorial ou infernal) por esses débitos, cada qual conforme seu grau de participação neles.

Daí a necessidade de se lutar pela cristianização de TODOS os aspectos não apenas da vida pessoal de cada um, mas também da vida cívica e comunitária de forma mais global."-Victor Fernandes. 


sexta-feira, 11 de abril de 2014

EUA patrocinam leis pró-lgbt no mundo: o caso Uganda.

Yoweri Museveni, presidente de Uganda e herói da luta antihomossexualismo.


Para os que amam os EUA e os vêem como bastião da ordem moral no mundo é importante tomar nota desta notícia. O estado americano vai retirar a ajuda que dá a Uganda apenas por que o país africano, usando de seu direito de autodeterminação, decidiu aprovar leis contra a perversidade homossexual. Alguns dirão que isso não é uma política de estado mas de governo. Não é o que os fatos apontam: ano passado o Senado dos EUA aprovou um projeto de lei que impede a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em ambientes de trabalho. Em suma: o projeto prevê que comportamentos gays- claramente desordenados- não poderão ser punidos pela chefia dado que isso será tido como crime. Exemplifico: se um gay se candidatar a dar aulas numa escola católica ele não poderá ser descartado. A escola será punida, caso seja. Caso a escola descubra que um de seus professores é gay e entendendo que isso afeta a boa formação moral dos alunos, decidir demiti-lo, ela será punida. A lei tendo sido aprovado vira base de um política de estado para os próximos anos não só nos EUA mas no mundo. 
E isso se revela agora em Uganda.:
" A economia do Uganda começa já a sofrer os primeiros efeitos da aprovação de uma nova lei anti-gay, que pune os homossexuais com prisão perpétua. Ontem, a moeda nacional, o Xelim do Uganda, desvalorizou 2% em resultado da provável deterioração da relação deste país africano com os seus parceiros ocidentais.
Segundo a Times, a medida, aprovada pelo presidente Yoweri Museveni no passado dia 24, foi prontamente condenada pela comunidade internacional. O Secretário de Estado americano, John Kerry, alertou para a provável revisão das relações entre EUA e Uganda, que recebe USD 400 milhões de ajuda anual de Washington.
Às ameaças dos EUA, seguiram-se a Noruega e a Dinamarca. Esta tomada de posição parece confirmar as previsões do Ministro das Finanças Sueco, Anders Borg, que, durante esta semana, alertou paras o risco financeiro que o Uganda passou a correr depois da aprovação desta medida."
Fonte: Reuters/ James Akena. 27/02/2014.



sábado, 5 de abril de 2014

Pinay explica que é "antisemitismo"





Anti-Semitismo, Citações de Maurice Pinay

“... Em todas as suas entidades imperialistas e revolucionárias, os judeus empregaram uma tática peculiar para enganar os povos, utilizando conceitos abstratos e vagos ou jogos de palavras de significado flexível que podem se entender de forma equívoca e que podem se aplicar de diferentes maneiras. Aparecem, por exemplo, os conceitos de igualdade, liberdade, fraternidade universal e, sobretudo, o de anti-semitismo, vocábulo este último de flexibilidade enorme; abstração a qual vão dando diferentes significados e aplicações tendentes a prender e massacrar os povos cristãos e gentios, tendo em vista impedir que possam se defender do imperialismo judaico e da ação destruidora de suas forças anti-cristãs.

A enganosa manobra pode ser resumido como segue:

PRIMEIRO PASSO. Conseguir a condenação do anti-semitismo por meio de hábeis campanhas e de pressões de todo gênero (insistentes, coordenadas e enérgicas), exercidas por forças sociais controladas pelo judaísmo ou executadas por meio de seus agentes secretos introduzidos nas instituições cristãs, em suas igrejas ou em seus estados. Para poder dar esse primeiro passo e conseguir que os chefes religiosos e políticos da Cristandade vão, um depois de outro, condenando o anti-semitismo, dão a este um significado inicial que o representa:

1º — Como uma discriminação racial do mesmo tipo que a exercida pelos brancos de certos países contra os pretos ou pelos pretos contra os brancos. Também apresentam o anti-semitismo como um racismo que discrimina de inferiores outras raças, contrário aos ensinamentos e à doutrina do Mártir do Gólgota, que estabeleceu e afirmou a igualdade dos homens diante de Deus.

2º — Como simples ódio ao povo judaico, que contradiz a máxima admiração de Cristo: “Amai-vos os uns aos outros”.

3º — Como ataque ou condenação ao povo que deu seu sangue a Jesus e Maria. A este, os judeus lhe chamaram o “argumento irresistível”.

Dando ao anti-semitismo inicialmente esses ou outros significados análogos, conseguiram os judeus ou seus agentes infiltrados na Cristandade, surpreender a caridade, a bondade e boa fé de muitos governantes cristãos e inclusive de hierarcas religiosos, tanto da Santa Igreja Católica como das igrejas protestantes e dissidentes (39) para que, cedendo a tão bem organizadas como obscuras e persistentes pressões, se formulem censuras ou condenações abstratas e gerais contra o anti-semitismo, sem entrar em detalhes sobre o que realmente se condena ou sobre o que significa esse anti-semitismo censurado, deixando assim, impreciso e vago, o que foi realmente a intenção da condenação, com perigo de deixar os judeus e seus agentes dentro da Cristandade como únicos “maquinadores-corruptores” de tão graves decisões. Quando os hierarcas religiosos (submetidos a imensuráveis pressões) têm pelo menos o cuidado de definir o que entendem por esse anti-semitismo que condenam, o perigo é menor, já que na condenação ficam bem precisos os termos do que se condena, por exemplo, a discriminação racial ou o ódio aos povos. Assim, embora os judeus tenham, de todos os modos, a audácia de ambicionar uma interpretação mais ampla do anti-semitismo para estender habilidosamente o raio de ação da condenação, é mais fácil descobrir e demonstrar o sofisma em todos os seus alcances.

SEGUNDO PASSO. Depois que os judeus ou seus agentes secretos conseguem essas condenações do anti-semitismo, dão a este vocábulo um significado muito diferente do que lhe atribuíram para obter tais condenações.

Então, serão anti-semitas:

1º — Os que defendem seus países das agressões do imperialismo judaico, fazendo uso do direito natural que têm todos os povos de defender sua independência e sua liberdade.

2º — Os que criticam e combatem a ação destruidora das forças judaicas que destroem a família cristã e degeneram à juventude com a difusão de falsas doutrinas ou de toda classe de vícios.

3º — Os que de qualquer forma censuram ou combatem o ódio e a discriminação racial, que os judeus acreditam ter o direito de exercer contra os cristãos, ainda que hipocritamente tratem de ocultá-lo; e os que, de alguma forma, denunciam as maldades, delitos e crimes cometidos pelos judeus contra os cristãos, muçulmanos ou demais gentios e pedem o merecido castigo.

4º — Os que desmascaram o judaísmo como líder do comunismo, da franco-maçonaria e de outros movimentos conspiradores, pedindo que se adotem as medidas necessárias para impedir sua ação destruidora no seio da sociedade.

5º — Os que de qualquer forma se opõem a ação judaica que têm por objetivo destruir a Santa Igreja e a civilização cristã em geral…”



Retirado do livro: COMPLÔ CONTRA A IGREJA, Maurice Pinay, Terceira Parte, A SINAGOGA DE SATANÁS, Capítulo Quinto

sexta-feira, 21 de março de 2014

Lobão é conservador?

Virou modinha entre a neo-direita tupiniquim admirar e tomar como herói qualquer um que faça apontamentos críticos ao governo PT. 

Há quem considere Rodrigo Constantino e Lobão as lideranças necessárias nessa hora grave de crise moral que nos acomete. 

Já até vi quem dissesse que Lobão agora era "conservador". Eu não sei se agora ele é conservador mas fato é que ele, durante anos, contribuiu muito para a perversão moral de nosso país, que como todos sabem, é um instrumento da revolução social que precisa destruir a ética cristã para instalar uma nova moralidade comunista. Em suma: o liberalismo - moral, econômico e político- queiram ou não, serve a causa comunista na medida em que libera a práxis social da religião. 

A entrevista que reproduzimos é de 2000. Alguns dirão, "Lobão mudou". Quando alguém muda é esperado que se retrate, que repudie seu passado e diga "me arrependo", até para reparar o mal que fez. Esperamos então que os que pensam que o Lobão é uma liderança conservadora de fato nos provem que ele, hoje em dia. repudia isso de maneira clara e inequívoca e que mudou. Não provando, temos o direito de continuar desconfiando do "conservadorismo" do Lobão!

"LOBÃO –
Ah, cara, fui muito tardio. Inclusive as minhas iniciações sexuais foram ridículas.
PLAYBOY –
Conta aí.
LOBÃO –
Desde a minha primeira masturbação na cruz. Tive tesão por Jesus
Cristo [ri]. Tinha 6 anos de idade e foi numa Sexta-Feira Santa. Fui beijar o corpo de
Cristo na igreja, e, pô, aquela tanguinha, que delícia! [Risos.] Meu pai tinha uma oficina e
eu, diligentemente, saboreando sexualmente o trabalho, fui fabricando um crucifixo em
tamanho natural para mim. Tinha dois pedaços de madeira, fui lá, pum!, preguei, fiz a
cruz. Botei um robe de chambre para me sentir com o sudário, simulei a via crucis, caí
libidinosamente... Quando cheguei ao quarto, botei a cruz no colchão, deitei em cima e
me masturbei pela primeira vez.
PLAYBOY –
Peraí, Lobão. Como é que um menino de 6 anos constrói uma cruz de madeira
em tamanho natural e veste robe de chambre?
PS: O tópico reproduz trecho de entrevista concedida por Lobão à Revista Playboy em 2000.
LOBÃO –
É verdade [ri]. Desde muito cedo aprendi a mexer com madeira. Meu avô adorava
marcenaria e meu pai tinha essa oficina nos fundos da casa.
PLAYBOY –
E ninguém em casa estranhou aquela cruz enorme no seu quarto?
LOBÃO –
Ah, eles devem ter pensado: “Nossa, como esse menino é religioso!” [Risos.]
Ao mesmo tempo que era uma coisa meio pervertida, era lúdico. É por isso que até
hoje gosto de arte sacra: acho a coisa mais libidinosa do mundo." Playboy, ano 2000, edição de fevereiro.

CRÉDITOS AO JOE QUINTANILHA PAGANINI QUE ENVIOU A MATÉRIA DA REVISTA. 

sábado, 8 de março de 2014

Maçonaria: principal agente da Revolução!!



Dr Plinio explica por que é impossível aliançar-se com a maçonaria. 

IN: PLÍNIO CORREA DE OLIVEIRA. REVOLUÇÃO E CONTRA REVOLUÇÃO ( PÁGINA 42).
OS AGENTES DA REVOLUÇÃO: A MAÇONARIA E AS DEMAIS
FORÇAS SECRETAS
Uma vez que estamos estudando as forças propulsoras da Revolução, convém que digamos uma palavra sobre os agentes desta.Não acreditamos que o mero dinamismo das paixões e dos erros dos homens possa conjugar meios tão diversos, para a consecução de um único fim, isto é, a vitória da Revolução.Produzir um processo tão coerente, tão contínuo, como o da Revolução, através das mil vicissitudes de séculos inteiros, cheios de imprevistos de toda ordem, nos parece impossível sem a ação de gerações sucessivas de conspiradores de uma inteligência e um poder extraordinários. Pensar que sem isto a Revolução teria chegado ao estado em que se encontra, é o mesmo que admitir que centenas de letras atiradas por uma janela poderiam dispor-se espontaneamente no chão, de maneira a formar uma obra qualquer, por exemplo, a “Ode a Satã”, de Carducci. As forças propulsoras da Revolução têm sido manipuladas até aqui por agentes sagacíssimos, que delas se têm servido como meios para realizar o processo revolucionário. De modo geral, podem qualificar-se agentes da Revolução todas as seitas, de qualquer natureza, engendradas por ela, desde seu nascedouro até nossos dias, para a difusão do pensamento ou a articulação das tramas revolucionárias. Porém, a seita-mestra, em torno da qual todas se articulam como simples forças auxiliares - por vezes conscientemente, e outras vezes não - é a Maçonaria, segundo claramente decorre dos documentos pontifícios, e especialmente da Encíclica Humanum Genus de Leão XIII, de 20 de abril de 1884 19. O êxito que até aqui têm alcançado esses conspiradores, e particularmente a Maçonaria, devesse não só ao fato de possuírem incontestável capacidade de se articularem e conspirarem, mas também ao seu lúcido conhecimento do que seja a essência profunda da Revolução, e de como utilizar as leis naturais - falamos das da política, da sociologia, da psicologia, da arte, da economia, etc.- para fazer progredir a realização de seus planos. Nesse sentido os agentes do caos e da subversão fazem como o cientista, que em vez de agir por si só, estuda e põe em ação as forças, mil vezes mais poderosas, da natureza. É o que, além de explicar em grande parte o êxito da Revolução, constitui importante indicação para os soldados da Contra-Revolução.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Cardeal Kasper prepara o terreno para o império do anticristo!!

O Cardeal Walter Kasper - conhecido por sua mentalidade amplamente ecumênica - escreveu em 2003 um texto sobre antisemitismo que passou desapercebido por muitos católicos. Primeiro por que o texto dá um golpe na visão tradicional da Igreja ao afirmar que entre a religião judia e o cristianismo não existem nenhuma ruptura séria.

Kasper diz que:

1-Israel é o único povo de Deus no qual a Igreja foi enxertada; ela nada mais seria que um judaísmo continuado.
2-Não há duas alianças mas apenas uma aliança: a dita " nova aliança" nada mais é que a segunda face do universalismo messiânico em seu aspecto ad extra.
3-Que "A concepção oposta de um Israel outrora escolhido (olim), mas depois para sempre rejeitado por Deus e já substituído pela Igreja embora tenha tido uma larga difusão que durou quase vinte séculos, não representa na realidade uma verdade de fé, como se pode observar tanto nos antigos Símbolos da Igreja primitiva, como no ensinamento dos princípais Concílios, em particular no Concílio Ecuménico Vaticano II (cf. Lumen gentium, 16; Dei Verbum, 14-16; e Nostra aetate, 4)"
4-Não há ruptura entre a Igreja e a Sinagoga.
5-Que a Igreja foi a geratriz do nazismo e do holocausto dados os ""sentimentos de antijudaísmo em determinados ambientes cristãos, e a divergência que existia entre a Igreja e o povo judeu, levaram a uma discriminação generalizada" dos judeus, ao longo dos séculos, em particular na Europa cristã (Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Nós recordamos: uma reflexão sobre o Shoah, 16 de Março de 1998)."
como um estandarte erguido no meio dos povos."
6-A aliança mosaica é eterna:" reconhecendo a actualidade perene da aliança entre Deus e o seu povo Israel,..."
7- Que a Igreja volte seu olhar a Jerusalém para preparar de lá a era da paz definitiva:" Neste espírito de reencontrada fraternidade poderá florescer uma nova primavera, para a Igreja e para o mundo, com o coração voltado de Roma para Jerusalém e para a terra dos Padres, para que também lá possa brotar e amadurecer depressa uma paz duradoura e justa para todos,
 Em suma: o documento da Santa Sé prepara o terreno para que a Igreja assuma o projeto do Anticristo que reinará de Jerusalém: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/relations-jews-docs/rc_pc_chrstuni_doc_20030908_kasper-antisemitismo_po.html(Anti-semitismo: uma ferida a curar, Reflexão do cardeal Walter Kasper)

Isso tudo dentro de um contexto mais amplo diz muita coisa; cabe lembrar que os padres da Igreja dizem que o Anticristo será um judeu. Logo quando o Cardeal Kasper pede que olhemos para Jerusalém como de onde nos virá a paz, é impossível não associarmos as coisas!!

SANTO IRINEU DE LIÃO

“Além disso, afirma o que já temos abundantemente demonstrado, isto é, que o templo de Jerusalém foi construído de acordo com a prescrição do verdadeiro Deus. O Apóstolo, manifestando a sua opinião, chama-o propriamente de templo de Deus. No terceiro livro dissemos que os apóstolos, falando em seu próprio nome, nunca chamam Deus a ninguém, a não ser ao verdadeiro Deus, o Pai de nosso Senhor, por ordem do qual foi construído o templo de Jerusalém, pelos motivos apresentados acima, no qual se assentará o adversário querendo passar por Deus, conforme diz também o Senhor: “Quando virdes a abominação da desolação, de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo...” (S. Ireneu de Lião, Contra as heresias, Livro V, 25,2; ed. Paulus, p. 585)


SÃO CIRILO DE JERUSALÉM

“ ‘Y dice tambiém: Que se opone y se alza sobre todo lo que lleva el nombre de Dios o es adorado. Sobre todo Dios; es decir, que el Anticristo odiará los ídolos: Hasta el punto de sentarse él mismo en el templo de Dios (2 Ts 2,4)’. ¿Y de qué templo se trata? Habla del templo judio que fue destruído; ¡ por Dios !, que no se refiera a este en el que nos encontramos. ¿ Por qué décimos esto ? Para que no parezca que nos favorecemos a nosotros mismos. Porque si viene a los judíos como Mesías y quiere que lo adoren, para engañarles mejor mostrará su celo por el templo, sembrando la sospecha de que él es del linaje de David, el que reedificará el templo que ya fue construído por Salomón.” (S. Cirilo de Jerusalém, Catequesis 15, 15, ed. Ciudad Nueva, p. 342 / 343)


SÃO JOÃO DAMASCENO

“Es necesario que el Anticristo deve venir. Em efecto, Anticristo es todo aquel que no confiese que el Hijo de Dios vino en la carne (Jn 4, 2-3), que es Dios perfecto y que juntamente com ser Dios se hizo hombre perfecto. Igualmente y en modo particular y especial, se dice Anticristo al que vendrá al final del mundo (Mt 13,40). Así pues, es necesario primero predicar el Evangelio en todos los pueblos (Mt 24,14), como dijo el Señor, como argumento para los judíos contrários a Dios. En efecto, el Señor les dijo: Yo vengo en el nombre de mi Padre y no me recibís, si outro viene en su próprio nombre, a ese lo recibiréis. (Jn 5,43) Y el Apóstol dijo: Puesto que no aceptaron el amor de la verdad para ser salvados, por esto les envio Dios una fuerza de engano para que creyeran a la mentira, para que sean juzgados todos los que no creyeron a la verdad, sino que se complacieron en la injusticia (2 Ts 2, 10-12). Los judíos no recibieran al que era Hijo de Dios, al Señor Jesucristo que también es Dios; sin embargo, recibirán al enganador, al que dice de si mismo que es dios. (Cf. 2 Jn 7; Cf. Juan Crisóstomo, Homiliae in 2 Thess., 4, 1: PG 60, 487). Sin duda, el angel enseña a Daniel que el Anticristo se llamará a si mismo de dios quando dice: “No escuchará a los dioses de sus padres (Dn 11,37) Y el Apóstol dice: Que nadie os engane de ningún modo. Primero tiene que venir el hombre de la iniquidad, el hijo de la perdición, el opositor, el que se rebela contra todo lo llamado Dios o es objeto de veneración. De modo que se sentará en el Templo de Dios, no en el nuestro sino en el antiguo en el de los judíos, porque no vendrá a nosotros, sino a los judíos.” (S. João Damasceno, Exposición de la fe, Libro IV, 26 (99), ed. Ciudad Nueva, p. 305ss)


HIPÓLITO DE ROMA

“Now, as our Lord Jesus Christ, who is also God, was prophesied of under the figure of a lion, on account of His royalty and glory, in the same way have the Scriptures also aforetime spoken of Antichrist as a lion, on account of his tyranny and violence. For the deceiver seeks to liken himself in all things to the Son of God. Christ is a lion, so Antichrist is also a lion; Christ is a king, so Antichrist is also a king. The Saviour was manifested as a lamb; so he too, in like manner, will appear as a lamb, though within he is a wolf. The Saviour came into the World in the circumcision, and he will come in the same manner. The Lord sent apostles among all the nations, and he in like manner will send false apostles. The Saviour gathered together the sheep that were scattered abroad, and he in like manner will bring together a people that is scattered abroad. The Lord gave a seal to those who believed on Him, and he will give one like manner. The Saviour appeared in the form of man, and he too will come in the form of a man. The Saviour raised up and showed His holy flesh like a temple, and he will raise a temple of stone in Jerusalem. (Cristo mostrou Sua carne como um Templo, e se levantou no terceiro dia; e ele, também, levantará novamente o Templo de pedra em Jerusalém.) And his seductive arts we shall exhibit in what follows. But for the present let us turn to the question in hand. (S. Hippolytus of Rome, Treatise on Christ and Antichrist. n. 06) Disponível em:
http://www.earlychristianwritings.com/text/hippolytus-christ.html

“For in every respect that deceiver seeks to make himself appear like the Son of God. Christ is a lion, and Antichrist is a lion. Christ is King of things celestial and things terrestrial, and Antichrist will be king upon earth. The Saviour was manifested as a lamb; and he, too, will appear as a lamb, while he is a wolf within. The Saviour was circumcised, and he in like manner will appear in circumcision. The Saviour sent the apostles unto all the nations, and he in like manner will send false apostles. Christ gathered together the dispersed sheep, and he in like manner will gather together the dispersed people of the Hebrews. Christ gave to those who believed on Him the honourable and life-giving cross, and he in like manner will give his own sign. Christ appeared in the form of man, and he in like manner will come forth in the form of man. Christ arose from among the Hebrews, and he will spring from among the Jews. Christ displayed His flesh like a temple, and raised it up on the third day; and he too will raise up again the temple of stone in Jerusalem. And these deceits fabricated by him will become quite intelligible to those who listen to us attentively, from what shall be set forth next in order.”(Hippolytus de Roma, A discourse by the most blessed Hippolytus, bishop and martyr, on the end of the world, and on Antichrist, and on the second coming of our lord Jesus Christ. Section XX)

http://www.ccel.org/ccel/schaff/anf05.iii.v.i.xx.html?highlight=antichrist,temple#highlight



SANTO HILÁRIO DE POITIERS

“O de otro modo, el Señor da a conocer un indicio seguro de su venida futura diciendo: "Cuando viereis que la abominación". Esto lo dijo el profeta refiriéndose a los tiempos del Anticristo. Fue llamada abominación, porque viniendo contra Dios, reclama para sí el honor de Dios; y abominación de desolación, porque ha de desolar toda la tierra con guerras y mortandades, y por esto, recibido por los judíos, se instalará en el lugar de santificación, para que donde se invocaba a Dios por las súplicas de los santos, recibido por los infieles, sea venerado con los honores de Dios. Y porque este error será más propio de los judíos, que por haber menospreciado la verdad abracen la falsedad, les aconseja que abandonen Judea y se marchen a los montes, no sea que mezclándose con aquellas gentes crean en el Anticristo y no puedan escapar de la perdición. Y lo que dice: "Y el que esté en el tejado no descienda", etc., se entiende de este modo: El techo es lo más alto de la casa y la conclusión más elevada de toda habitación; por lo tanto, todo aquél que se esforzare en la conclusión de su casa (esto es, en la perfección de su corazón), y en hacerse nuevo por la regeneración, y elevado según el espíritu, no deberá rebajarse por la codicia de bienes mundanos. "Y el que estará en el campo", etc., esto es, cumpliendo con su deber, no vuelva a los cuidados antiguos, por los que habrá de volver a tomar el vestido formado por los pecados viejos con que se cubría”. (San Hilario de Poitiers, in Matthaeum, 25, apud Catena Áurea de São Tomás de Aquino, Mt 24,15-22) Disponível em http://hjg.com.ar/catena/c238.html


SÃO GREGÓRIO DE TOURS

“Concerning the end of the world, I believe what I have learnt from those who have gone before me. Antichrist will assume circumcision, asserting himself to be the Christ. He will then place a statue to be worshipped in the Temple at Jerusalem, as we read that the Lord has said, ‘Ye shall see the abomination of desolation standing in the holy place’.” (from the writings of Gregory of Tours)

Disponível em: http://www.ccel.org/ccel/pink/antichrist.chap02.html


SULPÍCIO SEVERO

“But when we questioned him concerning the end of the world, he said to us that Nero and Antichrist have first to come; that Nero will rule in the Western portion of the world, after having subdued ten kings; and that a persecution will be carried on by him, with the view of compelling men to worship the idols of the Gentiles. He also said that Antichrist, on the other hand, would first seize upon the empire of the East, having his seat and the capital of his kingdom at Jerusalem; while both the city and the temple would be restored by him.” (Sulpitius Severus, Dialogue II. Concerning the Virtues of St. Martin. Dialogues of Sulpitius Severus. Chapter XIV)

http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf211.ii.iv.ii.xiv.html?highlight=antichrist#highlight


SANTO AGOSTINHO DE HIPONA

“Em que templo de Deus se sentará? Não sabemos se nas ruínas do templo de Salomão ou na Igreja. É claro que o Apóstolo não chamaria templo de Deus ao templo de algum ídolo ou do demônio. Por isso alguns pretendem que essa passagem que fala do anticristo não se refira ao príncipe, mas a seu corpo todo, ou seja, à multidão de homens que lhe pertencem, com ele à cabeça. E acham mais correto seguir o texto grego e não dizer em latim in templo Dei (no templo de Deus), mas in templum Dei sedeat (tome assento dentro do templo de Deus)” (S. Agostinho, A cidade de Deus, c. XIX, ed. Vozes, p. 455)

VICTORINO DE PETOVIO

"También hará esto: que "la imagen" de oro del Anticristo sea colocada en el templo de Jerusalén y entre en ella el ángel rebelde y oferezca, además, oráculos y sortilégios.(...) Acerca de esta ruina de los hombres, abominación de Dios y execración, había hablado antes Daniel;"Y se estabelecerá, dice, en su templo entre el monte del mar y los dos mares, esto es, en Jerusalén;entonces colocará allí la estatua de oro, como había hecho el rey Nabucodonosor."(Victorino de Petovio, Comentario al Apocalipsis, 13,4)


SEVERIANO DE GÁBALA

"El Obispo siro Severiano de Gábala (408-450) parece hallarse una alusión al v.15 de S. Mateo aplicado al Anticristo. De éste se dice que irá a Jerusalén para restaurar el templo." (Gregorianum, volume 18, Pontificia università gregoriana., 1937, p.560)

SANTO ISIDORO DE SEVILHA

san Isidoro de Sevilla afirma que "el Anticristo irá reparar el templo de Jerusalén y intentará restaurar todas las ceremonias." (Etymologies, 3,11)

BEATO DE LIÉBANA

Antes del triunfo definitivo de Cristo, tiene que actuar el Anticristo, como señala la Escritura 72, y al insistir tanto ... intentará la restauración de la Ley mosaica, reedificando el templo de Jerusalén, en el que colocará su imagen de oro. (...) (Obras completas de Beato de Liébana,Estudio Teológico de San Ildefonso, 1995, p, 22)

"será muy impuro; y restaurará el Templo del Señor en Jerusalén y hará que sea colocada la imagen de oro del Anticristo en el Templo de Jerusalén" (Obras completas de Beato de Liébana, Estudio Teológico de San Ildefonso, 1995)


E ESTA INTERPRETAÇÃO DOS PADRES ADENTROU A IDADE MÉDIA:

Abad Adson de Montier-en-Der, sobre el nacimiento y el avance del Anticristo: "el anticristo reinará tres anos y medio, reconstruirá el Templo de Jerusalén y se hará adorar como si fuera Dios hasta que muera a manos de Cristo" (Historia del Cristianismo, Editorial Ariel, 2008, p.194)

"Los judíos ayudan al Anticristo en su reconstrucción del templo: «Los judíos obstinados, pensando que sea su dios el Anticristo, repararán el templo de Jherusalén...» (capítulo VII) Libro del Anticristo:declaración... del sermón de San Vicente, 1496,Ediciones Universidad de Navarra, 1999, p.25)

"En tiempos del Anticristo, desde toda la tierra se reunirán los judíos en inmensas tropoas y volverán a Jerusalén, reconstruirán la ciudad y el Templo muy amplamente, recebirán como a su Mesías al Anticristo, que estabelecerá en esa ciudad la sede de su Imperio" (Criticón, Edições 72-74, Equipo de Investigación "Literatura Española Medieval y del Siglo de Oro", Université de Toulouse-Le Mirail. Institut d'études hispaniques et hispano-américaines, Université de Toulouse-Le Mirailm 1998, p.47)

"La reconstrución del templo de Sion fue a menudo la imagen clave alrededor de la cual giraban muchos de los comentarios apocalípticos de finales de la Edad Media". (El reino milenario de los franciscanos en el nuevo mundo,John Leddy Phelan,Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Históricas, 1972,p.35)

En su Libro de Anticristo, Martín Martínez de Ampiés, recogiendo una tradición antigua, asignaba al mismo Hijo de Perdición la tarea impía de reconstrucción del Templo" (Colón y su mentalidad mesiánica en el ambiente franciscanista español, Alain Milhou, Casa-Museo de Colón, 1983)

***

"Ahora bien, la reconstrucción del templo de Jerusalén no la desea ningún cristiano, pues en su escatología lo será para servir de sede al Anticristo". (Revista Escritura, Edições 39-40,Consejo de Desarrollo Científico y Humanístico de la Universidad Central de Venezuela., 1995, p.17)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Como um católico deve avaliar Rene Guenon??? O Cardeal Danielou responde!!


Rene Guenon, metafísico e esoterista francês.

  Grandeza e debilidade de Rene Guenon - Cardeal Jean Danielou 
 Tradução e resumo do capítulo IX da obra "O mistério da História" de Danielou.

A morte de Rene Guenon chamou-nos a atenção sobre uma obra das mais significativas de nossos dias, pois se constitui fora da mentalidade moderna e do mundo intelectual de nosso tempo. Guenon soube livrar-se dos prejuízos de nossos dias e elaborou sua obra com o inflexível rigor da solidão. Ele tocou nos problemas da civilização técnica e das ameaças que implica.
Uma das primeiras verdades que a obra de Guenon traz é a reabilitação do conhecimento simbólico frente ao conhecimento científico. Para um homem formado na química ou na astronomia é absurdo voltar a astrologia ou a alquimia. Para o mesmo todo o espírito moderno é um desvio e que há mais verdades essenciais na astrologia com todas suas infantilidades que na astronomia com sua técnica. Toda a ciência pode aumentar as dimensões da jaula material onde o homem está: mas nunca pode libertá-lo dessa jaula. A intuição intelectual que podemos ter a partir das realidades do mundo material nos leva a captar uma realidade que as supera e que tem um valor mas vital.
Entenda-se o que queremos dizer: Guenon não quer a volta a astrologia ou alquimia em sua forma vulgar de pseudociência. Trata-se de entender que os metais e astros nos interessam mas pelo seu significado que por sua composição ou uso que deles possamos fazer.  Podemos considerar uma esmeralda como um bem comercializável: é o que faz o joalheiro e comerciante. Podemos considerá-la do ponto de vista de suas propriedades materiais: é o que faz o químico. Mas o que de mais real tem a esmeralda é sua cor viva e dureza, e isso é o que o alquimista capta.
A astronomia não faz mais que informar sobre a mecânica dos astros: fazer isso significa ficar na superfície das coisas. O mundo estelar está prenhe de sentido. São estes sentidos e significados que cabe descobrir: Guenon compreendeu que os movimentos estelares  mas que arquétipos dos movimentos terrestres, são sinais de realidades de outra ordem. Mircea Eliade já observava que os povos antigos viam no céu visível sinais de uma hierofania através da qual se manifesta o mundo espiritual. Isso é o oposto de uma astrologia vulgar que crê estar a existência humana condicionada pelos astros.
Submete a mesma crítica a geometria e a matemática: as figuras geométricas não interessam pelas relações numéricas mas pelo valor qualitativo da figuração simbólica. Junto a ciência dos números se acha a simbólica dos números: não sem razão o 7 e o 40 desempenham um papel fundante na simbólica bíblica, constituindo uma verdadeira linguagem. E esta linguagem não é convencional mas sim baseada na natureza das coisas, o que nos conduz a uma conclusão : as tradições por mais diversas que sejam nos apresentam símbolos idênticos ou semelhantes.  A que atribuir esta permanência? Não é fácil admitir que isso se deva a uma transmissão de uma tradição original como quer Guenon. É mais fácil concluir com Mircea Eliade que estes símbolos se fundam na natureza mesma das coisas e que os homens dão idênticos significados aos mesmos objetos.
Guenon faz entrar a simbólica cristã na simbólica tradicional. Relaciona a simbólica da cruz na Índia e no cristianismo. Observa que o número dos doze apóstolos e um símbolo que remete ao Zodíaco de doze constelações. A veste branca do Papa atesta o valor do branco em todas as religiões. Existem de fato analogias indubitáveis. Analogias que levam Guenon a ver no cristianismo nada mais que uma das formas da tradição primordial: ele se interessa pelo cristianismo pelo que tem de comum com outras tradições. E desde aqui não é possível mais segui-lo: o cristianismo reconhece uma simbólica natural que se acha relacionada com a religião cósmica, quer dizer, com essa revelação que Deus faz aos homens através do mundo visível.
O cristianismo é muito diferente disso: é a irrupção de Deus na história, um fato novo. A cruz nele não tem mero valor simbólico mas que Cristo foi imolado nela. Como o patíbulo onde Cristo foi imolado tinha forma de cruz a liturgia da Igreja carregou- a de todo simbolismo natural para significar que ela indicava as 4 dimensões e o eixo do mundo e que a redenção tem valor universal. Porém estes simbolismos tem importância secundária frente aos fatos históricos. E é esta importância do cristianismo como novidade absoluta que desconhece Guenon.
Nada tem isso de estranho já que a condenação de toda a história, forma parte essencial de seu pensamento. Experimentamos uma grande satisfação quando vemos Guenon condenar, com uma violência que não tem igual, as ideologias modernas do progresso, da evolução e do historicismo. Estamos de acordo com ele em pensar que é absurdo crer que o desenvolvimento da ciência possa levar a uma transformação qualitativa da humanidade. Guenon  porém vai mais longe e vê decadência em tudo. Decadência que se acentua a partir do século 16. A ciência enquanto tal, e não apenas o uso culpável que dela se possa fazer, não há de arrastar o mundo a pior das catástrofes, na medida em que ganha importância maior que a da Sabedoria?
É preciso reconhecer o alcance da crítica tão valente que Guenon faz dos prejuízos nefastos do mundo moderno. Pelo fato de esperar uma salvação da ciência o homem se aliena dos únicos verdadeiros meios de salvação. Os que alimentam essa ilusão, chamam-se marxistas e liberais, são os verdadeiros responsáveis pela miséria do mundo moderno. Não há dúvida que as noções de progresso científico se acham desprovidas de todo sentido espiritual. Não há dúvida que a hipertrofia da ciência materialista e moderna afasta o homem moderno da intuição intelectual dos valores metafísicos. Não há dúvida que no plano natural, a passagem do tempo não traz ao homem nada de essencial e que só os princípios metafísicos constituem o essencial e estes princípios são imutáveis.
Não há nada de essencial que possa ser novo na ordem natural. Porém não sucede o mesmo no plano cristão. Pois neste nos encontramos na presença de fatos que mudam qualitativamente a existência humana e que constituem por isso uma novidade absoluta. Basta ler São Paulo para ver com que freqüência se repetem as expressões de “nova criação” e “homem novo”.  Existem portanto elementos que não possuía a tradição anterior que mostra uma promoção espiritual, que corresponde ao passo que se dá no conhecimento de Deus e da revelação da sua via íntima por Jesus Cristo. Em efeito só no cristianismo se dá a História. Isto foi o que Guenon não viu: para ele o cristianismo não é realidade única. A prova disso é que ele, ao fim da vida foi parar no Islã.
Isto nos conduz ao último aspecto de seu pensamento, o que se refere às relações entre ciência, sabedoria e fé. Uma vez mais chama a atenção da parte positiva de seu pensamento: contra o relativismo e pragmatismo ele restaura o valor do pensamento especulativo. A realidade suprema é o mundo das idéias eternas cujo reflexo são as coisas sensíveis. A atividade mais elevada do homem é a intuição das essências. Só o conhecimento destas idéias eternas pode nos fazer organizar as coisas com sabedoria. Quem possui este conhecimento possui a autoridade espiritual. Guenon restitui a seu pleno valor a concepção hierárquica da sociedade que choca com o dogma moderno da democracia e do voto universal. A autoridade espiritual se compõe de quem possui a Tradição e subsiste de forma máxima no “rei do mundo” que é seu arquétipo ideal. Essa autoridade se encarna visivelmente em certos personagens. O Papa representa para Guenon uma destas autoridades. Ele defende esse aspecto do catolicismo e vê, no protestantismo, nada mais que uma perversão do autêntico cristianismo.
Agora bem: de que tradição são depositárias as autoridades espirituais? Só da tradição dos princípios intelectuais. Estes princípios são, sobretudo, os da filosofia da Índia e do Vedanta ao que Guenon consagra sua primeira obra. Nela fala de verdade suprema. Filosoficamente isso é inquietante. Pois a filosofia da Índia nos deixa na incerteza de dados como a transcendência de Deus, da imortalidade da alma, da criação. O que choca ainda mais é que a verdade suprema é a verdade filosófica. As grandes religiões monoteísticas seriam apenas um compromisso entre as verdades filosóficas e as necessidades afetivas dos homens que exige que eles tenham misticismos e liturgias. É esta inversão da relação que une metafísica e revelação cristã que constitui o erro capital de Guenon.
Aqui é que se insere o problema de sua obra que é o esoterismo. Por esoterismo podemos entender muitas coisas: podemos considerar no interior de uma religião existem coisas inteiramente distintas. Por uma parte se pode considerar que no interior de uma religião existem coisas que não podem ser comunicadas, sem faltar com a prudência, aos principiantes. Tal era a explicação do livro de Cantares no Judaísmo; tal é a via mística no cristianismo. Porém em um ou outro caso não se trata de doutrinas diferentes senão de aprofundamento na mesma doutrina. Para São Paulo a gnose nada mais é que aprofundar a fé. Nada é mais contrário ao cristianismo que a noção de uma fé de primeira e de segunda categoria. O batismo é que constitui a iniciação. O batizado não precisará receber uma segunda iniciação para conhecer um sentido secreto dos ritos e dos dogmas.
Porém o esoterismo tem um segundo sentido, que é o assumido por Guenon: consiste em dizer que além da diversidade das religiões, existe uma doutrina oculta, que é comum e cujo saber pertence apenas aos iniciados. Existe uma doutrina secreta diferente da doutrina pública ou exotérica. E esta doutrina não é que ensina o catecismo. É outra doutrina cuja transcrição simbólica são os dogmas, mas é preciso ser iniciado para saber seu sentido oculto. Para Guenon há uma oposição entre religião e sabedoria que seria a doutrina oculta. Para ele só tal doutrina nos pode dar a salvação e não a figura de Cristo.
A obra de Guenon é, a um tempo, importante e decepcionante. Nos atrai por que denuncia Oe erros modernos; mas se passamos ao pensamento positivo de Guenon nos deparamos com algo incompatível com o cristianismo pois nega a essência da fé cristã: o caráter privilegiado da ressurreição de Jesus Cristo.