O
Dr. Gerard van den
Aardweg, psiquiatra e Ph.D.
em Psicologia pela Universidade
de
Amsterdam (Holanda) tem
mais de
trinta e sete anos de trabalho com homossexuais. Exerceu a
psicoterapia desde
1963 na Holanda, especializando-se na homossexualidade. Entre
as suas diversas
obras, está o livro ja citado “A Batalha
pela Normalidade Sexual” (Editora Santuário, 2000),
para ajudar às pessoas
que sofrem problemas de sexualidade. É uma obra científica,
bem documentada, e divide-se
em duas partes: O conceito de homossexualidade e Recursos
terapêuticos.
Dr.
Gerard
Aardweg não é favorável à tese de que o homossexualidade seja
devido a
fatores biológicos, genéticos e hereditários.
Ele afirma:
“Se
algum fator biológico fosse descoberto como
estreitamente relacionado com a homossexualidade, isso não
seria argumento em
favor da sua normalidade. Nem seria necessariamente uma causa
direta...
Entretanto, ainda é um grande “se”. As evidências todas no
campo biológico
mostram uma causalidade não fisiológica, não biológica” (pp.
23s).
Ele
julga
que a homossexualidade tem sua explicação em falhas da
educação por parte
de pai ou mãe como também no relacionamento com colegas e
companheiro(a)s de
infância ou adolescência. Eis o que escreve às pp. 35s:
“Muitos
homossexuais, por exemplo, tiveram uma mãe
superprotetora, ansiosa, preocupada, ou dominadora, ou que os
admirou ou mimou
excessivamente. Seu filho era “o bom menino”, “o menino
obediente”, “o menino
bem-comportado”, e muitas vezes um menino psicologicamente
retardado em seu
desenvolvimento, sempre visto como “um bebê” por um período
excessivamente
longo. E o futuro homossexual masculino em parte permaneceu
esse filhinho da
mamãe. Porém, uma mãe dominadora, que vê em seu filho um
“homem de fato” e quer
torná-lo um homem, não há de produzir um “efeminado”. O mesmo
se aplica à
relação pai-filha.
Em
suma, o estudo da
homossexualidade revela a importância de os pais terem noções
e hábitos sadios
com relação à masculinidade e à feminilidade. Na maior parte
dos casos,
entretanto, é a combinação de atitudes de ambos os pais que
prepara o terreno
para um desenvolvimento homossexual”.
O
Dr. Aardweg julga que em certa porcentagem é possível a plena
mudança do
paciente. Para tanto propõe os seguintes recursos:
“Uma ajuda importante
é ver como são infantis esses contatos homo-eróticos – na
realidade ou na
fantasia. Procure perceber em tais anseios que você não é uma
pessoa madura,
responsável, mas uma criança que quer mimar-se a si mesma, ter
afeição e prazer
sensual para si mesma. Compreenda que isso não é amor real,
mas a busca de si,
em que o parceiro é mais objeto de prazer do que uma pessoa”
(pp. 125s).
“O
homossexual deve atingir uma plena decisão da vontade:
não deve deixar nenhum espaço a nenhum desses impulsos
homossexuais. Ele deve
crescer gradativamente nesta decisão... Na grande maioria dos
casos em que um
homossexual tem boa vontade; mas tem pouco sucesso, isso é
devido a uma vontade
que não está completamente decidida; por essa razão, é incapaz
de combater
vigorosamente e estará inclinada a criticar a força de sua
orientação
homossexual ou as circunstâncias desses magros resultados e
não o caráter
incompleto de sua decisão. Depois de vários dias de relativo
sucesso e recaídas
periódicas em fantasia homossexual, um homossexual masculino
descobriu que
nunca desejara plena e realmente ficar livre de seu prazer.
“Agora é claro para
mim por que tinha sido tão difícil. Quisera a minha mudança,
certamente, mas
não cem por cento”. A primeira batalha por isso é esforçar-se
por ter uma
vontade purificada. Uma vez alcançado isso, deve-se renovar
esta decisão de
forma regular, de modo que se torne estável, um hábito. Caso
contrário, a
decisão novamente se enfraquecerá” (p. 124).
Dr.
Gerard recomenda a oração:
“O
bom cristão também deve recorrer à oração. A oração pode
ser a coisa mais eficiente na superação das fantasias sexuais
e dos impulsos de
masturbação. Isso, porém, não exclui a luta pela vontade de
que falamos acima.
Em primeiro lugar, porque não deve ser oração em geral, mas
oração nos momentos
cruciais, quando os impulsos se apresentam. Uma observação
interessante que
pode ser feita aqui é que muitas pessoas religiosas com
complexo homossexual,
embora rezem em outras horas, recusam-se a orar justamente no
momento da
tentação. Orar nestas circunstâncias requer um esforço da
vontade. Se este for
feito, e a pessoa procurar com sinceridade aplicar os métodos
disponíveis,
embora ainda se sinta incapaz de superar um forte ímpeto a
estar com o companheiro,
a masturbar-se, a tolerar sonhos acordados homo-eróticos,
perceberá que uma
oração honesta com a estrutura mental de um filho que se
dirige ao bom Pai, não
o deixará sucumbir. Quem realmente procura fazer o que pode e
então
sinceramente pede ajuda, experimenta-a de modo sutil, mas sem
falta.
Um
bom católico também poderá recorrer à Santíssima Virgem,
cuja intercessão junto de Deus é particularmente eficaz em
matéria de
castidade, aos santos e ao anjo da guarda. Ele será
internamente fortalecido
pelos sacramentos da Confissão e da Eucaristia” (p. 129).
A
voz do Dr. van den Aardweg é baseada em sérios estudos
(que a ampla bibliografia indicada no livro comprova) e em
longa experiência. O
próprio Dr. Aardweg escreve:
“A
maior parte dos que tentam praticar regularmente os
métodos propostos, melhoram segundo avaliação feita após
vários anos de
tratamento (uma média de três a cinco anos). Seus desejos e
fantasias
homossexuais perdem força e desaparecem; a heterossexualidade
surge ou é
consideravelmente fortalecida e suas personalidades tornam-se
menos
problemáticas. Alguns, não todos, sofrem recaídas ocasionais
(sob stress, por
exemplo) em suas antigas
representações homossexuais, mas, se voltam à luta, a recaída
não dura muito”
(p. 10).
Ao
homossexual que quer
viver a castidade, o Dr. Gerard
Aardweg,
diz que muitos que trazem esta tendência dizem da “boca para
fora” que são
felizes e que “eu me
aceito como sou”,
mas que na verdade são infelizes e muitos são deprimidos. Ele
cita o desenhista
de alta costura alemão Wolfgang Joop, homossexual, que
afirmava em tom de
cinismo, em uma entrevista à revista Der
Spiegel: “Este é um estilo de vida que cria adição, com
uma espécie de
frigidez. Como não se está satisfeito, aumenta-se a dose e, em
consequencia, se
multiplicam as frustrações”.
Dr.
Gerard recomenda
em seu livro “Homossexualidade e Esperança” (Eunsa, Pamplona
1997), como um
caminho de esperança que a pessoa busque a verdade sobre si
mesma sem deixar-se
arrastar por um derrotismo de “eu sou assim”. Nesse livro ele
dá orientações:
“A
idéia fica mais
clara – afirma – se consideramos
que os
desejos homossexuais transformam-se em
depressões que vêm da juventude: sentimentos de
solidão, complexo de
inferioridade sobre a identidade sexual, sentimentos de
auto-dramatização. Todo
o contrário da esperança”.
“É
preciso dissipar
toda a nuvem de fatalismo que envolve a homossexualidade: se
está nos genes ou
se é uma variedade a mais da sexualidade, ou de que não se
pode mudar. São
slogans de propaganda. Saber que não pesa sobre alguém um
determinismo
hereditário oferece perspectivas de esperança. A idéia de que
haja fatores
hereditários que simplesmente predisponham à inclinação
homossexual, é
puramente especulativa.
As
causas estão na
família: nos meninos, a conhecida relação com uma mãe
super-protetora,
dominante; ou com um pai psicologicamente distante, ou
demasiado critico, ou
pouco viril, ou que não lhe dá atenção em favor de seus
irmãos. Também
prejudica os filhos na identificação com seu próprio sexo o
pai ou a mãe que
não goste do seu próprio sexo. Além disso, o fato dos pais
tratarem o menino
como menina, ou vice-versa, de modo que a criança se sinta
desaprovada ou não
desejada como o que de fato são”.
“É
muito importante
também os companheiros do mesmo sexo. A maioria dos
homossexuais dizem
sentir-se excluídos em sua infância ou juventude, por seus
companheiros, na
hora de jogar ou de fazer outras atividades. É um complexo de
marginalização,
de não haver sido aceito. Para viver a castidade é preciso
desejá-la; há que se
convencer que a castidade é um ideal possível e vantajoso.
Infelizmente isto
não é ensinado nas escolas, e sim o contrário”.
“Evitar
os contatos e
os locais de encontros; lutando contra a masturbação, não
cedendo às fantasias
sexuais, vencendo a curiosidade na internet ou nas publicações
pornográficas.
Buscando ajuda e, em tempo livre, fomentando atividades boas e
com boas
companhias”.
“É
importante que o
homossexual veja o sacerdote como um pai. Em termos
psicológicos, pai significa
proteção, apoio, valorização, interesse; e também fortaleza,
direção, quem
corrige e exige. Os homossexuais, tanto homens como mulheres,
precisam de uma
figura de pai, que lhes faltou na juventude. Não um pai para
continuar a ser um
menino dependente, mas um pai que o ajude a seguir o seu
caminho, a se manter
na luta”.
“Outro
problema dos
homossexuais é sua solidão interior e social. Necessitam de
uma figura paterna
para perseverar em uma luta nada fácil. Precisam ser animados
a serem abertos,
a sair de seu eu, a não buscar interesse e atenção só para si
mesmos. Precisam
aprender a amar, e sair do seu egocentrismo. Isto alivia a
depressão e as
fantasias homossexuais”.








