segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ferrara desmascara o liberalismo de Tomas Woods !!

Christopher Ferrara

Ludwig von Mises contra Jesus Cristo, o Evangelho e a Igreja: (Carta aberta a Tom Woods)

TRADUÇÃO DE GUILHERME FERREIRA DE ARAÚJO
Christopher A. Ferrara[1]

Nota do blogueiro – Caros leitores, este texto destroi toda a estatura intelectual de von Mises. Mostra que ele é, como intelectual, um charlatão. Não porque ele fale mal de Nosso Senhor Jesus Cristo (disso ele já deve ter dado conta ao Altíssimo) e dos apóstolos, mas porque demonstra, na melhor das hipóteses, desconhecer toda a história do cristianismo e de como ele criou a Civilização Ocidental. Suas afirmações no livro Socialismo são grotescas. O texto mostra também a situação lamentável em que se encontra Tom Woods, autor de um livro recentemente publicado pela Quadrante. Mostra o que o liberalismo pode fazer com um ser humano. Veja também Expondo as Perigosas Premissas dos Economistas Liberais.

Caro Tom:
Quando nós escrevemos A Grande Fachada, em 2002, eu era um dos defensores mais ardentes do seu trabalho. Na verdade, via você como um importante elemento para o futuro do movimento “tradicionalista” nos Estados Unidos. Eu não previa sua dissidência pública da doutrina social da Igreja, em benefício da “Escola austríaca” de Economia – radicalmente laissez faire –, cujas pretensões vão muito além da economia até uma abrangente “filosofia da liberdade” que não pode ser ajustada ao ensinamento do Magistério a respeito dos deveres dos homens e das sociedades com respeito a Cristo e Sua Igreja, ou até mesmo aos deveres dos homens uns com os outros no nível da justiça natural. Também não previa que se tornaria um “professor residente” do Instituto Ludwig Von Mises, um grupo libertário radical dedicado ao pensamento de von Mises e seu discípulo “anarco-capitalista”, Murray Rothbard, ambos liberais agnósticos que rejeitaram completamente o papel da Igreja e do Evangelho na constituição da ordem social.
Sua dissidência da doutrina social produziu, da parte de respeitáveis comentadores católicos, uma multidão de artigos contra você, como os que podem ser encontrados aquiaquiaquiaquiaqui e aqui, sendo o último uma série recém publicada em cinco partes na revista Chroniclessob o título “É Tomas Woods um dissidente?”. Até o momento, pelas minhas contas, não menos de doze estudiosos católicos denunciaram sua dissidência do ensinamento do Magistério com relação a princípios básicos tais como salário justo, primazia moral do trabalho sobre o capital, pecado da usura e da extorsão pelos preços, imoralidade do dito “direito absoluto” à propriedade privada e a necessidade de um governo guiado pela lei divina e natural, para o governo dos homens decaídos. ( Recentemente (Visualização)  você até começou a promover a fantasia “anarco-capitalista” da abolição de todos os governos e da criação de uma “sociedade sem estado.”)
O ponto central de A Grande Fachada era que os católicos “tradicionalistas” não dissentem da doutrina Católica enquanto tal, mas antes apenas exercitam seu direito a prescindir de certas novidades litúrgicas e pastorais desconhecidas na Igreja antes da década de 1960 e nunca impostas aos fiéis como obrigações comprometedoras da nossa religião. Por exemplo, a proclamação histórica do papa Bento XVI de que a Missa tradicional em latim “nunca foi ab-rogada” e de que “em princípio foi sempre permitida” demonstrou a verdade da reivindicação básica do livro. Mas lá estava você, Tom, nos meses seguintes à publicação de nosso livro, declarando sua dissensão do ensinamento a respeito da fé e da moral claramente enunciado como obrigatório por numerosos papas que ensinaram sobre a justiça no mercado e a reta ordenação do Estado.
E visto que foi o livro mesmo do qual fomos co-autores, juntamente com o seu mandato no The Remnant e no periódico The Latin Mass, que lhe deram proeminência como um tradicionalista em primeiro lugar, você dificilmente poderia esperar que seus ex-colegas permanecessem em silêncio à medida que você continuava sua torrente de pronunciamentos contra o ensinamento papal, incluindo o comentário descarado de que a “tentativa dos papas de elevar princípios como os de ‘salário justo’ ao nível de doutrina obrigatória é algo completamente diferente, e na verdade estácarregada de erros” – não uma afirmação esporádica, mas algo que você repetiu mais tarde em publicação, no seu muito criticado A Igreja e o Mercado (p. 79). Você não reconhece a completa audácia que há em um recém-convertido pretender dar conferências a católicos de berço a respeito dos “erros” dos ensinamentos da Igreja afirmados por papa após papa durante séculos?
Ora, uma coisa, Tom, é você expressar sua opinião – sua errante opinião – de que ao se pronunciarem em matéria de economia e justiça social os papas excederam o que você considera serem os limites de sua competência, ainda que os próprios papas, respondendo a dissidentes como você, tenham insistido em seu direito e dever de se pronunciar precisamente a respeito desses assuntos. Mas é algo completamente diferente alegar, como você o faz, que você está exercitando legítima liberdade na Igreja – não, você não está – e, muito pior, engajar-se numa campanha para persuadir católicos de que aquilo que seu instituto prega – uma forma de liberalismo social e econômico condenada por uma extensa linhagem de papas (cf. a encíclica Ubi Arcano Dei, de Pio XI, n.61) – é “perfeitamente compatível” com o Catolicismo Romano tradicional. Essa propaganda encontrou até mesmo o caminho na direção de um promissor – sob outros aspectos – novo periódico, “O Tradicionalista”, cujo número inaugural incluiu um anúncio de página inteira em homenagem a von Mises, cuja dogmática visão de mundo anti-cristã está evidente nas citações mostradas abaixo.
Num artigo que mencionava as circunstâncias de nossa discussão por causa de sua dissensão da doutrina social e de sua cooperação pós-Grande Fachada com o Southern Poverty Law Center e sua caça às bruxas aos católicos tradicionalistas (incluindo eu mesmo), eu aludi a algumas das opiniões ultrajantes de Rothbard, que defende não apenas o aborto legalizado, a prostituição, o uso de drogas, o suborno e a extorsão, mas também o direito legal de matar de fome crianças não desejadas, em favor do qual ele argumentou num livro que seu Instituto vende para o mundo como um “clássico da liberdade”. E você, Tom, escreveu em louvor ao mesmo livro sem mencionar suas afirmações morais depravadas, declarando apenas que “Rothbard descreve as implicações filosóficas da idéia de propriedade de si mesmo” – uma idéia que está em conflito com o próprio fato de ser o homem uma criatura de Deus. Você também nunca mencionou o repetido elogio de Rothbard ao que o conjunto do trabalho dele aclama como sendo “a subversão da Antiga Ordem... por meio de uma ação libertária em massa que estourou em grandes revoluções do Ocidente tais como a Americana e a Francesa, realizando as glórias da Revolução Industrial e os avanços da liberdade...”
Por essa razão, Tom, eu nunca vi você criticar o ataque de Rothbard ao “integrismo” católico – sim, ele usou exatamente aquela palavra, aquele perfeito insulto aos católicos romanos tradicionais em decorrência do qual você e eu escrevemos A Grande Fachada para atacar. Lembra-se? Naquele artigo em particular, Rothbard imperiosamente depreciou “o ódio da Igreja ao liberalismo em geral, do qual ela deriva seu ataque ao liberalismo econômico...” No mesmo artigo, seu mentor descreveu o marco que foi a encíclica social Quadragesimo anno, de Pio XI, como virulentamente anti-capitalista e, para dizer a verdade, pró-fascista. “Essatendência fascista é revelada pelos rumos do catolicismo europeu no período entre guerras...” Seu mentor chamou o papa Pio XI de fascista, Tom. Mas então, você também amontoou críticas à Quadragesimo – baseando-se em seu estudo informal de economia, um campo no qual você não possui nenhum título ou outra credencial reconhecida. (Na verdade, antes de você ter-se incorporado ao Instituto você ensinou história numa faculdade pública.)
Aqui eu desejo chamar a atenção dos católicos para as concepções igualmente Cristofóbicas e anti-católicas de von Mises, recentemente expostas num debate online em angelqueen.org, num tópico chamado “Desmascarando a Escola Austríaca”. Essas idéias aparecem no livroSocialismo, de von Mises, o qual seu Instituto vende como uma “obra-prima” que apresenta “uma crítica de todo o aparato intelectual que acompanha o pensamento socialista, incluindo as doutrinas religiosas implícitas por trás do pensamento socialista ocidental...”
Nas treze citações abaixo, do capítulo 29 de Socialismo, von Mises ataca Cristo, os Evangelhos e a Igreja como sendo inimigos da liberdade e da sociedade e instigadores do socialismo e da escravidão, chama o Cristianismo de “religião do ódio”, e declara que a Igreja tem de se reformar cingindo-se ao liberalismo e ao capitalismo. Todas as citações aparecem online aqui, que é onde o católico que deu origem ao tópico emangelqueen.org (alguém com o pseudônimo de GordonG) as encontrou.
Tom, uma vez que você rejeitou todos os pedidos privados relativos à sua campanha para fazer avançar o libertarianismo radical dentro da Igreja e particularmente entre os tradicionalistas, nós que uma vez promovemos seu trabalho nos sentimos obrigados a protestar publicamente contra o que você está fazendo e a exigir que você se retifique pela confusão que está causando.
Porque você tem um dever perante Deus – como um membro da Igreja confirmado (se bem que um membro um tanto novo) – de denunciar e repudiar categoricamente as seguintes citações do livro de von Mises, e de romper seus laços com o Instituto que promove sua (e de Rothbard) ideologia da “liberdade” anti-católica, Cristofóbica e, de fato, imoral.
Ademais, é tempo de parar de fingir, como você tem feito por anos, que a controvérsia que suas próprias palavras e ações têm provocado entre os fiéis seja um debate sobre “economia” ou coisas particulares tais como a sabedoria das leis do salário mínimo. Você se associou a uma organização cujas visões a respeito do homem, da sociedade e da liberdade humana são inimigas da lei do Evangelho. Você deve escolher entre o Magistério e o Instituto Ludwig von Mises, e nenhuma quantidade de sofismas pode esconder a realidade daquela escolha.
Como seu ex-colaborador e colega, e como alguém que admira seus talentos e sabe o que eles poderiam trazer para uma defesa da doutrina social da Igreja em lugar de seus aparentes ataques incessantes contra ela, eu espero que você tome esta carta não como uma provocação, mas como um convite a reconsiderar o caminho que você escolheu, a dar a volta e a se reunir aos seus irmãos na fé.
Atenciosamente,
Christopher A. Ferrara
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LUDWIG VON MISES
CONTRA CRISTO, O EVANGELHO E A IGREJA
Do capítulo 29 de Socialismo(http://mises.org/books/socialism/part4_ch29.aspx )
1. A pregação de Jesus de um Reino vindouro destrói todos os laços sociais:
A expectativa da reorganização por parte do próprio Deus quando chegou o tempo, e a transferência exclusiva de toda ação e pensamento para o futuro reino de Deus tornou o ensinamento de Jesus Cristo completamente negativo. Ele rejeita tudo quanto existe, sem oferecer nada para repô-lo. Ele chega a dissolver todos os laços sociais existentes...
2. Jesus é como os bolcheviques:
...Seu zelo pela destruição dos laços sociais não conhece limites. A força motriz por trás da pureza e do poder de tal completa negação é uma inspiração extática e uma esperança entusiástica de um novo mundo. Daí seu ataque apaixonado a tudo quanto existe. Tudo pode ser destruído porque Deus, em Sua onipotência, vai reconstruir a futura ordem. É desnecessário examinar se alguma coisa pode ser reaproveitada na passagem da velha para a nova ordem, porque essa nova ordem erguer-se-á sem auxílio humano. Ela não demanda de seus partidários, portanto, nenhum sistema ético, nenhuma conduta particular em qualquer direção positiva. Fé, e apenas fé, esperança, expectativa – isso é tudo o que é necessário. Ele [o homem] não precisa contribuir em nada para a reconstrução do futuro, Deus Ele mesmo o sustentou. O mais claro paralelo moderno à atitude do cristianismo primitivo de completa negação é o bolchevismo. Os bolcheviques, igualmente, desejam destruir tudo quanto existe porque eles o consideram algo desesperadamente mau. Mas eles têm em mente planos – por mais indefinidos e contraditórios que eles possam ser – para uma futura ordem social. Eles exigem não apenas que seus seguidores devem destruir tudo quanto exista, mas também que eles adotem uma linha de conduta definida, que conduz em direção ao Reino futuro com o qual eles sonharam. O ensinamento de Jesus a esse respeito, por outro lado, é somente negação.
3. Jesus despreza os ricos, incitando o mundo à violência contra eles e suas propriedades; e Seu ensinamento espalhou “semente maligna”:
Naturalmente, uma coisa está clara e nenhuma interpretação habilidosa pode ocultar isso. As palavras de Jesus estão cheias de rancor contra os ricos, e os Apóstolos não são menos brandos a respeito disso. O Homem Rico é condenado porque ele é rico, o Mendigo é louvado porque ele é pobre. A única razão por que Jesus não declara guerra contra os ricos e não aconselha vingança contra eles é que Deus disse: “A vingança é minha”.
No Reino de Deus os pobres serão ricos, mas os ricos estarão envoltos em sofrimento. Revisores tardios tentaram abrandar as palavras de Cristo contra os ricos, das quais a versão mais completa e vigorosa é encontrada no Evangelho de Lucas, mas resta um bocado suficiente para apoiar aqueles que encorajam o mundo a sentir ódio, a se vingar a assassinar e a queimar os ricos. Até a época do Socialismo moderno nenhum movimento contra a propriedade privada que se originou no mundo cristão falhou em buscar autoridade em Cristo, nos Apóstolos, e nos Padres Cristãos, para não mencionar aqueles que, como Tolstoi, fizeram do ressentimento evangélico contra os ricos o próprio coração e alma de seu ensinamento.
Este é um caso no qual as palavras do Redentor espalharam semente maligna. Mais dano tem sido causado e mais sangue tem sido derramado por conta delas do que pela perseguição aos heréticos e queima das bruxas. Elas sempre tornaram a Igreja indefesa contra todos os movimentos que almejam destruir a sociedade humana...
4. A Igreja, e não o liberalismo Iluminista, abriu caminho para o Socialismo:
…Seria estúpido sustentar que o Iluminismo, ao arruinar gradativamente o sentimento religioso das massas, abriu caminho para o Socialismo. Ao contrário, foi a resistência que a Igreja ofereceu à disseminação das ideais liberais que preparou o solo para o rancor destrutivo do pensamento socialista moderno. A Igreja não apenas não fez nada para extinguir o fogo, mas ela até mesmo tocou fogo na brasa...
5. A doutrina cristã destrói a sociedade, proíbe a preocupação com o sustento e o trabalho, prega o ódio à família e até mesmo endossa a castração:
...É por isso que a doutrina cristã, uma vez separada do contexto no qual Cristo a pregou – expectativa do iminente Reino de Deus –, pode ser extremamente destrutiva. Nunca e em lugar algum um sistema de ética social que abraça a cooperação social poderá ser construído a partir de uma doutrina que proíbe qualquer preocupação com o sustento e o trabalho, enquanto expressa um feroz ressentimento em relação aos ricos,prega o ódio à família e defende a castração voluntária.
6 O Evangelho não desempenhou nenhum papel na construção da civilização ocidental:.
As façanhas culturais da Igreja durante seus séculos de desenvolvimento são [fruto] do trabalho da Igreja, e não do cristianismo. É uma questão aberta quanto desse trabalho se deve à civilização herdada do estado romano e quanto se deve ao conceito de amor cristão, completamente transformado sob a influência dos estóicos e de outros filósofos antigos. A ética social de Jesus não tem papel algum neste desenvolvimento cultural. A realização da Igreja, neste caso, foi torná-las inofensivas, mas sempre por um período limitado de tempo...
7. Porque ela se opõe ao liberalismo, a Igreja é uma inimiga da sociedade:
O destino da civilização está em jogo. Porque não é como se a resistência da Igreja às idéias liberais fosse inofensiva. A Igreja é um poder tão poderoso que sua aversão às forças que trazem a sociedade à existência seria suficiente para quebrar em pedaços toda a nossa cultura. Nas últimas décadas nós testemunhamos com horror sua terrível transformação em um inimigo da sociedade. Pois a Igreja, tanto aCatólica quanto a Protestante, não é o menor dos fatores responsáveis pela prevalência de ideais destrutivos no mundo hoje...
8. O liberalismo é superior ao cristianismo e tem restaurado a humanidade por meio da destruição da Igreja, motivo pelo qual a Igreja o odeia:
Historicamente é fácil entender a aversão que a Igreja tem mostrado pela liberdade econômica e pelo liberalismo político sob qualquer forma. O liberalismo é a flor daquele iluminismo racional que desferiu o sopro da morte no regime da antiga Igreja e do qual brotou a crítica histórica moderna. Foi o liberalismo que solapou o poder das classes que por séculos estiveram intimamente ligadas à Igreja. Ele transformou o mundo mais que o cristianismo sempre o fez. Ele devolveu a humanidade ao mundo e à vida. Ele despertou as forças que sacudiram as fundações do tradicionalismo inerte sobre o qual Igreja cria estar repousada. A nova perspectiva provocou na Igreja um enorme mal-estar, e ela ainda não se ajustou até mesmo às camadas mais exteriores da época moderna.
9. O cristianismo se tornou uma religião do ódio, buscando destruir o “admirável novo mundo” do liberalismo:
De fato, os padres em países católicos borrifam água benta sobre estradas de ferro recentemente construídas e em dínamos de novas usinas, mas o cristão confesso ainda estremece intimamente diante dos trabalhos de uma civilização que sua fé não consegue compreender. A Igreja ressentiu-se fortemente da modernidade e do espírito moderno. Que surpresa, então, que ela tenha se aliado àqueles cujo ressentimento levou-os a desejar a dissolução deste admirável novo mundo, e que tenha explorado seu arsenal bem estocado como meio para denunciar o esforço terreno pelo trabalho e pela riqueza. A religião que chama a si mesma religião do amor tornou-se uma religião do ódio, em um mundo que parecia estar preparado para a felicidade. Quaisquer pretendentes a destruidores da ordem social moderna poderiam fiar-se no cristianismo como um líder.
10. Porque eles seguem o Evangelho e porque não foram “vacinados” com a filosofia liberal, sacerdotes e monges são inimigos da sociedade:
Sacerdotes e monges que praticaram a verdadeira caridade cristã, que ministraram e ensinaram em hospitais e em prisões e que sabiam tudo o que havia para saber a respeito da humanidade sofredora e pecadora – esses foram os primeiros a serem enganados pelo novo evangelho da destruição social. Apenas uma firme compreensão da filosofia liberal poderia tê-los vacinado contra o infeccioso ressentimento que se assolou entre os seus protegidos e que foi justificado pelos Evangelhos. Por assim dizer, eles se tornaram perigosos inimigos da sociedade. Do trabalho de caridade brotou o ódio à sociedade.
11. A Igreja e o papado buscam escravizar os homens destituindo-os da razão e da liberdade espiritual do capitalismo:
A Igreja sabe que ela não pode vencer, a menos que possa vedar a fonte da qual seu oponente continua extraindo inspiração. Desde que o racionalismo e a liberdade espiritual do indivíduo sejam mantidos na vida econômica, a Igreja jamais terá êxito em agrilhoar o pensamento e em tomar conta do intelecto na direção desejada. Para fazer isso, primeiro ela teria de obter a supremacia sobre toda atividade humana. Por conseguinte, ela não pode se contentar com o viver como uma Igreja livre em um estado livre [o próprio slogan de Cavour, o grande inimigo maçônico da Igreja e sagrado Pio IX – CAF]; ela deve procurar dominar aquele estado. Ambos o papado de Roma e as igrejas protestantes nacionais lutam pela soberania, já que ela as permitiria ordenar todas as coisas temporais de acordo com seus ideais. A Igreja não pode tolerar outro poder espiritual. Todo poder espiritual independente é uma ameaça a ela, uma ameaça que aumenta em força à medida que a racionalização da vida progride.
12. O cristianismo necessita do socialismo a fim de manter a teocracia contra a ameaça da “produção independente”:
Ora, a produção independente não tolera qualquer autoridade espiritual suprema. Em nosso tempo, o poder sobre a mente só pode ser obtido por meio do controle da produção. Todas as Igrejas já estão indistintamente atentas a isso há tempos, mas para elas isso se tornou claro pela primeira vez quando a idéia socialista, surgindo de uma fonte independente, fez-se sentir como uma força poderosa e rapidamente crescente. Então, tornou-se claro para as Igrejas que a teocracia só é possível numa comunidade socialista.
13. A Igreja deve se transformar cingindo-se antes ao capitalismo do que ao ensinamento papal tal como o de Pio XI:
Se a Igreja de Roma quiser encontrar uma solução para a crise para qual o nacionalismo a levou, então ela deve ser inteiramente transformada. Pode ser que essa transformação e essa reforma a levem à aceitação incondicional da indispensabilidade da propriedade privada dos meios de produção. Até o presente ela está longe disso, como testemunha a recente encíclica Quadragesimo anno.

1] Tradução autorizada pelo The Remnant.

domingo, 25 de agosto de 2013

Ecologismo na Igreja : Padre celebra missa em córrego poluído !!


A nova investida da revolução dentro da Igreja , capitaneada pela Teologia da Libertação é a defesa da Mãe - Terra.A notícia que trazemos é bem mostra disso.Os moradores da região do Jardim Capivari, em Campinas , participaram na manhã deste domingo  dia 25 de Agosto de 2013 de uma missa um tanto inusitada .A missa foi celebrada pelo Padre Nelson Ferreira de Campos , da Paróquia de Santa Luzia, dentro do córrego extremamente poluído do Rio Capivari.A solenidade encerrou a Sétima Caminhada Pela Vida, organizada pela paróquia que reúne oito comunidades da região. Centenas de fiéis participaram da caminhada que saiu por volta das 9h30, em frente a igreja de Santo Antônio, no Parque Ipiranga. Eles percorreram cerca de cinco quilômetros até chegarem ao córrego que é tomado por muita sujeira. Ao longo do caminhada , os fiéis paravam e encenavam por alguns minutos situações do cotidiano que remetiam aos problemas da comunidade. Em uma das paradas adultos e crianças encenaram o descaso do poder público com o setor da saúde . Em uma outra parada os fiéis prestaram uma homenagem aos quatro jovens que foram vitimas em uma chacina que já completou um ano sem nenhuma solução. O ponto alto da caminhada foi a missa celebrada pelo Padre Nelson dentro do fétido córrego. Segundo o religioso o local foi escolhido como forma de protesto contra o descaso do poder público com a população das periferias da cidade. ( Fonte : http://www.portalcbncampinas.com.br/?p=60800 )
Desde há alguns anos essa causa ambientalista ganhou corpo: documentários e documentiras anunciam ao mundo que nosso lar está se acabando e é bom aproveitar as belas imagens de savanas povoadas de zebras e leões antes que o tempo se vá. Personalidades, como Al Gore e Leonardo di Caprio, e filmes, como Home Earth, repetem que o oceano está subindo, a temperatura mundial está subindo, a fumaça está sempre subindo. Alguém duvida de que a bilheteria de filmes do tipo também está subindo? Vemos hoje o mundo aderindo à causa ECOLÓGICA, uma bandeira interreligiosa e suprapartidária. Bandeira não, um guarda-chuva ou guarda-sol que agrega gregos e troianos, antigos comunistas e novos capitalistas , padres, pastores e presidentes,  budistas, espíritas e esotéricos.  

Quando se vê uma multidão tão diversificada agindo de forma tão unânime por uma causa tão mundial, é para desconfiar.Se você pensou em religião ecológica, acertou. De manifestantes que se atiram feito mártires na frente de tratores e navios a notícias sobre um apocalipse ambiental, a religião ECOLÓGICA ganha predominância no altar das causas planetárias. O ECOLOGISMO ganha adeptos de todas as cores ideológicas e religiosas.Estamos diante de mais uma farsa montada para destruir a religião católica e criar uma nova religião universal sem Deus , sem Cristo , onde a deusa terra será adorada como suprema divindade.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Novela Amor a Vida , da Rede Globo, criminaliza a religião cristã!!

Pérsio o médico  que se recusa a atender mulher que fez aborto
ATENÇÃO PARA A NOTA EXPLICATIVA NO FIM DO TEXTO !!

Caros, no capítulo de ontem da Novela Amor a Vida ,da Rede Globo de TV ,  aconteceu uma cena que provavalmente passou desapercebida da maior parte dos telespectadores:

Nesta cena aparece uma mulher que chega a emergência do Hospital San Magno com uma forte hemorragia vaginal.Em meio a ocorrência, um dos médicos de plantão se recusa a atender a mulher.

A mulher falece , não resistindo a hemorragia.Só então a cena se esclarece : a médica responsável explica para o chefe do setor - Dr Lutero - que a mulher tinha sido "VITIMA DE UM ABORTO EM CLÍNICA DE SEGUNDA CATEGORIA "  e que havia falecido por ter se sujeitado a este procedimento sem a devida segurança, coisa que um hospital qualificado poderia dar.


O Dr Lutero então retruca que "HÁ UM GRANDE NÚMERO DE MULHERES QUE MORREM POR ABORTOS FEITOS DESSA FORMA E QUE ISSO SE DEVE AO FATO DE SEREM POBRES."

A médica então responde que "UMA MULHER RICA TEM ACESSO A BOAS CLINICAS , JÁ A POBRE TEM QUE RECORRER A CLÍNICAS DE FUNDO DE QUINTAL PARA FAZER UM ABORTO E ACABAM MORRENDO POR ISSO"

A cena pode ser vista no site da novela : ela se encontra na cena 15 
  

Espantoso ? Sem dúvida !! A Novela aquela altura tinha virado um palanque de defesa da descriminalização do aborto e pior : estava fazendo a veiculação do programa político do PT para a questão do aborto.

Para quem não sabe : o PT usa exatamente esse argumento ! 

"ABORTO É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA"

Foi essa frase lapidar que o Dr Lutero soltou ao fim da conversa com a médica!!

Para piorar a situação vejamos :

O médico que se recusa a fazer a cirurgia para salvar a vida da mulher hemorrágica - de nome Pérsio - fala ao Dr Lutero que se recusou a fazê-la por que a mulher era uma "pecadora e tinha ferido as leis divinas" e que aquele procedimento de salvá-la ia contra sua consciência religiosa!!!!!

Ora que religião ensina seus fiéis a ,caso forem médicos, não atender ou socorrer uma "mulher pecadora que fez aborto"  ? A Igreja Católica condena o aborto sim mas jamais mandou seus fiéis médicos a se recusarem prestar socorro a uma mulher que o tenha feito e por isso fique em risco de morte.Tampouco conheço alguma denominação protestante que oriente assim !

Qual então a intenção da Globo ao por uma cena dessas na TV ? Seria para criminalizar a religião ? 

Parece-nos que isso é evidente ; a tentativa envolve o seguinte :

1- Identificar cristianismo com fanatismo e intolerância.

2- Manipular a opinião pública lançando a acusação de que cristãos em geral não pensam no bem estar da mulher.

3- Acusar o cristianismo de cumplicidade com a injustiça social e com as mortes de mulheres pobres.

4- Desmoralizar o argumento cristão pró-vida do embrião e do feto , sensibilizando a população para a prática do aborto generalizado sob a justificativa da saúde pública.

A aliança Globo - Governo do PT é cada vez mais evidente.

Os cristãos do Brasil precisam acordar e fazer campanha aberta contra a TV Globo e seu ataque sistemático a lei natural e divina.

Nota explicativa : Depois da matéria do blog ter sido lançada no ar veio a confirmação de que o personagem em questão não é cristão mas muçulmano.Eu não acompanho a novela portanto jamais saberia que se trata de um muçulmano levando em conta que a comunidade islâmica no Brasil é quase inexistente.ASSIM SENDO VINCULEI A CENA A UMA REFERENCIA DIRETA A GRUPOS CRISTÃOS QUE MILITAM CONTRA O ABORTO NO BRASIL JÁ QUE OS ISLÂMICOS POR AQUI NÃO TEM NENHUMA RELEVÂNCIA NESSE SENTIDO.

Fica a questão então : o personagem muçulmano foi utilizado com que fins nessa palhaçada toda ? Existe algum risco de influencia muçulmana no Brasil no interior do debate contra o Aborto ? Não sabemos que não ! Quem são os grupos religiosos que de fato podem atrapalhar a legalização generalizada do aborto ? Católicos e protestantes ! Logo a Globo usa um muçulmano como um símbolo pra falar das religiões que não toleram o aborto atingindo assim TRÊS finalidades :

a) Se livra de um processo por atentado ao sentimento religioso ao não designar nem católicos nem protestantes de forma direta

b) Lança uma indireta a todas as religiões que se opõem ao aborto.


c) Lança supeitas sobre os movimentos pro vida de cunho cristão que militam pelo fim do aborto.





No mais peço desculpas pelo erro.



sábado, 17 de agosto de 2013

Resposta ao Tradição em foco com Roma ao artigo sobre o Rock !!


“ O único fim, o único objetivo de toda música é o louvor a Deus e a recreação da alma. Quando isso se perde de vista, não pode haver mais verdadeira música, restam somente ruídos e gritos infernais.”
                                               Johann Sebastian Bach
As falas do Artigo do Tradição em Foco com Roma estão entre aspas : as minhas sem aspas.

A resposta é de caráter intelectual.Não tem portanto intenções de atingir pessoas.Ao David Conceição , autor do blog , fica a resposta como um contributo ao debate sobre o assunto que ao meu ver é imprescindível.

“Gostar do rock ou do pop não significa absorver a cultura que existe em torno de algumas figuras que propagam esse gênero musical.”
 
Sim significa : o rock não é apenas um ritmo mas um movimento cultural.Ora ouvi-lo é cultivar o hábito musical do rock.O que é cultura senão hábitos ? Que exista quem o ouça mas não se inspire na conduta dos seus próceres não nego.No entanto esse fenômeno é esquizofrênico pois consiste em cultivar um hábito que está ligado a uma filosofia de vida.Consiste em submeter seus ouvidos a uma estética musical sem a devida consciência de suas implicações culturais ; isso torna tal conduta perigosa pois se funda em um gosto semi-inconsciente das implicações morais do movimento rock.E essa semi- inconsciencia abre portas para influencias danosas em vista da ausência de uma reflexão sobe o assunto.
 
Ademais é claro que o cultivo do hábito musical do Rock garante o financiamento do movimento cultural que lhe dá base : shows , eventos , musicais , CDs , DVDs , que em suma espalham a ideologia por trás do ritmo.
 
“Como distração, eu acredito que seja uma coisa em si neutra”.
 
O problema está em considerar o rock , ou qualquer música como distração. A arte enquanto atividade ligada ao Belo , um dos transcendentais , existe pra a educação do homem e não apenas para o deleite ou mero esteticismo.O mundo moderno pretendeu fazer da arte um objeto de consumo e lazer.Isso está errado: música não pode ser mero lazer , tem que ter dimensão educativa.Tem que existir para forjar na alma a idéia do Belo em si.
 
“A princípio, gostaria de lembrar que este tema é uma questão em aberto, não fechada pelo Magistério, portanto, DISCUTÍVEL.”
A questão é discutível mas depende , para ser discutida com objetividade de um recurso a tradição da filosofia do Belo.Fora dos princípios da sã estética não se pode discutir nada que envolva arte musical.E para isso a absorção da tradição filosófica platônica e aristotélica sobre o problema musical é essencial.
“Os dois primeiros são basicamente desconhecidos e suas opiniões são irrelevantes.”
 
Não David , você sabe que ambos não são desconhecidos.E quanto a suas opiniões serem irrelevantes , não elas não são : sobretudo as do Pe  Labouche que tem um estudo extremamente preciso sobre o tema e tão profundo que só quem conhece bem teoria musical entende direito.Há em seu artigo uma ótima análise que envolve a matemática das notas musicais e a relação destas com a harmonia em diversos ritmos que é de tirar o chapéu.Antes de depreciar o trabalho dele você deveria lê-lo aprofundadamente e caso não concordasse produzir uma refutação científica.Não é com um artigo de meia página que se faz isso.Aliás eu não vi aqui nenhuma refutação.A não ser que você considere que dizer que duas pessoas são desconhecidas constitua uma refutação.Ainda que o fossem o mérito de uma tese tem que ser enfrentada em outro contexto e não com recursos retóricos.
Lembrando o que o Pe Labouche diz : "Deixaremos de lado a vida particular e os costumes dos roqueiros. Mas sabemos como a sensibilidade pode ser fortemente desestabilizada pelo emprego de ritmos devastadores ou de dissonâncias sistemáticas, e isso não contribui, evidentemente, para a santificação pessoal,inconcebível sem o domínio das paixões."
Não se trata de discutir a vida pessoal dos rockeiros mas do caráter da música rock.
 “Quanto ao Cardeal, ninguém é obrigado a concordar com o Cardeal Ratzinger escreveu num livro só com sua autoridade de teólogo.”
A questão é a seguinte : o que o Pe Labouche escreveu e o que Ratzinger disse tem mais autoridade que este artigo.A questão é de peso autoritativo maior no âmbito intelectual não de obrigação de fé.
“Ser algo negativo não significa ser algo que leve alguém a pecar.”
O que é ser negativo ? Parece me que você não define claramente aqui o conceito de negativo.

“O cigarro é negativo para a saúde mas não leva por si ao pecado.”
Fumar em si não é pecado; ouvir rock em si também não.Se eu passo pela rua e está tocando um rock em uma loja não peco por isso.Mas a questão é outra : o rock tem ou não potencial de revolucionar a reta ordem da alma através da sujeição dos sentidos ao gosto por um ritmo que –aqui não há dúvida: todos os historiadores , antropólogos e sociólogos do movimento rock  são unânimes em reconhecer seu caráter contra cultural- foi criado para a catarse ? (Eu digo que tem por experiência própria : fui rockeiro quando mais jovem , freqüentei o ambiente underground do mundo rock.Tinha dezenas de CDs , DVDs , etc...como tem o cigarro de desequilibrar a ordem química do cérebro por conta da nicotina).Entre a perversão química e a anímica qual delas é mais danosa?
“Alguns acusam os puritanos de não separar adequadamente as coisas. Eu penso justamente no contrário. O puritano é o que separa demais, analisa demais, desmembra demais as coisas da amálgama que existe e compõe a própria realidade.”
 
Você não define nem o que seja puritano nem de que puritanismo fala.Daí vira uma acusação vaga : basta não aprovar o rock para ser puritano.Esse termo tem uma história específica , ligado a um movimento protestante.Portanto mais rigor no uso deste conceito.
“Para um tratado de metafísica, seria ótimo, mas para uma avaliação da vida espiritual, não adianta de nada.”
Fazes uma confusão tremenda aqui : decompor e analisar é o método por excelência da razão – consiste em distinguir o que é que ! Então a metafísica tem isso.A vida espiritual exige em certa medida também essa distinção das coisas: distinguir o que é nossa vontade e o que é vontade de Deus , quais são os nossos apetites ( ira , concupiscência ) , nossos afetos , amores , ações para julgar tudo a luza da verdade revelada.A vida espiritual é conhecer a si mesmo a luz de Deus.Enquanto conhecimento que é, exige também a distinção e a análise de nossa vida interior ; é isso que se chama exame de consciência”
 “Nem tudo é separável, e praticamente tudo o que é separável existe apenas como abstração (ou seja, não existe "por si só" na realidade).”
Outra confusão : em termos de realidade as coisas existem juntas o que não quer dizer que não sejam distintas: alma e corpo existem juntas no homem mas uma não se reduz a outra.São absolutamente distintas em termos ontológicos.A abstração o que é ? A intelecção da essência.As essências são reais mas não materiais.São imateriais e imutáveis.Tudo quanto existe nesse mundo físico em que estamos é separável em termos de forma e matéria.Não existe a matéria pura sem forma.Dizer que algo que é separável existe apenas como abstração é dizer que só existe na mente do sujeito conhecedor( Exemplo : a forma de pássaro só existe na mente e não no pássaro  em si.Isso é nominalismo).Creio que você não tenha dito isso mas a construção da frase dá a entender.
“Princípios e tratados não levam ninguém para o céu, nem mesmo decorar a Suma Teológica. Mas enxergar a vida como meta, como projeto, como caminho para a santidade, e precaver-se de tudo o que possa obstrui-la (sem perder tempo com debates pseudo-intelectuais), isso sim é necessário e essencial ao cristão para se salvar”
Sim mas o que isso tem a ver com o assunto ? O que seriam debates pseudo intelectuais ? Muitos consideram o Rock um obstáculo para a vida e santidade.É isso que deve ser discutido e não a Suma ou os princípios !
 
“Há algum tempo, porém, descobri que o rock deve o seu nascimento a igrejas evangélicas dos EUA: surgiu como um ritmo explosivo que acompanhava fortes experiências religiosas.”
Apresente as provas disso !
“não adianta explicar muito em termos técnicos, musicais, rítmicos e históricos, o que é rock e o que não é. Até os músicos estão em desacordo quanto a isso.”
O DESACORDO não prova que não se possa chegar a um conhecimento sobre o assunto.Simplesmente parar o exame por que não há acordo é ridículo.Justamente por que não há é que tem que ser discutido.Não há acordo sobre quase nada nesse mundo.
“Ora, há bandas e bandas, e não se pode generalizar”
Sim se pode ; tanto que o uso do termo Rock para qualificar bandas diferentes indicam isso : que o conceito de rock convém a todas apesar das diferenças acidentais.
“Se quisermos ser santos fazendo a vontade de Deus, teremos que necessariamente nos mortificarmos e termos uma visão espiritual de nossa caminhada, e isso é católico.”
Mortificar implica em deixar gostos também.
“Vamos raciocinar - há uma guerrilha desnecessária contra o Rock - cujo reação de fãs em shows no que se diz respeito a uso de drogas entre outras coisas, pode acontecer com qualquer outro ritmo e qualquer outra aglomeração de pessoas, que estão entrando na onda anti-cristã e que não são poucas.”
O fato é que não acontece : um show de pagode e sertanejo não tem consumo de drogas como em um show de rock.O que não significa que eles sejam bons ( basta lembrar o estímulo que estes ritmos – excluo daí o sertanejo de raiz -  fazem a liberação sexual).O anticristianismo em diversas bandas de rock é mais explícito.E mesmo bandas mais comportadas podem ser porta de entrada para as mais pesadas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DOSSIÊ DOM HELDER : O ARCEBISPO QUE COMUNISTIZOU A IGREJA NO BRASIL !



Dom Helder , dito o "profeta da paz"!

Caros amigos são muitos os que chamam Dom Hélder de profeta, santo, etc. Há até quem defenda sua canonização. Há, decerto, os ignorantes : pensam que Dom Hélder era um homem fiel a Igreja e que se notabilizou pelo auxílio aos pobres. Outros, maliciosamente reconhecendo sua preferência pelo socialismo - condenado pelos Papas e proibido de ser professado por católicos sob pena de excomunhão - tentam tergiversar sobre esta faceta obscura de Dom Hélder dando a entender que o "socialismo" do arcebispo era outro e que associá-lo ao marxismo foi produto de uma acusação criada para desmoralizá-lo.

Portanto este de artigo visa provar que Dom Hélder era comunista e que a acusação é pertinente.

Em 1947 , o Padre Hélder organizou o secretariado nacional da ACB ( Ação católica brasileira ) que tinha a finalidade de integrar leigos e a Igreja. Movimento espalhado pelo mundo inteiro e implantado no Brasil pelo Cardeal Leme em 1935, agora ele contaria com a vasta experiência do Padre Hélder que já havia militado no integralismo nos anos 30. Anos depois Dom Hélder diria de sua passagem pelo integralismo que "foi um erro de juventude". O aspecto social não era um forte dos meus mestres no seminário. Nossa visão era de que tudo se dividia em capitalismo e comunismo. E nos sopravam discretamente que dos males o menor. Pouco a pouco foi fácil ver que esse embate não era verdadeiro".

Sabe-se que nos anos 50 a ACB sofreu forte influencia de pensadores católicos humanistas - como Emmanuel Mounier (Mounier, segundo o padre Lima Vaz, "foi o mestre mais seguido pela juventude católica brasileira" dos anos 60 : rejeitando categoricamente o sistema capitalista, ele considera que os cristãos podem aprender enormemente com o marxismo. Definindo sua própria filosofia social, ele escreve em 1947: "O personalismo considera que as estruturas do capitalismo são um obstáculo que se levanta no caminho da libertação do homem e que elas devem ser destruídas em proveito de uma organização socialista da produção e do consumo". E. Mounier, "Qu'est-ce que le personnalisme?" (1947), Oeuvres, III, Paris, 1963, p.244.), Teilhard de Chardin (Chardin teve suas obras condenadas pela Igreja por conta de seu monismo e de seu evolucionismo.O Santo Ofício solicitou ao Arcebispo de Paris que detivesse a publicação das obras. Em 1957, um decreto deste mesmo órgão decidiu que estes livros fossem retirados das bibliotecas dos seminários e institutos religiosos, não fossem vendidos nas livrarias católicas e não fossem traduzidos. Este decreto não teve muita adesão. Cinco anos mais tarde, uma advertência foi publicada, solicitando aos padres, superiores de Institutos Religiosos, seminários, reitores das Universidades que "protejam os espíritos, principalmente o dos jovens, contra os perigos da obra de Teilhard de Chardin e seus discípulos". Segundo esta advertência, "sem fazer nenhum juízo sobre o que se refere às ciências positivas, é bem manifesto que, no plano filosófico e teológico, estas obras regurgitam de ambiguidades tais e até de erros graves que ofendem a doutrina católica") e Jacques Maritain( Pai da noção de uma “cristandade laica”- uma civilização cristã sem um eixo religioso cristão , onde apenas a lei natural seria a norma e onde se faria a síntese do dogma católico com os princípios iluministas da liberdade religiosa e de consciência e igualdade; em suma Maritain defendia uma “cristandade” nova sem referência a Cristo!)  além do Padre Louis Joseph Lebret (1897-1966), dominicano francês ligado ao movimento Economia e Humanismo, que durante a década de 50 influenciou o “pensamento social católico” diretamente ligado aos agentes da ACB.

Em suma : a ACB se transformou, nas mãos de Dom Hélder, em uma plataforma para  uma síntese entre fé católica e marxismo que se realizaria através do influxo teológico e filosófico das idéias de Mounier , Maritain , Chardin , etc.

Na mesma época Dom Helder articulou com a Santa Sé a criação da CNBB ( Conferência nacional dos Bispos do Brasil) com o claro objetivo de unificar a ação pastoral da Igreja no Brasil em torno das novas orientações que impunha a ACB , orientações de cunho socialistizante.

Dom Hélder na época dizia que à CNBB visava “coordenar e subsidiar as atividades de orientação religiosa , de beneficência , de filantropia e assistência social( In : Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro p. 1525)” em todo o Brasil. A atividade da CNBB nos anos que se seguiram ficaram mais marcadas por ações no campo social que por assistência caritativa ou orientação religiosa.

A criação da CNBB por meio da ação direta de Dom Helder tem uma razão específica : enfraquecer a posição do então líder da Igreja no Brasil , o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara , arcebispo do RJ e herdeiro do Cardeal Leme. O projeto eclesial do Cardeal Leme, continuado pelo Cardeal Barros Câmara, era a romanização dos ambientes católicos do Brasil ainda muito marcados por um catolicismo popular , pietista e sentimental.

Para Dom Hélder a figura de Dom Jaime como líder da Igreja no Brasil e porta voz dela era um escolho pois impedia que a Igreja Brasileira respirasse ares novos. A idéia de criar a CNBB amadureceu durante o Congresso mundial de Leigos em Roma em 1950 onde através de contatos com o Monsenhor Montini – futuro Papa Paulo VI- Dom Hélder consegue do Papa PIO XII a criação da CNBB.

Deste modo a CNBB brota de certo modo da ACB pois Dom Hélder, na qualidade de seu assistente , dela se valeu para convocar os dois primeiros encontros da hierarquia eclesiástica. Com a ligação estreita da ACB com a CNBB a primeira ganhou muito pois, ficando livre das diretrizes de cada bispo diocesano – alguns bispos  avessos a linha progressista da ACB costumavam limitar seriamente seu ativismo- passou a tratar diretamente com um órgão de representação nacional o que lhe trouxe mais autonomia para se manifestar sobre questões de ordem temporal, ou seja , para se posicionar a favor do marxismo sem precisar prestar contas aos bispos. Contando com a ajuda da CNBB a ACB pode se desviar, pouco a pouco, da Doutrina Social da Igreja e experimentar a síntese do pensamento social católico com as idéias marxistas.

No fim da década de 50, a ACB se aproximou decididamente de setores da esquerda política formando o que viria a ser a teologia da libertação.

A CNBB, sob influxo de Dom Helder que, segundo Della Cava, se tornou desde então o “líder de fato da Igreja Brasileira” ( In : Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro p. 1526), tornou- se rapidamente um órgão para a socialistização do catolicismo no Brasil : de um catolicismo popular pietista predominante e de uma tentativa de romanização sem sucesso nos anos do Cardeal Leme, para um catolicismo social engajado em lutas temporais. Em 1956 a CNBB liderou uma grande reunião em Campina Grande com ministros do Governo Kubitschek para “discutir os problemas socioeconômicos da região”.

Ainda nessa época Dom Hélder dava inicio à “Cruzada de São Sebastião” com caráter imanentista  que buscava :
1-Promover, coordenar e executar medidas e providências destinadas a dar solução racional,humana e cristã ao problema das favelas do Rio de Janeiro;

2. Proporcionar, por todos os meios ao seu alcance,assistência material e espiritual às famílias que residem nas favelas cariocas; mobilizar os recursos financeiros necessários para assegurar, em condições satisfatórias de higiene, conforto e segurança,moradia estável para as famílias faveladas;

3. Colaborar na integração dos ex-favelados na vida normal do bairro da Cidade.

Embora a Arquidiocese do RJ já tivesse a Fundação Leão XIII que cuidava da assistência social aos mais pobres , Dom Helder resolveu criar a cruzada pelos seguintes motivos :

a)      Aproximação da Fundação Leão XIII com setores políticos conservadores e antimarxistas como a UDN.

b)      A Cruzada São Sebastião se concretizou graças ao apoio do pacto populista representado pelo Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) mais inclinados ao socialismo. 

Vejamos que os objetivos da Cruzada eram primariamente materiais : em primeiro lugar dar assistência material e só depois espiritual. Mas não nos enganemos : a Cruzada não tinha nenhum escopo evangelístico ou catequético. Não havia um plano de assistência religiosa as famílias pobres no sentido de formá-las dentro da fé católica .Os objetivos da Cruzada eram basicamente materiais : dar conforto , higiene , segurança. Há que lembrar que muitos dos moradores das favelas eram imigrantes do interior do Brasil vindos para o sudeste em busca de trabalho, diante do surto industrial que o país vivia. Muitos desses imigrantes perderam ,na vida da cidade grande,  a cálida experiência de religiosidade e piedade tradicional católica  proporcionada pela vida no campo. Ainda que esta experiência de piedade católica fosse marcada por supertições populares, elas criavam um caldo de cultura  -ainda que apenas superficialmente católica- que mantinha gerações e gerações ligadas umbilicalmente a Igreja. Nos ambientes urbanos essa cultura não existia. A assistência da Igreja se fez sentir no campo social , mas no campo religioso essa assistência era de menor grau ou nula. A despreocupação do clero com a questão da catequese abriu espaço para a proliferação das seitas neopentecostais de cunho protestante que invadiram os grandes centros urbanos e se espalharam , sobretudo sobre as periferias. A "cruzada" de cruzada só tinha o nome : não visava a conquista espiritual dos pobres mas apenas a atenuação de sua pobreza material

A cruzada contou ,  para o plano de urbanização, com a ajuda de arquitetos que buscavam, através do planejamento dos imóveis a serem construídos para abrigar os favelados, estimular o empoderamento do pobre em face das classes superiores dando-lhe acesso a vida em apartamentos que lhes proporcionassem uma nova consciência capaz  de afrontar a questão da desigualdade de classes : “nos anos 40, o apartamento já era um símbolo de status para parte do universo das camadas médias brasileiras: “(…) o apartamento não surgiu, entre nós, como um recurso para atender às necessidades das classes modestas; até uma certa época, cuja limitação ainda não se pode definir perfeitamente pelo efeito da proximidade dos dias que correm, o apartamento foi, pode-se dizer, um luxo; hoje, se ainda não deixou de ser um luxo, tornou-se para a pequena burguesia dos funcionários públicos e empregados uma necessidade de aparência, de aproximação com a classe superior.” (In : CONSTRUÇÃO CIVIL.O observador Econômico e Financeiro, Rio de Janeiro, ano 7, n. 76, p. 13-21, mai. 1942. p. 14-15.) A cruzada seguiu uma tendência inovadora na arquitetura da habitação social brasileira, a qual fora influenciada pela vanguarda moderna e socialista européia dos anos 20 (formada por expoentes de movimentos e tendências artísticos como o Construtivismo russo, De Stijl e Bauhaus).O objetivo era claro : comunistizar a mentalidade dos pobres através de uma experiência estética e arquitetônica que dessa vasão a ideais coletivistas

Muitos bispos , clérigos e leigos marginalizados com a nova orientação que a Igreja no Brasil tomava se engajaram sob a liderança de Plínio Correa de Oliveira na criação da “Sociedade de defesa da Tradição , Família e Propriedade(TFP)" contrária ao catolicismo com engajamento social criado por Dom Hélder e asseclas. O núncio Dom Lombardi , porém , apoiava a facção social da CNBB , o que demonstra que ,sob o Pontificado de João XXIII, haviam ventos favoráveis soprando para Dom Hélder e a CNBB confirmando – os nessa linha de engajamento social marxistizante.

A influência de Dom Hélder não pararia na CNBB, mas se estenderia por toda a América Latina: em 1958 foi delegado do Brasil na 1 reunião do CELAM ( Conferencia Episcopal Latino Americana). Depois em 1960 foi eleito segundo vice presidente do CELAM.

Livro que prova a ligação da JUC com o PC do B
Nesse contexto nasce a JUC ( Juventude Universitária Católica) no seio da ACB que era dominada pelo Arcebispo dos pobres. a JUC dos anos 1960-62 representou a primeira tentativa, em todo o continente, de desenvolver um pensamento “católico” utilizando elementos do marxismo. Apesar de seu fracasso imediato, lançou sementes que iriam germinar mais tarde - no Brasil e no conjunto da América Latina. Com razão Pablo Richard se refere ao Congresso dos 10 anos da JUC (1960) como "o início de uma nova etapa na história do cristianismo brasileiro e latinoamericano"(in :Pablo Richard; Morte das cristandades e nascimento da Igreja, S.Paulo, Edições Paulinas, 1984, p.154.). Cabe acrescentar que se tratava não só do movimento estudantil universitário : a JUC foi para o  campo da educação popular (MEB) e mais tarde para o terreno da ação política (AP).

Os ideólogos jucistas diziam não se inspirar em Marx mas ao mesmo tempo rejeitavam o tabu anti-marxista( rejeitam portanto que sejam contrários ao marxismo , ao menos lhe reconhecem alguns méritos e algum valor ); segundo dizia o líder da JUC Herbert de Souza( O conhecido sociólogo Betinho que nos anos 90 criou o programa "Natal Sem Fome"), "não temos Marx como mestre, pois já tínhamos um outro, antes. Mas sabemos ler também Marx". As principais referências dos documentos da JUC são estritamente católicas: Santo Tomás, Leão XIII, Pio XII, João XXIII, etc. Porém cabe dizer que embora a  JUC não  tenha aderido a nenhum modelo existente de marxismo no Brasil -como o PCB, ou alguma de suas dissidências -  trata de fazer sua própria leitura do pensamento de Marx e da realidade brasileira e chega a ter até conclusões bem mais radicais que o PCB, alinhado com o populismo governamental.

Diante disso tudo fica a questão : Por que o Brasil foi o primeiro país em que esta mistura absurda , herética e diabólica de cristianismo e marxismo pôde se desenvolver - conseguindo, no curso dos anos de 30 a 60, maior impacto do que em qualquer outra Igreja da América Latina?

A resposta é clara : não fosse a articulação de Dom Helder isso não teria sido possível. Foi através dele que o marxismo chegou a ACB e por meio dela aos mais diversos ambientes eclesiais. Sem a fundação da CNBB, sob os auspícios de Dom Hélder, a generalização da linha socializante de ação da Igreja no Brasil não teria sido possível. Sem as articulações de Dom Helder a JUC não existiria e nem tampouco a Teologia da Libertação. Dom Helder é o culpado pela socialistização da Igreja no Brasil.

Gramsci , pai do marxismo cultural.
Dom Hélder atuou aí como um intelectual orgânico do marxismo,  infiltrado na Igreja para fins de subversão , dentro dos quadros teóricos do pensamento de Antônio Gramsci que entendia ser fundamental “terrestrializar o pensamento” para efetivar o socialismo. Como afirma Olavo de Carvalho “Gramsci, teórico do socialismo e militante do partido comunista italiano ,  estava particularmente impressionado com a violência das guerras que o governo revolucionário da Rússia tivera de empreender para submeter ao comunismo as massas recalcitrantes, apegadas aos valores e praxes de uma velha cultura. Gramsci descobriu que era necessário amestrar o povo para o socialismo antes de fazer a revolução. Fazer com que todos pensassem, sentissem e agissem como membros de um Estado comunista enquanto ainda vivendo num quadro externo capitalista. Quando viesse o comunismo, as resistências possíveis já estariam neutralizadas de antemão e todo mundo aceitaria o novo regime com a maior naturalidade. O que interessa realmente é mudar as estruturas profundas de pensamento: os valores, os símbolos, a linguagem etc., e tudo, de preferência, sem nem falar em propaganda comunista. Isto vai criar uma mutação cognitiva, as pessoas vão passar a julgar de outra maneira, e é preciso que esse processo seja tão lento que seja imperceptível. Gramsci percebeu que era necessário infiltrar-se nas organizações dedicadas à cultura, nas redações dos jornais, nas comunidades religiosas.”

Nesse quadro nada era melhor que usar a Igreja Católica como aliada na luta pelo marxismo.

Dom Hélder ao deslocar o eixo da Igreja no Brasil dos assuntos de cima( salvação , santidade, vida terna , pecados , virtudes , oração ) para os de baixo ( salário , moradia , emprego , justiça social ) , apelando para a caridade cristã com o próximo , atua subvertendo o sentido ínsito da fé católica com propósitos revolucionários marxistas mas não sem vestir tal subversão com uma capa de aparências piedosas –  o apelo a virtude da caridade e ao desapego aos bens materiais na verdade serviam, dentro do projeto da CNBB, não à edificação do homem católico e da cristandade, mas sim a um projeto político ideológico identificado com o socialismo.

Se trata aí da tática gramsciana dos marxistas, que descobriram que o método mais promissor para chegar ao poder é dominando a cultura nacional o que implica em um processo para lograr uma forte influência na religião, nas escolas, nos meios de comunicação e nas universidades. É neste contexto que se deve entender a teologia da libertação: como uma doutrina política disfarçada de crença religiosa com um significado anti-papal e anti-livre empresa, destinada a enfraquecer a independência da sociedade face ao controle estatista-socialista. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Evo Morales a ponto de criar uma Igreja Católica Nacional na Bolívia

Depois de participar da missa de encerramento da JMJ Rio2013, o presidente da Bolívia, Evo Morales, regressou a seu país com novos brios para reforçar a fundação da denominada “Igreja Católica Apostólica Renovada do Estado Plurinacional”.
 
O bispo de Oruro, uma das dioceses onde se faz esse experimento, Dom Cristóbal Bialasic, adverte que o governo (de Morales) pretende dividir a fé dos bolivianos com isso que “não é bem uma Igreja, mas sim uma seita”.
 
“Sejamos sinceros – disse Dom Bialsasic –, é uma seita que se começou a formar e é promovida pelo Estado, nem tanto pelo Estado, mas pelo governo”.
 
O bispo afirma que é arbitrária a maneira como se quer consolidar esta iniciativa. O próprio Morales em 2008 qualificou a Igreja Católica como um “instrumento de dominação”. 
 
A estratégia do presidente boliviano é similar à medida do – em 1926 – regime perseguidor da Igreja no México, liderado por Plutarco Elías Calles, que nomeou o sacerdote cismático José Joaquín Pérez Budar (Santiago Juxtlahuaca, 16 de agosto de 1851 - Cidade do México, 9 de outubro de 1931) como patriarca da “Igreja católica apostólica mexicana” para substituir a Igreja Católica.
 
Na Bolívia já se fala da imposição de um “arcebispo primaz”, o ex-sacerdote católico Ariel Ticona, um padre que foi expulso da Igreja Católica por mau comportamento. 
 
Como boa parte das estratégias seguidas por Morales, esta é reflexo de algo que já se fez na Venezuela, no Peru e no Equador: atacar a Igreja Católica.
 
Em uma ocasião recente, Evo Morales manifestou suas dúvidas de que os roubos de bens da Igreja católica na Bolívia não tinham sido cometidos pelos próprios bispos desse país. 
 
A imprensa boliviana qualificou de “oportunista” a viagem de Evo Morales ao Brasil para participar da missa de encerramento da JMJ. O que ele queria, segundo a imprensa, eram fotos com o Papa Francisco, que ele considera um partidário da teologia da libertação. 
 
“São atitudes lamentáveis”, considera Dom Bialasic. “É uma invenção do governo. Dá pena porque muita gente vai se deixar levar por esse engano”, afirmou.
 
A “Igreja Católica Apostólica Renovada do Estado Plurinacional” está completamente alinhada com o regime político, que tenta impor um novo culto oficial no país.