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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Marxismo Gay !!!

A década de 60 assistiu ao nascimento da nova Esquerda de inspiração gramsciana. Ela insistiu e insiste na guerra cultural, convencida de que só derrubando os valores sobre os quais o ocidente cristão se estabeleceu será posível insitutir o comunismo, fazendo nascer o "homem novo", livre das "opressões burguesas". É neste contexto que surgem o feminismo, que visava revolucionar a relação homem-mulher, seja na sociedade quanto no interior do matrimônio, e o gayzismo (ou movimento gay), com o fito de garantir direitos para esta minoria.
A verdade é que desde a década de 20 que a política soviética tenta solapar o ocidente promovendo tudo que é contrário a suas tradições.Josef Stalin nesta época deu início ao financiamento da Escola de Frankfurt , instituto que formou vários intelectuais de esquerda que vieram a influenciar professores universitários e os alunos das universidades americanas.Um dos frutos dessas idéias dos frankfurtianos foi a de descontrução do gênero sexual masculino ou feminino visto como produto da sociedade burguesa.Mas afinal por que a luta contra a sexualidade natural tornou-se um dos focos dos marxistas ? Nas obras de Marx e Engels a família é vista como base da propriedade privada que por sua vez é a base do capitalismo e da desigualdade.Ora para implantar a nova sociedade comunista e o novo homem liberto da consciência burguesa faz-se necessário destruir a família tradicional e criar novos arranjos.Já no século 19 pensadores socialistas tencionavam criar sociedades abertas onde o sexo fosse absolutamente livre de amarras morais.Charles Fourier ,pensador socialista francês, chegou a criar os "Falanstérios" , comunas onde tudo era de todos inclusive as mulheres, onde as crianças eram filhas de todos - dado que as mulheres podiam ter relações com qualquer homem as crianças nasciam e cresciam sem saber quem era seu pai.O casamento foi abolido no Falanstério.E igualmente o patrimônio.
Portanto o socialismo em suas diversas vertentes sempre foi inimigo da família natural. 
A concepção dos "direitos" homossexuais se assenta em referências marxistas. Na teoria do direito de Marx, o direito não se assenta no justo, mas é identificado com as forças históricas. A constituição de direitos seria, para Marx, resultado da ascensão de novos grupos sociais que, ao se estabelecerem no poder, fazem de seus interesses de classe as leis que irão governar uma sociedade. Isso teria ocorrido com a burguesia durante as revoluções do século 18 (francesa e americana) e 19 (revoluções liberais de 1830 e 1848), e segundo as "profecias" do pai do comunismo, a revolução proletária poria fim às legislações de inspiração iluminista, instaurando uma nova legalidade calcada nos interesses do proletariado. Foi justamente o que se tentou fazer na falecida URSS. Na época de Lênin, o princípio do interesse revolucionário se sobrepôs às garantias individuais dadas pelo direito civil de modo que cabia ao Estado dizer se alguém podia ou não gozar de direitos em vista do interesse maior do Estado e da revolução proletária. A consequência foi que todos os direitos inalienáveis da pessoa humana fundados na universalidade da natureza humana foram negados pela justiça soviética: o Estado passou a sobrepor-se ao indivíduo e a segurança jurídica foi eliminada, já que os direitos dependiam em última instância da interpretação estatal. Foi isso que permitiu o genocídio, o gulag e o totalitarismo comunista. O movimento gay tem a ver o quê com isso? Tudo, pois a concepção que está na base do movimento é que, como estão articulados politicamente e como minoria, tem determinados interesses de "grupo" e uma espécie de consciência de "classe", então são detentores de direitos porque se entendem como "vanguarda histórica", como eclosão de forças históricas progressistas pois o movimento gay se define pela noção do "oprimido", que luta contra a "opressão" da sociedade burguesa.
Na teoria marxista e gramsciana do direito, todo grupo articulado em torno de interesses e que consegue se impor historicamente é detentor de direitos, direitos esses que nascem da força e do ativismo (portanto, da vontade), e não da reflexão sobre o justo e da razão. Há aí uma forte semelhança com o fascismo, que identifica o direito com a "vontade", sobretudo política. O direito para a liderança gay não é o justo percebido pela consciência ao ler a ordem da razão e da natureza, reflexos da ordem divina. Para o movimento gayzista, os gays tem direitos (como o de se casar, adotar filhos etc) pelo simples fato de serem um grupo de interesses sociais e politicamente organizado. Jamais suas lideranças buscam fundar a defesa de sua causa numa antropologia natural, o que seria de fato, impossível, pois o casamento gay não encontra a mínima base na natureza humana.
 
As bases ideológicas do movimento poderiam ser resumidas em três fontes distintas :
 
1. Uma fonte marxista contrária ao jusnaturalismo que é a doutrina do direito natural como base do direito positivo; o marxismo identifica direito com a força e a tendência histórica com o justo e o verdadeiro;
2. Um caráter nietzscheano, pois o movimento busca criar valores que se oponham aos valores tradicionais. Para impô-los, o movimento se apossa de espaços na academia e na mídia para criar uma opinião pública favorável a seus interesses. O valor central para o movimento é a "vontade de poder" criadora de uma "verdade" favorável a seus interesses através de uma retórica da vitimização.
Parada gay em São Paulo
3. Uma fonte gramsciana que visa atacar a família natural, valorizando, justificando e incentivando "novos tipos de arranjo familiar", travestidos como pretenso avanço dos direitos humanos.
O movimento, ao mesmo tempo em que foi instrumentalizado pela Esquerda para seus fins particulares (a implementação da sociedade revolucionária), também o instrumentalizou o discurso para seus próprios fins (a implantação dos "direitos" gays): há aí uma simbiose tão grande que se torna muito difícil discernir quando a Esquerda se vale do movimento e quando o movimento se vale da Esquerda.O sucesso de tudo se deve ao fato de que o movimento gay quanto o movimento comunista internacional exploram as paixões mais baixas do homem.
Toda pessoa sensata tem o dever de se opor ao movimento gay, pois o mesmo tem raízes ideológicas que representam uma ameaça aos direitos humanos autênticos, direitos esses que não podem ser criados pelo arbítrio humano, nem pelas forças históricas, nem pelo Estado: tais direitos antecedem o Estado e próprio homem; esses direitos nós os possuímos, não por uma concessão da sociedade, mas em vista de nossa condição humana. Negar o vínculo entre direito e natureza, e entre direito e razão (onde se pode ler a lei divina) é negar a condição criatural do homem, é negar a realidade humana mais fundamental.
 
Nós não somos obras de nossas próprias mãos. A fonte do Direito, em última análise, é o Deus criador. O movimento gay abre espaço para a destruição dos direitos inalienáveis do homem e da família natural, base indispensável do Direito à propriedade sem a qual não se pode assegurar a verdadeira liberdade do homem . Uma sã concepção do Direito implica em que não existam direitos dos negros, dos índios, dos gays, mas apenas direitos humanos fundados na igualdade de valor de todas as pessoas.

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