Google+ Followers

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A crise da Igreja relatada por Leonardo Faccioni!!


Não conheço uma única igreja [com inicial minúscula - refiro-me ao edifício, o templo] católica que efetivamente o seja em um raio de 120km. Nenhuma! Sequer em catedrais diocesanas, sedes de bispados e arcebispado. Sequer em santuários marianos com afluxo de fiéis na casa das centenas de milhares. Nesse raio, está abrangida uma população de mais de dois milhões de almas, de ascendência fundamentalmente italiana, da qual nove a cada nove pais e avós eram católicos fervorosíssimos e fidelíssimos.
Mas não, não há crise na Igreja. "A crise é a crise do homem". Embora eu não tenha a mínima dificuldade em encontrar luteranos, calvinistas, pentecostais, neopentecostais, mórmons, testemunhas de jeová, budistas, hindus, judeus, kardecistas, umbandistas, maçons e até muçulmanos ultraortodoxos nessa mesma circunscrição. Aliás, estão todos na praça central da cidade a fazer proselitismo diário (bom, exceto os judeus). Só não encontro católicos reconhecíveis, que me façam lembrar aqueles pais e avós. A catedral católica está lá, na praça. Mas o bispo e os padres que em seu interior escondem-se dizem coisas que não consigo relacionar ao Denzinger, ao Catecismo de S. Pio X que herdei de meu "nonno", à clareza daqueles que, nos três primeiros séculos cristãos, diziam sim quando sim, e não quando não, por mais que se reduzissem à minoria das minorias. Por vezes, tenho a impressão de que a catedral seja um apêndice dos cursos de autoajuda promovidos por programas vespertinos de TV, quando não das cátedras marxistas da universidade.
Mas não, a crise é só do homem. Com a Igreja, está tudo bem. "Nunca esteve tão bem!", diria alguém. É ela, a Igreja, um mero sujeito passivo ante o espírito do tempo. Exceto por todas as outras, sabidamente falsas, que parecem suportá-lo com estranha altivez.
Ora, não neguemos o óbvio. A Igreja está em crise severa, sitiada por todos os lados - sobretudo e de dentro. Reconhecer um problema é o primeiro passo para que haja a mínima possibilidade de solucioná-lo. (Por Leonardo Faccioni)

Um comentário:

  1. É inacreditável, ao menos aqui no Rio de Janeiro, como são prolíficas as igrejas neopentecostais ultraortodoxas...
    As mulheres com feios vestidos que se arrastam no chão (feios porque são toscamente cosidos, mas são mais belos que a vestimenta de muitas católicas que vão de microssaia para a missa) parecem se multiplicar com mais eficácia e mais rápido que baratas.

    ResponderExcluir